Papa Francisco troca correspondência com teólogo marxista Leonardo Boff

boff.jpgTrês anos depois de ter recebido a famosa carta dos dubia, em que quatro cardeais pediam esclarecimentos ao Santo Padre sobre os novíssimos ensinamentos bergoglianos a respeito do matrimónio cristão, Francisco volta a trocar correspondência com o seu amigo marxista Leonardo Boff. Quem o confirma é o próprio ex-frade brasileiro da teologia da libertação, que publicou recentemente no twitter uma foto que lhe fora enviada por Francisco. Entretanto, dois dos cardeais dos dubia faleceram à espera de uma resposta do Santo Padre que ainda não chegou.

 

Boff, o herético ex-frade franciscano que durante 12 anos manteve um caso amoroso com uma mulher casada e mãe de seis filhos, afirma que o seu amigo e correspondente Francisco é partidário dos seus ideais político-religiosos.

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In Periodista Digital, 02/01/2017 e 17/03/2013, respetivamente.

Basto 08/2019

Núncio apostólico revela razão pela qual Francisco reabilitou Ernesto Cardenal

De acordo com as explicações fornecidas pela Nunciatura Apostólica na Nicarágua, a “benevolência” do Santo Padre no levantamento das sanções canónicas impostas sobre Ernesto Cardenal justificou-se porque o sacerdote “havia abandonado, desde há muitos anos, todo o compromisso político.”

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Comunicado da Nunciatura Apostólica na Nicarágua, in Ecclesia, 18/02/2019.

O núncio devia dar uma olhadela nas redes sociais, por uma questão de prudência…

Basto 02/2019

Francisco reabilita um dos principais rostos da teologia da libertação

O Papa Francisco levantou as sanções canónicas anteriormente impostas a Ernesto Cardenal. O sacerdote e poeta nicaraguense, que fora repreendido publicamente pelo Papa João Paulo II, encontrava-se há mais de 30 anos suspenso a divinis por causa da sua militância marxista sandinista.

Basto 02/2019

Francisco agradece apoio do ex-frade marxista Leonardo Boff

Leonardo Boff, o ex-sacerdote brasileiro, ativista de Esquerda e ideólogo da chamada “teologia da libertação”, anteriormente condenado pela Congregação para a Doutrina da Fé por causa das suas posições heréticas e reacionárias, escreveu ao Santo Padre para lhe manifestar o seu apoio contra os “membros conservadores do governo Trump, articulados com grupos conservadores e até reacionários da Igreja Católica estadounidense, liderados pelo Card. Viganó”. Em resposta, o Santo Padre enviou-lhe também uma carta, agradecendo-lhe pessoalmente esse apoio.

Dr. Leonardo Boff

Querido hermano,

Gracias por tu carta enviada tràmite el P. Fabiàn.
Me alegrò recibirla y te agradezco la generosidad de tus comentarios.

Recuerdo nuestro primer encuentro, en San Miguel, en una reuniòn de la CLAR, allà por los anios 72-75. Y luego te seguì leyendo algunas de tus obras.

Por estos dìas estaràs cumpliendo 80 años. Te hago llegar mis mejores augurios.

Y, por favor, no te olvides de rezar por mì. Lo hago por vos y tu Senora [1].
Que Jesùs te bendiga y la Virgen Santa te cuide.

Fraternalmente.

Francisco

(Carta do Papa Francisco a Leonardo Boff; in leonardoBOFF.com, 17/12/2018)

[1] Referência à “teóloga” e ativista de Esquerda Márcia Monteiro da Silva Miranda.

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Márcia Miranda e Leonardo Boff junto da ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff.

A “sua senhora”, de acordo com a Folha de São Paulo, é uma mulher casada e mãe de seis filhos com quem Boff, quando era ainda frade franciscano, manteve uma secreta relação amorosa ao longo de 12 anos. Após a dispensa dos votos e o abandono do convento, o ex-sacerdote assumiu publicamente a sua ligação amorosa com Márcia Miranda, definindo-a como “uma relação pós-moderna”, em que a senhora visita o seu apartamento “pelo menos duas noites por semana […] e alguns fins-de-semana”, nos restantes dias, Boff “vive como num mosteiro”.

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Genézio Darci Boff (mais conhecido como Leonardo Boff) in Religión Digital, 17/03/2013.

Leonardo Boff, um dos maiores representantes da teologia da libertação, após décadas de censura durante os pontificados de João Paulo II e Bento XVI, sente-se agora reabilitado pelo Papa Francisco, a quem considera “um dos nossos”.

Basto 12/2018