D. António Marto agradece a visita do Santo Padre a Portugal

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No passado dia 30 de setembro, o bispo de Leiria-Fátima deslocou-se ao Vaticano para agradecer pessoalmente ao Santo Padre a sua presença no Santuário de Fátima. O Papa Francisco esteve em Fátima nos dias 12 e 13 de maio para a participação nas celebrações do centenário das aparições.

“Sempre conseguiste levar-me a Fátima”, disse o Papa a D. António Marto, mal o recebeu com um “grande abraço”.

(in Ecclesia, 30/09/2017)

De acordo com a Ecclesia, o Papa pediu ao bispo para agradecer aos peregrinos o “acolhimento caloroso dispensado em Portugal” e, como de costume, para “que não se esquecessem de rezar por ele”.

Basto 10/2017

Cardeal Burke foi a Fátima e não concelebrou com o Papa Francisco

O cardeal americano D. Raymond Burke esteve em a Fátima para as celebrações do 13 de maio mas, apesar de ter chegado no dia 12, não concelebrou com o Papa Francisco no altar do recinto, na missa de canonização da Jacinta e do Francisco. A sua participação nas celebrações foi muito discreta, mantendo-se anonimamente, entre a multidão, com grupo de peregrinos que o acompanharam na peregrinação à Cova da Iria. No entanto, no dia 14, concelebrou com D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, a missa dominical no altar do recinto do Santuário.

Esta é uma notícia da SIC e do jornal Expresso.

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Cardeal D. Raymond Burke em Fátima na concelebração da missa dominical do dia 14 de maio (no altar do recinto) – SIC Notícias

 

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Cardeal D. Raymond Burke em Fátima (no recinto) – SIC Notícias

 

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Cardeal D. Raymond Burke em Fátima (nos Valinhos) – SIC Notícias

Basto 5/2017

Papa Francisco assume em Fátima a personificação do “bispo vestido de branco”

E vimos numa luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante” um bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”.

(Excerto do 3º Segredo de Fátima in Sítio Oficial do Vaticano)

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Cena do filme “O 13º Dia: Um Milagre em Fátima”, 2009
O Vaticano publicou antecipadamente um livreto com todas a orações das celebrações que serão presididas pelo Papa Francisco no Santuário de Fátima. Numa das orações do rito introdutório, o Papa assume-se, na primeira pessoa, como “bispo vestido de branco”, numa alusão clara à figura central do 3.º Segredo de Fátima.
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Orações do Papa Francisco para os dias 12 e 13 em Fátima – Sítio Oficial do Vaticano
Il Santo Padre:
Salve Mãe de Misericórdia,
Senhora da veste branca!
Neste lugar onde há cem anos
a todos mostraste
os desígnios da misericórdia do nosso Deus,
olho a tua veste de luz
e, como bispo vestido de branco,
lembro todos os que,
vestidos da alvura batismal,
querem viver em Deus
e rezam os mistérios de Cristo
para alcançar a paz.
(Orações do Papa Francisco para os dias 12 e 13 in Sítio Oficial do Vaticano)

Que “desígnios de misericórdia” eram esses? Estaria Nossa Senhora a referir-se a esta nova misericórdia do Papa Francisco que prescinde da contrição e nada condena, a não ser o catolicismo? Teria a Igreja demorado 100 anos para perceber finalmente a mensagem de conversão de Fátima? É difícil aceitar que os sacrifícios dos pastorinhos se destinassem à obtenção da “conversão” dos pastores de modo a aceitarem as relações adúlteras, práticas homossexuais e outras exclusões que impediam a acesso à Sagrada Comunhão. Isso não faz sentido!

Mas voltando ao “bispo vestido de branco” do 3.º Segredo, admitindo que ele seja mesmo o Papa Francisco, e dado que a profecia não se concretizou ainda nos papas anteriores, quem serão os outros personagens que, com ele, sobem a mesma “escabrosa montanha” da santidade e do martírio?

«Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro como a casca.»

«Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas e assim mesmo foram morrendo uns após os outros, os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições.»

