Via sacrílega em Roma

Grupo de neocatólicos reza “via-sacra” amazónica em Roma, misturando as estações do Caminho da Cruz com feitiçaria tribal, cultos pagãos e cartazes de ativistas dos movimentos marxistas indigenistas. O ritual sincretista termina no interior da Igreja de Santa Maria em Traspontina, mesmo à porta do Vaticano, onde, por estes dias, se celebram diariamente exóticos “momentos de espiritualidade amazónica“.

Basto 10/2019

Papa Francisco: Somos um empecilho para o encontro com Deus?

Num momento em que as atitudes dos mais altos representantes da Igreja Católica confunde as pessoas, quando prestam culto a divindades exóticas e dizem que a diversidade de religiões (e dos seus falsos deuses) é uma coisa boa, o Santo Padre questiona o comportamento dos católicos. Será que não estamos a dificultar, aos não cristãos, o encontro com Deus?

Praça de São Pedro, Roma, Audiência Geral de 16 de outubro de 2019.

Basto 10/2019

“Momentos de espiritualidade amazónica” à porta do Vaticano

Enquanto dura o Sínodo da Amazónia, a Igreja de Santa Maria em Traspontina, em Roma, junto à entrada da Praça de São Pedro, celebra diariamente rituais tribais em honra da deusa Pachamama, num evento denominado Momentos de Espiritualidade Amazónica.

O evento pastoral, que inclui dança, rituais mágicos, idolatria e aparente loucura, é dinamizado pela “Amazónia Casa Comum”, um espaço da Rede Eclesial Pan-amazónica (REPAM) estabelecido temporariamente nesta paróquia administrada por carmelitas.

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Conversão ecológica integral, na Igreja de Santa Maria em Traspontina, Via della Conciliazione, outubro de 2019.

Basto 10/2019

Bispos prestam culto a Pachamama na Basílica de São Pedro

No passado dia 7 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário, alguns bispos presentes na Basílica de São Pedro, em Roma, juntaram-se à dança pagã em honra da Mãe Terra, transportando depois a estatueta da divindade pagã, em procissão, até à sala onde decorrem os trabalhos do Sínodo da Amazónia.

Basto 10/2019

Entrevistador favorito do Papa afirma que Francisco nega divindade de Cristo

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Por Martin M. Barillas

ROMA, 9 de outubro de 2019 (LifeSiteNews) – O jornalista italiano ateu Eugenio Scalfari afirmou que o Papa Francisco não acredita que Jesus Cristo é verdadeiramente Deus e homem.

O Papa concedeu a Scalfari numerosas entrevistas ao longo do seu pontificado, apesar das repetidas afirmações do gabinete de imprensa do Vaticano de que as suas transcrições não são fiáveis.

Na edição de quarta-feira do jornal La Repubblica, Scalfari escreveu: “Aqueles que tiveram a oportunidade, como eu tive em diferentes momentos, de encontrá-lo [o Papa Francisco] e falar com ele com a maior confiança cultural, sabem que o Papa Francisco concebe Cristo como Jesus de Nazaré, um homem, não como Deus encarnado. Uma vez encarnado, Jesus deixa de ser Deus e torna-se homem até à sua morte na cruz”. Diz Scalfari, “Quando tive oportunidade discutir estas frases, o Papa Francisco disse-me: «Elas são a prova definitiva de que Jesus de Nazaré, uma vez feito homem, mesmo sendo homem de virtude excecional, não era Deus»”.

Raymond Arroyo, pivô dos noticiários da [cadeia católica de televisão americana] EWTN, reagiu no Twitter, escrevendo que considera a informação “difícil de acreditar”. No entanto, acrescentou: “Porque é que o Papa continua a conceder entrevistas a um ateu que não toma notas e confia na sua memória envelhecida para reconstruir as conversas?

O diretor do Gabinete de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, emitiu a seguinte resposta oficial à informação de Scalfari: “Como já foi dito noutras ocasiões, as palavras que o Dr. Eugenio Scalfari atribui entre aspas ao Santo Padre durante conversas com ele não podem ser consideradas como uma transcrição fiel do que realmente foi dito, mas representam uma interpretação pessoal e livre do que ele ouviu, como se vê pelo que foi escrito hoje sobre a divindade de Jesus Cristo”.

