Casais divorciados já comungam em Fátima

Bispo de Fátima mostra como não é difícil chegar a cardeal na nova Igreja de Francisco. Basta promover ativamente a pratica de Amoris Laetitia*.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Pois, Jesus disse mas eles querem lá saber… E logo na diocese de Fátima!

Leiria-Fátima
In edição impressa do Correio da Manhã do dia 04/02/2029 (recorte obtido nas redes sociais).

Esta nova misericórdia inventada pelo Papa Francisco, para além de oposta à infalível doutrina da Igreja, parece demasiado fácil. Não implica arrependimento ou contrição, pelo contrário, confirma as pessoas no pecado como se este fosse uma virtude.

Estamos mesmo a viver os piores castigos anunciados em Fátima, em 1917. Que Deus nos ajude!

*A prática de Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, é um sacrilégio que consiste em obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar da obstinação no adultério.

Basto 02/2020

Inédito: bispo italiano dirige um pedido de desculpas por escrito aos adúlteros da sua diocese

adultery.jpgPartindo da novíssima doutrina do Papa Francisco a respeito do matrimónio, D. Renato Marangoni, bispo da diocese de Belluno-Feltre, em Itália, publica carta onde pede desculpa aos divorciados que resolveram “começar novas experiências de união”, pelo facto de a Igreja, no passado, ter condenado o adultério e impedido de comungar as pessoas que se encontravam em estado de pecado mortal.

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In página oficial da diocese de Belluno-Feltre, 22/11/2019.

E com esta carta de desculpas, convida todos os adúlteros da diocese a comparecerem no Centro [pastoral] Papa Luciani, no primeiro domingo de dezembro, onde uma equipa especializada os ajudará na iniciação da prática de Amoris Laetitia.

Basto 11/2019

A nova Igreja Amoris Laetitia: adultério como fonte de graça e caminho de santificação pessoal

Sabemos agora que a Paróquia de Santa Isabel, no Patriarcado de Lisboa, pôs em prática a nova doutrina do Papa Francisco sobre o Matrimónio anteriormente à publicação da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia. A informação é da agência de notícias da Conferência Episcopal Portuguesa.

Conceitos-chave: nova união fora do Sacramento do Matrimónio, nova Igreja, Igreja inteligente, Igreja […] a mudar… E ainda, como não podia deixar de ser, discernimento, [nova] misericórdia e Papa Francisco.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Basto 04/2019

Diocese de Leiria-Fátima abre Sagrada Comunhão aos adúlteros

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Como se esperava, chegou agora a vez de D. António Marto publicar o seu documento que lança a prática de Amoris Laetitia* na diocese de Leiria-Fátima nos termos desejados pelo Papa Francisco. Os adúlteros poderão agora aceder à Sagrada Comunhão também na diocese portuguesa onde a Mãe de Deus veio dizer-nos que “os pecados que levam mais almas para o Inferno são os da carne” e que “muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”.

O método de “discernimento” proposto pelo futuro cardeal D. António Marto foi assumidamente inspirado na heresia bracarense, mas apresenta algumas nuances trágico-cómicas dignas de nota, particularmente no que se refere ao exercício experimental pelo qual deverá passar a pessoa adultera e que deverá produzir resultados ao fim de 15 dias!

A diocese propõe que o adúltero viva uma semana de acordo com o ensinamento constante da Igreja, sendo convidado a “não aceder aos sacramentos”, porém, a partir do oitavo dia, deverá “fazer o oposto” durante toda a semana para experimentar também a nova solução de misericórdia do Papa Francisco.

Numa fase posterior (3ª semana?), o adúltero terá de elaborar “uma lista de ‘prós’ e ‘contras’ de aceder aos sacramentos” (onde, eventualmente, ponderará determinados pormenores como o destino eterno da sua alma, entre outros aspetos)… Depois de observado esse procedimento, o adúltero estará então em condições de tomar uma decisão “racional”.

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Síntese dos “passos” necessários para os adúlteros poderem ter “acesso aos sacramentos” na diocese de Leiria-Fátima; baseado em “Guia Prático para o Percurso de Discernimento Acompanhado” da Diocese de Leiria-Fátima, junho de 2018.

