A ‘Alegria do Amor” na Papua-Nova Guiné

Em entrevista à Catholic News Agency, no dia 11 deste mês, o cardeal John Ribat explicou que a Papua-Nova Guiné tem um problema muito mais urgente do que o debate sobre a comunhão aberto pela controversa exortação apostólica Amoris Laetitia. Por agora, está mais preocupado com as alterações climáticas do que propriamente com a questão da compatibilidade entre a sagrada Comunhão e o adultério.

papua
Catholic News Agency, 17/02/2017

“Para nós, a Amoris Laetitia estará sempre lá” […] “há tempo para falar sobre isso.”

(Cardeal John Ribat, in CNA, 17/02/2017)

Para o cardeal, o maior problema com o qual o seu país deve preocupar-se neste momento, e não pode adiar, são as alterações climáticas que estão já afetar a população local.

“A nossa situação está na ordem do dia, ou vocês querem falar sobre isso ou verão essas pessoas acabadas… Não há um momento para isso. O momento é agora ou nunca.”

(Cardeal John Ribat, in CNA, 17/02/2017)

D. John Ribat, arcebispo de Port Moresby, na Papua Nova-Guiné, foi criado cardeal pelo Papa Francisco no consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 2/2017

Perfil do novo cardeal D. Jozef De Kesel

Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica)

Sobre o celibato sacerdotal:

“As pessoas para quem o celibato é humanamente impossível deveriam ter também a possibilidade de se tornarem sacerdotes.”

 

Sobre os homossexuais ativos:

“Tenho muito respeito pelos gays, [incluindo] o modo como vivem a sua sexualidade.”

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“O Sínodo pode não ter trazido os resultados  concretos que nós esperávamos, tais como permitir aos divorciados “recasados” católicos receber a comunhão. Mas é inacreditável o quanto foi um sinal de uma Igreja que mudou. A mentalidade já não é realmente a mesma.”

(in Crux Now, 10/11/2016)

É considerado um “protegido” do progressista Cardeal Godfried Danneels, cujo nome está confessamente associado ao caso da “mafia” do Grupo Sankt-Gallen, que esteve alegadamente envolvida num complô que visava provocar a resignação de Bento XVI e eleger o Cardeal Jorge Mario Bergóglio.

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Jozef De Kezel será criado cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016

Perfil do novo cardeal D. Blase Cupich

Blase Cupich, Arcebispo de Chicago (EUA)

Sobre a necessidade de integração dos “marginalizados” pela Igreja:

“Em Chicago, visito regularmente pessoas que se sentem marginalizados: sejam elas os idosos, os divorciados recasados, os gays e lésbicas individualmente e também casais. Eu acho que precisamos realmente de conhecer como é a sua vida se vamos acompanhá-los “.

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“Se as pessoas [divorciadas ‘recasadas’] chegarem a uma decisão em boa consciência, depois, o nosso trabalho é ajudá-los a avançar e que respeitar isso. A consciência é inviolável e temos de respeitar isso quando elas tomam decisões, e eu sempre fiz isso.”

 

Sobre a possibilidade de os gays receberem os sacramentos:

“Eu acho que os gays também são seres humanos e têm uma consciência. E o meu papel como pastor é ajudá-los a discernir qual é a vontade de Deus olhando para o ensino moral objetivo da Igreja e ainda, ao mesmo tempo, ajudá-los através de um período de discernimento para entenderem a que é que Deus os chama nesse ponto.”

“É para todos. Eu acho que nós temos de ter certeza de que não classificamos um grupo como se eles não fizessem parte da família humana, como se houvesse um conjunto diferente de regras para eles. Isso seria um grande erro.”

(Arcebispo D. Blase Cupich aos jornalistas, no sala de imprensa do Vaticano a 16 de outubro de 2015, durante o Sínodo da Família onde participou a convite pessoal do Papa Francisco, in Life Site News)

Especificamente sobre a proposta herética do Cardeal Kasper:

“Eu realmente vejo o seu entendimento daquilo que ele chama o Evangelho da família – foi publicado num livro, que aliás eu ofereci a todos os meus sacerdotes. Eu queria que eles lessem isso porque entendi que era teologicamente muito rico.”

“Penso que ele fundamentou bem esta proposta…”

(Arcebispo D. Blase Cupich aos jornalistas, no sala de imprensa do Vaticano a 16 de outubro de 2015, durante o Sínodo da Família onde participou a convite pessoal do Papa Francisco, in Life Site News)

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Blase Cupich será criado cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016