Milhares de pessoas saem à rua na Argentina para dizer “não” à legalização do aborto

No passado dia 25 de março, dia mundial da criança por nascer (definido por São João Paulo II e coincidindo com a solenidade da Anunciação do Senhor), milhares de pessoas, em várias cidades da Argentina, saíram à rua para se manifestarem contra a possibilidade de legalização do aborto naquele país americano.

A manifestação popular surge numa altura em que, mais uma vez, foi apresentado um projeto de legalização do aborto, agora assinado por 72 deputados de diferentes filiações partidárias. A defesa da vida contou com o forte apoio do clero argentino, onde se destaca a adesão de 70 bispos locais à campanha “Vale toda vida, que se tornou viral nas redes sociais.

Basto 3/2018

Santa Margaret Clitherow, a “Pérola de York”

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Eu creio como a Igreja Católica crê e me ensina … e nisso viverei e morrerei.”

Santa Margaret Clitherow (frase traduzida de uma pagela local de oração pela intercessão de Santa Margaret Clitherow e dos Santos Mártires de York)

Margaret Clitherow, a “Pérola de York”, foi uma mãe de família, ex-anglicana convertida ao catolicismo, tendo sido responsável por muitas outras conversões de ingleses à Fé Católica. Fez de sua casa um lugar onde os fiéis católicos se reuniam para a celebração de missas na clandestinidade, a qual servia também de abrigo a padres católicos, numa época em que o catolicismo era proibido e perseguido em Inglaterra.

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Casa de Santa Margaret Clitherow, Rua The Shambles, York, Inglaterra

No dia 25 de março de 1586, Sexta-feira Santa, foi executada por esmagamento. A sua beatificação teve lugar em 1929, pelo Papa Pio XI, e a canonização em 1970, pelo Papa Paulo VI.

As suas virtudes parecem algo estranhas neste tempo de radicalismo “ecuménico”.

Basto 3/2018

Frases que nos fazem pensar: Pe. Anselmo Borges

pe.anselmo.borges“Síntese e cruzamento de franciscano e jesuíta precisa ainda de tempo para que as mudanças se tornem irreversíveis. Mas o problema não é só dele, pois o essencial é a conversão dos mediadores – cardeais, bispos, padres – ao Evangelho e a cristãos. Precisará, no entanto, também de nomear mais um conjunto de cardeais bergoglianos que continuem, após a sua morte ou resignação, o trabalho ingente que iniciou.”

Pe. Anselmo Borges, teólogo e professor universitário

Contexto da frase:

Artigo de opinião intitulado “Cinco anos de Francisco e o novo bispo do Porto”; in Religión Digital, 23 de março de 2018.

Basto 3/2018

Espanha: popularidade papal está nas nuvens

Apesar dos assinaláveis vazios humanos testemunhados sucessivamente em Roma nos tempos atuais, os níveis de popularidade papal continuam a impressionar pelo mundo fora. Exemplo disso são os resultados de um recente estudo de opinião efetuado pela NC Report para a revista Vida Nueva, segundo o qual, 9 em cada 10 espanhóis vê em Francisco um Papa “inteligente”, “próximo” e “valente”.

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in Vida Nueva,  09/03/2018

Entre outras conclusões apresentadas, destaca-se o seu elevado índice de aprovação papal não só entre católicos mas também entre ateus e crentes de outras religiões.

A publicação católica conclui ainda, dando aliás grande ênfase a este facto que faz o título do seu artigo, que a grande maioria dos espanhóis “iria para os copos com o Santo Padre”.

Basto 3/2018

Cardeal Kasper: as uniões homossexuais são “análogas” ao casamento cristão

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Por Matthew Cullinan Hoffman

14 de março, 2018 (LifeSiteNews) – O cardeal Walter Kasper, cuja teologia parece ser a principal inspiração da doutrina do Papa Francisco para a abertura da Sagrada Comunhão às pessoas que vivem em estado de adultério em segundos casamentos, parece agora afirmar que as uniões homossexuais possuem “elementos” do casamento cristão, sendo até mesmo “análogas” àquelas, no sentido em que são semelhantes à relação entre a Igreja Católica e as comunidades cristãs não-católicas.

Mais até, o cardeal atribui as suas reivindicações à exortação apostólica do Papa Francisco Amoris Laetitia, apesar de o documento contradizê-lo explicitamente.

“O papa não deixa margem para dúvidas em relação ao facto de que casamentos civis, uniões de facto, novos casamentos depois de um divórcio (Amoris Laetitia 291) e uniões entre pessoas homossexuais (Amoris Laetitia 250s) não correspondem à conceção cristã de casamento“, escreve Kasper num livro recentemente lançado sobre Amoris Laetitia.

