D. António Marto inaugura centro de misericórdia alternativa para adúlteros

Na nova Igreja Amoris Laetitia, a solução para as “fragilidades” do adultério não passa necessariamente pelo arrependimento e mudança de vida. A nova abordagem ultramisericordista introduzida pelo Papa Francisco leva as pessoas a sentirem-se bem com o seu próprio pecado, depois de um período mais ou menos curto de obstinação a que chamam “discernimento”…

Basto 02/2020

Paróquia da diocese de Caicó prepara primeiro grupo de adúlteros para a Sagrada Comunhão

A Paróquia da Imaculada Conceição, em Currais Novos, no estado brasileiro do Rio Grande do Norte, prepara-se para legitimar pastoralmente os primeiros vinte casos locais de adultério. Como explica o Pe. Janilson, pároco local, o casamento cristão continua válido e é para toda a vida, mas o novo relacionamento adúltero também deve ser acolhido.

É a nova doutrina moral do Papa Francisco em ação.

Basto 07/2019

Frases que nos fazem pensar: Pe. José Júlio Rocha

m.josé.júlio.rocha“Nós estamos diante de muita gente que é divorciada e recasada e esta gente precisa de nós. Já são quase em maior número os que estão casados pelo civil porque não o podem fazer por igreja. Ora, a igreja não pode senão dar uma resposta de misericórdia a esta gente pois se levarmos o Direito Canónico à letra tornamo-nos fariseus.”

(Pe. José Júlio Rocha, pároco na diocese de Angra do Heroísmo e professor de Teologia Moral)

Contexto da frase:

Explicação da nova doutrina do Papa Francisco sobre o Sacramento do Matrimónio durante uma conferência promovida pela Confraria do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela da Ribeira Grande; in Igreja Açores, 07/05/2019.

Basto 05/2019

Bispo do Porto abre a Sagrada Comunhão a pessoas “recasadas” que continuam matrimonialmente unidas a outras

Em divergência total com a doutrina católica, sem causar no entanto a mínima surpresa, D. Manuel Linda, “fã do Papa Francisco a 200%“, acaba de publicar um documento com orientações pastorais que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão a casais divorciados civilmente recasados, na diocese do Porto.

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(Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto; in página oficial da Diocese do Porto, 06/03/2019)

Manuel Linda chega a citar abusivamente João Paulo II e Bento XVI para justificar a sua adesão precisamente ao ensinamento contrário do que estes papas defenderam na questão do acesso dos divorciados recasados à comunhão eucarística.

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Manchete da entrevista concedida por D. Manuel Linda ao Observador em 17 de março de 2018.

É o próprio D. Manuel Linda quem nos recomenda alguma prudência para com o disposto neste documento que considera “imperfeito” e “rudimentar”, alicerçado nos ensinamentos do Papa Francisco, que pede soluções, “mesmo sem vermos com toda a clareza”.

Este documento é imperfeito e chamado, pela sua própria natureza, a ser ultrapassado: nem pretende abarcar a imensidade dos aspetos da pastoral familiar, nem se concebe como aquisição dogmaticamente definitiva. Por isso, as suas características de rudimentar e provisório apenas pretendem vincar a complexidade da questão e a abertura a todas as Igrejas diocesanas e à Igreja universal, sabiamente conduzida pelo Papa Francisco, para que continuemos à procura de prevenções e soluções, ainda que sem vermos com toda a clareza.

(D. Manuel Linda, in Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Não obstante o seu forte cariz misericordista, o método discernimental da diocese do Porto apresenta-se bastante mais moroso do que o de Leiria-Fátima, onde três semanas de discernimento intensivo podem ser suficientes para colocar o adúltero em condições de comungar. A diocese do Porto exige um estágio não inferior a seis meses de discernimento até poder finalmente confirmar o adúltero no seu recasamento civil, oferecendo-lhe uma espécie de certificado formal. Não especifica, porém, a tramitação do processo no caso de uma eventual separação dos recasados e início de nova situação de fragilidade, numa nova união ilícita.

Da conclusão e decisão deste processo deve elaborar-se, em duplicado, um documento assinado pela pessoa e pelo sacerdote que a acompanhou. Este documento é entregue na secretaria episcopal, para obter a validação pelo Bispo Diocesano ou seu delegado. Depois disso, um exemplar é arquivado e o outro entregue à pessoa que fez a caminhada de discernimento.

