D. António Marto inaugura centro de misericórdia alternativa para adúlteros

Na nova Igreja Amoris Laetitia, a solução para as “fragilidades” do adultério não passa necessariamente pelo arrependimento e mudança de vida. A nova abordagem ultramisericordista introduzida pelo Papa Francisco leva as pessoas a sentirem-se bem com o seu próprio pecado, depois de um período mais ou menos curto de obstinação a que chamam “discernimento”…

Basto 02/2020

Casais divorciados já comungam em Fátima

Bispo de Fátima mostra como não é difícil chegar a cardeal na nova Igreja de Francisco. Basta promover ativamente a pratica de Amoris Laetitia*.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Pois, Jesus disse mas eles querem lá saber… E logo na diocese de Fátima!

Leiria-Fátima
In edição impressa do Correio da Manhã do dia 04/02/2029 (recorte obtido nas redes sociais).

Esta nova misericórdia inventada pelo Papa Francisco, para além de oposta à infalível doutrina da Igreja, parece demasiado fácil. Não implica arrependimento ou contrição, pelo contrário, confirma as pessoas no pecado como se este fosse uma virtude.

Estamos mesmo a viver os piores castigos anunciados em Fátima, em 1917. Que Deus nos ajude!

*A prática de Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, é um sacrilégio que consiste em obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar da obstinação no adultério.

Basto 02/2020

Santo Padre explica como a aprovação do adultério faz parte da “grande tradição moral da Igreja”

Num encontro que teve com um grupo de jesuítas asiáticos, durante a sua recente viagem apostólica à Tailândia e Japão, o Papa Francisco foi questionado sobre o procedimento a ter para com aqueles católicos que se casaram pela Igreja e posteriormente divorciaram-se e uniram-se civilmente as outras pessoas, ou seja, que se encontram em situação de adultério permanente. A resposta do Santo Padre foi clara, deve ser-lhes aplicada a solução prevista no Capítulo VIII da controversa exortação Amoris Laetitia.

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In Vatican News, 05/12/2019.

De acordo com essa novíssima solução, inédita em 2000 anos de Civilização Cristã, após um processo de “discernimento”, os adúlteros que se encontrarem firmemente obstinados na sua atual situação de adultério poderão obter absolvição sacramental e receber a Sagrada Comunhão “segundo o Magistério da Igreja”, recorrendo às palavras do Santo Padre.

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María Clemencia Rodríguez de Santos agradece ao Santo Padre a bênção dada, em 2017, à sua relação adúltera com o Juan Manuel Santos, na altura, Presidente da Colômbia.

A prudência, de acordo com o Papa Francisco, pode ser uma coisa daqueles que têm “São Pilatos” como “padroeiro”.

Basto 01/2020

Inédito: bispo italiano dirige um pedido de desculpas por escrito aos adúlteros da sua diocese

adultery.jpgPartindo da novíssima doutrina do Papa Francisco a respeito do matrimónio, D. Renato Marangoni, bispo da diocese de Belluno-Feltre, em Itália, publica carta onde pede desculpa aos divorciados que resolveram “começar novas experiências de união”, pelo facto de a Igreja, no passado, ter condenado o adultério e impedido de comungar as pessoas que se encontravam em estado de pecado mortal.

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In página oficial da diocese de Belluno-Feltre, 22/11/2019.

E com esta carta de desculpas, convida todos os adúlteros da diocese a comparecerem no Centro [pastoral] Papa Luciani, no primeiro domingo de dezembro, onde uma equipa especializada os ajudará na iniciação da prática de Amoris Laetitia.

Basto 11/2019

Recasamentos comunitários na Arquidiocese de Maceió

Cerimónia de recasamento civil de divorciados realizada no âmbito da Pastoral Familiar Casais em Segunda União da Arquidiocese de Maceió, no estado de Alagoas, Brasil.

Basto 08/2019

Paróquia da diocese de Caicó prepara primeiro grupo de adúlteros para a Sagrada Comunhão

A Paróquia da Imaculada Conceição, em Currais Novos, no estado brasileiro do Rio Grande do Norte, prepara-se para legitimar pastoralmente os primeiros vinte casos locais de adultério. Como explica o Pe. Janilson, pároco local, o casamento cristão continua válido e é para toda a vida, mas o novo relacionamento adúltero também deve ser acolhido.

É a nova doutrina moral do Papa Francisco em ação.

Basto 07/2019

A nova Igreja Amoris Laetitia: adultério como fonte de graça e caminho de santificação pessoal

Sabemos agora que a Paróquia de Santa Isabel, no Patriarcado de Lisboa, pôs em prática a nova doutrina do Papa Francisco sobre o Matrimónio anteriormente à publicação da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia. A informação é da agência de notícias da Conferência Episcopal Portuguesa.

Conceitos-chave: nova união fora do Sacramento do Matrimónio, nova Igreja, Igreja inteligente, Igreja […] a mudar… E ainda, como não podia deixar de ser, discernimento, [nova] misericórdia e Papa Francisco.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Basto 04/2019

Bispo do Porto abre a Sagrada Comunhão a pessoas “recasadas” que continuam matrimonialmente unidas a outras

Em divergência total com a doutrina católica, sem causar no entanto a mínima surpresa, D. Manuel Linda, “fã do Papa Francisco a 200%“, acaba de publicar um documento com orientações pastorais que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão a casais divorciados civilmente recasados, na diocese do Porto.

