Vatican News comemora casamento de mulher cristã com homem muçulmano

Na semana passada, a agência noticiosa do Vaticano deu um grande destaque à relação matrimonial que une a cristã Simona e ao islamita Mustapha. Cada um com a sua fé, com o seu deus, com as suas orações, unidos naquela diversidade de religiões tão desejada, não por Deus, mas pelo Papa Francisco.

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Palavras dirigidas pelo Santo Padre aos refugiados na Basílica do Sagrado Coração de Jesus do Castrum Paetorium, em Roma – Rome Reports, 20/01/2014.

Hoje seria, provavelmente, um impedimento maior se algum dos conjugues não acreditasse na tese dogmática do aquecimento global antropogénico.

Basto 07/2019

Santo Padre volta a insultar os católicos que defendem a doutrina da Igreja a respeito do Matrimónio

Em mais uma homilia na capela da Casa de Santa Marta, o Papa Francisco voltou a insultar os católicos que questionam o seu novo ensinamento sobre o casamento e o divórcio, apelidando-os de “hipócritas” ao serviço do diabo.

Basto 9/2018

Ele, que era ela: “¡Gracias, amigo mío!”

O transexual Diego Neria que, de acordo com o Santo Padre,  já é “homem” e “casado”, mais precisamente “ele – que ela era, mas é ele”, agradece agora as palavras que Sua Santidade lhe dedicara durante a última entrevista a bordo de um avião.

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in Periodista Digital, 04/10/2016

A frase acima publicada pelo Periodista Digital foi transcrita do perfil de Lejárraga numa rede social. Este jornal digital tem dado uma grande cobertura ao transexual espanhol desde a sua viagem a Roma.

“O Papa é um ser humano brutal, que te faz feliz e muito forte espiritualmente”. E não só a ele, mas também a “tantos outros que continuam a sofrer as suas dúvidas e os seus medos”.

(Transexual Diego Neria in Periodista Digital, 04/10/2016)

Confirma-se também o acompanhamento pastoral daquele “grande bispo” a quem o Papa se referiu, neste caso, D. Amadeo Rodríguez.

Mas quem será o “velho sacerdote, o velho pároco” misericordioso a quem Sua Santidade também fez questão de se referir e até citar?

Seria ele o sr. Pe. Ángel?

“A sua forma de fazer caminho é a que eu quero seguir: as portas da Casa do Pai abertas a todos, sem “mas”, sem classes, apenas o amor como condição.”

(Transexual Diego Neria in Periodista Digital, 19/09/2016)

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Pe. Ángel – Periodista Digital

O sr. Pe. Ángel, profundo admirador do Papa Francisco, cuja doutrina tem procurado pôr em prática de forma determinada, está à frente daquela que é considerada a igreja mais “cool”, ou seja mais “fixe”, do mundo.

Ele é também considerado, por muitos, como um valente guerrilheiro que luta pela implementação da nova misericórdia, cujas conquistas são publicamente conhecidas.

Nos últimos meses, quinze casais homossexuais batizaram os seus filhos, graças à valentia eclesiástica do Padre Ángel. A Igreja de San Antón, no bairro madrileno de Chueca, é o único lugar no mundo onde todas as crianças são batizadas como filhos de Deus, independentemente da sua origem familiar.

(in El Español, 24/09/2016)

Sobre o cumprimento do Direito Canónico, o sr. Pe. Ángel não é nada “fundamentalista” pois até entende que “os textos estão feitos para serem adaptados”.

Pode ser ele o tal piedoso “velho pároco” de quem falava o Santo Padre, assim como pode ser outro qualquer. Não devem faltar padres idosos em Espanha, nem sequer é muito relevante que seja este ou aquele. O que há aqui, mais uma vez, a assinalar é a mensagem que todo este escandaloso caso lança para o mundo bem como as suas previsíveis consequências.

A tempestade piora de dia para dia.

Basto 10/2016

Francisco coloca todas as estruturas do Vaticano relacionadas com o Casamento e a Família sob dois prelados subversivos nestas temáticas

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Por Christopher A. Ferrara

Hoje (17 de agosto) o Vaticano anunciou que Francisco criou formalmente, por motu proprio (sua própria iniciativa), o novo “super-dicastério” do Pontifício Conselho para os Leigos, a Família e a Vida (PCLFV), que entrará em funcionamento a partir do dia 1 de setembro. O novo dicastério absorverá (abolindo, portanto) o Pontifício Conselho para a Família e o Pontifício Conselho para os Leigos. Terá também de sobrepor-se às funções da ainda existente Pontifícia Academia para a Vida, e a este respeito, um dos seus membros, o filósofo alemão Josef Siefert, publicou uma devastadora crítica à desastrosa Amoris Laetitia, incitando Francisco a corrigir os respetivos erros contra a Fé.

