“Dança litúrgica” na Renânia do Norte-Vestfália

Para além dos ministros celebrantes e acólitos, imediatamente após o momento da consagração, entra também o lorpa.

Cidade de Münster, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha, no dia 13 de maio de 2018.

Fonte: One Peter Five, 22/05/2018.

A coreografia acima realizou-se na presença de vários importantes sacerdotes e bispos alemães, entre os quais o cardeal D. Reinhard Marx, Presidente da Conferência Episcopal Alemã e um dos homens mais influentes na Igreja Católica atual.

Basto 05/2018

Diocese austríaca oferece bênçãos a “casais” homossexuais no São Valentim

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A diocese de Linz, na Áustria, oferece bênçãos a “casais” homossexuais na celebração de São Valentim. O convite foi feito através de um artigo publicado no jornal diocesano Kirchen Zeitung, fazendo referência explícita aos ensinamentos da controversa exortação Amoris Laetitia.

São Valentim é conhecido como o santo da amizade e do amor. Em muitas paróquias e instituições eclesiais, é já tradição dar a bênção aos casais durante o tempo do seu dia de festa. As pessoas em relações homossexuais são bem-vindas às cerimónias de bênção nas [igrejas de] Wels-St. Franziskus e Ursulinenkirche.

in Kirchen Zeitung, 09/02/2018 – tradução livre

O autor do artigo, Paul Stütz, explica que a bênção dos casais “oferece uma ocasião para expressar amor”. No final do texto, existe ainda uma ligação para um outro artigo relativo à entrevista com o cardeal D. Reinhard Marx, na qual o presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco defende que sejam dadas bênçãos “litúrgicas” às uniões homossexuais.

 

Basto 2/2018

Um dos 9 cardeais conselheiros do Papa propõe bênçãos “litúrgicas” para uniões homossexuais

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Por Matthew Cullinan Hoffman

4 de fevereiro, 2018 (LifeSiteNews) – O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco, disse aos meios de comunicação social alemães que “é preciso encorajar os sacerdotes” a dar ânimo às uniões homossexuais, o que poderia incluir uma bênção pública que tomaria uma forma “litúrgica”.

Marx foi ontem questionado, numa entrevista radiofónica, por que razão a Igreja Católica “nem sempre avança quando se trata das exigências de alguns católicos relativamente, por exemplo, à ordenação de mulheres diáconos, à bênção de casais homossexuais ou à abolição do celibato obrigatório [para sacerdotes].”

Marx respondeu que deve ser dado aos homossexuais “um cuidado pastoral mais próximo”, acrescentando que “é preciso também encorajar os sacerdotes e os pastores a incentivar as pessoas em situações concretas [de uniões homossexuais]. Eu não vejo realmente nenhum problema nisso. “

Esse “encorajamento” pode incluir, de acordo com o cardeal Marx, algum tipo de reconhecimento “litúrgico” da sua união, dizendo que “como isso seria feito publicamente, de forma litúrgica”, é “outra questão” e acrescentou: “É aí que é preciso ser reticente e também refletir sobre isso de uma boa maneira”.

Marx foi questionado pelo entrevistador se o que ele queria dizer é que poderia “imaginar uma forma de abençoar casais homossexuais na Igreja Católica”, ao que o cardeal respondeu “sim”.

No entanto, Marx acrescentou que nenhuma regra geral deveria ser estabelecida para tais bênçãos, que isso deveria ser deixado ao juízo individual dos pastores.

“Não há soluções gerais. Não acho certo porque trata-se de cuidados pastorais para casos individuais, os quais devem ser deixados para o pastor… há coisas que não podem ser reguladas”, explicou Marx.

As palavras de Marx ecoam as do vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, o bispo Franz-Josef Bode, que, a 10 de janeiro, propôs a possibilidade de se abençoar as uniões homossexuais, referindo-se a tais uniões como “positivas e boas”.

“Como lhes fazemos justiça (aos casais homossexuais)?”, perguntou Bode. “Como os acompanhamos pastoral e liturgicamente?”

“Temos de refletir sobre a questão de como avaliar de forma diferenciada uma relação entre duas pessoas homossexuais”, disse Bode. “Não há aí tanto de positivo, bom e correto, de modo que tenhamos de ser mais justos?”

Mathias von Gersdorff, ativista pró-vida alemã e blogger bem informada, criticou a última concessão de Marx à ideologia homossexual.

“Para o cardeal Marx e para o bispo Bode é claro: a moral sexual católica deve adaptar-se à revolução sexual”, escreveu Von Gersdorff, acrescentando que as suas opiniões “podem ser resumidas do seguinte modo: a moral sexual católica deve ser substituída pelas máximas da revolução sexual”.

