Schneider: “um certo tipo de cisma já existe na Igreja”

D. Athanasius Schneider deu recentemente uma entrevista ao canal francês TVLibertés onde se referiu ao estado atual da Igreja Católica.

 

TVL: O senhor mostrou preocupações relativamente à exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, também publicou uma declaração de fidelidade ao infalível ensinamento da Igreja e, mais recentemente, deu a conhecer o seu apoio aos “dubia” apresentados ao Papa pelos cardeais Burke, Brandmüller, Caffarra e Meisner. Qual é o valor magisterial da exortação apostólica desta exortação apostólica?

AS: O valor magisterial da exortação apostólica Amoris Laetitia é determinado pela intenção do seu autor, o Papa Francisco, que o expressou através de declarações claras, como por exemplo na que vou citar. O Papa disse: “Gostaria de esclarecer que nem todos os debates doutrinais, morais ou pastorais necessitam de ser resolvidos por intervenções de natureza magisterial.” “Eu achei oportuno redigir uma Exortação Apostólica que possa orientar a reflexão, o diálogo ou práxis pastoral.” – Estas são as palavras do Papa.

A função de um ato magisterial, de acordo com o Concílio Vaticano II, consiste em – passo a citar – “O Magistério não está acima da palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente”, isto é uma citação da Dei Verbum.

Atendendo às palavras do Papa Francisco, ele deixou claro que não tinha a intenção de promover o seu próprio ensinamento magisterial. De acordo com o Papa Francisco, o objetivo da Amoris Laetitia era o de criar uma situação de debate doutrinal, moral ou pastoral, e que esse debate não necessita de ser resolvido por intervenções de natureza magisterial.”

TVL: Então, qual é a natureza das suas questões relativamente a esse texto?

AS: As minhas interrogações sobre a Amoris Laetitia prendem-se, sobretudo, com a questão muito concreta da admissão de divorciados ditos “recasados” à Sagrada Comunhão. De facto, durante os dois últimos sínodos da família e depois da publicação da Amoris Laetitia, existiu, continuando a existir até hoje, uma luta árdua e tumultuosa em torno desta questão concreta. Todos aqueles clérigos que desejam outro evangelho – ou seja, um evangelho do direito ao divórcio, um evangelho da liberdade sexual, em suma, um evangelho sem o sexto mandamento de Deus -, esses clérigos utilizam todos os meios maléficos, tais como, astúcia, enganos, linguagem e retórica magistrais e até mesmo táticas da intimidação e violência moral, de modo a atingirem o seu objetivo de admitir os divorciados ditos “recasados” à Sagrada Comunhão sem cumprirem a condição de viver em perfeita continência, uma condição imposta pela Lei Divina. Uma vez atingido esse objetivo, ainda que limitado aos ditos “casos excecionais” de “discernimento”, a porta fica aberta à introdução do evangelho do divórcio, do evangelho sem o sexto mandamento. Isso não seria mais o Evangelho de Jesus mas um anti-evangelho, o evangelho segundo este mundo, ainda que esse evangelho apareça cosmeticamente enfeitado com palavras como “misericórdia”, “solicitude maternal” ou “acompanhamento”.

Neste contexto, devemos relembrar  uma exortação apostólica de São Paulo que advertia:

Mas, até mesmo se nós ou um anjo do céu vos anunciar como Evangelho o contrário daquilo que vos anunciámos, seja anátema. (Gl 1, 8)

TVL: Mas, Sua Excelência, já alguma vez um evento deste tipo aconteceu na Igreja?

AS: No que concerne à doutrina e práxis relativas ao Sacramento do Matrimónio e à validade perene da lei moral, nós estamos a testemunhar hoje a uma ambiguidade de âmbito tal, apenas comparável à confusão geral da crise Ariana do séc. IV.

TVL: O que poderá acontecer se os “dubia” dos quadro cardeais continuarem por responder?

AS: A função primordial do Papa foi divinamente definida por Nosso Senhor, que é confirmar os seus irmãos na Fé. Confirmar na Fé significa afastar dúvidas e esclarecer. Somente o serviço de esclarecimento da Fé produz verdadeira unidade na Igreja. Esta é a primeira e inevitável função do Papa. Se o Papa não cumprir a sua função nas presentes circunstâncias, os bispos terão de ensinar indefetivelmente o Evangelho imutável da divina doutrina moral e perene disciplina do casamento, ajudando fraternalmente, deste modo, o mesmo Papa, porque o Papa não é um ditador. De facto, Cristo disse:

«Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo; e quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.» (Mt 20, 25-27)

Além disso, a Igreja inteira deve rezar pelo Papa, para que ele encontre o conhecimento e a coragem para cumprir a sua função primordial. Quando o primeiro Papa, São Pedro, foi encarcerado, toda a Igreja orou continuamente por ele e Deus libertou-o das suas correntes.

