James Martin SJ: O Papa Franciso nomeia bispos e cardeais pró-gay para mudar a Igreja Católica

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Acabaram-se as ambiguidades, os misericordistas próximos do Santo Padre falam agora de forma aberta e desinibida das estratégias políticas de Francisco para mudar a Igreja de Cristo.

Durante o seu discurso no encontro Ignatian Family Teach-in for Justice 2018, no início deste mês de novembro, em Washington DC, o Pe. James Martin SJ, editor-geral da revista America, disse aos estudantes que, com o Papa Francisco, “as coisas estão a mudar” na Igreja Católica no que concerne à homossexualidade. O sacerdote, consultor do Vaticano e famoso propagandista do lobby LGBT, mostrou como o Santo Padre se tem empenhado fortemente na nomeação de bispos homossexualistas na Igreja Católica.

Mas basta olhar para o que tem acontecido nos últimos cinco anos, desde que o Papa Francisco foi eleito. Antes de tudo, os comentários do Papa Francisco sobre as pessoas LGBT, como “quem sou eu para julgar”. As suas cinco palavras mais famosas foram em resposta a perguntas sobre as pessoas gay, não é verdade?

Ele é o primeiro Papa a empregar a palavra “gay”, digamos, numa frase. Ele tem amigos gay. Ele tem dito que quer que os gay se sintam bem-vindos na Igreja. Isto é um grande avanço.

Ele também nomeou bispos, arcebispos e cardeais pró-gay, como o Cardeal Tobin, arcebispo de Newark que, por exemplo, realizou uma missa de boas-vindas para pessoas LGBT na sua catedral. Precisamente no verão passado, ele celebrou uma missa de boas-vindas para todas as pessoas LGBT na sua arquidiocese.

Portanto isto é uma direção, o que o Papa Francisco diz e faz, não é? O que ele diz sobre as pessoas LGBT e o que ele faz em termos de quem nomeia.

(Pe. James Martin SJ, America – The Jesuit Review, 03/11/2018 – tradução livre)

Já para não falar de si próprio e das razões pelas quais terá sido nomeado pelo Papa como Consultor do Dicastério para as Comunicações e do convite para fazer a sua propaganda LGBT no Encontro Mundial de Famílias 2018.

As palavras do ativista gay da Companhia de Jesus são importantes na medida em que corroboram as acusações referidas no “Testemunho” de D. Carlo Maria Viganò, as quais pressupõem a existência de um lobby homossexualista na Igreja com influência até na nomeação de bispos.

Basto 11/2018

Cardeal Burke sobre o testemunho de Viganò: a Lei de Deus está acima do segredo pontifício

Cardeal Raymond Burke

Por Lisa Bourne

9 de Novembro, 2018 (LifeSiteNews) – A lei de Deus está acima de tudo, afirmou recentemente o cardeal D. Raymond Burke referindo-se ao escândalo testemunhado pelo arcebispo D. Carlo Maria Viganò relativo ao modo incorreto como a Igreja, incluindo o Papa Francisco, tratou o problema dos abusos sexuais do clero. Foi por isso que o ex-núncio papal nos EUA foi obrigado a revelar o que sabia, disse o cardeal.

“Os males que ele denunciou são de natureza muitíssimo grave”, disse o Cardeal Burke, e se for verdade, então “ele estava obrigado em consciência” a divulgar a informação como fez.

“A lei de Deus nestes assuntos está acima, por exemplo, do segredo pontifício”, explicou Burke.

O testemunho de Viganò que implica o Papa Francisco e outros altos prelados no encobrimento do arcebispo D. Theodore McCarrick abanou a Igreja na sua crise de abusos, colocando em primeiro plano o problema do clero homossexual. O seu testemunho mostrou ainda que os abusos sexuais não ocorrerem apenas sobre menores, como muitos supõem, e que o encobrimento generalizado da hierarquia fomentou os abusos.

Por causa do seu testemunho, Viganò recebeu críticas de algumas pessoas próximas do Papa, em parte sob o pretexto de Viganò ter violado o código de confidencialidade aplicável ​​a assuntos importantes da Igreja.

Alguns tentaram desacreditar as alegações de Viganò e também afirmar que o ex-núncio apostólico nos EUA tinha razões pessoais para publicar as acusações contra o Papa, tais como, alegadamente, o facto de este não o ter criado cardeal.