A Igreja Católica ensina “que Jesus é inseparavelmente verdadeiro Deus e verdadeiro homem”. Ele é verdadeiramente o Filho de Deus que, sem deixar de ser Deus e Senhor, se fez homem e nosso irmão: «assumiu aquilo que não era, mas permaneceu aquilo que era», exalta a Liturgia Romana. E a liturgia de São João Crisóstomo proclama e canta: «Ó Filho único e Verbo de Deus, sendo imortal, Vos dignastes, para nossa salvação, encarnar no seio da Santa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, e sem mudança Vos fizestes homem e fostes crucificado! Ó Cristo Deus, que por Vossa morte esmagastes a morte, que sois um da Santíssima Trindade, glorificado com o Pai e o Espírito Santo, salvai-nos!»”. (Cat. 469)

Auto-declarado ateu, Scalfari, de 95 anos, é um dos fundadores do La Repubblica e um antigo fascista que, mais tarde, se tornou um libertário e membro da legislatura nacional italiana. Scalfari entrevistou diversas vezes o Pontífice. Em março de 2018, Scalfari afirmou que o Papa lhe disse que o inferno não existe. O La Repubblica afirmou que o Papa Francisco lhe tinha dito que as almas daqueles que não vão para o Céu são aniquiladas. Francisco, alegadamente, afirmou que “As almas não são punidas” e “Aqueles que se arrependem obtêm o perdão de Deus e seguem entre as fileiras daqueles que o contemplam, mas aqueles que não se arrependem e não podem ser perdoados desaparecem. Não há inferno – há o desaparecimento das almas pecadoras”. O aniquilamento é considerado uma heresia pela Igreja Católica.

Na altura, o Gabinete de Imprensa do Vaticano contestou o relato de Scalfari, afirmando que o Papa na verdade acredita que o inferno existe e que “nenhuma citação do artigo deveria ser considerada como uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre”. Os órgãos de comunicação social deram conta, anteriormente, que Scalfari não usa um gravador nem toma notas durante as suas entrevistas e admitiram que reconstrói as conversas de acordo com a sua memória.

Como pergunta o jornalista italiano Christopher Altieri, na publicação britânica Catholic Herald: “Porque é que o Papa Francisco ainda confia em Eugenio Scalfari?” E incitou Francisco a “refutar não apenas a clara verborreia de Scalfari transcrita no seu artigo, mas também as ideias que lhe foram atribuídas – pelo menos aquelas são manifestamente heréticas”.

“Quanto mais tempo ele continuar sem o fazer”, escreveu Altieri, “mais forte se torna o caso para acreditar que ele não pode fazê-lo”.

Apesar de ter optado por não conceder uma audiência aos cardeais que questionaram formalmente os seus ensinamentos a respeito do casamento e da salvação, o Papa Francisco tem recebido outras figuras controversas. Recentemente, encontrou-se com o Pe. James Martin, um seu colega jesuíta que se destacou pela defesa da normalização da homossexualidade na Igreja. No entanto, não se encontrou, por exemplo, com os cardeais D. Raymond Burke e D. Walter Brandmuller, que, juntamente com mais dois prelados que entretanto faleceram, publicaram os dubia que questionavam os ensinamentos da exortação Amoris Laetitia, em 2016.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 9 de outubro de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 10/2019

Papa Francisco: Adoro a Deus ou adoro a formulações dogmáticas?

Numa atitude inédita em toda história do cristianismo, o Santo Padre propõe uma cisão na Verdade Absoluta, separando Deus dos dogmas de fé, quando pede que escolhamos entre Deus e as verdades dogmáticas por Ele mesmo reveladas. As formulações dogmáticas reveladas por Deus são, de acordo com Francisco, ideologias que nos tornam raivosos…

Basto 10/2019

Indigenistas profanam Basílica de São Pedro durante a Missa de abertura do Sínodo da Amazónia

Durante a eucaristia de abertura do Sínodo da Amazónia, em Roma, um grupo de ativistas dos ideais marxistas indigenistas irrompeu da assembleia, com um ruidoso protesto organizado que partiu dos lugares VIP localizados logo depois dos bispos. Cantavam músicas estranhas e transportavam uma grande faixa que incitava à “escuta do grito da Mãe”, não da Mãe de Nosso Senhor, mas da “Mãe Terra”, da deusa Gaia ou Pachamama.

Os protestantes possuíam, na sua maioria, vestuário e calçado ocidental contemporâneo, apesar de se verem algumas caras pintadas e adereços indígenas.

Basto 10/2019

Papa Francisco participa em ritual pagão celebrado nos jardins do Vaticano

O Santo Padre consagrou o Sínodo da Amazónia a São Francisco de Assis, nos jardins do Vaticano, numa cerimónia sincretista que incluiu um ritual pagão de fertilidade, danças ecuménicas, onde algumas pessoas dançaram com clérigos católicos e bruxos em torno de estatuetas indígenas, discursos vazios e uma árvore plantada ao som do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis.

Pachamama ou Mãe Terra, a deusa indígena da fertilidade, foi sacrilegamente apresentada como “Nossa Senhora da Amazónia”, grávida, ao lado de outra semelhante que, numa aproximação à tradição cristã, só poderia ser Santa Isabel. Mas então quem seriam as divindades masculinas ali representadas, uma das quais ostentando uma ereção?

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E o mais assustador é que, enquanto estas coisas se vão sucedendo, a maioria dos católicos continua a assobiar para o lado.