TVL: Mas não haverá eventualmente, se este problema persistir, um risco de cisma?

AS: Não há apenas um risco de cisma, mas um certo tipo de cisma já existe na Igreja. Cisma significa, em grego, separar-se da totalidade do corpo. Cristo é a totalidade do corpo da Verdade Divina e a unidade no Seu corpo sobrenatural é também visível. Contudo, nós assistimos hoje a uma forma bizarra de cisma. Externamente, muitos clérigos salvaguardam a unidade formal com o Papa, por vezes pelas suas próprias carreiras ou por uma espécie de papolatria mas, ao mesmo tempo, quebraram os laços com Cristo, que é a Verdade e verdadeira cabeça da Igreja. Por outro lado, há clérigos que têm sido acusados de cismáticos, apesar de viverem canonicamente em paz com o Papa e permanecerem fiéis a Cristo, a Verdade, promovendo assiduamente o Seu Evangelho da Verdade.

É evidente que aqueles que são internamente os verdadeiros cismáticos, em relação a Cristo, recorrem à calúnia com o único objetivo de silenciar a voz da Verdade, ao projetarem absurdamente o seu próprio estado de cisma interno naqueles clérigos que, independentemente dos louvores ou das repreensões, defendem a Verdades Divina.

De facto, como diz a Sagrada Escritura, a palavra da Divina Verdade “não pode ser acorrentada” (2Tm 2, 9). Mesmo se um grande número de responsáveis de elevado estatuto dentro da Igreja hoje obscurecerem temporariamente a verdade da doutrina do casamento e a sua perene disciplina, essa doutrina e essa disciplina permanecerão sempre imutáveis na Igreja porque a Igreja não é uma fundação humana, mas divina.

TVL: Obrigado, Sua Excelência, por essas palavras cheias de Fé, esperança e caridade.

Tradução: odogmadafe.wordpress.com

 

Basto 12/2016

Perfil do novo cardeal D. Jozef De Kesel

Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica)

Sobre o celibato sacerdotal:

“As pessoas para quem o celibato é humanamente impossível deveriam ter também a possibilidade de se tornarem sacerdotes.”

 

Sobre os homossexuais ativos:

“Tenho muito respeito pelos gays, [incluindo] o modo como vivem a sua sexualidade.”

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“O Sínodo pode não ter trazido os resultados  concretos que nós esperávamos, tais como permitir aos divorciados “recasados” católicos receber a comunhão. Mas é inacreditável o quanto foi um sinal de uma Igreja que mudou. A mentalidade já não é realmente a mesma.”

(in Crux Now, 10/11/2016)

É considerado um “protegido” do progressista Cardeal Godfried Danneels, cujo nome está confessamente associado ao caso da “mafia” do Grupo Sankt-Gallen, que esteve alegadamente envolvida num complô que visava provocar a resignação de Bento XVI e eleger o Cardeal Jorge Mario Bergóglio.

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Jozef De Kezel será criado cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016

Caso “Sabetta” revisitado

Neste período pós-escândalo da troca de correspondência entre o Papa Francisco e os bispos argentinos, outras situações anteriores do dossiê ‘papa-francisco-comunhões-sacrílegas’ merecem ser revisitadas e interpretadas à luz das novas revelações atuais.

Em 2014, Julio Sabetta, o treinador de futebol do Colón de San Lorenzo, na Argentina, divorciado, afirmou aos jornalistas que recebera uma chamada telefónica do Papa Francisco.

O telefonema papal seria uma resposta à carta enviada por Jaqueline Lisboa ao Santo Padre, a mulher com quem Sabetta partilhava uma relação adúltera e duas filhas. De acordo com várias versões da notícia, Jaqueline ter-se-ia queixado ao Papa da sua frustração por não ser autorizada pela Igreja a comungar, em virtude da situação irregular em que se encontrava. A resposta chegaria alguns meses depois, por telefone, pela voz do próprio Santo Padre, informando-a de que “podia comungar tranquilamente”.

