Francisco: “Com toda a certeza, posso dizer até hoje, que vou a Portugal, mas vou só a Fátima.”

Mas o que vem cá fazer?

Papa Francisco confirma novamente que virá a Fátima e deixa em aberto a possibilidade de uma visita mais alargada ao resto do país.

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Com toda a certeza, posso dizer até hoje, que vou a Portugal, mas vou só a Fátima. Isto até hoje. Porque há um problema: é que, neste Ano Santo foram suspensas as visitas Ad Limina e, no próximo ano, decorrem as deste ano e as do ano seguinte. Por isso, há pouco espaço para viagens. Mas vou a Portugal, para já, só no dia 13, mas, ao certo, ainda não sei.

(Papa Francisco à jornalista da Rádio Renascença)

O Santo Padre confirma esta intenção na mesma entrevista em que condenou a inclusão da “teoria de género” nos currículos escolares, por isso ser “contra as coisas naturais”, mas fez questão diferenciar – ambiguamente, como de costume – esse problema do facto de haver pessoas com orientação homossexual ou que mudam de sexo. Neste caso o Papa recomenda, mais uma vez, a sua conhecida receita de “acompanhamento” e “misericórdia” para os homossexuais e transexuais. Talvez fizesse bem mais por essas pessoas se ficasse calado.

Uma coisa é que uma pessoa tenha uma orientação homossexual, esta opção, ou mesmo que mude de sexo. Mas outra coisa é fazer o ensino nas escolas nesta linha para mudar a mentalidade. E a isto eu chamo colonização ideológica.

(Papa Francisco, 03/10/2016)

Que tipo de doutrina é esta? Desde que não ensinem a transexualidade nas escolas, está tudo bem? Já não se fala de comportamentos intrinsecamente errados que levam à perdição das almas?

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Sua Santidade ladeado pelo transexual Diego Lejárraga (mulher até aos 40 anos de idade, agora “homem”) e a sua namorada Macarena

Apesar de ter feito estas afirmações escandalosas sobre a homossexualidade e a transexualidade, que infelizmente já nem surpreendem, o Papa assegura que não “santifica os transexuais”. Este esclarecimento servirá, com certeza, de detergente para a “brigada de limpeza” oficial das entrevistas papais acalmar as hostes, de modo a permitir a manutenção deste limbo doutrinal onde cabe cada vez mais gente… Até arrebentar!

Palavras da pequena Jacinta na fase terminal da sua vida:

Lúcia, Francisco e Jacinta

Em nome dos bem-aventurados três pastorinhos de Fátima devemos perguntar ao Santo Padre: mas o que é que vem cá fazer afinal?

Basto 10/2016

Se uma pessoa é gay, quem sou eu para julgá-la?

De todas as frases proferidas pelo Papa Francisco durante três anos e tal de pontificado, aquela que, provavelmente, teve mais consequências negativas foi esta, por várias razões.

Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?

(Papa Francisco in El País, 29/07/2013)

  1. Esta insidiosa frase, apesar de parecer cristã e verdadeira, não o é, antes pelo contrário. Para o ser, necessitaria de ser completada com algo semelhante a Vai e de agora em diante não tornes a pecar.” (Jo 8, 11). Uma meia verdade é uma meia mentira, uma meia mentira é uma mentira.
  2. Foi transformada em slogan gay, frequentemente utilizado para atacar a Igreja Católica, a sua infalível doutrina e a moral familiar instituída.
  3. A utilização do termo “gay”, em vez de “pessoa com tendências homossexuais”, pressupõe, à partida, um determinado modo de vida, uma ideologia, um lobby (o tal único pecado a evitar na homossexualidade).
  4. Serve para tudo, sendo frequentemente utilizada noutros contextos que não têm nada a ver, desde que seja para contestar o magistério da Igreja.
  5. A função de um padre nunca foi a de julgar alguém que se encontra em situação de pecado, mas antes a de indicar o caminho para que essa pessoa possa evitar ser julgamento final e a condenação. Nós não somos ninguém para julgar, mas a Palavra de Deus é soberana e julga por si só os nossos comportamentos.
  6. Como nunca chegou a haver uma correção, extensão ou melhoramento da frase, ela funcionou como um veneno diabólico presente na sociedade durante três anos. A partir dela, muitos homossexuais passaram a acreditar que não necessitam de corrigir o seu comportamento. A partir dela, grupos pseudocatólicos criaram movimentos pastorais com base nesse chavão ideológico.

Por exemplo, na diocese de Boston, nos EUA, hoje prega-se abertamente a homopastoral em várias igrejas sinalizadas, onde se celebra a dignity mass (missa de dignidade/missa LGBT). Nessa diocese, já não se estranha a presença de uma tenda de frades franciscanos da ordem Franciscan Friars of Holy Name Province, especialistas em “misericórdia” LGBT, fazendo propaganda à pastoral do Arco-íris.

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“Quem sou eu para julgar?” – Frades franciscanos na Marcha do Orgulho Gay de Boston, 2014 (in Church Militant)

 

E agora, chegados a 2016, o que mudou?

“A Igreja pede perdão aos gays e não apenas a eles”.

“Eu disse na minha primeira viagem e repito, aliás repito o Catecismo da Igreja Católica – disse o Papa -: os homossexuais não devem ser discriminados, devem ser respeitados, acompanhados pastoralmente.  Pode-se condenar qualquer manifestação ofensiva aos outros, mas o problema é que, com uma pessoa com aquela condição, que tem boa vontade e que busca a Deus, quem somos nós para julgar? Devemos fazer um bom acompanhamento – acrescentou – é o que diz o Catecismo. Então, em alguns países e tradições, existe outra mentalidade, alguns que tem uma visão diferente sobre este problema”.

(Papa Francisco, in La Repubblica, 26/06/2016 – tradução Fratres in Unum)

Não terá o Santo Padre esquecido, outra vez, a parte mais importante? Aquela parte da necessidade de libertação do pecado para aceder à verdadeira Misericórdia de Deus.

Esta ideia de “pedir perdão aos gays” foi um apoio claro aos recentes avanços homopastorais do Cardeal Marx, outro influente clérigo próximo de Francisco e membro do G8.

Que Deus nos acuda!

Basto 6/2016

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