Vaticano exorta muçulmanos a converterem-se…

Por ocasião do início do Ramadão de 2017, que começou no passado dia 27 de maio, o Vaticano enviou uma mensagem aos muçulmanos apelando à conversão, “ecológica”.

«Cristãos e muçulmanos: juntos no cuidado da casa comum»

Queridos irmãos e irmãs muçulmanos!

Queremos assegurar-vos a nossa solidariedade orante neste tempo de jejum no mês do Ramadão e para a celebração conclusiva do ‘Id al-Fitr, estendendo-vos de coração os nossos melhores votos de serenidade, alegria e abundantes dons espirituais.

[…]

O Papa Francisco afirma que «a crise ecológica é um apelo a uma conversão interior profunda» (n. 217). O que é necessário é a educação, uma abertura espiritual e uma «conversão ecológica global» para enfrentar adequadamente este desafio.

[…]

É com estes sentimentos que vos desejamos, mais uma vez, serenidade, alegria e prosperidade.

(in sítio oficial do Vaticano)

janeiro...

fevereiro...

Basto 6/2017

Cardeal Müller: O Papa não é o messias, mas o vigário de Cristo

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ACI Digital

VATICANO, 07 Jun. 17 / 05:30 pm (ACI).- O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, recordou aos fiéis que o Santo Padre não é o messias, mas o vigário de Cristo; portanto exortou a não cair em certo papismo.

Durante a apresentação do seu livro “Indagine sulla Speranza”, o Cardeal alemão expressou que ficou “impressionado que alguns grandes inimigos de João Paulo II e de Bento XVI, que minaram o fundamento da teologia em outros períodos, atualmente se converteram em uma forma de papismo que me causa um pouco de temor”.

“Voltamos às discussões do Concílio Vaticano I, com a ideia de que quase todas as palavras do Papa são infalíveis”, advertiu. “Mas o Papa não é o Messias, é o Vigário de Jesus Cristo, o servo de Jesus Cristo”, assinalou.

Segundo informou ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, o Purpurado advertiu que “os meios de comunicação veem o Papa como um personagem, mas o Papa Francisco recorda sempre o dever de confirmar na fé”.

“Nos primeiros dias do seu pontificado o Papa Francisco, enquanto era aplaudido na praça disse: aplaudam Jesus, não me aplaudam. E esta é a perspetiva do papado”, afirmou.

O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé disse que “não é bom que a gente, lendo qualquer coisa sobre o Papa Francisco, chegue até o bispo ou o pároco dizendo: ‘o Papa disse…’; porque o pastor da paróquia é o pároco e o bispo na diocese, em comunhão visível com o Papa”.

“Não se deve concentrar tudo sobre o Papa, porque o bispo, o pároco são os pastores do rebanho. Não se deve cair em certo papismo. Os verdadeiros amigos do Papa não são aduladores, mas aqueles que colaboram com ele e com os bispos para sustentar a fé. É verdade que os meios de comunicação mudaram muito as coisas, mas o importante é viver concretamente a Igreja particular em união com o Papa”, assinalou.

Este texto foi originalmente publicado no sítio da ACI Digital no dia 7 de junho de 2017.

Nota da edição: toda a responsabilidade e direitos editoriais do texto acima pertencem à ACI Digital, a presente publicação destina-se exclusivamente à sua divulgação.

Basto 6/2017

Misericórdia atípica ameaça a diocese de Portalegre-Castelo Branco

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“Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Padroeira e Rainha de Portugal” de Francisco Xavier Lobo, 1753 – Igreja de Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide

Chegou a hora de Portugal!

Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudanças nem períodos de sombra. Por sua livre decisão, nos gerou com a palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas. (Tg 1, 16-18)

Depois de quatro anos e tal de incubação da heresia da nova misericórdia que prescinde de arrependimento, e depois da submissão das massas a um processo gradual e planeado de reeducação que visa a substituição dos tradicionais conceitos cristãos de matrimónio e família por uma ideologia relativista e hedonista, a nação portuguesa é agora chamada a tomar posição. Chegamos ao auge desta assumida “revolução” cultural. Este é o derradeiro momento em que a hierarquia católica portuguesa se coloca perante a forte tentação populista de aderir ou não à nova corrente ideológica dominante. O povo tem de redobrar a oração e a penitência, mas antes de tudo, deve estar muito atento!