À semelhança do que prevê o método discernimental da diocese de Portalegre-Castelo Branco, para além das conclusões “sim” e “não”, disponibilizar-se-á ainda uma terceira via destinada a quem reconhecer que a sua relação adúltera ainda não atingiu suficiente maturidade espiritual.

No que diz respeito ao acesso aos sacramentos, propõem-se os dois passos seguintes:

1. Fazer um exercício de conclusão do discernimento, como se segue: durante uma semana, rezar e viver como se a decisão fosse não aceder aos sacramentos, tomar consciência do que se vai sentindo, dos sentimentos espirituais, do que há de paz ou inquietação; na semana seguinte, fazer o oposto… rezar e viver como se a decisão fosse aceder aos sacramentos, tomando nota dos movimentos espirituais sentidos. Assim, vai-se percebendo por onde Deus chama, o que dá mais paz, o que aproxima mais d’Ele, da vida cristã e dos outros.

2. Para confirmar, através de um processo racional e a partir de tudo o que se leu, rezou, partilhou e ouviu, faça-se uma lista, em duas colunas, de ‘prós’ e ‘contras’ de aceder aos sacramentos. Noutro tempo, faça-se o mesmo processo com a possibilidade de não aceder aos sacramentos. Depois de “selecionados” os ‘prós’ e os ‘contras’ de uma e de outra possibilidades, ver o que se revela mais evidente. Como afirmado no início, pode ser: 1) aceder aos sacramentos; 2) não aceder aos sacramentos; 3) para já não, há passos ainda a dar na nossa vida e o discernimento deve continuar.

(Guia Prático para o Percurso de Discernimento Acompanhado; in Página Oficial da Diocese de Leiria-Fátima, junho de 2018.)

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Cartaz do musical “O Dia em que o Sol Bailou” encomendado pelo Santuário de Fátima para a celebração Centenário das Aparições; in página oficial do Santuário de Fátima.

* Voltamos aqui a repetir de forma clara para todos aqueles que ainda não puderam ou não quiseram compreender: A prática de Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, consiste em obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar do adultério.

Que diriam os pastorinhos de todas estas modas loucas que chegaram a Fátima?

Basto 6/2018

Um segundo bispo austríaco assinou a declaração que chama “estranha” à fé católica a leitura que o Papa Francisco faz da sua exortação Amoris Laetitia

O vaticanista Edward Pentin informou no passado mês de fevereiro, através da sua conta Twitter, que D. Elmar Fischer, bispo emérito da diocese de Feldkirch, na Áustria, também assinou a “Profissão das Verdades Imutáveis em relação ao Matrimónio Sacramental, depois de um outro bispo austríaco já o ter feito.

A declaração publicada pelos bispos do Cazaquistão afirma que a leitura que o Papa Francisco faz da sua própria exortação apostólica é “estranha” a toda a tradição e fé católicas, causa “crescente confusão” e fará alastrar a “chaga do divórcio”.

Com a subscrição de D. Elmar Fischer, subiu para dez o número de bispos signatários, sendo um deles cardeal.

Basto 3/2018

Porquê o silêncio da maioria silenciosa?

São João Fisher

Por Christopher A. Ferrara

À medida que o desastre deste pontificado continua, tornou-se comum, mesmo na imprensa católica “convencional”, reconhecer que o Papa Francisco é um grande problema para a Fé, em relação ao qual algo deve ser feito.

Assim, como agora se juntaram mais dois arcebispos aos três bispos do Cazaquistão para declarar que a tentativa de Francisco autorizar a Sagrada Comunhão aos adúlteros públicos é “ilícita” e “estranha a toda a Tradição da fé católica e apostólica”, até o Pe. Alexander Lucie-Smith, ao escrever no moderado Catholic Herald, afirmou que “a notícia de que cinco bispos fizeram uma declaração que sustenta os ensinamentos da Igreja sobre o casamento e os seus ensinamentos sobre o divórcio são notícias inéditas”.

Considerem-se as implicações: devemos considerar como “notícias inéditas” a intervenção de apenas cinco bispos contra a tentativa do Papa de deixar a falsa impressão de que a sua posição lhe permite revogar o constante ensinamento e disciplina da Igreja enraizados na própria lei divina.