(D. Manuel Linda, in Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Merece ainda atenção a peculiaridade da escolha do “início desta quaresma” para a publicação das orientações pastorais desta nova doutrina do matrimónio para a diocese portuense. Com isto, o bispo do Porto expressa a sua intenção de uma verdadeira conversão interior – não dos pecadores mas – dos “pastores”, da sua “mentalidade” e da sua “pastoral”.

Entre nós, mais um forte candidato ao barrete cardinalício…

Basto 03/2019

Insólito: Papa Francisco convida-nos a meditar no martírio de João Batista

Depois de todo o empenho na despenalização do adultério de longa duração e na legitimação pastoral das relações ilícitas, o Santo Padre convida-nos a recordar a imagem do martírio de São João, preso e decapitado…

Recordemos então a razão pela qual o profeta foi preso e decapitado:

Agora é só transpor esta imagem para os nossos dias e tentar perceber quem condena hoje este “fanático” da doutrina.

Basto 02/2019

Bragança: “A tristeza e a rigidez do adultério no matrimónio e na família”

Chegou a vez da diocese do Nordeste Transmontano fazer a vontade ao Papa Francisco na aprovação pastoral dos relacionamentos amorosos extra-conjugais, nos termos do controverso documento papal Amoris Laetitia.

2.3. Há que evitar dar a entender que se trata de uma “autorização administrativa” geral para aceder aos sacramentos. De facto, trata-se de um discernimento pessoal, no foro interno, acompanhado por um pastor com encontros regulares, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular à luz do ensinamento da Igreja.

(In «A Alegria e a fragilidade do Amor no Matrimónio e na Família», de D. José Manuel Garcia Cordeiro, Mogadouro, 1 de dezembro de 2018)

No que concerne à claridade dos ensinamentos de Francisco, o bispo de Bragança-Miranda parece estar quase de acordo com os cardeais dos dubia

d.jose.cordeiro“Francisco não cai no esquema demasiado simples da classificação entre regular e irregular.”

 

(D. José Cordeiro, in Ecclesia, 01/12/2018)

De facto, a linguagem de Francisco é ambígua na distinção entre o que é “regular e irregular”, ao contrário do que acontecia com os papas anteriores e com o próprio Cristo. O novo “esquema demasiado” complicado e confuso inaugurado por Francisco é, contudo, amplamente apreciado pelo mundo, particularmente por quem deseja continuar nas trevas e ser confirmado no pecado.

Ironicamente, este documento de D. José Cordeiro, que permite a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas obstinadas num pecado grave, foi lançado em simultâneo com outra nota pastoral, «Mendigos da Luz de Cristo», que marca o início do novo ano litúrgico diocesano dedicado ao Sacramento da Confirmação.

Basto 12/2018

Mais um ultra-misericordista para um alto cargo da Cúria Romana

O Papa Francisco nomeou o misericordista radical D. Charles Jude Scicluna, arcebispo de Malta, para Secretário Adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé.

D. Charles Jude Scicluna, Arcebispo de Malta, ao lado de D. Mario Grech, Bispo de Gozo (Gozo é uma diocese sufragânea de Malta)

Scicluna foi um dos primeiros bispos do mundo a aderir à nova doutrina do Papa Francisco que tolera o divórcio e o recasamento. Neste sentido, logo em janeiro de 2017, publicou, em conjunto o bispo de Gozo, os critérios que autorizam a abertura da Sagrada Comunhão a praticantes habituais de adultério, nos termos do controverso documento Amoris Laetitia.

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Catholic Herald, 13 de janeiro de 2017.

O novo elemento da Congregação para a Doutrina da Fé é conhecido por tolerar e participar em cerimónias de apoio ao movimento LGBT nas igrejas de Malta.

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Malta Today, 18 de maio de 2014.

A página oficial da Arquidiocese de Malta faz questão de mostrar que D. Charles Scicluna teve muito gosto em receber de presente um livro de propaganda LGBT, intitulado “Os Nossos Filhos”, oferecido por elementos da comunidade gay Drachma.

O novo elemento do antigo Santo Ofício defende que o Estado deve criar legislação que proteja as uniões homossexuais, uma vez que tais uniões, segundo o arcebispo, “não deixam de ser um serviço à dignidade destas pessoas“, apesar de achar que a palavra “casamento” não é a mais adequada para estes casos…

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Página oficial da Arquidiocese de Malta, 01/07/2016.