Até ao momento, ainda nenhuma diocese portuguesa promulgou qualquer documento com orientações no sentido da aprovação pastoral do adultério, como já aconteceu em vários países. No entanto, alguns bispos portugueses, apesar de não contestarem teoricamente a doutrina católica sobre o matrimónio, têm mostrado disponibilidade para fazer a vontade ao Papa, ou seja, dar absolvição sacramental e a Sagrada Eucaristia a “alguns” adúlteros que, após um processo de “discernimento”, optem por permanecer definitivamente em adultério. “Alguns”, numa perspetiva otimista, pode significar mesmo todos, dependendo do sucesso da aplicação desta nova prática pastoral e também da consciência de cada um.

A primeira diocese portuguesa a prometer a publicação de um documento orientador da prática de Amoris Laetitia foi a de Portalegre-Castelo Branco. O anúncio surgiu num comunicado do Conselho Diocesano de Pastoral que reuniu recentemente em Castelo de Vide.

Abordou-se por largo tempo, o capítulo VIII da Exortação Apostólica Post-sinodal “Amoris Laetitia”, conforme agendado divagou-se serenamente e com muito proveito, sobre o “acolher”, “discernir” e “integrar”, tarefa pastoral exigente e delicada mas com necessidade de ser implementada, em conformidade com a doutrina da Igreja e os documentos do magistério. O Bispo Diocesano informou estar a pensar, para breve, na publicação de algumas orientações já em preparação.

(in sítio oficial da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, 03/06/2017)

Por um lado, a diocese diz que esta tarefa pastoral tem de “ser implementada, em conformidade com a doutrina da Igreja e os documentos do magistério“, mas por outro, também diz que “deve ser feita de harmonia com o apontado pelo Papa Francisco“…

Mais uma vez, o Capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris Laetitia forneceu o conteúdo para um alargado debate sobre a implementação pastoral do “acolher”, “discernir” e “integrar” os cristãos que, embora não estejam em conformidade com a doutrina da Igreja sobre o matrimónio, sofrem por tal situação e desejam fazer um caminho de integração e discernimento em Igreja. É uma pastoral delicada, necessária e urgente, e que deve ser feita de harmonia com o apontado pelo Papa Francisco no documento em causa.

(in sítio oficial da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, junho de 2017)

Em que é que ficamos afinal? Já toda a gente sabe neste momento, e sem qualquer margem para dúvidas, qual é a interpretação que o Papa Francisco pretende para o capítulo VIII da sua controversa exortação apostólica! Todos sabem também, desde sempre, que sua interpretação contradiz o magistério da Igreja, conforme atestou o próprio Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Se o adultério continua portanto a ser um pecado mortal que exclui o acesso à Sagrada Comunhão para o bem das almas, a diocese está agora perante um dilema complicado…

Sem querermos arriscar na direção para a qual tenderão “as orientações já em preparação”, convém lembrar que, de acordo com o jornal Sol, D. António Dias, bispo da diocese em análise, era um dos seis bispos portugueses que, já em 2015, queriam abrir o acesso à Sagrada Comunhão a pessoas em situação de adultério.

Perante a urgência da situação atual, os portugueses devem dizer se aceitam ou não que este sacrilégio contra a Sagrada Eucaristia seja praticado no nosso país, antes que seja tarde de mais. O nosso silêncio é também uma resposta que tem consequências e pela qual prestaremos contas diante de Deus.

Basto 6/2017

Vídeo do Papa – 6.º episódio, 2.ª temporada

«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde. (Jo 14, 27)

vídeo de junho
Intenções de oração do Santo Padre para junho (imagem editada para evitar eventuais dubia)

Basto 6/2017

A Alegria do Amor em Bobadela

Ninguém tem nada contra este tipo de espetáculos, até porque são uma boa alternativa de verão aos concertos de música pimba, mas tinha mesmo de ser dentro da Igreja?

O concelho de Loures tem espaços bem mais adequados a este tipo de iniciativas, mas mesmo que não tivesse, havia sempre a hipótese de uma tenda de eventos.

Basto 6/2017

Frei Bento Domingues declara Bento XVI institucionalmente morto!

coveiro

Poderá alguém neste mundo possuir absurdamente capacidade para atestar o óbito institucional de um Papa? Esse atributo corresponderia a uma função extremamente invulgar, talvez ainda mais rara do que a de “Papa Emérito”.

Na crónica que assina regularmente no jornal Público, Frei Bento Domingues decidiu recentemente declarar Bento XVI institucionalmente morto, ao que acrescentou ainda o desrespeitoso sarcasmo “mas julga que não”.