O Pe. Lucie-Smith observa que “é deprimente que apenas cinco [até ao momento] tenham subscrito [a declaração]”, visto que “[o]s bispos não estão a dizer nada de novo, mas apenas a reafirmar o que a Igreja, sempre e em todos os lugares, acreditou”. Mas Francisco não está a reafirmar o que a Igreja sempre e em todos os lugares acreditou, razão pela qual ele está errado e deve ser oposto por todos os sucessores dos Apóstolos. No entanto, apenas cinco assumiram o desafio. Isto é, no mínimo, “desolador”.

Então, onde estão os restantes 5 100 bispos do mundo inteiro? Pe. Lucie-Smith escreve:

“Haverá muitos que não assinam mas que apoiarão de coração o que é dito, podendo eu pensar em vários. Basta recordar como poucos aprovaram as diretrizes dos bispos de Malta, por exemplo, e como a grande maioria dos bispos do mundo não disse abolutamente nada sobre o assunto. «Mas notaram que a maioria dos bispos em todo o mundo estão notavelmente silenciosos?», como perguntou o Pe. Thomas Weinandy. Esses bispos constituem a maioria silenciosa: seria ótimo se todos falassem, mas talvez se possa apreciar as suas razões para manter o silêncio”.

Mesmo? Porque se deveria “apreciar” as razões pelas quais a maioria silenciosa dos bispos mantém silêncio sobre um ataque direto aos fundamentos do edifício moral da Igreja e aos seus ensinamentos sobre a indissolubilidade do casamento e a infinita dignidade do Santíssimo Sacramento? Posso pensar apenas em uma das razões: medo de represálias de “O Papa Ditador”.

O Pe. Lucie-Smith observa, no entanto, que não teve medo de assinar “a carta dos quinhentos ou mais sacerdotes” de Inglaterra, durante o falso Sínodo, para declarar a sua “fidelidade inabalável às doutrinas tradicionais sobre o casamento e o verdadeiro significado da sexualidade humana, fundada na Palavra de Deus e ensinada pelo Magistério da Igreja durante dois milénios”.

Então, qual é a desculpa dos bispos? E – novamente – onde estão os cardeais Burke e Brandmuller, que há muito tempo prometeram uma correção formal do erro que o Papa Francisco está a tentar agora impor como “autêntico Magistério”? Parece que o medo de um homem pôde superar o temor de Deus e o Seu julgamento, deixando apenas, no mundo inteiro, cinco bispos, alguns sacerdotes e leigos corajosos para defender a verdade de Cristo.

Algo semelhante à situação criada em Inglaterra pelo rei Henrique VIII, em que apenas um bispo, São João Fisher, resistiu à exigência de divórcio, está agora incrivelmente a repetir-se por toda a componente humana da Igreja. Mais um sinal de que uma intervenção divina, como nenhuma outra na história da Igreja, será necessária para corrigir as coisas.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 4 de janeiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. A imagem foi adicionada na presente edição, não fazendo parte portanto da publicação original.

Basto 1/2018

Arquidiocese de Bombaim elogia o Santo Padre por “abrir a Comunhão” aos adúlteros

A Arquidiocese de Bombaim, na Índia, completamente imune a qualquer tipo de dubia, publicou um cartaz em que elogia o Papa Francisco por ter aberto a Sagrada Comunhão a católicos praticantes de adultério.

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O cartaz faz parte de um conjunto de quatro publicados pela arquidiocese indiana no facebook para felicitar o Santo Padre pelo seu aniversário (que completou 81 anos no dia 17 de dezembro) e para lhe agradecer “por ser uma inspiração e um instrumento do trabalho de Deus”.

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in página da Arquidiocese de Bombaim no facebook, 16/12/2017

O atual arcebispo de Bombaim, o cardeal D. Oswald Gracias, é um dos nove elementos do Conselho de Cardeais (o chamado “G9”, grupo permanente de cardeais criado pelo Papa Francisco para o aconselhar no governo da Igreja). As posições brandas e neomisericordiosas de D. Oswald Gracias em relação ao homossexualismo são bastante apreciadas pelos ativistas LGBT do mundo inteiro e, particular, pelo jesuíta radical pró-gay que é agora consultor do Vaticano, o Pe. James Martin.

