Retrato oficial do Papa Francisco com um arco-íris e uma mesquita

O retrato oficial do Papa Francisco, encomendado pelo Vaticano ao artista plástico Igor Babailov, posiciona o pontífice romano entre a Basílica de São Pedro e os minaretes de uma mesquita islâmica, mostrando ainda um sugestivo arco-íris sobre a Praça de São Pedro.

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Neste quadro, a figura papal aparece iluminada a partir do alto, onde se encontra uma pomba branca, enquanto a Sagrada Família e o brasão de armas papal surgem na sombra. Num plano anterior, são apresentadas mais duas cenas papais, onde o Santo Padre lava os pés a um deficiente e acolhe as crianças.

Todas as pessoas presentes na Praça de São Pedro encaminham-se para a basílica, durante a noite, onde a porta está completamente aberta e o seu interior iluminado por uma luz âmbar.

Destaca-se ainda a presença do Tau franciscano sob a palavra “Franciscus”, no canto inferior direito.

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O Santo Padre teve já a oportunidade de observar o resultado final do trabalho de Igor Babailov, assim como o público em geral, uma vez que a imagem chegou até a ser projetada na Times Square, em Manhattan, a praça mais central da cidade de Nova Iorque.

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Este não é o primeiro pontífice romano retratado por Igor Babailov, que já tinha produzido anteriormente os retratos oficiais de João Paulo II e de Bento XVI.

Entretanto, a publicação católica americana The Remnant aproveitou o mote e elaborou uma versão satírica do mesmo retrato.

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O original de Igor Babailov, à esquerda, e a versão satírica do The Remnant, à direita.

Como se o original não parecesse já uma sátira…

Basto 9/2018

Logótipo da viagem papal ao Egito

O Vaticano já revelou o logótipo e o programa oficial da viagem papal ao Egito, que decorrerá de 28 a 29 deste mês de abril, com o lema “Papa da Paz no Egito da Paz”.

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A viagem papal ao Egito enquadra-se nos esforços que o Papa Francisco tem feito em aproximar a Fé Católica da Fé Muçulmana, apesar da profunda incompatibilidade dos credos. Os cristãos reconhecem Jesus Cristo como o único Deus e os muçulmanos consideram isso uma gravíssima blasfémia.

bíblia e corão
Santo Padre aos refugiados na Basílica do Sagrado Coração de Jesus do Castrum Paetorium, em Roma – Rome Reports, 20/01/2014

É quase incontável a quantidade de gestos e iniciativas que o Papa Francisco tem protagonizado a favor da aproximação ao Islão, por vezes chegando mesmo a relativizar a Fé da Igreja que dirige. Os últimos dias não têm sido exceção.

Basto 4/2017

O Papa, o Islão e Nª Sª de Balsamão

Balsamão
Nª Sª de Balsamão

No domingo de ontem, dia 22 de maio, celebrou-se a Solenidade da Santíssima Trindade. Neste dia, a Igreja convida os fiéis a refletirem sobre um dos mais profundos mistérios da nossa Fé, que é o Mistério de Deus, Uno e Trino. Motivo de escárnio para os infiéis, indiferença para os insensatos e único caminho de salvação para os Cristãos.

aparição de tui
Revelação do Mistério da Santíssima Trindade à Ir. Lúcia em Tui, Espanha, a 13 de junho de 1929

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos os Preciosíssimos Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

  (oração ensinada pelo Anjo de Fátima, II Memória da Ir. Lúcia, 1937)

Jesus Cristo, antes de partir para junto do Pai, enviou os seus discípulos a anunciar a Salvação a todas as nações e povos, batizando-os em nome da Santíssima Trindade.

Missão Universal da Igreja:

Os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando o viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam. Aproximando-se deles, Jesus disse-lhes: «Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.» (Mt 28, 16-20)

O Papa Francisco e o Islão

O Papa Francisco voltou a dar uma entrevista controversa, e desta vez até foi fora do avião. Aconteceu no dia 19 de maio, com o jornal francês La Croix. A controvérsia partiu do facto de o Papa Francisco ter comparado o jihadismo islâmico à missão universal da Igreja. Precisamente o mesmo Papa que, sem apontar o dedo especificamente a alguém, não para de se queixar dos fundamentalistas existentes dentro da Igreja Católica.

La Croix: O medo de aceitar migrantes é parcialmente baseado no medo ao Islão. Na sua opinião, o receio de que esta religião se expanda na Europa é justificado?

Papa Francisco: Hoje em dia, não creio que exista um receio do Islão enquanto tal, mas antes do ISIS [organização terrorista islamita também conhecida como “Estado Islâmico”] e da sua guerra de conquista, em parte, proveniente do Islão. É verdade que a ideia de conquista é inerente à alma do Islão. Contudo, é também possível interpretar com a mesma ideia de conquista o objetivo do evangelho de Mateus, onde Jesus envia os seus discípulos a todas as nações.