“Ele diz, no entanto, que alguns desses parceiros podem perceber de forma parcial e análoga alguns elementos do casamento cristão (Amoris Laetitia 292)”, continua Kasper.

Kasper compara essas relações com a relação entre a Igreja Católica e os grupos cristãos não-católicos relativamente aos quais o Concílio Vaticano II afirma que contêm “elementos de santificação e verdade” da Igreja.

“Tal como fora da Igreja Católica existem elementos da Igreja verdadeira, nas uniões acima mencionadas podem existir elementos presentes no casamento cristão, embora não realizem completamente, ou ainda não realizam completamente, o ideal”, acrescenta Kasper .

As declarações aparecem no pequeno livro de Kasper, “A Mensagem da Amoris Laetitia: Uma Discussão Fraternal”, recentemente publicado, simultaneamente, em alemão e italiano.

Na mesma obra, Kasper também insinua que a Amoris Laetitia abre o caminho para permitir o uso da contraceção, uma prática universalmente condenada pelas Escrituras, pelos Pais da Igreja e pelo Magistério Papal, mais recentemente pelos Papas Paulo VI e João Paulo II.

Kasper observa que, na Amoris Laetitia, o Papa apenas “incentiva o uso do método de observar os ciclos de fertilidade natural” e “não diz nada sobre outros métodos de planeamento familiar, evitando todas as definições casuísticas”. No contexto das passagens do livro sobre a comunhão para aqueles que cometem adultério em segundos “casamentos”, que usa linguagem semelhante, Kasper parece reivindicar que o Papa permite exceções à condenação que a Igreja faz sobre o controlo artificial da natalidade.

Kasper contradiz João Paulo II – e até mesmo a Amoris Laetitia

As palavras de Kasper sobre as uniões homossexuais parecem contrariar diretamente não apenas os ensinamentos de João Paulo II, mas até mesmo a Amoris Laetitia, o documento que ele pretende explicar.

Sob o pontificado de João Paulo II e a administração do cardeal Josef Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI), a Congregação para a Doutrina da Fé expressou repúdio perante a ideia de que as uniões homossexuais possam ser consideradas “análogas” ao casamento. O documento foi emitido em 2003 e recebeu a aprovação de João Paulo II.

“Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família”, declarou a Congregação. “O matrimónio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural. Os atos homossexuais «fecham, de facto, o ato sexual ao dom da vida».” Não são fruto de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhuma, aprovar.

Os parágrafos da Amoris Laetitia citados por Kasper para justificar o tratamento das uniões homossexuais como “análogas” ao casamento não possuem uma referência clara às uniões homossexuais, referindo-se meramente aos “elementos construtivos nessas situações que ainda ou já não correspondem ao ensinamento sobre casamento“.

No entanto, a Amoris Laetitia afirma no parágrafo 251: “No decurso dos debates sobre a dignidade e a missão da família, os Padres Sinodais anotaram, quanto aos projetos de equiparação ao matrimónio das uniões entre pessoas homossexuais, que não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família.” Francisco e os Padres Sinodais citam o mesmo documento de 2003 da Congregação para a Doutrina da Fé acima mencionado.

Bispos alemães procuram legitimar uniões homossexuais

O aparente desejo do cardeal Kasper de legitimar as uniões homossexuais reflete o pensamento de vários bispos influentes na hierarquia alemã.

O vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, bispo Franz-Josef Bode, disse recentemente que as uniões homossexuais incluem aspetos “positivos e bons” e propôs bênçãos para estas. Fez também comentários semelhantes em 2015.

O cardeal Reinhard Marx, membro do Conselho de Consultivo de Cardeais do Papa, no início deste ano, aparentemente apoiou a possibilidade de se abençoar as uniões homossexuais, mas depois parece ter retrocedido, após uma pesada crítica, afirmando que apenas queria dar a esses casais “encorajamento espiritual”.

Em junho de 2015, o bispo Heiner Koch, de Dresden-Meissen (agora arcebispo de Berlim), foi citado pelo jornal alemão Die Tagespost deste modo: “Qualquer vínculo que fortaleça e mantenha as pessoas, a meu ver, está bem; isso aplica-se também às relações homossexuais”.

A página dos bispos alemães Katholisch.de publicou um artigo em 2015 defendendo a noção de bênção das uniões homossexuais e atacando o bispo alemão Stefan Oster, que supervisiona a diocese de Passau, pela defesa do tradicional ensinamento moral da Igreja a respeito da sexualidade.

