Papa Francisco: “Este Espírito Santo é uma calamidade…”

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in Sala de Imprensa da Santa Sé, 04/05/2018

É incrível mas é verdade, está publicado na página oficial da Santa Sé e em várias línguas…

Bom dia a todos!

Eu tinha pensado em fazer um discurso bem escrito, agradável… Mas depois resolvi falar de improviso para dizer coisas adequadas a este momento.

A chave para o que vou dizer é o que o cardeal [o Prefeito da Congregação] pediu: um critério autêntico para discernir o que está a acontecer. Porque realmente hoje existem tantas coisas que, para não nos perdermos neste mundo, na névoa do mundano, nas provocações, no espírito de guerra, em tantas coisas, precisamos de critérios autênticos para nos guiar. Que eles nos guiem no discernimento.

Depois, há outra coisa: este Espírito Santo é uma calamidade [risos, risos], porque Ele nunca se cansa de ser criativo! Agora, com as novas formas de vida consagrada, é realmente criativo, com carismas … É interessante: é o autor da diversidade, mas ao mesmo tempo o Criador da unidade. Este é o Espírito Santo e com esta diversidade de carismas e tantas coisas, Ele faz a unidade do Corpo de Cristo e também a unidade da vida consagrada. E isso também é um desafio.

[…]

Tenham um bom dia!

 

(Discurso do Papa Francisco na Audiência aos participantes no congresso internacional promovido pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, in Sala de Imprensa da Santa Sé, 04/05/2018 – tradução livre.)

Neste casos é sempre difícil perceber a fronteira entre o sentido de humor e a falta de temor.

Basto 5/2018

O ultrajante sentido de humor do Papa Francisco

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CRUX, 25/03/2017

Num trabalho assinado pelo “talentoso” Mr. Ivereigh, a página Crux dedica um artigo inteiro à Dra. Emilce Cuda, teóloga da Pontifícia Universidade Católica Argentina, autora do livro “Para ler Francisco” e – por coincidência – personalidade próxima de sua eminência D. “Tucho”.

Recentemente, no dia 17 de março, a proeminente teóloga católica sul-americana foi recebida em Roma, pelo Santo Padre, juntamente com um grupo de participantes da reunião da Catholic Theological Ethics in the World Church (CTEWC). Emilce Cuda, de acordo com artigo referido em epígrafe, saiu muito satisfeita do encontro com o Papa, que terá durado cerca de 50 minutos.

Ela diz que Francisco incitou-os a fazer a ética teológica com uma “hermenêutica da unidade na diferença”, uma ideia que a rede [CTEWC] já tinha abraçado antes de sua eleição. É um tema que reaparece nas paixões intelectuais do Papa: criando processos nos quais o Espírito Santo forja nova síntese a partir de disparidades e discordâncias.

(in Crux, 25/03/2017 – tradução)

Aqui entre nós, sabemos que sempre será impossível conciliar algumas coisas, tais como a Verdade e o erro, a Sagrada Comunhão e a permanência no pecado grave, a santidade da família e o adultério, a doutrina cristã e a ideologia comunista, etc… Portanto, é preciso sempre muito cuidado com essa hermenêutica da “síntese” forjada porque a Verdade cristã é pura como a água e jamais se submeterá a qualquer adulteração por racionalidade dialética.

Mas aquilo que verdadeiramente escandaliza no artigo em questão, é o sentido de humor de Francisco quando alegadamente se refere ao mistério da Santíssima Trindade para elucidar a orgânica da tal “hermenêutica da unidade na diferença”.

José de Ribera
José de Ribera, 1635

Na reunião, o Papa comparou isto com o modo como a Santa Trindade funciona. Dentro da Santíssima Trindade todos discutem atrás de portas fechadas“, diz Francisco, de acordo com Cuda, “mas no exterior dão a imagem de unidade“.

(in Crux, 25/03/2017 – tradução)

Inacreditável! Custa-nos imaginar que qualquer um dos 265 Papas anteriores, desde Pedro a Bento XVI, pudesse algum dia ter pronunciado uma piada destas…

Isto, a confirmar-se, não é somente uma inadvertida utilização do nome de Deus em vão, nem sequer apenas uma piada religiosa infeliz pronunciada por aquele que é suposto ser o Vigário de Cristo na Terra. Esta afirmação, independentemente do contexto em que possa ter surgido, é uma blasfémia contra o nome de Deus, um ultraje contra o mistério da Santíssima Trindade.

Que Deus tenha misericórdia do Papa Francisco se isto for mesmo verdade!

Basto 3/2017