(Excertos do 3.º Segredo de Fátima in Sítio Oficial do Vaticano)

Quem são essas pessoas que, tal como o Santo Padre, se encontram no difícil caminho da “grande cruz de tronco tosco”? Quem serão esses futuros santos?

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Excerto do 3.º Segredo de Fátima publicado no ano 2000 Sítio Oficial do Vaticano

O tema da identidade do “bispo vestido de branco” do Segredo de Fátima é bastante pertinente e inconclusivo, foi bom que o Santo Padre o tivesse relançado. Os próprios pastorinhos não estavam completamente certos da sua identidade no momento inicial da visão que Nossa Senhora lhes proporcionou. Eles tiveram o “pressentimento” de que seria o Santo Padre, mas porquê apenas o “pressentimento”? Nenhum outro elemento da Igreja Católica ou da sociedade civil se veste de forma tão distinta e singular como o Vigário de Cristo na Terra. Ou será que o Segredo de Fátima profetiza um momento histórico de uma obscuridade tal que até a figura do Santo Padre se torna difícil de identificar?

Basto 5/2017

Hino oficial da visita do Papa a Fátima – um “hino pop” para um “Papa pop”

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Cartaz oficial da vista papal a Fátima (nota-se logo à primeira vista uma ausência de elementos gráficos que possam ferir sensibilidades, algo a que, infelizmente, já nos vamos habituando)

O Santuário de Fátima divulgou ontem o hino oficial para a visita do Papa Francisco a Fátima, publicando um videoclipe produzido pela Agência Ecclesia. Intitula-se “Deus em mim”. A letra é do Pe. José Tolentino Mendonça, a música de João Gil e as vozes pertencem ao grupo Vocal Emotion.

Fiquei muito contente quando me disseram que construísse uma letra em torno de um refrão estabelecido, que tem a ver com a proposta do centenário e com a visita do Papa Francisco: “Com Maria, peregrino da esperança e da paz”. Essas seriam as palavras centrais.

Eu só teria de contar como é que se chega a elas; como é que dos múltiplos caminhos, pertenças e procuras (ou não-pertenças ou não procuras) descobrimos, no fundo do coração, que uma das experiências mais vitais que Fátima proporciona é a possibilidade de nos descobrirmos peregrinos.

(Pe. José Tolentino de Mendonça in Agência Eccleisa, 12/03/2017)

Esta música não é só para as pessoas de Igreja, como se costumam denominar, mas é para toda a gente. É para crentes, é para não crentes, é para pessoas que gostem de música – que eu acho que abrange todos e todas as culturas.

Não somos propriamente um grupo de pessoas que estão juntas por razões católicas, mas pela música.

(João Eiró, membro dos Vocal Emotion, in Rádio Renascença, 12/03/2017)

Um “hino pop”, como lhe chamou a emissora católica portuguesa, para receber um “Papa pop”, como é considerado pelo mundo.

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Capa da revista Rolling Stone de fevereiro de 2014 (revista de cultura rock)

 

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Rádio Vaticano, 09/03/2017 (destaque dado à recente capa da edição italiana da revista Rolling Stone)

No exemplar, que está nas bancas nesta quinta-feira, a Rolling Stone destaca que o Papa que veio do sul do mundo “conquistou a todos os jovens com suas palavras de atenção pelos últimos e pelos mais pobres, com seus gestos próximos das pessoas comuns, com sua atitude decididamente popular. É pop!

A revista assinala ainda que o Papa está “de acordo com nossos tempos”.

(in Rádo Vaticano, 09/03/2017)

O Santuário de Fátima divulgou, também ontem, a página oficial da viagem do Papa a Fátima: papa2017.fatima.pt.

Basto 3/2017

Antonio Spadaro no Algarve

O sr. Pe. Antonio Spadaro, homem forte da máquina de informação do Vaticano, veio ao Algarve dar um contributo para a “atualização” do clero das dioceses do Sul. Este jesuíta italiano, próximo do Papa Francisco, é um dos grandes promotores das inovações teológicas radicais promovidas pelo atual pontífice.

Não esconde o seu apreço pela nova misericórdia e critica quem, de alguma forma, a põe em causa, recorrendo aos mais absurdos argumentos. No caso dos “dubia” colocados pelos quatro cardeais, chegou até a recorrer à matemática para defender a abertura da Sagrada Comunhão a adúlteros nos termos propostos pelo Santo Padre.