No começo deste mês, Von Gersdorff escreveu o seguinte a respeito da proposta de Bode: “O progressismo alemão não deseja mudar algumas coisas aqui e ali, mas deseja eliminar a totalidade do ensinamento católico e criar uma religião fundamentalmente novaO católico “normal” fica perplexo e pergunta-se: até que ponto pode a Igreja Católica na Alemanha continuar neste caminho de destruição e ainda assim ser chamada “Católica”? Quando é que se chega ao ponto de existir o dever moral de recusa a pagar o imposto da Igreja?”

Reinhard Marx é indiscutivelmente o prelado católico mais influente da Alemanha. Além de supervisionar a enorme arquidiocese de Munique e Freising, com seus 1,7 milhões de católicos, ele é o presidente da Conferência Episcopal Alemã e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE). É ainda um dos nove membros do Conselho Consultivo de Cardeais escolhidos pelo Papa para reformar a cúria romana.

Marx tinha já expressado a sua simpatia pelas uniões homossexuais no passado, alegando que a Igreja Católica deveria “pedir desculpas” aos homossexuais por não se opor à lei alemã que proíbe a sodomia, a qual vigorou até 1994, e afirmando que as uniões homossexuais devem ser “respeitadas” e que têm “valor“.

“Temos de respeitar as decisões das pessoas. Temos de respeitar também, como eu disse no primeiro sínodo da família – alguns ficaram chocados, mas eu acho normal – não se pode dizer que uma relação entre um homem e um homem, sendo eles fiéis, [que] isso é nada, isso não tem valor”, afirmou Marx em junho de 2016.

Marx acrescentou que o Estado “tem de regular essas uniões e trazê-las para uma posição justa, e nós, como Igreja, não podemos ser contra isso”.

Os comentários de Marx foram condenados, na altura, pelo cardeal sul-africano Wilfrid Fox Napier. “Deus nos ajude! De seguida, teremos de pedir desculpa por ensinar que o adultério é um pecado! A correção política (CP) é a principal heresia de hoje!”, dizia o cardeal Napier através do Twitter.

A Igreja Católica condena todos os atos homossexuais como sendo gravemente pecaminosos, que conduzem à condenação eterna. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados». São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.”

A Congregação para a Doutrina da Fé, em 2003, proibiu expressamente qualquer apoio às uniões homossexuais, declarando: “Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo” e que “todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 4 de fevereiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 2/2018

Novas bíblias luterano-católicas

Católicos e luteranos da Alemanha comemoram os 500 anos da Reforma Protestante com o lançamento de novas traduções conjuntas da Sagrada Escritura.

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Premier, 10/02/2017

O trabalho de revisão de ambas as bíblias, católica e luterana, foi desenvolvido por um grupo de 200 pessoas pertencentes às duas Igrejas e foi apresentado numa cerimónia celebrada na catedral de Estugarda.

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Conta Twitter da página oficial do 5º Centenário da Reforma Protestante na Alemanha

 

Eu gosto muito dos bons luteranos, dos luteranos que seguem verdadeiramente a fé de Jesus Cristo. No entanto, não gosto dos católicos mornos e dos luteranos mornos.

(Papa Francisco a 13 de outubro de 2016)

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Santo Padre recebe solenemente as “95 Teses de Lutero” a 13 de 0utubro de 2016 – documento que marcou o início da revolta protestante culminando na excomunhão do heresiarca Martinho Lutero

 

Em 2017, os cristãos luteranos e católicos vão comemorar juntos o 500º aniversário do início da Reforma.

(in Introdução do “Do Conflito à Comunhão” – documento oficial da celebração dos 500 anos publicado na página do Vaticano)

Basto 2/2017

O que é o DOCAT?

[…]

Anuncia e atualiza [?] a mensagem de Jesus Cristo em campos fundamentais da vida do homem. Grandes temas da doutrina social são: a família, o trabalho, a vida económica, a política, a comunidade internacional, a proteção do meio ambiente e a promoção da paz.

[…]

Ele foi elaborado por renomados especialistas em Doutrina Social, teve a participação de jovens de alguns países e contou com toda a instrução comprovada de dois Cardeais: Dom Reinhard Marx (Arecebispo de Munich) e Dom Christoph Schönborn (Arcebispo de Viena). O resultado é um manual excelente e revolucionador para a ação cristã no mundo….

[…]

Papa Francisco nos diz: “Um cristão que não é revolucionário em nossos tempos, não é um cristão de verdade”. O DOCAT é portanto, segundo o Papa, para os jovens um manual para a revolução, uma resposta para a pergunta “o que deve ser feito”.

[…]

(YOUCAT – Brasil)

 

Basto 9/2016