Frei Bento Domingues
in Público, 28/05/2017

Como o seu “manifesto”, desta vez, não era sobre a “indústria da conserva dogmática“, não vamos aqui falar de lata, mas convenhamos que a sua atitude implica uma grande dose de voluntarismo… Como é que um frade dominicano deste periférico Portugal se propõe a ensinar o primeiro Papa Emérito da história da humanidade sobre como deve comportar-se?  Para além de voluntarismo, esta atitude revela uma ousadia extraordinária, tendo em conta que foi o próprio Bento XVI quem inventou o estatuto de “Papa Emérito” na Igreja Católica e, portanto, talvez conheça os seus atributos melhor do que a maioria das pessoas…

Não temos dois Papas, como a ignorância e obscuros interesses procuram fazer crer. Sob o ponto de vista institucional, o Papa Bento XVI morreu. Acabou.

(Frei Bento Domingues OP, in Público, 28/05/2017)

Mas a verdade é que temos mesmo dois Papas vivos, ambos em Roma, e o  mais insólito desta situação é que os ensinamentos de um estão claramente em contradição com os do outro, apesar de todos os esforços para se provar o contrário. Aliás, a preocupação de Frei Bento Domingues em declarar o óbito institucional de um deles acaba por comprovar isso mesmo. É dessa contradição que resulta o incómodo que conduz a atitudes tão radicais como aquela que assumiu publicamente o conhecido frade português.

Outro aspeto que também merece aqui destaque é o facto de Bento Domingues, assumido “fã do Papa Francisco“, acabar por desautorizá-lo quando envereda por este tipo de “rigorismos” e “legalismos” canónicos que o Papa reinante tanto condena. Já para não falar da gravidade do “pecado” que seria “descartar” Bento XVI que, apesar da idade avançada e da fragilidade física, continua com uma grande lucidez intelectual e, acima de tudo, espiritual.

O Papado foi instituído pelo próprio Cristo, o nosso Deus, portanto é uma instituição divina, não se rege por critérios mundanos.

Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. (Mt 16, 18)

Um Papa estará institucionalmente morto apenas quando deixar de ser a pedra que impede os poderes do Abismo de atentarem contra a Igreja de Cristo. E a verdade é que Bento XVI, mesmo em silêncio, continua a ser o grande obstáculo…

Basto 6/2017

Aborto e homossexualidade mostram que chegou a “batalha final” entre Deus e Satanás – Cardeal Caffarra

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Cardeal Caffarra no Fórum da Vida 2017, em Roma – LifeSiteNews

Por Dorothy Cummings McLean e Pete Baklinski

ROMA, 19 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – A profecia da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, de que a batalha final entre Deus e Satanás será sobre o casamento e a família está a ser hoje cumprida, afirmou um cardeal discursando numa conferência católica em Roma.

“O que disse a Irmã Lúcia naqueles dias está a cumprir-se nestes nossos dias”, disse o Cardeal Carlo Caffarra, um dos signatários dos dubia que é arcebispo emérito de Bolonha e ex-membro do Conselho Pontifício para a Família, numa sessão de perguntas e respostas posterior ao seu discurso.

Caffarra fez os seus comentários no IV Fórum anual da Vida em Roma. Depois da sua apresentação, o cardeal Raymond Burke, outro signatário dos dubia, pediu para que os fiéis católicos “trabalhem pela consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria”.

O cardeal Caffarra, que é o presidente fundador do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimónio e a Família, fez os seus comentários a respeito da “batalha final” em alusão a uma carta que escreveu à Ir. Lúcia, no início dos anos 80, para pedir as suas orações, quando iniciou a sua nova tarefa de fundar o instituto. Ele nunca esperara uma resposta.

Porém, para sua surpresa, Caffarra recebeu uma longa carta assinada pela Ir. Lucia, na qual falava sobre a “batalha final” que chegaria no fim dos tempos.

A vidente de Fátima escreveu que “a batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será a respeito do Matrimónio e da Família. Não temam, acrescentou, porque qualquer pessoa que atue a favor da santidade do Matrimónio e da Família será sempre combatida e enfrentada de todas as formas, porque este é o ponto decisivo. Depois concluiu: entretanto, Nossa Senhora já esmagou sua cabeça’”.

A carta está agora nos arquivos do Instituto Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimónio e a Família.

A batalha

Caffarra explicou, durante a sua apresentação, que existem duas forças que se opõem uma à outra na batalha. Uma é o “Coração ferido do Crucificado-Ressuscitado”, que chama a todos os homens para si mesmo. A outra é o “poder de Satanás, que não quer ser expulso do seu reino”.