Basto 12/2017

Papa Francisco promulga orientações dos bispos de Buenos Aires que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão aos divorciados recasados

EXCLUSIVO: Missa solene na Argentina para dar a comunhão a casais adúlterosin Adelante La Fé, 13/06/2017

 

A Santa Sé publicou oficialmente no boletim Acta Apostolicae Sedis a carta dos bispos de Buenos Aires com os critérios – aprovados e elogiados pelo Papa Francisco – que abrem a Sagrada Comunhão aos divorciados civilmente recasados. Com esta publicação, o Papa Francisco eleva à categoria de magistério um documento herético que anula o constante ensinamento da Igreja, em particular o que fora anteriormente aprofundado pelos Papas João Paulo II e Bento XVI.

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Acta Apostolicae Sedis Commentarium Official (10/2016) in Vatican.va

 

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Acta Apostolicae Sedis Commentarium Official (10/2016) in Vatican.va, p. 1072

 

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Acta Apostolicae Sedis Commentarium Official (10/2016) in Vatican.va, p. 1073

 

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Acta Apostolicae Sedis Commentarium Official (10/2016) in Vatican.va, p. 1074

Para além de radicalmente novo e herético, agora é oficial! Terá andado a Igreja Católica equivocada durante 2000 anos até à eleição do Papa Francisco I? Seriam São João Paulo II e Bento XVI tão pouco misericordiosos como nos querem fazer crer?

Por mais esforços intelectuais que façam para tentar conciliar este novo ensinamento com a doutrina constante da Igreja Católica, não o conseguem porque não estamos perante uma abordagem pastoral ligeiramente diferente, como nos dizem. Isto é algo completamente novo, contraditório e escandaloso que anula o ensinamento anterior.

Devemos agora esperar por um novo conclave – como ironiza o nosso vizinho Joãopara conhecer as próximas tendências do magistério da Igreja?

 

Basto 12/2017

Alerta: a nova misericórdia ameaça Portugal

Um ano depois do aparecimento da Amoris Laetitia e da sua proliferação a nível mundial, não há ainda registos de casos confirmados desta perigosa prática pastoral em Portugal. Contudo, nos últimos dias, a imprensa católica portuguesa tem mostrado alguns indícios que fazem temer um surto de misericórdia atípica com a chegada da primavera e por causa da viagem do Papa Francisco a Fátima.

Neste momento, uma das regiões mais ameaçadas é a Península de Setúbal, por diversas razões:

Possivelmente, o risco português será maior em algumas regiões do que em outras, mas seria prudente se país tivesse um plano de contingência nacional para responder preventivamente ao risco do avanço da nova misericórdia. O grande problema é que os leigos, aqueles têm olhos e veem, estão à espera dos seus sacerdotes, que por sua vez estão à espera dos seus bispos, e estes do(s) seu(s) Papa(s). Até lá, a consagração ao Imaculado Coração de Maria e a prática da devoção dos Cinco Primeiros Sábados podem ser um eficaz remédio profilático contra o perigo tentador da nova misericórdia. No caso da Península de Setúbal, há ainda a Senhora da Atalaia.

Em caso de emergência, fujam para a Serra da Arrábida…

Basto 4/2017

Para quando será possível praticar “Amoris Laetitia” em Portugal

Cabeça de São João Batista
Autor espanhol desconhecido, século XVII

 

Vi ainda que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus.

Fiquei espantado, ao ver tão grande prodígio. (Ap 17, 6)

O que é Amoris Laetitia?

Deixemo-nos de eufemismos, falácias ou outras falsidades intelectuais e falemos verdade, em nome de Deus.

Praticar Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, significa obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar do adultério. É uma prática pastoral que, na sua essência, está em profunda contradição com a doutrina da Igreja Católica mas que o Papa Francisco tenta insistentemente impor, de forma incansável e obsessiva, desde o início do seu sinistro pontificado.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Dois milénios depois de Cristo, chega uma doutrina nova e antagónica, que propõe uma pastoral contrária ao ensinamento de Jesus e da sua Igreja – não é que não estivéssemos avisados (1Tm 6, 3-4). Está aí, foi formalmente aprovada pela Igreja Católica e já está a ser universalmente praticada a uma escala crescente e difícil de quantificar. Um enorme sacrilégio, alegadamente inspirado pelas “surpresas do Espírito Santo”, como se as Pessoas da Santíssima Trindade pudessem entrar em contradição… Que disparate tão grande, que blasfémia tamanha!

