Na Islândia, 100% dos bebés diagnosticados com síndrome de Down são abortados. Pense nisso!

síndrome de Down

 

Por Lauren Bell

14 de Março de 2017 (PregnancyHelpNews) – Em declarações recentes à Assembleia de Cidadãos, na Irlanda, o dr. Peter McParland, obstetra na Maternidade Hospitalar Nacional, mostrou para onde as coisas se encaminham.

“Na Islândia”, disse o médico, “todos os bebés – 100% de todos os diagnosticados com síndrome de Down – são abortados”.

Os horrores da afirmação acima podem não ser bem compreendidos. A Islândia tornou-se a primeira nação a vangloriar-se de erradicar a síndrome de Down do seu país.

O dr. McParland explicou esta aniquilação sistemática afirmando que “não houve um único bebé nascido na Islândia com Síndrome de Down nos últimos cinco anos”.

A Islândia não está sozinha nas suas aspirações de criar um mundo livre de síndrome de Down. O holocausto destes bebés é uma epidemia global que tira a vida a seres humanos, criados à imagem de Deus, com base num diagnóstico pré-natal que indica a síndrome de Down.

A Dinamarca aproxima-se da Islândia e prevê que será também uma nação livre da síndrome de Down nos próximos 10 anos.

Ao mesmo tempo, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, 90% dos bebés em gestação diagnosticados com síndrome de Down são abortados.

Entre as muitas razões por trás destas estatísticas tão trágicas, sabemos que alguns dos bebés diagnosticados com síndrome de Down acabam por não ter essa condição e, em outros casos, encontra-se o facto de os médicos estarem sujeitos às chocantemente denominadas ações judiciais “por nascimentos errados” quando não conseguem reconhecer os marcadores da síndrome de Down nos testes pré-natais.

Mesmo supondo que todos os diagnósticos estejam corretos, quem, mais precisamente, estamos a erradicar do nosso planeta?

A NBC News mostra alguns estudos que comprovam o seguinte:

  • 99% das pessoas com síndrome de Down estão felizes com a sua vida.
  • 97% das pessoas com síndrome de Down gostam delas próprias.
  • 96% das pessoas com síndrome de Down gostam da sua aparência.

Em termos estatísticos, a grande maioria das pessoas com síndrome de Down são elementos afetuosos, satisfeitos e felizes da nossa sociedade – algo que jamais poderia ser dito a respeito das pessoas que nasceram sem deficiências.

A síndrome de Down não tem de ser uma sentença de morte

Como o nosso mundo desvaloriza cada vez mais a vida, na medida em que tenta (e em alguns casos, com sucesso) “limpar” o planeta de qualquer pessoa que possa ter uma deficiência, a Linha Opção [Option Line, no original], centro de atendimento permanente do Heartbeat International, tem-se levantado contra essas forças culturais.

A procura urgente da Linha Opção, assim como das várias organizações de apoio à gravidez a esta associadas, aumenta diariamente.

Só em janeiro, as consultoras da Linha Opção responderam a 23.660 chamadas, textos, e-mails e conversas presenciais de mulheres e homens que procuravam ajuda durante uma gravidez inesperada.

Uma dessas chamadas veio de uma mulher grávida de gémeos que procurava ajuda desesperadamente. O seu médico tinha acabado de lhe transmitir a devastadora notícia: “Os resultados do seu teste são positivos para a síndrome de Down.”

A mulher sentia-se sozinha, confusa e em conflito sobre o que fazer então. Era a sua primeira gravidez e ela não tinha previsto receber tais notícias. Na maioria dos casos, os profissionais médicos exortariam esta mulher a considerar uma interrupção da sua gravidez com recurso ao aborto.

Em vez disso, a consultora altamente treinada da Linha Opção foi capaz de lhe oferecer esperança e ajuda prática.

A consultora explicou-lhe que independentemente do resultado da sua gravidez, existe apoio disponível, colocando imediatamente a apavorada mãe em contacto com um centro local de apoio à gravidez.

A consultora da Linha Opção terminou a conversa a rezar com aquela mãe. No final do telefonema, a mãe sentiu-se segura e encorajada a enfrentar o futuro.

Nunca é fácil para um pai receber notícias devastadoras durante uma gravidez. Mas a esmagadora maioria dos pais que têm um filho com síndrome de Down explicam que a sua visão da vida é muito mais positiva por causa do seu filho.

O valor de uma criança nascida com uma deficiência não pode ser erradicado por nenhuma nação. Elas são criadas à imagem de Deus.

Isso não é menos verdade na Islândia e na Dinamarca do que na Irlanda ou nos EUA, nem se torna menos verdade em função da contagem dos cromossomas de uma pessoa.