O cardeal disse que o lugar onde esta batalha acontece é o coração humano.

“Jesus, a Revelação do Pai, exerce forte atração para Si mesmo. Satanás trabalha contra isso, para neutralizar a força atrativa do Crucificado-Ressuscitado. A força da verdade que nos torna livres atua no coração do homem. A força satânica da mentira é a que faz de nós escravos”, disse ele.

As duas forças de atração dão origem a duas culturas, afirmou, a “cultura da verdade e a cultura da mentira”.

“Há um livro na Sagrada Escritura, o último, o Apocalipse, que descreve o confronto final entre os dois reinos. Nesse livro, a atração de Cristo toma a forma de triunfo sobre os poderes inimigos comandados por Satanás. É um triunfo que surge depois de um longo combate. Os primeiros frutos da vitória são os mártires “, disse ele.

Caffarra disse ainda que o aborto legalizado provém da “cultura da mentira”, onde o “crime” de assassinar um ser humano é visto como um “bem”.

O aborto é um “ato sacrílego”, disse ele, acrescentando que é a “negação mais profunda da verdade do homem”.

“A razão pela qual o homem não deve derramar o sangue do homem é porque o homem é a imagem de Deus. Através do homem, Deus habita na Sua criação. Essa criação é o templo do Senhor porque o homem habita nela. Violar a intangibilidade da pessoa humana é um ato sacrílego contra a Santidade de Deus. É a tentativa satânica de gerar uma anti-criação. Ao enobrecer a matança de seres humanos, Satanás lançou as bases para sua criação: remover da criação a imagem de Deus, obscurecer Sua presença nela”, disse ele .

O cardeal explicou que o “casamento” homossexual também provém da “cultura da mentira”, uma vez que “nega completamente a verdade do casamento” conforme procede da “mente de Deus, o Criador”.

“A Divina Revelação disse-nos como Deus entende o casamento: a união legal de um homem e uma mulher, a fonte da vida. Na mente de Deus, o casamento tem uma estrutura permanente, baseada na dualidade do modo humano de ser: feminilidade e masculinidade. Não dois polos opostos, mas um com e para o outro”, disse ele.

“A união entre um homem e uma mulher, que se tornam uma só carne, é cooperação humana no ato criador de Deus”, acrescentou.

Satanás, ao impulsionar as mentiras do aborto e da homossexualidade, está a tentar destruir os dois pilares mais importantes da criação, a “pessoa humana” criada à imagem de Deus e a “união conjugal” entre um homem e uma mulher.

“A elevação axiológica do aborto a direito subjetivo é a demolição do primeiro pilar. O enobrecimento de uma relação homossexual, equiparando-a ao casamento, é a destruição do segundo pilar “, afirmou Caffarra.

O objetivo final de Satanás é “construir uma anti-criação real”, uma “criação alternativa”, onde Deus e todos os sinais da sua beleza e bondade foram apagados.

“Este é o último e terrível desafio que Satanás está a lançar contra Deus”, acrescentou o Cardeal.

Ser um fiel seguidor de Cristo nestes tempos significa “testemunhar… aberta e publicamente” a verdade da criação de Deus a respeito da dignidade da pessoa humana e do casamento.

“Alguém que não testemunha desta maneira é como um soldado que foge no momento decisivo da batalha. Já não somos testemunhas mas desertores, se não falarmos aberta e publicamente”, disse ele.

Caffarra elogiou os eventos pró-vida da Marcha pela Vida que acontecem em todo o mundo como um “grande testemunho” da verdade a respeito do valor de cada pessoa.

Ele comparou os cristãos que defrontam o pecado aos médicos que combatem a doença, explicando à audiência que tal como perante a doença não pode haver acordo de paz, o mesmo acontece com o pecado.

“Seria um médico terrível aquele que adotasse uma atitude irenista (voltada para a paz) perante a doença”, disse ele. O significado do ditado de Santo Agostinho “Amar o pecador, odiar o pecado”, explicou o cardeal, significa “caçar o pecado”. Persegui-lo nos lugares escondidos das suas mentiras e condená-lo, trazendo à luz a sua insubstancialidade”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 19 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 5/2017

Sacrilégio contra a Sagrada Eucaristia em Fortaleza, no Brasil

O grave incidente registado no vídeo abaixo aconteceu, há dias, durante a missa, alegadamente numa igreja da arquidiocese de Fortaleza, no Nordeste brasileiro.