O caso ganhou uma dimensão mediática de escala mundial, tendo levado o gabinete de imprensa da Santa Sé a emitir um desmentido que, não desmentindo o telefonema do Santo Padre, se limitou simplesmente a reafirmar a doutrina da Igreja, escusando-se a justificar o alegado teor do telefonema.

Estaria Julio Sabetta a contar a verdade sobre o conteúdo daquela conversa telefónica? Quem pode negá-lo?

Apesar dos constantes esforços do Pe. Lombardi em desmentir esta e outras situações, o Santo Padre insiste numa linha “pastoral” que diverge claramente dos seus desmentidos. Terá sido por isso que acabou sendo substituído no Gabinete de Imprensa da Santa Sé? Não sabemos.

Por exemplo, quando um jornalista questionou o Santo Padre, na sua viagem de regresso de Lesbos, se “existem ou não novas possibilidades concretas para os divorciados ‘recasados’ acederem aos sacramentos, subentendendo-se “Sagrada Comunhão”, Francisco respondeu de forma categórica assim (minuto 1′:42″):

 “Posso dizer que sim, ponto final.”

(Papa Francisco, in Agência Ecclesia, 16/04/2016)

Uma resposta semelhante àquela que enviou por escrito aos bispos argentinos:

“Não há outras interpretações.”

(in Carta do Papa Francisco aos bispos de Buenos Aires, 05/09/2016)

Ambas as repostas estão em linha com a herética “teologia serena” kasperiana, abertamente apoiada e promovida por Francisco, apesar de ser completamente contrária ao Evangelho e ao estabelecido no Catecismo da Igreja Católica.

Entre outras citações bíblicas:

«Ora, é mais fácil que o céu e a terra passem do que cair um só acento da Lei. Todo aquele que se divorcia da sua mulher e casa com outra comete adultério; e quem casa com uma mulher divorciada comete adultério.» (Lc 16, 17-18)

31«Também foi dito: Aquele que se divorciar da sua mulher, dê-lhe documento de divórcio. 32Eu, porém, digo-vos: Aquele que se divorciar da sua mulher – exceto em caso de união ilegal – expõe-na a adultério, e quem casar com a divorciada comete adultério.» (Mt 5, 31-32)

Não venham com as tretas exóticas de diferenciar a “pastoral” da “doutrina” porque estas são indissociáveis, uma deriva diretamente da outra. Tentar anular a “doutrina” com uma suposta “nova pastoral” pseudomisericordiosa, para além de colocar em sério risco muitas almas que necessitam do auxílio da Igreja, constitui um grave pecado contra o Espírito Santo. E sabemos que este é o único pecado para o qual não haverá perdão.

A Santa Igreja de Cristo está a ser cobardemente minada na Sagrada Eucaristia e na Verdade sobre o matrimónio e a família. Isto são estruturas fundamentais que garantiram a solidez da nossa Igreja durante 20 séculos, não podemos simplesmente assistir a este triste espetáculo até ao seu colapso total. Não temos esse direito!

Se cair, cairá sobre nós!

Basto 9/2016

Dia 8 de abril de 2016: a bomba-relógio foi acionada

O grito
Munch, 1893 – vista parcial da obra “O Grito”

O mundo inteiro espera ansiosamente a publicação da exortação apostólica do Papa Francisco sobre a família, como se de um engenho explosivo se tratasse. A linguagem do Santo Padre, por vezes ambígua, associada a algumas das suas atitudes mais surpreendentes e confusas, ao longo dos últimos três anos, criou falsas expectativas a algumas pessoas e receios a outras, que antevêem a possibilidade de uma rutura no tradicional magistério da Igreja relativamente a algumas questões morais, particularmente em relação ao Matrimónio.

O documento já está concluído desde o dia 19 de março, intitula-se “A Alegria do Amor” e a sua publicação foi agendada para o dia 8 de abril. A ser uma bomba, esperemos que acerte no alvo em cheio e o aniquile de vez, nomeadamente as doutrinas diabólicas que, nos últimos tempos, têm tenazmente tentado contaminar a doutrina católica com imoralidades.

O Matrimónio é um sacramento cristão e é indissolúvel. Isto é uma Verdade inquestionável. O adultério é um pecado mortal, logo conduz à condenação eterna. Quem se encontra em situação de pecado grave não deve aceder à comunhão eucarística a não ser que se tenha arrependido profundamente e se proponha a corrigir a situação pecaminosa em que se encontra. Caso contrário, a administração da comunhão a quem se encontra em situação objetiva de pecado grave é uma ajuda à sua condenação.