Basto 10/2019

Documento Preparatório do Sínodo Amazónico impregnado de Teologia da Libertação

Declara a Eucaristia “simbólica”, elogia a “teologia feminista e ecológica”.

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Por Stephen Wynne

BOGOTÁ, Colômbia (ChurchMilitant.com) – O impacto da teologia da libertação no próximo Sínodo da Amazónia está a tornar-se cada vez mais evidente.

As preocupações em torno do Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazónia agravam-se por causa de um documento preparatório anterior intitulado “Rumo ao Sínodo Pan-Amazónico: Desafios e Contribuições da América Latina e das Caraíbas“.

Revelado durante uma recente investigação do LifeSiteNews, o trabalho de 136 páginas é fruto de uma reunião realizada em abril, em Bogotá, Colômbia, coorganizada pela REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazónica) e pela Ameríndia, duas grandes promotoras da teologia da libertação.

O Instrumentum Laboris confirma o significado da reunião, referindo-se a esta como parte importante do processo preparatório do Sínodo.

Com declarações heréticas, o documento de Bogotá saúda o ex-sacerdote Leonardo Boff, um importante defensor da teologia da libertação censurado pelo Vaticano por causa dos seus ataques à doutrina católica.

O documento despreza a missão salvífica da Igreja Católica, afirmando que não há uma fé verdadeira, que todas as religiões são capazes de trazer salvação aos seus seguidores.

“Não é justo afirmar que só uma religião é verdadeira e que as outras são decadência, porque todas elas revelam o mistério de Deus e revelam os muitos caminhos pelos quais caminhamos na fidelidade e no amor a Deus”, diz o documento.

E acrescenta que a Igreja Católica deve passar “de um exclusivismo intolerante a uma atitude de respeito que aceite que o cristianismo não tem um monopólio histórico sobre a salvação” e que “o pluralismo e a diversidade das religiões são expressões de uma sábia vontade divina”.

A obra não menciona a Eucaristia como corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. Pelo contrário, reduz a Eucaristia a uma expressão “simbólica” da experiência “comunitária” – uma flagrante heresia modernista condenada pelo Papa Pio X na sua encíclica Pascendi Dominici Gregis, de 1907.

“Na liturgia, a Igreja expressa a sua fé de maneira simbólica e comunitária”, diz o documento de Bogotá.

Referindo-se ao ensinamento de que a Eucaristia é fonte e ápice da vida cristã, declara:

A liturgia é o “cume”, porque ao pé da mesa se apresenta a experiência das pessoas, o caminho da comunidade e o contexto sócio-cultural em que se insere. “Fonte”, porque da memória viva do amor de Cristo e do encontro com irmãs e irmãos nasce o desejo e a capacidade de um discipulado mais coerente e de um testemunho mais eficaz.

O documento de Bogotá, ainda que fale de fidelidade ao Magistério, descreve o sacerdócio masculino não como um dogma de base, mas como uma “posição” maleável e favorável ao espírito da época:

Recomendamos […] que os teólogos, respeitando de modo reverente os dados da fé e em profunda comunhão com o Magistério, continuem com total liberdade a reflexão sobre a ordenação sacerdotal das mulheres, enriquecendo a sua análise com recursos provenientes da psicologia, sociologia, antropologia, história, filosofia e hermenêutica, para poder discernir a presença do Espírito naquele sinal dos tempos que é […] a presença da mulher na vida pública.

Apelando ao fim da “perspetiva patriarcal” da Igreja, o documento de Bogotá defende uma “teologia feminista e ecológica” completa com sacerdotisas.

Elogia também as tradições indígenas pagãs, apelando à compreensão e ao reconhecimento “das virtudes, conhecimentos e cosmovisões existentes entre os grupos étnicos ancestrais, que ainda conservam a capacidade de ler e conceber a natureza como a verdadeira mãe”.

Continuando a elogiar as tradições indígenas, o documento descreve Deus como um “Criador-Criadora” masculino-feminino:

Eles têm as suas histórias sagradas, línguas, conhecimentos, tradições, espiritualidades e teologias. Todos procuram construir um “bom viver” e a comunhão das pessoas entre si, com o mundo, com os seres vivos e com o Criador-Criadora. Sentem que estão a viver bem na “casa” que o Criador-Criadora lhes deu na Terra.

Dos 28 colaboradores do documento de Bogotá, quatro desempenharam papéis fundamentais na construção do sínodo e dois são os principais autores do Instrumentum Laboris.

Como confirma o conteúdo de ambas as obras, estes arquitetos do Sínodo da Amazónia, de 6 a 27 de outubro são portadores de tochas da teologia da libertação. Através da oração e do jejum, os fiéis católicos estão a preparar-se para o seu impacto sobre a Igreja.

A edição original deste texto foi publicada em Church Militant a 26 de setembro de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 09/2019