As imagens do vídeo são chocantes, quer pelo grave sacrilégio ali cometido contra a Sagrada Eucaristia, quer pela quase indiferença de alguns dos presentes. São ainda um convite à reflexão sobre a nossa atitude individual no momento que atravessa atualmente a Igreja Católica, em que são promovidos tantos sacrilégios contra a Sagrada Eucaristia a pretexto de um novo e falso conceito de misericórdia. A indiferença é uma atitude inaceitável…

Voltando ao incidente reportado nas imagens, aquilo que mais choca nos satanistas (assumidos ou não) é o facto de acreditarem na real presença de Cristo na Eucaristia, talvez mais até do que grande parte dos católicos. O sentimento de ódio por algo ou alguém pressupõe o reconhecimento da sua existência.

Basto 5/2017

Santo Cristo dos Milagres, 2017

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Fez hoje oito dias que a procissão do Ecce Homo voltou a percorrer as ruas da maior cidade dos Açores, como sempre, no quinto domingo depois da Páscoa. Este ano, as celebrações foram presididas pelo bispo da diocese americana de Fall River, o brasileiro D. Edgar da Cunha. O convite deve estar relacionado com o facto de haver uma grande comunidade açoriana nessa região dos Estados Unidos da América.

A capela do Coro Baixo da igreja do Convento da Esperança, em Ponta Delgada, é um lugar particularmente notável pelo asseio que ostenta em qualquer altura do ano, mas por estes dias de festa vale mesmo a pena dar uma espreitadela para apreciar os magníficos arranjos florais. Eles são, em si, uma bela oração ao Senhor das ilhas.

Basto 5/2017

Bispos belgas autorizam a prática de Amoris Laetitia no seu país

A partir de agora, também na Bélgica, as pessoas divorciadas recasadas poderão aceder à Sagrada Comunhão mesmo mantendo-se em situação de adultério. A Conferência Episcopal Belga emitiu uma carta pastoral que dá seguimento à controversa exortação apostólica Amoris Laetitia na mesma linha de interpretação pretendida pelo Santo Padre Francisco I.

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in CathoBel, 24/05/2017

A carta pastoral foi apresentada pelo cardeal D. Jozef De Kesel, na última quarta-feira, em Malinas, onde explicou que esta se destina a todos os sacerdotes, diáconos e agentes pastorais. D. Jozef De Kesel é conhecido pelo seu exotismo doutrinal, sendo cardeal apenas desde novembro do ano passado.

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in La Libre, 26/05/2017

 

Basto 5/2017

Estamos a testemunhar a profecia de São João Paulo II sobre a “anti-Igreja” – afirma sacerdote católico

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Relâmpago atinge o Vaticano, a 11 de fevereiro, poucas horas depois de Bento XVI ter anunciado a sua resignação – LifeSiteNews

Por Pete Baklinski

ROMA, 19 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – A advertência profética de São João Paulo II sobre o aparecimento de uma “anti-Igreja” que prega um “anti-Evangelho” é hoje cumprida por líderes dentro da Igreja Católica, mesmo nos mais altos níveis, declarou hoje um padre numa palestra proferida durante uma conferência em Roma.

O Pe. Linus Clovis, da Family Life International [organização católica de defesa da família],  afirmou no seu discurso no Fórum pela Vida, em Roma, organizado pela Voice of the Family [Voz da Família], que o anti-Evangelho da anti-Igreja é muitas vezes “indistinguível da ideologia secular, que reverteu tanto a lei natural como os Dez Mandamentos.”

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Pe. Linus Clovis no Fórum da Vida, Roma, 2015 – LifeSiteNews

“Este anti-Evangelho, que procura dirigir a vontade do indivíduo para o consumo, para o prazer e para o poder em detrimento da vontade de Deus, foi rejeitado por Cristo nas tentações do deserto. Disfarçado de direitos humanos, reapareceu, com toda a sua arrogância luciferina, para promulgar uma atitude narcisista e hedonista que rejeita qualquer restrição, exceto as impostas por leis humanas”, disse ele.

Durante sua visita à América, há 41 anos, o cardeal Karol Wojtyla, arcebispo de Cracóvia, que dois anos mais tarde se tornaria Papa João Paulo II, transmitiu a sua mensagem profética, em Filadélfia, por ocasião do aniversário bicentenário da independência americana. Wojtyla dizia então:

Estamos agora diante do maior confronto histórico que a humanidade jamais atravessou. Não creio que grandes círculos da sociedade americana ou grandes círculos da comunidade cristã percebam isso completamente. Estamos agora a travar o confronto final entre a Igreja e a anti-Igreja, do Evangelho contra o anti-Evangelho.