Este texto foi traduzido a partir da edição publicada pelo LifeSiteNews a 14/03/2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Esta semana, a 21 de março, celebrou-se o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Basto 3/2017

Em 10 anos, Portugal matou 160000 bebés ainda antes de nascerem

A 11 de fevereiro de 2007, precisamente há 10 anos, no dia de Nossa Senhora de Lurdes, os portugueses aprovaram, em referendo, a despenalização do aborto. Desde então foram realizados aproximadamente 160 000 abortos em Portugal por opção das mães, pagos com o dinheiro dos nossos impostos.

Se Portugal não aprovar o aborto, está salvo; mas se o aprovar, terá muito que sofrer. Pelo pecado da pessoa, paga a pessoa que dele é responsável; mas pelo pecado da Nação, paga todo o povo. Porque os governantes que promulgam as leis iníquas, fazem-no em nome do povo que os elegeu.

(Ir. Lúcia dos Santos in Um Caminho sob o Olhar de Maria, 2013)

Um dia prestaremos contas.

Basto 2/2017

Ambiguidades de Francisco em relação ao aborto

A organização católica internacional Voice of the Family (Voz da Família), sediada em Londres e dedicada às causas pro-vida e pro-família, criticou a linguagem utilizada pelo Papa Francisco na sua mensagem do “dia pela vida”.

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Voice of the Family, 07/02/2017

 

A mensagem em causa foi publicada no sítio do Vaticano. Na opinião da Voice of the Family, até tem palavras encorajadoras que incentivam a uma forte ação educacional “em favor da vida humana”, lembrando que “cada vida é sagrada”, porém recorre à mesma terminologia linguística utilizada por quem promove o aborto.

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Gabinete de Imprensa da Santa Sé, 05/02/2017

O recurso ao eufemismo “interrupção da gravidez”, próprio do lobby abortista, em vez dos termos que descrevem corretamente o assassínio de crianças antes de nascerem, foi veemente condenado pelo Papa João Paulo II.

Vossos olhos contemplaram-me ainda em embrião » (Sal 139 138, 16): o crime abominável do aborto

58. Dentre todos os crimes que o homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente grave e abjurável. O Concílio Vaticano II define-o, juntamente com o infanticídio, «crime abominável». [54]

Mas hoje, a percepção da sua gravidade vai-se obscurecendo progressivamente em muitas consciências. A aceitação do aborto na mentalidade, nos costumes e na própria lei, é sinal eloquente de uma perigosíssima crise do sentido moral que se torna cada vez mais incapaz de distinguir o bem do mal, mesmo quando está em jogo o direito fundamental à vida. Diante de tão grave situação, impõe-se mais que nunca a coragem de olhar frontalmente a verdade e chamar as coisas pelo seu nome, sem ceder a compromissos com o que nos é mais cómodo, nem à tentação de auto-engano. A propósito disto, ressoa categórica a censura do Profeta: « Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas » (Is 5, 20). Precisamente no caso do aborto, verifica-se a difusão de uma terminologia ambígua, como «interrupção da gravidez», que tende a esconder a verdadeira natureza dele e a atenuar a sua gravidade na opinião pública. Talvez este fenómeno linguístico seja já, em si mesmo, sintoma de um mal-estar das consciências. Mas nenhuma palavra basta para alterar a realidade das coisas: o aborto provocado é a morte deliberada e directa, independentemente da forma como venha realizada, de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento.

(João Paulo II na Carta Encíclica Evangelium Vitae, 25 de Março de 1995)

Estamos aqui, uma vez mais, perante as ambiguidades incompreensíveis que caracterizam o pontificado de Francisco. Ora aparece a enviar mensagens de condenação do aborto, ora aparece a falar a mesma linguagem ou até a elogiar aqueles que o promovem.

No ano passado, por esta altura, rasgou-se em elogios à ex-ministra italiana Emma Bonino, uma das maiores promotoras mundiais da legalização do aborto.

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ANSA – Agência Italiana de Notícias (edição brasileira), 09/02/2016

“Entre os grandes da Itália de hoje estão Giorgio Napolitano e Emma Bonino.”

É preciso olhar para as pessoas, para aquilo que elas fazem.

(Declarações do Papa Francisco a 08 de fevereiro de 2016 in Jornal do Brasil de 09/02/2016)

Georgio Napolitano é um político, ex-comunista, presidente da República Italiana de 2006 a 2015.

Emma Bonino é uma política italiana de esquerda, defensora do aborto, da eutanásia, da esterilização, da legalização de drogas e de outras obscenidades caraterísticas das ideologias radicais. É mundialmente conhecida como uma das maiores promotoras da liberalização do aborto. Nos anos 70, quando o aborto era ainda considerado crime em Itália, ela ensinava publicamente as mulheres a realizar abortos com recurso a uma simples bomba de encher pneus de bicicleta.

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Emma Bonino realiza aborto com bomba pneumática – Roma Giornale

Um “crime abominável“. Nem é necessário saber a doutrina católica para poder reconhecê-lo.

Basto 2/2017