Burke, numa entrevista ao The Wanderer, por ocasião do encerramento do Sínodo dos Jovens, garantiu a credibilidade do conteúdo do testemunho de Viganò e do motivo que o levara a divulgá-lo.

“Devemos levar muito a sério tudo o que ele disse”, afirmou o Cardeal Burke, uma vez que Viganò afirmou que tem provas que sustentam as suas acusações. “Fazer o contrário é ser negligente.”

“Eu não penso que exista alguma dúvida” de que o arcebispo fez isso pelo bem da Igreja, acrescentou.

O cardeal descreveu Viganò como “uma pessoa da maior integridade” e observou que vários bispos dos EUA emitiram declarações de apoio Viganò.

Burke disse ainda que os ataques ad hominem contra Viganò são “completamente inapropriados”.

O cardeal, ele próprio um homem que recebeu críticas por defender a Igreja e os seus ensinamentos, já tinha apelado anteriormente para que as acusações do testemunho de Viganò fossem levadas a sério e completamente investigadas.

“As declarações feitas por um prelado com a autoridade do arcebispo Carlo Maria Viganò devem ser levadas totalmente a sério pelos responsáveis ​​na Igreja”, afirmou o cardeal. “Cada declaração deve ser sujeita a investigação, de acordo com confiável direito processual da Igreja.”

“Uma vez confirmada a veracidade de cada declaração, de seguida, deverã ser aplicadas as sanções adequadas, tanto para curar as horríveis feridas infligidas na Igreja e nos seus membros como para a reparação do grave escândalo causado”, explicou Burke.

Burke tocou numa série de outros tópicos durante a sua entrevista ao The Wanderer, incluindo os dubia,  que já têm dois anos de idade e foram apresentados por ele e mais três cardeais (dois dos quais já faleceram) para solicitar esclarecimentos ao Papa sobre ambiguidades contidas no seu controverso documento Amoris Laetitia.

Burke confessou que não tinha esperança que o Papa venha a responder aos cinco dubia, ou dúvidas, sobre a sua exortação papal. No entanto, isso não as muda nem os refuta, acrescentou o cardeal.

“Neste ponto, é altamente improvável que ele venha a responder”, disse o cardeal, ainda que “os fiéis mereçam uma resposta a estas importantes questões.”

A falta de uma resposta papal “não muda o facto de serem verdadeiros dubia” que dizem respeito à “salvação das almas”, afirmou Burke acrescentando: “Os dubia permanecem.”

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 9 de novembro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 11/2018

Bispo de Leiria-Fátima teme cisma na Igreja Católica

D. António Marto acusa o ex-núncio apostólico nos EUA, D. Carlo Maria Viganò, de ter feito uma “montagem política sem fundamento real” contra o Papa Francisco, no entanto, na mesma declaração, declara todo o seu apoio àqueles que lutam “contra a hipocrisia e a indiferença na Igreja”…

A quem se destinaria o enigmático apoio do agora cardeal D. António Marto?

D. António Marto, depois de ter feito todos os esforços para ver aprovada em Portugal a nova doutrina do Papa Francisco que tolera o divórcio e o recasamento, mostra-se agora preocupado com “a corrupção” [da doutrina católica] “que é uma espécie de cancro que vai estendendo as suas ramificações por toda a sociedade”.

Basto 10/2018

Papa Francisco adverte que aqueles que se queixam poderão ser “punidos por serpentes”

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Por Doug Mainwaring

ROMA, 14 de setembro de 2018 (LifeSiteNews) – Numa homilia realizada na Festa da Exaltação da Santa Cruz, o Papa Francisco, pela terceira vez esta semana, retornou curiosamente ao tema de Satanás como o “Grande Acusador”.

Mais uma vez, o pontífice parecia estar a alertar os fiéis contra as criticas aos seus prelados e talvez também ao modo como ele mesmo tem lidado com a avalanche de escândalos sexuais do clero que se abateu sobre o Vaticano nas últimas semanas.

De acordo com a reportagem do Vatican News, o Papa Francisco, comentando a 1ª Leitura de hoje, disse que as pessoas que se queixaram “foram punidas por serpentes”, acrescentando que isso se refere à serpente antiga, Satanás, o “Grande Acusador”.