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Twitter de Antonio Spadaro SJ

 

Curiosamente, e provável que ele não saiba, há quem recorra precisamente a esse mesmo argumento matemático para se referir ao que “tem a ver” com o diabo… Mas ele insiste, e até vai mais longe quando nos lembra – e nisto tem razão – que o Papa já respondera aos “dubia” na carta enviada aos bispos argentinos, remetendo-nos assim para a respetiva leitura.

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Twitter de Antonio Spadaro SJ

Agora deslocou-se a Portugal, à “periferia” da Europa, onde aproveitou para, de algum modo, começar a preparar a vinda do Papa Francisco em maio com a sua, já conhecida, “terapia”.

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Twitter de Antonio Spadaro SJ

O sr. Pe. Spadaro deve estar a adorar o sol de inverno na Praia da Rocha, dadas as fotos e comentários que tem publicado sobre a sua passagem por Portugal.

 

Basto 1/2017

Papa Francisco irá a Fátima “como peregrino”

A informação partiu da Conferência Episcopal Portuguesa mas o Vaticano confirmou. Se estiver certa, é de facto uma excelente notícia para os portugueses e para o mundo em geral.

“[Papa] Vem como peregrino na esperança e na paz, como nós também somos convidados a sê-lo, em oração, nesta atitude de apelo que a mensagem [de Fátima] tem à conversão, ao nosso compromisso social.

(Pe. Manuel Barbosa, Secretário da CEP, à Agência Ecclesia a 10/01/2017; a Santa Sé confirmou entretanto esta informação ao republicá-la no dia seguinte na Radio Vaticano)

O Santo Padre não pretende, portanto, marcar presença em Fátima para promover qualquer tipo de ideologia, mas antes vir como um “peregrino” de Nossa Senhora e, com Ela, apelar “à conversão”. O “compromisso social” dos pastores da Igreja é o de guiar os fiéis, exortá-los a afastarem-se do pecado e mostrar-lhes o caminho da salvação eterna.

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Intenções de oração de janeiro de 2016: diálogo inter-religioso, ou seja evangelização (imagem editada para evitar eventuais “dubia”)

 

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Intenções de oração de fevereiro de 2016: um apelo à conversão (imagem editada para evitar eventuais “dubia”)

 

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Intenções de oração de maio de 2016: as mulheres (imagem editada para evitar eventuais “dubia”)

A mensagem de Fátima é, no fundo, a doutrina católica de sempre, apresentada de forma simples e clara, sem complicações e sem ambiguidades. É tão fácil de entender que chegou até nós através de três crianças humildes que ainda não sabiam ler e escrever. Esperemos que o Papa Francisco não a complique durante a sua peregrinação…

Uma coisa é certa, esta é a terra onde, de uma forma ou de outra, “se conservará sempre o dogma da Fé”, o resto não sabemos porque Nossa Senhora pediu às crianças para guardarem segredo.

 

Basto 1/2017

O Papa irá apenas a Fátima

O Papa confirma que, na sua viagem a Portugal, em maio de 2017, irá “só a Fátima”, resistindo assim à insistência do Patriarca de Lisboa que desejava que, pelo menos, aterrasse no aeroporto de capital, dada a proximidade de Fátima. O voo papal rumará então diretamente à base aérea de Monte Real, no distrito de Leiria.

“Eu quero ir a Fátima, só a Fátima, ver a Senhora.”

(Papa Francisco ao Patriarca de Lisboa, a 20 de novembro de 2016, in Agência Ecclesia, 22/11/2016)

O Santo Padre, desde muito cedo, mostrou uma grande devoção pela “Senhora”, particularmente pela Senhora desatanudos, cuja popularização universal se deve essencialmente a ele.

Portugal é a terra de Nossa Senhora, são tantos os santuários marianos plantados neste último pedaço da Europa que seria difícil traçar um roteiro papal com os sítios a visitar. Se calhar foi mesmo isso que levara o Santo Padre a optar por ficar apenas por ali, apesar da persistência das autoridades civis e religiosas e da conhecida vontade popular.