 “O Papa vai dizer o que a Igreja sempre disse porque o Evangelho é bem claro neste aspecto. Tudo o resto é anular a palavra de Jesus, implica rasgar páginas da Bíblia”,  a teoria de Kasper uma “heresia”.

(Pe. Sousa Lara, ao jornal Sol, 3 de agosto de 2015)

A Verdade Cristã é sublime e imutável porque é de Deus. Ninguém a pode alterar, nem mesmo o Papa.

O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo.

O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

(Bento XVI, a 7 de maio de 2005)

Com efeito, dos três cenários possíveis para a próxima sexta-feira, veiculados pelos órgãos de comunicação social, só devemos esperar o primeiro:

  1. A exortação apostólica reafirma os valores morais tradicionais sobre o casamento, o amor conjugal e a família, convidando à conversão daqueles que se encontram em situação objetiva de pecado grave.
  2. O Santo Padre propõe diretamente alterações à pastoral e à doutrina da Igreja, o que é impensável.
  3. O Santo Padre inibe-se de pronunciar-se diretamente sobre essas questões morais, através utilização de uma linguagem ambígua que deixa lugar a interpretações subjetivas, ou remetendo a avaliação dessas questões para escalas regionais ou locais, o que também é impensável.

O primeiro cenário seria uma lufada de ar fresco para limpar a fumaça de Satanás que paira na atmosfera da Igreja. O segundo cenário pressupõe uma falsificação da doutrina e seria fraturante, conduzindo de imediato a uma separação entre a verdadeira Igreja de Cristo e a falsa. Muito provavelmente originaria um cisma. O terceiro cenário, porventura o mais temível, levaria à confusão total, à multiplicidade doutrinária dentro da própria Igreja através da abolição do dogma por parte da Igreja Institucional, embora de forma não assumida. Seria uma contaminação viral que, de forma cínica e subtil, levaria à desagregação da Instituição Católica desde os seus alicerces.

Os piores cenários, apesar de inaceitáveis e improváveis, são bastante temidos por uns e ansiosamente esperados por outros. Esperemos que o Santo Padre esteja à altura das suas responsabilidades.

Ao “dar o microfone” a Walter Kasper para falar aos cardeais sobre a família, o Papa cometeu uma “imprudência” e “ateou um fogo” difícil de apagar.

 (Pe. Sousa Lara, ao jornal Sol, 3 de agosto de 2015)

Para piorar o receios, os órgãos de comunicação social oficiais do Vaticano continuam a dar muita relevância ao herético Cardeal Kasper, ao seu conceito errado de misericórdia e às suas expectativas revolucionárias. São notícias que parecem tambores de guerra dentro da Igreja, já bastante audíveis ainda antes de se conhecer o teor da exortação apostólica. O pior pode ainda estar por vir.

[…] “já não vai ser possível solucionar esta questão de forma pacífica. Qualquer que seja a posição do Papa haverá sempre vencedores e perdedores”.

(Pe. Portocarrero de Almada, ao jornal Sol, 3 de agosto de 2015)

Nós estamos, agora mesmo, debaixo de centro barométrico da tempestade de “desorientação diabólica” prevista em Fátima, em 1917, é necessário ter os pés bem assentes em terra para não sermos levados pela corrente. A porta é estreita e o caminho é único, o mesmo de sempre.

O mau agouro que paira no ar, desde há alguns meses, não ficou agora melhor quando sabemos que os dois cardeais escolhidos para dirigirem a conferência de imprensa da apresentação da exortação apostólica serão dois conhecidos progressistas, que contribuíram fortemente, com as suas ideias heterodoxas, para a crise moral e doutrinária que se vive hoje dentro da Igreja Católica. O Cardeal Baldisseri, Secretário do Sínodo da Família, é mundialmente conhecido por acreditar no evolucionismo dos dogmas católicos e por ter ideias exóticas sobre o Matrimónio. O Cardeal Schoenborn, Arcebispo de Viena, é famoso pelas suas ideias loucas acerca da homossexualidade.

O engenho explosivo – se assim quisermos entender – foi acionado, a conferência de imprensa terá lugar às 11:30′, hora de Roma. Que seja como que Deus quiser.

Basto 4/2016