“Jesus foi elevado e Satanás destruído”, no entanto – afirmou o Papa Francisco – “a antiga serpente destruída ainda late, ainda ameaça, mas, como diziam os Padres da Igreja, é um cão acorrentado”.

Advertiu ainda: “Não vos aproximeis dele e ele não vos morderá; mas se tentardes acariciá-lo porque vos sentis atraídos por ele, como se fosse um cachorrinho, preparem-se, ele destruir-vos-á”.

O Papa Francisco parece estar a reiterar a sua advertência da sua homilia ontem, implicando que aqueles que criticam a hierarquia estão a ser inconscientemente tentados a dedicar-se ao trabalho do diabo, como se fossem atraídos para acariciar um cachorrinho fofo.

Deste modo, o Papa descarta o pensamento crítico dos leigos, padres e bispos que expressaram indignação pelos escândalos sexuais do clero e pelos alegados encobrimentos.

Ao advertir contra o trabalho do “Grande Acusador”, o próprio Papa aponta um dedo acusador.

A edição original deste texto foi publicada no Life Site News a 14 de setembro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, o artigo deve ser lido na sua edição original. A presente edição destina-se meramente à sua divulgação.

Basto 9/2018

“Silêncio e oração” enquanto a casa se desmorona

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Por Nikko Lane

Esta segunda-feira, como resposta às críticas dirigidas ao Vaticano, o Papa Francisco incitou a Igreja de Cristo a lutar com “silêncio e oração” contra aqueles que causam divisão.

Silêncio e oração. Vejamos o que o Papa Francisco poderia ganhar com silêncio e oração.

Em primeiro lugar, ele pede silêncio. Porquê? De facto, há momentos destinados ao silêncio. Perante o Santíssimo Sacramento. Quando alguém se senta na beleza do silêncio no mistério em que se oferece o Senhor Jesus Cristo durante a Santa Missa, o silêncio em solene lembrança de um ente querido que faleceu na esperança do abraço da Paz de Nosso Senhor.

Mas será o silêncio realmente necessário neste momento em que a Igreja está em crise? Enquanto os membros da Igreja não conseguirem perceber o que se tem passado durante último mês do pontificado do Papa Francisco, a maioria dos católicos de todo o mundo quer respostas. Santo Padre, o senhor está a dizer a verdade? Santo Padre, Viganò está a dizer a verdade? O Santo Padre sabia alguma coisa daquilo?

Até agora, a resposta do Papa às vítimas do escândalo de abuso sexual por parte de elementos do clero dos Estados Unidos incluiu (parafraseando):

  1. Somos todos os culpados e, como leigos, devemos todos trabalhar para melhorar as coisas na nossa Igreja.
  2. Se leram a carta de Carlo Maria Viganò que me acusa e às pessoas a quem sou leal, decidam por vocês  mesmos.

Foram feitas acusações graves e estão em jogo grandes implicações. No entanto, o sucessor de São Pedro não faz mais do que permanecer em silêncio e em oração.

O Papa Francisco pede silêncio. Aqueles que acreditam nele dizem que a causa deste escândalo de abuso sexual, o encobrimento e a crise que dele resulta é uma questão de clericalismo (a “cortina de fumo” mais comum do Papa e das pessoas que lhe são próximas). Eu diria que o Santo Padre nem sequer se referiu ao assunto em concreto.

Pede silêncio, mas porquê? A carta de Viganò implica o Papa Francisco em crimes graves contra o seu povo. O silêncio seria apropriado. A ironia é que, se há divisão na Igreja, é somente porque o Papa Francisco, culpado ou inocente, não tratou do assunto em questão. De todas as vezes que Francisco coloca o ónus deste escândalo nos leigos da Igreja, em vez de o colocar em si mesmo (e nos bispos e arcebispos que ele conscientemente designou, apesar dos conselhos que lhe propunha melhores candidatos), ele prejudica ainda mais as pessoas que realmente sofrem: as crianças, os estudantes, jovens adultos e seminaristas que foram abusados física e sexualmente pelos McCarricks e clérigos dos Estados Unidos. Ele causa sofrimento e volta a causar, institucionalmente, pelas suas ações ou pela falta delas.

Porque faz ele isto?  E continuamente?