O próprio cardeal Kasper apoiou publicamente a aprovação irlandesa da legalização do “casamento” homossexual em 2015, dizendo: “Um Estado democrático tem o dever de respeitar a vontade do povo; e parece claro que, se a maioria das pessoas quer essas uniões homossexuais, o Estado tem o dever de reconhecer esses direitos”.

Não obstante, em fevereiro, o cardeal Gerhard Ludwig Müller, antigo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, condenou tais bênçãos, da mesma forma que alguns outros bispos alemães e austríacos.

“Se um padre abençoa um casal homossexual, isso é uma atrocidade num lugar sagrado, na verdade, para aprovar algo que Deus não aprova”, afirmou Müller.

Kasper está preocupado com a palavra “heresia” usada contra as doutrinas do Papa

Ao anunciar a publicação do livro, Kasper queixou-se de que as pessoas têm usado a palavra “heresia” para descrever o ensinamento de que a Sagrada Comunhão pode ser dada a pessoas em estado habitual de adultério, que parece ser o que Papa Francisco ensina na sua exortação apostólica Amoris Laetitia.

“Há um debate muito azedado [sobre o ensinamento do Papa], muito forte, com acusações de heresia”, disse Kasper numa entrevista recente ao Vatican News, serviço noticioso oficial da Santa Sé, sobre [o livro] “A Mensagem da Amoris Laetitia“.

No seu livro, Kasper protesta contra os teólogos que acusaram Francisco de heresia, escrevendo em nota de rodapé: “Quem, para além do Magistério, tem o direito de fazer uma acusação desse tipo? Já não tem validade o princípio de que até que alguém seja legitimamente condenado deve ser considerado dentro da ortodoxia da Igreja? “

Kasper também afirmou em entrevistas que a Amoris Laetitia é fácil de compreender.

“A linguagem deste documento é tão clara que qualquer cristão pode compreendê-la. Não é uma teologia complexa, incompreensível para as pessoas”, disse Kasper. “O povo de Deus está muito contente e feliz com este documento porque dá espaço à liberdade, mas também interpreta a substância da mensagem cristã numa linguagem compreensível. Então, o povo de Deus entende! O Papa tem uma ótima ligação ao Povo de Deus”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 14 de março de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 3/2018

 

São José

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(Guido Reni, cerca de 1635)

Honra da família de David,
Glória dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Castíssimo guardião da Virgem,
Amparo do Filho de Deus,
Vigilante defensor de Cristo,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Glória dos lares,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Consolo dos infelizes,
Esperança dos enfermos,
Advogado dos moribundos,
Terror dos demónios,

Rogai por nós!

Basto 3/2018

Frases que nos fazem pensar: D. Manuel Linda

bispo.do.porto.jpg “Sei que há alguns casais recasados, que já tinham vivido em matrimónio canónico e que depois refizeram a sua vida e estão noutro casamento já não canónico, que por motivos de fé e da sua convicção interior e de consciência, de facto vivem em abstinência sexual. Mas temos de nos perguntar: isso é mesmo família? Estou convencido de que não é bem família.”

D. Manuel Linda, Bispo do Porto

Contexto da frase:

Entrevista concedida ao jornalista João Francisco Gomes a 15 de março de 2018, dia em que foi nomeado bispo do Porto (durante a qual se confessou fã do Papa Francisco “a 200%”); in Observador, 17 de março de 2018.

Basto 3/2018

Arquidiocese de Quito, no Equador, concede enterro cristão a 36 bebés vítimas de aborto

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No âmbito do projeto “Bebés ao Céu”, a Arquidiocese de Quito, com a colaboração do Serviço Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses do Equador, enterrou os restos mortais de 36 bebés assassinados por aborto encontrados em diversas localidades do país. A cerimónia, presidida pelo arcebispo de Quito, D. Fausto Trávez, realizou-se no dia 13 de março no cemitério Jardins de Santa Rosa, na capital do Equador, tendo sido a segunda em menos de um ano, depois de já terem feito o mesmo para com outras 51 vítimas em julho do ano passado.

Basto 3/2018

Selo postal de Páscoa do Vaticano gera controvérsia

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Mais uma vez, a polémica surge em torno das sensibilidades artísticas presentes atualmente no Vaticano, em particular no que concerne aos excessos de “nudez masculina” e de “tonificação muscular”…

Desta vez, o comentário mais forte veio dos bispos alemães.

Basto 3/2018