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(Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto; in página oficial da Diocese do Porto, 06/03/2019)

Manuel Linda chega a citar abusivamente João Paulo II e Bento XVI para justificar a sua adesão precisamente ao ensinamento contrário do que estes papas defenderam na questão do acesso dos divorciados recasados à comunhão eucarística.

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Manchete da entrevista concedida por D. Manuel Linda ao Observador em 17 de março de 2018.

É o próprio D. Manuel Linda quem nos recomenda alguma prudência para com o disposto neste documento que considera “imperfeito” e “rudimentar”, alicerçado nos ensinamentos do Papa Francisco, que pede soluções, “mesmo sem vermos com toda a clareza”.

Este documento é imperfeito e chamado, pela sua própria natureza, a ser ultrapassado: nem pretende abarcar a imensidade dos aspetos da pastoral familiar, nem se concebe como aquisição dogmaticamente definitiva. Por isso, as suas características de rudimentar e provisório apenas pretendem vincar a complexidade da questão e a abertura a todas as Igrejas diocesanas e à Igreja universal, sabiamente conduzida pelo Papa Francisco, para que continuemos à procura de prevenções e soluções, ainda que sem vermos com toda a clareza.

(D. Manuel Linda, in Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Não obstante o seu forte cariz misericordista, o método discernimental da diocese do Porto apresenta-se bastante mais moroso do que o de Leiria-Fátima, onde três semanas de discernimento intensivo podem ser suficientes para colocar o adúltero em condições de comungar. A diocese do Porto exige um estágio não inferior a seis meses de discernimento até poder finalmente confirmar o adúltero no seu recasamento civil, oferecendo-lhe uma espécie de certificado formal. Não especifica, porém, a tramitação do processo no caso de uma eventual separação dos recasados e início de nova situação de fragilidade, numa nova união ilícita.

Da conclusão e decisão deste processo deve elaborar-se, em duplicado, um documento assinado pela pessoa e pelo sacerdote que a acompanhou. Este documento é entregue na secretaria episcopal, para obter a validação pelo Bispo Diocesano ou seu delegado. Depois disso, um exemplar é arquivado e o outro entregue à pessoa que fez a caminhada de discernimento.

(D. Manuel Linda, in Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Merece ainda atenção a peculiaridade da escolha do “início desta quaresma” para a publicação das orientações pastorais desta nova doutrina do matrimónio para a diocese portuense. Com isto, o bispo do Porto expressa a sua intenção de uma verdadeira conversão interior – não dos pecadores mas – dos “pastores”, da sua “mentalidade” e da sua “pastoral”.

Entre nós, mais um forte candidato ao barrete cardinalício…

Basto 03/2019

Insólito: Papa Francisco convida-nos a meditar no martírio de João Batista

Depois de todo o empenho na despenalização do adultério de longa duração e na legitimação pastoral das relações ilícitas, o Santo Padre convida-nos a recordar a imagem do martírio de São João, preso e decapitado…

Recordemos então a razão pela qual o profeta foi preso e decapitado:

Agora é só transpor esta imagem para os nossos dias e tentar perceber quem condena hoje este “fanático” da doutrina.

Basto 02/2019

Bragança: “A tristeza e a rigidez do adultério no matrimónio e na família”

Chegou a vez da diocese do Nordeste Transmontano fazer a vontade ao Papa Francisco na aprovação pastoral dos relacionamentos amorosos extra-conjugais, nos termos do controverso documento papal Amoris Laetitia.

2.3. Há que evitar dar a entender que se trata de uma “autorização administrativa” geral para aceder aos sacramentos. De facto, trata-se de um discernimento pessoal, no foro interno, acompanhado por um pastor com encontros regulares, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular à luz do ensinamento da Igreja.

(In «A Alegria e a fragilidade do Amor no Matrimónio e na Família», de D. José Manuel Garcia Cordeiro, Mogadouro, 1 de dezembro de 2018)

No que concerne à claridade dos ensinamentos de Francisco, o bispo de Bragança-Miranda parece estar quase de acordo com os cardeais dos dubia

d.jose.cordeiro“Francisco não cai no esquema demasiado simples da classificação entre regular e irregular.”

 

(D. José Cordeiro, in Ecclesia, 01/12/2018)

De facto, a linguagem de Francisco é ambígua na distinção entre o que é “regular e irregular”, ao contrário do que acontecia com os papas anteriores e com o próprio Cristo. O novo “esquema demasiado” complicado e confuso inaugurado por Francisco é, contudo, amplamente apreciado pelo mundo, particularmente por quem deseja continuar nas trevas e ser confirmado no pecado.

Ironicamente, este documento de D. José Cordeiro, que permite a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas obstinadas num pecado grave, foi lançado em simultâneo com outra nota pastoral, «Mendigos da Luz de Cristo», que marca o início do novo ano litúrgico diocesano dedicado ao Sacramento da Confirmação.

Basto 12/2018