Este homem foi convidado pelo Santo Padre para desempenhar um alto cargo no organismo da Igreja responsável por difundir a doutrina católica e defender a tradição da nossa fé.

Basto 11/2018

Politécnico de Leiria homenageia Cardeal D. António Marto “pelo seu progressismo”

António.Marto.4.jpgO bispo de Leira-Fátima tem-se mostrado amigo do mundo e mundo retribui-lhe na mesma medida, exaltando-o. D. António Marto recebeu do Instituto Politécnico de Leiria o título honorífico de Professor honoris causa. Um reconhecimento “pelo seu progressismo, dinamismo e espírito de serviço em prol da sociedade, e pelo seu contributo para o prestígio da região de Leiria”.

O “seu progressismo” pastoral converge com os interesses da sociedade civil, em particular no que se refere à despenalização do adultério de longa duração. Uma atitude também apreciada pelo Papa Francisco, que já o elevou às honras cardinalícias e, mais recentemente, lhe atribuiu um cargo no dicastério da família, a partir do qual poderá fazer chegar a Alegria do Amor a muitos mais “fiéis que vivem em nova união” fora dos seus matrimónios.

É uma área onde me sinto bastante à vontade. Porventura, o Papa sabia isso, pelas conversas que tive com ele sobre a questão da família, sobre a exortação apostólica sobre a alegria do amor e a propósito da situação dos fiéis que vivem em nova união. Talvez tenha sido por isso que me escolheu para este dicastério, que é uma espécie de ministério do governo da Igreja.

(D. António Marto; in Jornal de Leiria, 25/10/2018)

D. António Marto, que deseja ser “parceiro do Papa Francisco no processo de reforma da Igreja” e trabalhar com ele na “purificação” da mesma, exercerá agora funções na Cúria Romana, no dicastério atribuído ao arcebispo pró-gay D. Kevin Farrell.

Basto 11/2018

D. António Marto recebe alto cargo na Cúria Romana

A Alegria do Amor tem proporcionado bastante alegria na carreira eclesiástica do prelado transmontano, um homem moderno de mente aberta e liberta dos velhos preconceitos católicos e fatimistas relativos ao divórcio e ao recasamento civil. Poucas semanas após ter sido criado de cardeal, D. António Marto é agora nomeado pelo mesmo Papa para o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, vendo assim reconhecido o mérito da sua forte adesão às novas e revolucionárias doutrinas de Francisco sobre a família e o matrimónio.

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In Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, 06/10/2018.

Depois de se ter empenhado afincadamente para ver implementada a prática de Amoris Laetitia em Portugal, o bispo de Leiria-Fátima irá agora exercer funções no departamento do Vaticano responsável pelas questões relacionadas com a família e, desse modo, ajudar a implementar essa prática sacrílega no resto do mundo católico.

O bispo português será um colaborador próximo do arcebispo pró-gay de Dallas (EUA), D. Kevin Farrell, também ele criado cardeal por Francisco e nomeado prefeito do mesmo dicastério.

In Agência Ecclesia, 12/04/2016.

Logo veremos se o bispo de Leiria-Fátima conseguirá convencer os mais céticos acerca da “genialidade” da nova solução pastoral do Papa Francisco para os casos de adultério continuado e persistente. No fundo, é como ensinar a fazer omeletes sem ovos…

Basto 10/2018

O Erro Crasso de D. Jorge Ortiga

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Por João Silveira

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, revelou publicamente, à TSF, que os “primeiros recasados vão poder comungar após processo de discernimento“.

Este processo de discernimento, cujas directivas se encontram na carta pastoral “Construir a casa sobre a rocha”, visa descobrir (?) se um casal “recasado” está ou não em condições de comungar. Para tal, o dito casal é acompanhado por um grupo de padres jesuítas, um casal de leigos e um psicólogo.

1. Não se percebe como é que algum processo de discernimento tem a capacidade de descobrir que alguém que vive em estado objectivo de pecado (Cân. 915) pode continuar a viver dessa forma sem estar em pecado. Parece que tudo acontece por artes mágicas.