Isto leva-nos à sua próxima proposta para combater a “divisão”: a oração. João Vianney disse: “A oração é o banho interior de amor no qual a alma mergulha”. A oração do Papa Francisco tem sido pública e em frente das câmaras, no Instagram e no Twitter, desde o primeiro dia do seu pontificado. Aqui está uma observação importante: o Papa Francisco faz questão de ser visto pelos média. Ele faz com que se conheça bem o facto de que ele não permanece nas instalações a que, como Papa, tem direito. Ele vive uma vida de “pobreza visual”, tentando ser como o grande Francisco de Assis, seu homónimo. Mas Francisco de Assis mantinha uma pobreza espiritual e interior. Ele abandonou os seus bens materiais para ser pobre, sim, mas a sua espiritualidade de negação de si mesmo na exultação do Senhor era a missão desse querido santo. São Francisco nunca subverteria a doutrina católica sobre o casamento, a santidade da vida, a sexualidade, a Santa Eucaristia e, mais importante, o papel da família no plano de Deus como o Papa Francisco tem subvertido. O Papa Francisco reescreveu a doutrina da Igreja quando subverteu o ensinamento sobre a atração pelo mesmo sexo; permitiu que pessoas que viviam em adultério recebam a comunhão; e ridicularizou as famílias católicas por serem muito “parecidas com coelhos” na procriação de filhos.

Por que razão sugeriria ele oração? Evidentemente, poderia pedir-nos a todos para orar pela paz e pelo fim do sofrimento. Ou poderia pedir para enterramos as nossas cabeças na areia, tapar as nossas bocas e esquecer tudo o que D. Carlo Maria Viganò acusara a ele e aos seus colaboradores. Será que ele quer afastar a atenção de si mesmo, dos McCarricks, dos Wuerls e dos Tobins, enquanto nós, o rebanho, estamos em silêncio e oração?

Silêncio é o que o Papa agora nos pede. Silêncio e oração.

Continuarei a orar pela Santa Sé e pela Igreja que São Pedro recebeu do próprio Jesus Cristo para liderá-la. Orarei pelas inúmeras vítimas de abusos do clero e pelas suas famílias e ainda para que elas encontrem a cura no divino amor de Deus. Também orarei pelos maravilhosos sacerdotes que se têm manifestado, chocados com este escândalo e com a falta de resposta do Papa, para que eles continuem a ter coragem apesar da covardia do seu líder. E, por último, continuarei a orar pelos leigos fiéis, que, segundo todos os relatos, têm fortalecido a sua fé, apesar da falta de honestidade e de liderança nos mais altos postos da hierarquia da nossa Igreja.

Mas eu não permanecerei em silêncio. O silêncio apenas implica a culpa do Papa. Não me calarei enquanto a Igreja de Cristo necessitar que os líderes chamem a heresia e a injustiça pelo nome. Continuarei a falar. Irei dizer a verdade. Irei proclamar a Boa Nova. A Palavra da Vida Eterna sobreviveu no passado a muitos papas corruptos e a muita adversidade e continuará muito para além do seu silêncio, Papa Francisco.

A edição original deste texto foi publicada pelo One Peter Five a 7 de setembro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 9/2018

Diocese do Porto acusa D. Carlo Maria Viganò de apostasia por não aderir à nova doutrina do Papa Francisco

Num curto comunicado publicado recentemente na sua página oficial, a diocese do Porto acusa o arcebispo D. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos EUA, de infidelidade e apostasia por não aceitar a novíssima doutrina sobre o casamento e a família introduzida pelo Papa Francisco através da sua controversa exortação Amoris Laetitia que admite o divórcio e o recasamento. O comunicado, sem data e sem assinatura, intitula-se “Com Pedro e sob Pedro” – um título forte para este tempo de dois Pedros.

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In sítio oficial da diocese do Porto, sem data (imagem capturada no dia 05/09/2018).

Falando de apostasia, recordemos que, ainda há pouco tempo, o novo bispo do Porto, D. Manuel Linda, um “fã do Papa Francisco a 200%“, foi notícia internacional depois de se manifestar publicamente a favor da prática sexual entre os recasados que desejam ser uma verdadeira família. Não admira, portanto, que a diocese sediada na urbe invicta venha agora “demonstrar a plena adesão ao magistério e à pessoa do Papa Francisco”.