Para liderar o PCLFV, Francisco nomeou o bispo Kevin Joseph Farrel, do Texas, um prelado “pró-gay” amplamente contestado por ter indigitado um sacerdote homossexual para uma paróquia do Texas. Um padre que participara num site explicitamente “gay” destinado a clérigos e religiosos homossexuais. (O padre foi removido somente depois dos protestos públicos contra a sua nomeação.)

Farrel aceita claramente, como uma certeza, que haverá padres homossexuais no ministério pastoral. Citando afirmações de Francisco relativas ao “respeito” pelas “pessoas homossexuais”, Farrel declarou aqui que «A Igreja ainda tem a expectativa de que os sacerdotes devem comprometer-se numa vida de castidade celibatária, quer sejam eles homossexuais ou heterossexuais.» “Ainda”? A “expectativa”? Quer sejam eles “homossexuais” ou “heterossexuais”?

Em benefício do constante magistério da Igreja e da sua prática, Bento XVI estabeleceu que os homens que se consideram gay não podem ser admitidos nos seminários, uma vez que a sua condição, intrinsecamente desordenada, faz deles inadequados para o sacerdócio, o qual é configurado pela pessoa de Cristo, o varão por excelência.

Quanto à ainda existente Pontifícia Academia para a Vida, essa foi entregue ao arcebispo “pró-gay” Dom Vincenzo Paglia, que substituirá o bispo espanhol Ignacio Carrasco de Paula no cargo de Presidente. Paglia vai ainda tomar conta do Instituto Pontifício João Paulo II para o Estudo do Matrimónio e da Família, substituindo o Vigário Geral de Roma, o cardeal Agostino Vallini como Grãochanceler. Vallini denunciou a distribuição de preservativos nas escolas públicas italianas como «uma iniciativa [que] só pode ser combatida pela Igreja de Roma e as famílias cristãs seriamente afetadas pela educação de seus filhos.»

Paglia elogiou infamemente a série televisiva de propaganda gay “Modern Family” e, precisamente ele, «foi também responsável por convidar casais homossexuais para o Encontro Mundial das Famílias do ano passado.»: «Estamos seguindo à letra o Instrumentum Laboris do Sínodo. Todos podem vir, ninguém é excluído.»

Não surpreende, Paglia também apoia a causa de estimação de Francisco, a de encontrar uma maneira de admitir adúlteros públicos em “segundo casamento” à Sagrada Comunhão, tendo publicado, entre as sessões do ridiculamente mal denominado “Sínodo sobre a Família”, um livro promovendo a destruição do magistério e da disciplina da Igreja na defesa da indissolubilidade do matrimónio, afirmada por João Paulo II, principalmente na Familiaris Consortio. De facto, como Edward Pentin relatou, membros do Instituto João Paulo II, conhecidos por defenderem os seus ensinamentos neste domínio, foram sistematicamente excluídos de qualquer participação nas duas sessões do Sínodo.

Com a criação do novo “super-dicastério” e mais estas duas nomeações, Francisco colocou efetivamente todas as estruturas do Vaticano relacionadas com o casamento e a família sob o controlo de dois prelados que são manifestamente subversivos nestas duas temáticas.

A cada dia que passa, Francisco confirma ainda mais o terrível aviso da Irmã Lúcia em Fátima quando referiu que «a confrontação final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o matrimónio e a família… [Seja quem for] quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo.» Mas quem poderia imaginar que a oposição seria ajudada e instigada pela própria pessoa que ocupa o Cadeira de Pedro?

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 18 de agosto de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2016

Bispos portugueses disseram “não” ao Papa

Esta notícia do semanário Sol não é nova, já é do verão do ano passado, mas convém relembrá-la agora, dado que a Igreja ainda não apagou o incêndio que teima em queimar a família. Se tudo correr bem, o incêndio ficará extinto com a exortação apostólica do Papa Francisco, que deverá ser publicada a 8 de abril, com o título de Amoris Laetitia. Esperemos que, com este documento, o Santo Padre, com uma linguagem clara e objetiva, apague definitivamente a fogueira que ele próprio acendeu ao apontar a spotlight sobre o herético Cardeal Kasper.