2. Distribuir a Sagrada Comunhão a uma pessoa que não está em condições de a receber -porque a sua vida apresenta uma contradição grave com os ensinamentos morais de Cristo  e da Igreja – não lhe vai fazer bem nenhum, só lhe vai fazer mal, como explicou São Paulo em 1Cor 11, 27-29. Isto é verdade para qualquer pessoa que tenha cometido um pecado mortal e não se tenha arrependido e confessado desse pecado a um sacerdote, com propósito de não o tornar a cometer.

3. Aquelas duas pessoas vivem como se estivessem casadas, com tudo o que isso implica, mas não estão casadas. Diz o Catecismo da Igreja Católica, no §2390: «O acto sexual deve ter lugar exclusivamente no matrimónio; fora dele constitui sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental». Com que autoridade pode D. Jorge Ortiga desrespeitar o Catecismo da Igreja Católica?

4. Na Igreja não existe o estado de “recasado”. Aquelas duas pessoas não só não estão casadas entre si como estão ambas (ou pelo menos uma delas) casadas sacramentalmente com outras pessoas, daí que não se possam casar novamente enquanto o seu cônjuge estiver vivo. Foi a própria pessoa que prometeu fidelidade até que a morte os separasse. Isto aconteceu de livre vontade, caso contrário o consentimento não seria válido. A partir daquele momento foi contraído um vínculo que não pode ser dissolvido, nem por vontade dos cônjuges nem por vontade de D. Jorge Ortiga. Ver um Bispo, Sucessor dos Apóstolos, a apoiar publicamente o adultério – um pecado tão grave que São Tomás disse que não se poderia cometer nem que fosse para salvar o mundo inteiro – é sinal que a Igreja está numa crise gravíssima.

5. Este processo está completamente errado e é contra os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, mais que não fosse por prudência (humana), deveria ser feito com a maior discrição possível. Vir para os meios de comunicação social fazer um anúncio destes é causar um grave escândalo nos fiéis.

O que se está a passar é grave demais para passar incólume. Membros da hierarquia da Igreja estão a fomentar as comunhões sacrílegas, a enganar as almas (fazendo com que julguem estar em estado de graça enquanto vivem em pecado objectivo), a destruir a Instituição do Matrimónio e a fazer pouco da Lei da Igreja e do Catecismo. Tudo isto em nome duma suposta misericórdia que vai contra as próprias palavras de Jesus Cristo (Mc 10, 1-12), como se fossemos mais misericordiosos do que Ele.

Este texto foi originalmente publicado no blogue Senza Pagare a 28 de setembro de 2018.

Nota da edição: o artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, a presente edição visa apenas a sua divulgação.

Basto 9/2018

Arcebispo de Braga anuncia os primeiros casos de recasamento aprovados em processos de “discernimento”

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Jules-Arsène Garnier (1876)

Em declarações à TSF, D. Jorge Ortiga anunciou que dois casos de recasamento que se submeteram às provas de “acompanhamento e discernimento” da Arquidiocese de Braga já estão em condições de aceder à Sagrada Comunhão.

Equipa de discernimento da Arquidiocese de Braga:

  • Um grupo de padres jesuítas
  • Um casal de leigos
  • Um psicólogo

(de acordo com a informação apresentada pela TSF)

Sem revelar pormenores particulares relativos aos casos de recasamento em questão, o arcebispo explica que o processo de “discernimento” passa por avaliar a estabilidade da nova relação iniciada pelo divorciado e “o seu compromisso na fé”.

É um processo de longa caminhada para poder fazer um discernimento e ver até que ponto aquela nova relação, após uma outra que não tinha corrido bem, está orientada para uma vida estável, com a exigência cristã e com o seu compromisso de fé.

(D. Jorge Ortiga; in TSF, 26/09/2018)

Estes deverão ser os dois primeiros casos de recasamento pastoralmente aprovados pela Igreja em toda a história de Portugal, todavia, de acordo com a informação prestada pelo arcebispo à referida estação de rádio, não deverão ser os únicos.

Basto 9/2018

Santo Padre volta a insultar os católicos que defendem a doutrina da Igreja a respeito do Matrimónio

Em mais uma homilia na capela da Casa de Santa Marta, o Papa Francisco voltou a insultar os católicos que questionam o seu novo ensinamento sobre o casamento e o divórcio, apelidando-os de “hipócritas” ao serviço do diabo.

Basto 9/2018