Temos de estar preparados para sofrer grandes provações num futuro não muito distante; provações que requerem a prontidão para abdicar até mesmo das nossas vidas e uma entrega total de nós mesmos a Cristo e por Cristo. Através das vossas e das minhas orações, é possível aliviar esta tribulação, mas já não é possível evitá-la… Quantas vezes a renovação da Igreja proveio do sangue? Desta vez não será diferente.

Clovis explicou que, enquanto a ascensão da anti-Igreja tem vindo a acontecer de forma lenta mas sólida nas últimas décadas, a sua emergência tem sido especialmente percetível nos últimos anos.

“Durante o último meio-século, tem havido uma crise crescente na Igreja, decorrente tanto da falta de ensinamentos claros e inequívocos, como do clima de dissidência entre os sacerdotes, religiosos e leigos. Dentro da Igreja contemporânea, a crise atingiu um ponto de ebulição, senão mesmo de rutura, pela rejeição do paradigma sim/não de Nosso Senhor e pelo enfraquecimento de posições doutrinárias estabelecidas através de práticas pastorais inconstantes”, disse ele.

Ele observou que existe um sentimento entre os fiéis católicos de que “as coisas eclesiásticas e católicas estão a desmoronar-se e uma anarquia pastoral foi lançada sobre a Igreja”. Fez saber que existe um “exercício oculto do poder”, atualmente em funcionamento dentro da Igreja, que fomenta essa anarquia.

Consegue reformar o processo de anulação do casamento sem a habitual consulta dos respetivos dicastérios romanos; emitir uma ampla e mordaz repreensão à Cúria Romana num discurso de Natal; limpar a composição de um dicastério, o que efetivamente invalida a influência do seu prefeito, que se opôs firmemente às inovações que prejudicam os ensinamentos sobre o casamento e os princípios da liturgia; atacar os Frades Franciscanos da Imaculada; e encerrar o campus de Melbourne do Instituto João Paulo II.

Clovis explicou que o apoio ao aparecimento da anti-Igreja é um ataque direto ao próprio “pilar da criação” e ao fundamento da ordem social, nomeadamente, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher expressa no casamento e na família. Lembrou como a Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima, dissera uma vez que “a batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o casamento e a família”.

“É bem sabido que qualquer adulteração de uma pedra angular arrisca o colapso de todo o edifício”, disse ele. “A pedra angular, a célula básica da sociedade é o casamento e a família”.

E a anti-Igreja está a trabalhar tanto quanto pode para minar essa pedra angular.

“Através da aceitação tácita da contraceção e do divórcio, do recente abraço misericordioso aos divorciados civilmente recasados ​​e do benigno assentimento ao casamento homossexual, a pedra angular foi adulterada e o ponto ómega foi atingido”, explicou Clovis.

Ele observou como o secularismo ateu que alimenta a anti-Igreja tem “trabalhado para a falência da família, sendo o seu espírito impulsionador, a ideologia LGBT; a sua face pública, a correção política, o seu vestido de domingo, a inclusividade e o não-julgamento“.

Ele advertiu os católicos como a anti-Igreja tentará enganar os fiéis, fazendo-se passar pela a verdadeira Igreja.

É claro que a Igreja Católica e a anti-Igreja coexistem no mesmo espaço sacramental, litúrgico e jurídico. Esta última, tendo crescido, está agora a tentar passar-se pela verdadeira Igreja, fazendo o que pode para tentar induzir ou forçar os fiéis a tornarem-se adeptos, promotores e defensores de uma ideologia secular.

Se a anti-Igreja conseguir dominar todo o espaço da verdadeira Igreja, os direitos do homem suplantarão os direitos de Deus, através da profanação dos sacramentos, da profanação do santuário e do abuso do poder apostólico.

Então, os políticos que votam a favor do aborto e do casamento homossexual serão bem-vindos nas filas para Comunhão; maridos e esposas que abandonaram os seus cônjuges e filhos, para terem relações adúlteras, serão admitidos aos sacramentos; sacerdotes e teólogos que rejeitam publicamente a doutrina e a moral católica terão liberdade para exercer o ministério e promover a dissidência, enquanto os fiéis católicos serão marginalizados, caluniados e desacreditados. Deste modo, a anti-Igreja consegue alcançar seu objetivo de destronar a Deus como Criador, Salvador e Santificador, para O substituir pelo homem, o auto-criador, o auto-salvador e o auto-santificador.