Basto 9/2018

Bispos de Portugal unidos em carta de apoio ao Papa Francisco

Neste momento de forte contestação ao Papa Francisco, os bispos portugueses, reunidos em Fátima, resolvem enviar-lhe uma carta de apoio, confessando “total adesão ao seu magistério”.

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In Observador, 03/09/2018.

 

Basto 9/2018

Athanasius Schneider: Não há razões para duvidar das revelações do Arcebispo Viganò sobre o Papa

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Por John-Henry Westen

27 de agosto, 2018 (LifeSiteNews) – O bispo D. Athanasius Schneider, de Astana, Cazaquistão, um dos bispos que mais fala abertamente sobre a crise de fé que vive a Igreja Católica com Papa Francisco, escreveu um documento em resposta ao testemunho do arcebispo D. Carlo Maria Viganò.

Schneider afirma que “não há motivo razoável e plausível para duvidar da veracidade do conteúdo do documento do arcebispo Carlo Maria Viganò”.

O arcebispo D. Carlo Viganò, que foi núncio apostólico em Washington DC de 2011 a 2016, na semana passada expôs detalhadamente numa carta de 11 páginas que o Papa Francisco encobriu os abusos do ex-cardeal McCarrick.

Schneider reconhece que é extremamente grave e raro que um bispo acuse publicamente um papa reinante, mas ressalta que “o arcebispo Viganò confirmou a sua declaração por meio de um juramento sacro invocando o nome de Deus.”.

O documento de D. Athanasius Schneider é abaixo publicado na íntegra.

***

Reflexão sobre o “Testemunho” do Arcebispo Carlo Maria Viganò, de 22 de agosto de 2018

É um facto raro e extremamente grave, na história da Igreja, que um bispo acuse pública e especificamente o Papa reinante. Num documento recentemente publicado (de 22 de Agosto de 2018), o Arcebispo Carlo Maria Viganò testemunha que, desde há cinco anos, o Papa Francisco tem conhecimento de dois factos: que o Cardeal Theodor McCarrick cometeu violações sexuais contra seminaristas e contra subordinados seus, e que havia sanções que o Papa Bento XVI lhe tinha imposto. Ademais, D. Viganò confirmou a sua declaração por meio de um juramento sacro invocando o nome de Deus. Não há, portanto, motivo razoável e plausível para duvidar da veracidade do conteúdo do documento do Arcebispo Carlo Maria Viganò.

Católicos por todo o mundo, simples fiéis, os “pequenos”, estão profundamente chocados e escandalizados com os graves casos recentemente divulgados, nos quais autoridades da Igreja encobriram e protegeram clérigos que cometeram abusos sexuais contra menores e contra seus próprios subordinados. Tal situação histórica, que a Igreja vive em nossos dias, requer absoluta transparência em todos os níveis da hierarquia da Igreja e, em primeiro lugar, evidentemente, do próprio Papa.

É completamente insuficiente e nada convincente que as autoridades da Igreja continuem a formular apelos genéricos de tolerância zero em casos de abusos sexuais por parte de clérigos e pelo fim do encobrimento desses casos. Igualmente insuficientes são os apelos estereotipados de perdão em nome das autoridades da Igreja. Esses apelos à tolerância zero e pedidos de perdão só se tornarão credíveis se as autoridades da Cúria Romana lançarem as cartas à mesa, dando o nome e sobrenome de todos aqueles na Cúria Romana – independentemente da sua posição e título – que encobriram os casos de abusos sexuais de menores e de subordinados.

A partir do documento de D. Carlo Viganò pode retirar-se as seguintes conclusões:

  1. Que a Santa Sé e o próprio Papa começarão a expurgar da Cúria Romana e do episcopado, sem compromissos,  os grupos e redes homossexuais.
  2. Que o Papa proclamará de maneira inequívoca a doutrina Divina sobre o caráter gravemente pecaminoso dos atos homossexuais.
  3. Que serão publicadas normas peremptórias e detalhadas que impedirão a ordenação de homens com tendência homossexual.
  4. Que o Papa restaurará a pureza e a inequivocidade de toda a doutrina Católica no ensinamento e na pregação.
  5. Que será restaurada na Igreja, pelo ensinamento pontifício e episcopal e por normas práticas, a sempre válida ascese Cristã: os exercícios do jejum, da penitência corporal, da abnegação.
  6. Que serão restaurados na Igreja o espírito e a praxe de reparação e expiação pelos pecados cometidos.
  7. Que haverá na Igreja um processo seletivo, garantido seguramente, de candidatos ao episcopado, que sejam comprovadamente homens de Deus; e que seria melhor deixar as dioceses vários anos sem um bispo do que nomear um candidato que não fosse um verdadeiro homem de Deus na oração, na doutrina e na vida moral.
  8. Que se iniciará na Igreja um movimento, especialmente entre cardeais, bispos e padres, de renúncia a qualquer compromisso e namorico com o mundo.

Não causaria surpresa se a oligarquia dos meios de comunicação social dominantes a nível internacional, que promove a homossexualidade e a depravação moral, começasse a denegrir a pessoa do Arcebispo Viganò e deixasse o núcleo do assunto do seu documento cair no esquecimento.

No meio da difusão da heresia de Lutero e da profunda crise moral de uma parte considerável do clero e especialmente da Cúria Romana, o Papa Adriano VI escreveu as seguintes surpreendentes e francas palavras, dirigidas à Dieta Imperial de Nuremberg, em 1522: “Sabemos que, por algum tempo, muitas abominações, abusos em assuntos eclesiais e violações de direitos ocorreram na Santa Sé; e que tudo foi corrompido para pior. A corrupção passou da cabeça para os membros, do Papa para os prelados: todos nós nos desviamos; não houve um que agisse bem, não, nem um”.

Firmeza e transparência em constatar e confessar os males na vida da Igreja ajudarão a iniciar um eficiente processo de purificação e renovação espiritual e moral. Antes de condenar os outros, todo o detentor de cargo eclesiástico na Igreja, independentemente da posição e título, deve questionar-se, na presença de Deus, se ele próprio encobriu de alguma forma abusos sexuais. Descobrindo-se culpado, deveria confessá-lo publicamente, pois a Palavra de Deus o admoesta: “Não te envergonhes de reconhecer a tua culpa” (Ecl. 4:26). Pois, como São Pedro, o primeiro Papa, escreveu: “chegou o tempo do juízo, a começar pela Casa (Igreja) de Deus” (1 Pedro 4:17).

† Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 27 de agosto de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2018

Arcebispo italiano acusa Francisco de encobrir casos de pedofilia e pede-lhe que renuncie

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Numa carta explosiva, o arcebispo D. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos EUA, acusa o Papa Francisco de ter encoberto os casos de pedofilia que envolviam o cardeal americano D. Theodore McCarrick e, portanto, pede-lhe que resigne. McCarrick perdera há poucos dias o título cardinalício por causa das escandalosas acusações de que tem sido alvo nos EUA.

A carta chegou à comunicação social durante a visita do Santo Padre à Irlanda para participar no Encontro Mundial das Famílias 2018, em Dublin, onde o abuso de menores por parte de elementos do clero católico foi um dos temas mais sonantes. Durante a visita, Francisco invocou o “perdão do Senhor”, falou de “sofrimento”, “vergonha” e criticou o “fracasso das autoridades eclesiásticas” em lidar adequadamente com estes “crimes desprezíveis”.

A carta foi publicada em italiano pelo vaticanista Edward Pentin (o Life Site News disponibilizou entretanto a tradução em inglês).

Viganò afirma que o Santo Padre tinha conhecimento, pelo menos desde há cinco anos, de que o cardeal McCarrick “era um predador em série”. Segundo ele, muita gente dentro do Vaticano sabia perfeitamente das razões pelas quais Bento XVI tinha imposto sanções sobre McCarrick, nomeadamente em alguns dos círculos mais próximos de Francisco e normalmente associados ao lobby gay eclesiástico.

No que diz respeito à Cúria Romana, por enquanto vou parar por aqui, mesmo que os nomes de outros prelados no Vaticano sejam bem conhecidos, mesmo alguns muito próximos do Papa Francisco, como o Cardeal Francesco Coccopalmerio e o Arcebispo Vincenzo Paglia, que pertencem à corrente homossexual que favorece a subversão da doutrina católica sobre a homossexualidade… Os cardeais Edwin Frederick O’Brien e Renato Raffaele Martino também pertencem à mesma corrente, embora com uma ideologia diferente. Outros que pertencem a esta corrente residem até mesmo na Domus Sanctae Marthae.