A vaticanista portuguesa Aura Miguel explica aquilo que afirma ser o “critério” do Papa nas viagens apostólicas dentro do velho continente:

Do lado português, Igreja e Estado têm vindo a pressionar o Vaticano para que Francisco aterre em Lisboa, mas sem sucesso. Segundo as fontes ouvidas pela Renascença, Francisco vai mesmo aplicar a Portugal o critério que tem usado para os países cristãos da Europa. Ou seja, só visita Fátima.

Até hoje, e desde que é Papa, Francisco nunca aterrou em capitais europeias (exceto nas da Albânia e Bósnia, maioritariamente muçulmanas), por isso, a cidade de Lisboa não vai poder contar com a presença do Papa.

(Aura Miguel, in Radio Renascença, 21/11/2016)

Todos nós temos os nossos critérios e o Santo Padre lá terá também os seus…

 

Basto 11/2016

A “Amoris Laetitia” é pregada em Fátima

D. José Ornelas, bispo de Setúbal, pregou a “Alegria do Amor” a escassos metros do preciso lugar onde Nossa Senhora, há 99 anos, mostrou o inferno às crianças, pediu a reparação dos pecados e ofereceu a proteção do seu Coração Imaculado. Durante as homilias das Eucaristias a que presidiu em Fátima, por ocasião da Peregrinação Aniversária de 12 e 13 de setembro, o bispo de Setúbal apresentou Nossa Senhora como a “mulher da novidade, da mudança”.

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D. José Ornelas no Santuário de Fátima (13 de setembro de 2016)

Fátima, 12 de setembro de 2016:

[…]

Maria é a mulher que se deixa constantemente surpreender, guiar e proteger por Deus. É a mulher da novidade, da mudança, que, apesar de todas as dificuldades, mantém acesa a confiança e a esperança. Ela é a mãe e modelo precisamente para a nossa Igreja. Uma igreja que não fica agarrada ao passado. Uma Igreja que recebe com gratidão a herança da fé dos antepassados, mas que acolhe com alegria a novidade constante que o Evangelho propõe para cada época da humanidade. Uma Igreja “em saída”, como Diz o Papa Francisco, da comodidade do “sempre foi assim”, para fazer-se ao caminho da busca sincera da vontade de Deus, perante os novos desafios do mundo.

Este é o terceiro apelo que hoje Maria, Mãe da Igreja, nos sugere: Não tenham medo do mundo que muda tão radical e rapidamente. Deus e o seu Espírito estão constantemente a recriar a sua Igreja para que ela seja, não apenas capaz de acompanhar, mas de ser promotora de novidade e de vida em cada época da  história. Não vivam apenas com saudades do passado, como se Deus fosse uma peça dos vossos museus.

[…]

Fátima, 13 de setembro de 2016:

[…]

Maria convida-nos a olhar para as pessoas e para os casais nestas situações dramáticas de ruptura, de violência ou de manipulação, não em postura de julgamento, para condenar e estigmatizar, mas em atitude solidária e fraterna para compreender, colocar-se ao lado e ajudar a encontrar caminhos novos de vida, de misericórdia e renovação, para o casal, com especial atenção e carinho, para com os filhos.

Este é o caminho que a Igreja está a percorrer e que, nestes últimos anos, o papa Francisco nos vem recomendando, no seguimento da reflexão do último sínodo. Ele afirma muito claramente, a propósito destas pessoas que por via de tais dramas, chegam mesmo à decisão da separação e do divórcio: “é importante fazer-lhes sentir que fazem parte da Igreja, que «não estão excomungadas» nem são tratadas como tais, porque continuam a integrar a comunhão eclesial. Estas situações exigem atento discernimento e acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que as faça sentir discriminadas e promovendo a sua participação na vida da comunidade” (A alegria do amor, 243).
[…]
Mas para quem considera esta homilia tão ambígua e confusa quanto as do Santo Padre na abordagem destas novas questões da “misericórdia”, se calhar é melhor ler o que dizia D. Ornelas, há dois anos atrás, quando o processo sinodal ainda estava no seu início.
[O acesso dos divorciados ‘recasados’ à Sagrada Comunhão é uma] “realidade muito possível e desejável”.
[…]
O problema é realmente um acompanhamento destas pessoas e a inserção na comunhão e na vida da comunidade eclesial e, para isso, também a participação na Eucaristia, que faz parte desse caminho.
[…]
Tem de haver um caminho a fazer na comunidade onde a comunhão também pode e deve ser inserida neste contexto.
[…]
Poderemos nós ir contra as palavras do próprio Cristo a respeito da indissolubilidade do matrimónio? Poderá algum bispo, ou mesmo papa, abolir a gravidade do pecado do adultério? Não! Logo, quem se encontra nessa condição objetiva de pecado deve abster-se de comungar, sob pena de poder condenar eternamente a sua alma. E já que falávamos de Fátima, convém sempre relembrar a verdadeira mensagem.
 
