Papa Francisco condena “atitudes perversas”

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Casal lésbico espanhol na Santa Sé, em janeiro de 2015, depois receberem um convite telefónico do Santo Padre no dia da Solenidade da Imaculada Conceição de 2014.

Através de uma mensagem clara e categórica enviada, na passada quinta-feira, para Bona (Alemanha), onde decorria a conferência COP23, o Santo Padre Francisco I afirmou perante os líderes globais que devemos evitar “atitudes perversas”.

Quais são?

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in Deutsche Welle, 16/11/2017

A emissora alemã Deutsche Welle informa e a Radio Vaticano confirma:

Devemos evitar quatro atitudes perversas: negação, indiferença, acomodação e confiança em soluções inadequadas”.

Para o Papa, “soluções técnicas são necessárias, mas insuficientes: é essencial levar em consideração também os aspetos e impactos éticos e sociais do novo paradigma de desenvolvimento a breve, médio e longo prazo”.

Francisco invoca novamente educação e estilos de vida voltados para uma ecologia integral, uma ação sem demora e livre de pressões políticas e económicas, e uma consciência responsável em relação à nossa Casa Comum e a contribuição de todos.

(in Radio Vaticano, 16/11/2017)

E desta forma implacável, o Santo Padre condena a “perversidade” de todos aqueles que ainda questionam de algum modo as controversas teses científicas do “aquecimento global” e o fundamentalismo ideológico presente em algumas políticas globalistas a elas associadas. Um tema que, apesar de não ser irrelevante, tem mais a ver com as coisas deste mundo do que com a salvação das almas.

Basto 11/2017

A ‘Alegria do Amor” na Papua-Nova Guiné

Em entrevista à Catholic News Agency, no dia 11 deste mês, o cardeal John Ribat explicou que a Papua-Nova Guiné tem um problema muito mais urgente do que o debate sobre a comunhão aberto pela controversa exortação apostólica Amoris Laetitia. Por agora, está mais preocupado com as alterações climáticas do que propriamente com a questão da compatibilidade entre a sagrada Comunhão e o adultério.

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Catholic News Agency, 17/02/2017

“Para nós, a Amoris Laetitia estará sempre lá” […] “há tempo para falar sobre isso.”

(Cardeal John Ribat, in CNA, 17/02/2017)

Para o cardeal, o maior problema com o qual o seu país deve preocupar-se neste momento, e não pode adiar, são as alterações climáticas que estão já afetar a população local.

“A nossa situação está na ordem do dia, ou vocês querem falar sobre isso ou verão essas pessoas acabadas… Não há um momento para isso. O momento é agora ou nunca.”

(Cardeal John Ribat, in CNA, 17/02/2017)

D. John Ribat, arcebispo de Port Moresby, na Papua Nova-Guiné, foi criado cardeal pelo Papa Francisco no consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 2/2017