Clovis disse ainda que a anti-Igreja trabalha para alcançar o seu objetivo de superar a verdadeira Igreja, intimidando os fiéis à submissão, incluindo leigos, sacerdotes e bispos.

Na prossecução dos seus objetivos, a anti-Igreja, em colaboração com os poderes seculares, recorre à lei e aos meios de comunicação para intimidar a verdadeira Igreja à submissão. Através do uso hábil dos média, os ativistas da anti-Igreja conseguiram submeter ao silêncio os bispos, o clero e a maioria da imprensa católica. Da mesma forma, os leigos estão aterrorizados pelo medo da hostilidade, do ridículo e do ódio que receberiam se fizessem frente à imposição da ideologia LGBT.

Por exemplo, em 2015, a congregação de São Nicolau de Myra, na Arquidiocese de Dublin, aplaudiu de pé o seu pároco quando este declarou, a partir do púlpito, que era gay e os exortou a apoiar o casamento homossexual no referendo irlandês. Não é difícil imaginar o tipo de tratamento que um opositor teria recebido. Portanto, a ação da influência opressiva da anti-Igreja é mais evidente quando uma pessoa, dentro da sua comunidade paroquial, tem receio de defender abertamente a revelação de Deus a respeito da homossexualidade, do aborto ou da contraceção.

Os adeptos da anti-Igreja apostam principalmente nos sacerdotes e nos bispos para prosseguirem o rumo do anti-Evangelho, sabendo que estes, uma vez submissos, podem influenciar inúmeras almas longe da verdadeira Igreja.

Os sacerdotes e os bispos são os líderes imediatos e mais naturais dos leigos e, acima de tudo, são apanhados no crescente espectro de medo gerado pela anti-Igreja. Além disso, por causa do seu voto clerical de respeito e obediência, o seu medo, sendo reverente, é fortemente agravado, especialmente quando veem a sua classe dividida; a sua unidade quebrada; a constante disciplina sacramental violada; a lei canónica ignorada; o seu espírito de evangelização descartado como proselitismo e um disparate.

No que diz respeito às suas pessoas, são rotulados como pequenos monstros que atiram pedras aos pecadores, ou que reduzem o sacramento da reconciliação a uma câmara de tortura, ou que se escondem atrás dos ensinamentos da Igreja sentados na cadeira de Moisés e que julgam por vezes com superioridade e superficialidade.

Como filhos da Igreja, eles veem-se menos merecedores de um abraço papal do que a arqui-abortista italiana Emma Bonino e ainda menos dignos de reabilitação do que o famoso falso profeta, defensor do aborto e da população global, Paul Ehrlich.

Como sacerdotes, é-lhes dito que devem pedir desculpa aos gays e que a “grande maioria” dos casamentos católicos por eles abençoados são inválidos; além disso, são apelidados de recitadores de orações e, por considerarem importante a ida à Missa e a confissão frequente, são chamados de pelagianos.

Como católicos, e sabendo que os Cinco Primeiros Sábados foram pedidos em reparação das blasfémias cometidas contra Nossa Senhora, são pessoalmente confrontados com reflexões indecentes tais como, no Calvário, onde Ela se tornou a Mãe de todos os redimidos por Cristo, a Santíssima Virgem de Fátima talvez, no Seu coração, desejou dizer ao Senhor: “Mentiras! Mentiras! Eu fui enganada.” Como “as árvores da floresta tremem diante do vento”, assim os corações dos clérigos tremem de medo perante a possibilidade de estarem a ser mais católicos do que o Papa!

Clovis classificou a influência do Papa Francisco dentro da Igreja como uma “grande e verdadeira bênção”, uma vez que os ambíguos ensinamentos papais permitiram que a anti-Igreja emergisse das sombras de forma visível e clara para todos os fiéis. Isso coloca agora os fiéis perante uma escolha clara sobre qual mestre irão seguir.

“Há mais de cem anos que se desenrola um conflito oculto na Igreja: um conflito explicitamente revelado ao Papa Leão XIII, parcialmente contido por São Pio X e desencadeado no Concílio Vaticano II. Sob Francisco, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro Papa das Américas e o primeiro Papa cuja ordenação sacerdotal seguiu o Novo Rito, este conflito chegou ao seu máximo, com o potencial de tornar a Igreja menor, mas mais fiel”, afirmou.