Os pecados que levam mais almas para o inferno, são os pecados da carne.
 
Hão-de vir umas modas que hão-de ofender muito a Nosso Senhor.
As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.
 
Os pecados do mundo são muito grandes. Se os Homens soubessem o que é a eternidade, faziam tudo para mudar de vida. Os Homens perdem-se, porque não pensam na morte de Nosso Senhor e não fazem penitência.
 
Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.
 
 
(Jacinta à Madre Godinho, durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa; in Era Uma Senhora Mais Brilhante Que O Sol, de Pe. João M. de Marchi)

Há 99 anos, Nossa Senhora reafirmou em Fátima o mesmo modo de viver a Fé de sempre, não trouxe “novidade” alguma nesse campo. As únicas “mudanças” anunciadas foram os castigos que a Igreja iria sofrer no tempo em que aderir às “novidades”.

Basto 10/2016

Sagrada Comunhão para pessoas em situação de adultério público e permanente

Bispo de Leiria-Fátima reconhece a necessidade de “conversão”…

Um texto publicado no sítio da Diocese de Leiria-Fátima resume a intervenção de D. António Marto na abertura do novo ano da escola diocesana Razões da Esperança, na passada terça-feira, 27 de setembro. De acordo com o texto, o bispo de Leiria-Fátima reconheceu a necessidade de conversão…

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

(Oração do Anjo de Portugal, o Anjo da Eucaristia, exatamente há 100 anos)

A mensagem de Fátima é um sério e urgente apelo de Nossa Senhora à conversão, mas conversão de quem? Quem são os pecadores?

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[…]  O que o Papa Francisco deseja, no entender do bispo de Leiria-Fátima, é que, perante a realidade atual de crise do matrimónio e da família, a Igreja não fique na lamentação mas aceite o desafio de anunciar com criatividade pastoral  a boa nova do amor e da família. “O matrimónio é uma vocação divina e não um mero arranjo de vida”, lembrou.

[…] Sobre os casais em união de facto ou casamento civil, indicou que devem ser acolhidos e acompanhados no seu caminho.

Por fim, focou a situação dos divorciados em nova união, que não estão excomungados da Igreja. O Papa Francisco propõe um caminho dinâmico feito de atenção, misericórdia, diálogo e discernimento, em ordem à sua integração nas comunidades cristãs. Referiu que o método proposto na exortação pontifícia requer uma conversão dos pastores e das comunidades para admitirem a diversidade de situações. Já no diálogo, D. António admitiu que o discernimento dos casos particulares venha a ser confiado a alguns sacerdotes bem preparados para essa missão.

(in Diocese de Leiria-Fátima, 28/09/2016)

Esta posição de D. António Marto não é propriamente uma novidade, vai ao encontro de outras notícias da primavera deste ano de 2016 e também do verão do ano passado.

“O Papa Francisco, de modo genial, introduziu uma mudança da disciplina sem pôr em causa a doutrina sobre o matrimónio e a família.”

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima in Ecclesia, 12/04/2016)

Se algum dia aparecesse um “génio” na Região Demarcada do Douro, a mais antiga do mundo, com um novo método de fabrico do genuíno Vinho do Porto que dispensasse o árduo cultivo das vinhas, a população desconfiaria, ainda que essa pessoa fosse a própria Dona Antónia. Do mesmo modo, uma nova misericórdia barata e fácil, que “santifica” a longevidade e a estabilidade de uma relação adúltera, e também a fidelidade ao adultério, é algo muito novo e exótico dentro da Igreja Católica. Dá para desconfiar, ainda que quem a promova seja o próprio Papa.