(D. Carlo Maria Viganò, 22/08/2018 – tradução livre)

O arcebispo dá a entender que a preocupação do Papa era meramente o jogo político…

Comecei a conversa, perguntando ao Papa o que queria ele dizer com as palavras que me dirigira quando o cumprimentei na sexta-feira anterior. E o Papa, num tom muito diferente, amistoso, quase afetuoso, disse-me: “Sim, os Bispos nos Estados Unidos não devem ser ideologizados, não devem ser de direita como o Arcebispo de Filadélfia (o Papa não me referiu o nome do arcebispo), devem ser pastores; e não devem ser de esquerda – e acrescentou, levantando ambos os braços – e quando eu digo de esquerda quero dizer homossexuais.” Claro, a lógica da correlação entre ser de esquerda e ser homossexual escapou-me, mas eu não acrescentei mais nada.

Imediatamente depois, o Papa perguntou-me de um modo enganoso: “Como é o Cardeal McCarrick?” Respondi-lhe com toda a franqueza e, diria mesmo, com grande ingenuidade: “Santo Padre, não sei se conhece o Cardeal McCarrick, mas, se perguntar à Congregação para os Bispos, existe um pesado dossiê sobre ele. Ele corrompeu gerações de seminaristas e sacerdotes e o Papa Bento XVI ordenou que ele se retirasse para uma vida de oração e penitência.” O Papa não fez o menor comentário sobre aquelas gravíssimas palavras e não demonstrou qualquer expressão de surpresa no rosto, como se já soubesse do assunto há algum tempo, e mudou imediatamente de assunto. Mas então, qual era o propósito do Papa em fazer-me esta pergunta: “Como é o cardeal McCarrick?” Ele queria obviamente saber se eu era ou não um aliado de McCarrick.

(D. Carlo Maria Viganò, 22/08/2018 – tradução livre)

O arcebispo lança, deste modo, uma acusação formal grave sobre o Papa Francisco e convida-o a renunciar ao Papado.

Quero relembrar esta infalível verdade da santidade da Igreja a muitas pessoas que foram tão profundamente escandalizadas pelo comportamento abominável e sacrílego do ex-arcebispo de Washington, Theodore McCarrick; pela grave, desconcertante e pecaminosa conduta do Papa Francisco e pela conspiração do silêncio de tantos pastores, e que são tentados a abandonar a Igreja, desfigurada por tantas ignomínias. No Angelus de domingo, 12 de agosto de 2018, o  Papa Francisco disse estas palavras: “Todos são culpados pelo bem que poderiam ter feito e não fizeram… Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos tacitamente. Temos de intervir onde o mal se está a espalhar; porque o mal espalha-se onde faltam cristãos ousados ​​que se opõem ao mal com o bem”. Se isto é corretamente considerado uma séria responsabilidade moral para todo crente, muito mais grave é para o supremo pastor da Igreja, que, no caso de McCarrick, não apenas não se opôs ao mal como também se envolveu pessoalmente ao fazer o mal com alguém que ele sabia ser profundamente corrupto. Seguiu o conselho de alguém que ele sabia bem que era um pervertido, multiplicando assim exponencialmente, com sua autoridade suprema, o mal feito por McCarrick. E quantos outros pastores maléficos continua Francisco que continua a manter na destruição ativa da Igreja!

Francisco está a abdicar do mandato que Cristo deu a Pedro para confirmar os irmãos. De facto, através da sua ação, ele dividiu-os, conduziu-os ao erro e encorajou os lobos a continuarem a afastar as ovelhas do rebanho de Cristo.

Neste momento extremamente dramático para a Igreja universal, deve reconhecer os seus erros e, seguindo o princípio proclamado de tolerância zero, o Papa Francisco deve ser o primeiro a dar um bom exemplo aos cardeais e bispos que encobriram os abusos de McCarrick e demitir-se juntamente com todos eles.

(D. Carlo Maria Viganò, 22/08/2018 – tradução livre)

Abordado sobre o assunto no voo de regresso da Irlanda, nas suas habituais entrevistas a bordo do avião papal, Francisco escusou-se a comentar o assunto.