Disse ainda que a mais recente exortação de Francisco Amoris Laetitia é um exemplo de uma força exercida hoje dentro da Igreja que ajuda a estabelecer a linha divisória entre a anti-Igreja e a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

“A Exortação Apostólica Amoris Laetitia é o catalisador que dividiu não apenas os bispos e as Conferências Episcopais uns contra os outros, mas também os sacerdotes contra os seus bispos e contra os outros sacerdotes e os leigos, ansiosos e confusos”, afirmou o sacerdote.

“Como um cavalo de Troia, a Amoris Laetitia lança ruína espiritual por toda a Igreja. Como num desafio para um duelo, ela exige a coragem para superar o medo. De uma forma ou de outra, está agora pronta para separar a anti-Igreja, referida por São João Paulo II, da Igreja fundada por Cristo. À medida que a separação começa a acontecer, cada um de nós, tal como os anjos, terá de decidir por si mesmo se prefere estar errado com Lúcifer ou certo sem ele”, acrescentou.

Clovis relacionou as suas ideias principais com o 100.º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Lembrou que Ela “propôs uma estratégia que, sendo adotada, garantiria a salvação de um grande número de almas”.

“A estratégia exigia que, para «apaziguar Deus, que já estava tão ofendido», três condições importantes deveriam ser satisfeitas, a saber, uma reforma dos costumes com plena adesão às leis naturais e divinas, a devoção aos Cinco Primeiros Sábados e a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria”, afirmou.

“Então, para enfatizar ainda mais os perigosos dos tempos que se aproximavam, a Virgem, com preocupação materna, alertou para as consequências de ignorar Sua mensagem: as guerras, a Rússia espalhando seus erros, a perseguição da Igreja e do Santo Padre. Ainda assim, Ela concluiu a Sua mensagem com um sinal de esperança: «por fim, o meu Imaculado Coração triunfará e será dado ao mundo um tempo de paz»”, acrescentou.

Clovis lembrou que os católicos que procuram ser fiéis a Cristo e à Igreja por Ele fundada não precisam de ter medo da atual turbulência a que estão a assistir.

“No Batismo, tornámo-nos membros da Igreja Militante e, na Confirmação, soldados de Cristo; fomos portanto recrutados e armados para um combate mortal contra os três implacáveis ​​inimigos das nossas almas: o mundo, a carne e o diabo”, disse ele.

“Reconhecendo isso «não é contra os seres humanos que temos de lutar, mas contra os Principados, as Autoridades, os Dominadores deste mundo de trevas, e contra os espíritos do mal que estão nos céus», lutamos como os Apóstolos, tomando os mártires por nossos modelos e o próprio Cristo Jesus como nossa recompensa”, acrescentou.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 18 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Pe. Linus Clovis, em Roma, no Fórum da Vida de 2015:

O Pe. Linus Clovis é um sacerdote da arquidiocese de Castries, em Santa Lúcia, um pequeno estado insular no arquipélago das Antilhas (Índias Ocidentais), no Mar das Caraíbas.

Basto 5/2017

Francisco acusa os “fanáticos” da doutrina

fanáticos
Papa Francisco na capela da Casa de Santa Marta, 19/05/2017 – The Vatican

Como de costume, em mais uma das suas homilias, o Santo Padre não especificou exatamente a quem se referia, quem eram “essas pessoas” tão inconvenientes, os tais “ideólogos da doutrina“.

Mas por falar em “discursos”, e talvez não passe mesmo de uma mera coincidência, esta homilia foi pregada precisamente no momento em que teve lugar o IV Fórum da Vida, em Roma, que decorreu nos dias 18 e 19 deste mês, dinamizado pela organização Voice of the Family (Voz da Família). Nesta conferência, os cardeais D. Raymond Burke e D. Carlo Caffarrasubscritores dos dubiae também o bispo D. Athanasius Schneider denunciaram o presente momento de apostasia à luz da mensagem de Fátima. Os seus discursos ecoaram universalmente através das redes sociais.

Durante dois milénios, a Igreja manteve-se unida precisamente por ter conseguido sempre resistir, e muitas vezes à custa do sangue dos mártires, às ideologias mundanas que, como hoje, sempre pretenderam contaminar a Fé verdadeira. O momento atual é crítico, talvez mesmo o mais complicado em toda a história da Igreja. Para além da oração e da penitência, os cristãos necessitam também de esforçar-se por adquirir um mínimo de conhecimentos doutrinais para perceberem por onde atacam realmente as tais ideologias.

Basto 5/2017