Analisando bem a questão, tal exotismo pastoral é mesmo um grande sacrilégio. Portanto, senhores bispos e padres de Portugal, tenham muito cuidado em relação a esta questão, porque permitir a comunhão a pessoas aprisionadas pelo pecado do adultério pode representar um passaporte para a perdição definitiva dessas almas. Ninguém gostaria de apresentar-se perante Deus com essa responsabilidade.

 “Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.”

(Jacinta à Madre Godinho, durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa)

Será por isso que o Santo Padre decidiu vir a Fátima?

O Papa Francisco decidiu finalmente confirmar a viagem a Portugal, mas, para já, só a Fátima, depois logo se vê. Estará ele à espera de ver mais bispos portugueses a aceitar publicamente a sua “misericórdia”? Se esse for o sinal de que precisa, então é melhor não visitar outras dioceses portuguesas.

Quando chegar a Portugal, que toda a Igreja Católica Portuguesa lhe dê um sinal claro e inequívoco de que “em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé” para que, a partir daqui, Fátima sirva de Farol para a salvação do mundo.

 

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Nossa Senhora de Fátima salvai-nos e salvai Portugal!

Basto 10/2016

Francisco: “Com toda a certeza, posso dizer até hoje, que vou a Portugal, mas vou só a Fátima.”

Mas o que vem cá fazer?

Papa Francisco confirma novamente que virá a Fátima e deixa em aberto a possibilidade de uma visita mais alargada ao resto do país.

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Com toda a certeza, posso dizer até hoje, que vou a Portugal, mas vou só a Fátima. Isto até hoje. Porque há um problema: é que, neste Ano Santo foram suspensas as visitas Ad Limina e, no próximo ano, decorrem as deste ano e as do ano seguinte. Por isso, há pouco espaço para viagens. Mas vou a Portugal, para já, só no dia 13, mas, ao certo, ainda não sei.

(Papa Francisco à jornalista da Rádio Renascença)

O Santo Padre confirma esta intenção na mesma entrevista em que condenou a inclusão da “teoria de género” nos currículos escolares, por isso ser “contra as coisas naturais”, mas fez questão diferenciar – ambiguamente, como de costume – esse problema do facto de haver pessoas com orientação homossexual ou que mudam de sexo. Neste caso o Papa recomenda, mais uma vez, a sua conhecida receita de “acompanhamento” e “misericórdia” para os homossexuais e transexuais. Talvez fizesse bem mais por essas pessoas se ficasse calado.

Uma coisa é que uma pessoa tenha uma orientação homossexual, esta opção, ou mesmo que mude de sexo. Mas outra coisa é fazer o ensino nas escolas nesta linha para mudar a mentalidade. E a isto eu chamo colonização ideológica.

(Papa Francisco, 03/10/2016)

Que tipo de doutrina é esta? Desde que não ensinem a transexualidade nas escolas, está tudo bem? Já não se fala de comportamentos intrinsecamente errados que levam à perdição das almas?

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Sua Santidade ladeado pelo transexual Diego Lejárraga (mulher até aos 40 anos de idade, agora “homem”) e a sua namorada Macarena

Apesar de ter feito estas afirmações escandalosas sobre a homossexualidade e a transexualidade, que infelizmente já nem surpreendem, o Papa assegura que não “santifica os transexuais”. Este esclarecimento servirá, com certeza, de detergente para a “brigada de limpeza” oficial das entrevistas papais acalmar as hostes, de modo a permitir a manutenção deste limbo doutrinal onde cabe cada vez mais gente… Até arrebentar!

Palavras da pequena Jacinta na fase terminal da sua vida:

Lúcia, Francisco e Jacinta

Em nome dos bem-aventurados três pastorinhos de Fátima devemos perguntar ao Santo Padre: mas o que é que vem cá fazer afinal?

Basto 10/2016