(in La Croix, 19/05/2016)

Pormenores da Fé à parte, já que eles se tornaram menos relevantes para o papado nestes dias, o Santo Padre mostra-se muito otimista com o aumento do fluxo migratório em direção à Europa. Entre outras vantagens, vê nisso uma solução para aumentar a natalidade no velho continente e assim resolver o problema do envelhecimento demográfico. Apesar de parecer uma solução estranha, principalmente quando apresentada pelo líder da Igreja Católica, ela não é nova. Aliás, alguns clérigos islamitas mais radicais pregam, nas suas mesquitas, precisamente a sua disponibilidade para inverter os baixos índices de fecundidade europeus. Estamos portanto perante uma espécie de pragmatismo ecuménico, como dirão alguns…

Hoje em dia podemos falar de uma invasão árabe. É um facto social.

(Papa Francisco ao L’Osservatore Romano in TVI24, 05/03/2016)

Apesar da incompatibilidade entre o Cristianismo e o Maometismo registada ao longo de 14 séculos, traduzida muitas vezes em guerras violentas e choques civilizacionais, o Papa Francisco tem feito, desde o início do seu pontificado, todos os esforços para aproximar – para não dizer misturar – os dois mundos. Entre outras iniciativas, para além de ser um dos maiores impulsionadores do êxodo árabe em direção às praias europeias, aconselha vivamente a procura de esperança na leitura do Corão – ou na Bíblia, como se fosse tudo a mesma coisa -, visitou e orou em mesquitas, do mesmo modo que promoveu a oração islâmica dentro do próprio Vaticano.

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Rome Reports, 20/01/2014

Mas o maior de todos os esforços foi, sem margem de dúvida, a inclusão de muçulmanos e muçulmanas no ritual do Lava-pés da cerimónia da Quinta-feira Santa, a mais importante missa do ano onde se celebra a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Tradicionalmente, este ritual simbólico era restrito apenas a varões cristãos, constituindo, mais do que um gesto de humildade, a memória da instituição do sacerdócio ministerial. Com aquele gesto, Jesus Cristo ordenou os discípulos, entregando-lhes formalmente o legado de continuar a Sua própria missão pastoral.

Nesta altura, é ainda difícil de perceber completamente a reação do mundo islâmico a todos estes avanços do Bispo de Roma, no entanto, do lado tradicionalmente cristão, a avaliar pelos extraordinários índices de popularidade papal, tudo isto tem sido um enorme sucesso.

Imaculada Conceição de Balsamão

No domingo anterior, dia 15 de maio, celebrou-se discretamente, sem foguetes, sem bandas, sem carroceis e sem outras pimbalhadas, a festa em honra da Imaculada Conceição de Balsamão ou, como é localmente conhecida, Nª Sª de Balsamão. Estiveram presentes apenas as pessoas que queriam estar, mais aquelas que lá foram parar sem saber ao que iam. No final da Eucaristia, as pessoas encarreiraram-se em direção ao presbitério de onde o sr. Padre lhes aplicou o bálsamo na testa, em forma de cruz, conforme manda a tradição.

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Convento de Balsamão – Macedo de Cavaleiros

A capela em honra da Imaculada Conceição de Maria é o elemento central do Convento de Balsamão, localizado numa pequena elevação orográfica, junto à pequena localidade de Chacim, por trás da Serra de Bornes, no concelho transmontano de Macedo de Cavaleiros.

A definição dogmática da Imaculada Conceição de Maria é um facto histórico relativamente recente, contudo, a origem da devoção à Nª Sª de Balsamão perde-se no tempo. Provavelmente existiram outras estátuas da Virgem anteriores à atual.

Os seus devotos acreditam que, em tempos antigos, ela terá aparecido por ali com o “bálsamo na mão” – de onde deriva etimologicamente a sua designação – para curar as feridas dos cristãos que sofreram os horrores provocados pela invasão muçulmana, decorrente da expansão do Califado de Córdoba. De acordo com esta crença, Chacim corresponderia ao lugar onde ocorrera a “chacina”, algures entre os séc. IX e X da nossa era.

Esperemos não voltar a necessitar do bálsamo de Nossa Senhora para curar o mesmo tipo de feridas no território que hoje é Portugal.

O atual Convento de Balsamão pertence à Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. É na capela de Nª Sª de Balsamão que se encontra sepultado o venerável Frei Casimiro Wyszynki, principal responsável pela introdução, em 1754, desta ordem de origem polaca em Portugal.

Basto 5/2016