O momento pelo qual atravessa a Santa Igreja de Cristo é de facto muito grave e só não vê quem não quer mesmo ver!

Basto 8/2018

Ex-núncio dos EUA junta-se aos bispos do Cazaquistão, considerando que a leitura que o Papa faz da Amoris Laetitia é “estranha” à Fé Católica

montagna.lsn.jpgPor Diane Montagna

ROMA, 2 de janeiro, 2018 (LifeSiteNews) – Dois arcebispos italianos juntaram-se aos três bispos do Cazaquistão na profissão das “verdades imutáveis ​​sobre o matrimónio sacramental”.

Tal como os bispos do Cazaquistão, o Arcebispo Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos Estados Unidos, e Sua Excelência Luigi Negri, arcebispo emérito de Ferrara-Comacchio, criticaram a interpretação oficial do Papa Francisco sobre a Amoris Laetitia, que permite a alguns divorciados “recasados” receberem a Sagrada Comunhão.

No mês passado, o Papa Francisco decidiu declarar formalmente a interpretação dos bispos de Buenos Aires da Amoris Laetitia “autêntico magistério”.

Na profissão publicada a 2 de janeiro, os bispos do Cazaquistão, incluindo D. Athanasius Schneider, de Astana, afirmam que a interpretação oficial do Papa, assim como as de outras conferências episcopais, como a da Alemanha ou de Malta, está a causar “crescente confusão“, fará alastrar a “chaga do divórcio ” e é “estranha” para toda a Tradição e fé católicas.

Por causa da “crescente confusão” que se tem espalhado entre clérigos e leigos, os bispos reafirmam o ensinamento constante da Igreja sobre a indissolubilidade do casamento e argumentam que a admissão de divorciados “recasados” (que não obtiveram nulidade matrimonial e não vivem em continência sexual) aos sacramentos da Penitência e da Sagrada Comunhão equivale a “uma espécie de introdução do divórcio na vida da Igreja”.

Os bispos sublinham a sua “grave responsabilidade” e “dever diante dos fiéis”, que esperam deles uma profissão pública e inequívoca da verdade e da disciplina imutável da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio”.

“Por esta razão, não nos é possível calar”, acrescentam.

O arcebispo Carlo Maria Viganò foi ordenado sacerdote a 24 de março de 1968. Entrou no serviço diplomático da Santa Sé em 1973 e trabalhou em missões diplomáticas papais no Iraque e na Grã-Bretanha. Foi nomeado Enviado Especial e Observador Permanente da Santa Sé no Conselho da Europa, em 1989, em Estrasburgo, e Núncio Apostólico na Nigéria, pelo Papa João Paulo II, em 1992. No final da sua missão na Nigéria, Viganò foi designado funcionário da Secretaria de Estado. Posteriormente, em 2009, foi nomeado Secretário-Geral do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, cargo que desempenhou até à sua nomeação, em 2011, como Núncio Apostólico para os Estados Unidos. O seu irmão Lorenzo é um sacerdote jesuíta.

O arcebispo Luigi Negri foi ordenado sacerdote a 28 de junho de 1972 e nomeado bispo de San Marino-Montefeltro, pelo Papa João Paulo II, a 17 de março de 2005. Em dezembro de 2012, tornou-se arcebispo de Ferrara-Commacchio, um ofício que realizou até 3 de fevereiro de 2017.

“O arcebispo Negri é conhecido como enérgico pastor, teólogo e filósofo; o bispo Viganò é considerado um diplomata e excelente administrador”, informou a agência de notícias italiana Corrispondenza Romana em comunicado divulgado no início desta noite em Roma.

Ambos os arcebispos participaram numa conferência no âmbito da aproximação do 50º aniversário da encíclica Humanae Vitae de Paulo VI. A conferência, intitulada Humanae Vitae aos 50: Estabelecendo do Contexto, teve lugar na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, em outubro passado, e contou com as palestras do cardeal alemão Walter Brandmüller, do historiador italiano Prof. Roberto de Mattei e do filósofo austríaco Prof. Joseph Seifert. Pretendia oferecer aos participantes a oportunidade de estudar a Humanae Vitae no contexto do seu tempo, bem como o seu lugar na continuidade do ensino perene da Igreja e na vida dos católicos de hoje.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 2 de janeiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 1/2018