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Notícia de capa do Semanário Sol de 31 de julho de 2015

Relativamente a Portugal, apesar de não ter sido uma questão fácil, o problema estava resolvido já no ano passado. O Cardeal Patriarca de Lisboa levou ao Sínodo da Família a posição da Igreja Portuguesa favorável à defesa do tradicional conceito de matrimónio cristão e da necessidade de proteção à família. Esperemos que a cúria romana não reacenda o incêndio.

O jornal refere que os representantes da Igreja portuguesa estavam divididos, o que de resto não surpreende quando nem mesmo Roma tem mostrado muita certeza. Uma grande parte dos bispos, maioritariamente da Região Centro, liderados curiosamente pelo bispo de Leiria-Fátima, pretendiam introduzir as heréticas inovações kasperianas na pastoral familiar. Um solução inviável pois, com muitos teólogos têm explicado, a pastoral da Igreja não pode ser contrária à sua doutrina, mas antes o reflexo da mesma.

Na hora de decidir qual o parecer que a Igreja portuguesa ia enviar para o Vaticano sobre este assunto, o bispo António Marto apresentou um documento que subscrevia a polémica visão do cardeal Walter Kasper sobre o acesso dos divorciados recasados à comunhão. Segundo esta proposta, os recasados poderiam voltar a comungar na missa após um percurso penitencial. Haveria uma análise caso a caso e uma decisão final que caberia ao bispo da diocese.

O bispo de Leiria-Fátima, que é também o vice-presidente da CEP,apresentou esta proposta detalhadamente, recebendo olhares de entusiasmo de uns e sinais de reprovação de outros. “Demorámos muito tempo com este assunto. Havia muitos a abanar a cabeça”, contou ao SOL um dos bispos presentes na reunião.

[…]

Para o cardeal [Patriarca, D. Manuel Clemente], e ao contrário do colega de Leiria-Fátima, não deve alterar-se a doutrina católica, que defende queo casamento é indissolúvel e que os divorciados que voltam a casar vivem uma situação de adultério, estando por isso impedidos de comungar a hóstia na missa. Manuel Clemente defendeu então um caminho alternativo: o da simplificação dos processos de nulidade do matrimónio. Um procedimento que já está previsto na Igreja e consiste na avaliação das condições em que foi realizado o casamento. Se ele for considerado inválido, os casais ficam livres para uma segunda união, podendo nesse caso comungar.

(in Sol, 31/07/2015)

Felizmente, a Verdade acabaria por prevalecer naquela reunião da Conferência Episcopal do verão passado. O Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, esteve à altura do cargo que desempenha, defendendo a santidade e a indissolubilidade do Matrimónio.

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Recorte da versão impressa do jornal Sol de 31 de julho de 2015 (D. Manuel Clemente na foto)

Quando saiu, no ano passado, esta notícia trouxe à memória de muita gente aquela meia frase enigmática que já fez correr muita tinta e não deixa que o Segredo de Fátima seja definitivamente enterrado, como muitos desejam.

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Meia frase adicionada pela Ir. Lúcia, na sua 4ª Memória, de 1941, à já então conhecida mensagem de Fátima (início do 3º Segredo)

Existe ainda uma outra informação recente que deve ser considerada. Numa entrevista concedida a La voce di Padre Pio em março de 2015, o cardeal Carlo Caffarra explicou que um dia escrevera uma carta à Ir. Lúcia para lhe pedir orações. O Papa João Paulo II tinha-lhe confiado a importante tarefa de fundar o Instituto Pontifício para os Estudos sobre Matrimónio e Família. Lúcia respondeu-lhe e, nessa carta, fez algumas revelações muito esclarecedoras e interessantes que ajudam a interpretar o momento que vivemos atualmente.

O confronto final entre Deus e Satanás será sobre a família e a vida.”

“Não tenha medo, acrescentava, porque quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo.”

“Advertia-se também, falando com João Paulo II, que este era o ponto central, porque se tocava a coluna que sustenta a Criação, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher, e entre as gerações. Quando se toca a coluna central, todo o edifício cai, e é isso que estamos a ver agora, neste momento, e já sabemos.”

(Revelações da Ir. Lúcia ao Cardeal Caffarra in Aleteia, 18/06/2015)

Fazendo um triangulação destes três dados, nomeadamente, a recente posição do clero português, a meia frase enigmática de Fátima e a carta do Cardeal Caffarra, podemos deduzir parte do que poderá estar encerrado dentro do famoso “etc”. Mas há-de haver, com certeza, muito mais. Esperemos que o Santo Padre se tenha deixado também inspirar por estes três detalhes antes de redigir a importante exortação apostólica.

Basto 4/2016