A ciência da completude revelada

Vamos retomar hoje o tema da “completude” porque a agência noticiosa dos bispos portugueses voltou a dar destaque a essa filosofia menos conhecida que, aparentemente, norteia o rumo pastoral que hoje se tenta impor na Igreja Católica.

O sr. Pe. Miguel Almeida explica como os fundamentos da nova doutrina do Papa Francisco assentam em princípios de interação entre o tempo e o espaço onde o incompleto tende para a “completude”.

Recuperemos este pequeno trecho:

Serão estes os aspetos aos quais se refere?

Algumas citações de “A Alegria do Evangelho”:

16. (…) Penso, aliás, que não se deve esperar do magistério papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que dizem respeito à Igreja e ao mundo. Não convém que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que sobressaem nos seus territórios. Neste sentido, sinto a necessidade de proceder a uma salutar «descentralização».

(…)

81. (…) Mas algo parecido acontece com os sacerdotes que se preocupam obsessivamente com o seu tempo pessoal. Isto, muitas vezes, fica-se a dever a que as pessoas sentem imperiosamente necessidade de preservar os seus espaços de autonomia, como se uma tarefa de evangelização fosse um veneno perigoso e não uma resposta alegre ao amor de Deus que nos convoca para a missão e nos torna completos e fecundos. Alguns resistem a provar até ao fundo o gosto da missão e acabam mergulhados numa acédia paralisadora.

(Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 24/11/2013)

Isto da “completude” é demasiado complexo e difícil de assimilar…

Vamos ouvir agora a explicação de um especialista em “ciência da completude”, o guru indiano Nithyananda, que explica em que consiste a completude e a incompletude na interação contínua entre o tempo e o espaço da vida humana.

De acordo com o mestre Nithyananda, “Buda é a personificação da completude” e, simultaneamente, “uma encarnação” do deus Vishnu, divindade hindu, e ainda o responsável pelo facto de a “ciência da iluminação”, a “ciência da completude”,  continuar “viva até os dias de hoje”.

Buda

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Intenções de Oração do Santo Padre em janeiro de 2016 – O Vídeo do Papa

As teorias da “completude” são de tal modo complexas que – Jesuítas e gurus não nos levem a mal – fazem crescer a vontade de tentar aprender a jogar críquete, até porque vem aí o verão.

Basto 4/2017

Portugal adere gradualmente à conciliação entre adultério e Sagrada Comunhão

Durante o passado fim-de-semana decorreram as XXVIII Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar, nas instalações do Seminário do Verbo Divino, em Fátima. Os órgãos de comunicação social reportam uma participação recorde e fazem perceber uma grande abertura dos participantes face às inovações doutrinais introduzidas pelo Papa Francisco através da exortação apostólica Amoris Laetitia.

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Programa das Jornadas – www.leigos.pt

Uma abertura doutrinal (ou pastoral) que é visível nos leigos:

Embora para alguns a ideia de integração seja difícil, há já exemplos positivos. É o caso de Alexandra Silva. Casada durante 13 anos, divorciou-se e, há cerca de três anos, apostou num segundo casamento. Para esta ex-catequista, o acompanhamento que o pároco lhe proporcionou foi determinante para que continuasse ligada à Igreja. Convidada a dar o seu testemunho nas jornadas da pastoral familiar, Alexandra Silva contou à Renascença que nunca teve “essa sensação do apontar o dedo, das pessoas me olharem, de comentarem”. Porque os divorciados não podiam, na altura, comungar, a jovem deixou de o fazer por uma questão de respeito. No entanto, retomou e atualmente, com o marido Manuel Alves, “colocamo-nos na fila e vamos, nunca nos foi recusado”. Para essa mudança de atitude foi determinante “o apoio que o pároco nos tem dado”. Atualmente faz parte da equipa da pastoral da saúde e do grupo de Casais, da paróquia de Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia.

(in Rádio Renascença, 23/10/2016)

Mas também nos clérigos presentes, como o cónego Arnaldo Pinto, um dos oradores convidados:

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Programa das Jornadas – www.leigos.pt

Um exemplo da integração que o Papa Francisco preconiza na exortação “A Alegria do Amor”. Um documento que manifesta um progresso doutrinal ao abrir a possibilidade aos recasados de participarem nos sacramentos, salienta o cónego Arnaldo de Pinho. O diretor do Centro de Estudos do Pensamento Português, da Universidade Católica, diz que se trata de uma exortação sinodal “que não põe limites à integração, por exemplo, no acesso aos sacramentos, ao passo que a Familiaris Consortio taxativamente dizia que não podiam ser integradas na comunhão”. Para Arnaldo de Pinho, “em linguagem técnica, é um progresso doutrinal”.

(in Rádio Renascença, 23/10/2016)

No mesmo sentido, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto voltou a falar da “necessidade de conversão”:

Outro aspecto que o Papa salienta na encíclica é, acrescenta o bispo, “acolher, acompanhar, discernir e integrar” o que “exige um novo modo de ser Igreja e um novo modo de ser pastor”. Um pastor que “acolhe a todos, que não deixa as pessoas sós”, uma Igreja “do discernimento, que responsabiliza as pessoas num caminho de discernimento de consciência, de discernimento espiritual e pastoral”.

[…]

É uma mudança de mentalidades que leva tempo, admitiu D. António Marto, e que vai ser alvo de reflexão na próxima assembleia plenária dos bispos a realizar em Novembro.

(in Rádio Renascença, 22/10/2016)

Trinta e quatro anos depois de terem gritado “vivas” ao Papa João Paulo II, no Santuário da Imaculada Conceição do Sameiro, quando este pregou a Verdade sobre o matrimónio e a família, parece que agora os portugueses preparam-se para aplaudir uma nova doutrina diametralmente contraditória, por ocasião do centenário das aparições de Fátima.

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IV Memória da Ir. Lúcia dos Santos, vidente de Fátima, 1941

Nossa Senhora de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal nesta hora difícil!

Basto 10/2016

A alegria do amor em Granada

Arquidiocese de Granada autoriza a comunhão a divorciados ‘recasados’, adotando os critérios dos bispos de Buenos Aires depois de estes terem obtido o assentimento e apreço do Papa Francisco.

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Periodista Digital em 18/10/2016

Hoje, através desta minha nota, assumo como próprios e “promulgo”, por este meio, os critérios dos Bispos da Região de Buenos Aires para todos os fiéis católicos da Diocese de Granada, e estabeleço também que, com a minha ajuda e todas as outras que sejam necessárias, seja a Delegação da Família e Vida a encarregar-se desta tarefa de divulgar e explicar tais critérios, assim com ajudar a colocá-los em prática.

(D. Javier Martínez, arcebispo de Granada, em 16/09/2016)

A apostasia generaliza-se dentro da Igreja Católica a partir das mais altas patentes eclesiásticas. Quem poderá salvar-se?

Basto 10/2016