O adultério é um pecado extremamente grave que nos afasta da Graça de Deus, portanto qualquer caminho penitencial terá de orientar-se sempre no sentido da conversão do pecador. Só o profundo arrependimento, a contrição e o propósito de mudança de vida poderão reaproximar da Graça de Deus aqueles que caíram ou permanecem no grave pecado do adultério. Todavia, o Papa insiste que os sacerdotes devem conceder a absolvição aos adúlteros não arrependidos e oferecer-lhes a Sagrada Comunhão, ainda que estes continuem obstinados na sua condição de pecado. Que Papa é este? O que pretende ele oferecer a tantas almas em risco de perdição eterna?

Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. Por isso, há entre vós muitos débeis e enfermos e muitos morrem. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; mas, quando somos julgados pelo Senhor, Ele corrige-nos, para não sermos condenados com o mundo. (1Cor 11, 27-32)

A prática da Amoris Laetitia alastra-se de forma viral pelo mundo inteiro. Há cada vez mais dioceses e conferências episcopais que disponibilizam a nova misericórdia de Francisco a todos aqueles que recusam receber a misericórdia de Cristo. Isto é, em si, um ato de justiça divina de dimensão apocalítica. Até onde chegará este castigo? Até quando durará este flagelo? São necessárias muitas orações e penitência pelos pecadores que caíram nesta cilada de Satanás.

Quando rezardes o terço dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

(N.ª S.ª de Fátima aos pastorinhos em 1917)

Vivemos atualmente num tempo de profunda “desorientação diabólica”, um tempo em que, mais do que nunca, necessitamos de recorrer ao Imaculado Coração de Maria, o nosso “refúgio”, o caminho que nos “conduzirá até Deus” (nas palavras de Nossa Senhora de Fátima). Um tempo em que tantos dos pastores da nossa Igreja já não são capazes de desempenhar verdadeiramente as funções para as quais foram mandatados por Cristo. Um tempo de apostasia. Um tempo que, em termos escatológicos, faz parte dos últimos tempos.

Como é que nós rezamos hoje, se é que ainda rezamos? Pedimos ainda perdão pelos nossos pecados ou pedimos agora a Deus que aceite as nossas iniquidades? Que esperamos nós obter quando nos aproximamos do confessionário, o perdão dos nossos pecados ou a desvalorização da nossa culpa? Para que servem os nossos sacerdotes? Permita Deus que eles continuem a conduzir-nos pela única “porta estreita” (Mt 7, 13), ainda que nós não o mereçamos.

portas.abertas
Papa Francisco, 18/02/2016 in TV2000

De todas as portas que têm sido abertas, algumas propõem caminhos estranhamente fáceis e perigosos, avessos à vontade de Deus. Ainda assim, o cristão continua dono da sua liberdade, pois, apesar de tudo, ninguém lhe retirou ainda o direito de optar pela porta estreita, pelo caminho da cruz.

A prática da Amoris Laetitia, feita de acordo com a interpretação que o Papa Francisco deseja, representa a porta larga, a “entrada do sepulcro”, – recorrendo às palavras do ex-cardeal Bergoglio – mas, neste caso, do sepulcro eterno. Bergoglio é hoje Papa, supostamente a pedra que nos impede de cair no sepulcro eterno. Que Deus nos acuda!

Chegou a vez de Portugal?

Muitos fiéis portugueses continuam numa espécie de limbo, à espera das tais “portas” que autorizem a prática da Amoris Laetita também no nosso país. Faz lembrar os anos em que o aborto era ainda ilegal e mal visto em Portugal, quem o quisesse praticar teria de ser muito discreto ou então procurar uma alternativa para lá da fronteira. Hoje, infelizmente, o nosso país orgulha-se de possuir uma das políticas abortivas mais avançadas do mundo. Será que Portugal irá posicionar-se também na vanguarda desta loucura satânica de legitimar a conciliação entre o adultério e o “corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo”? Permitirá algum dia Nossa Senhora, rainha e padroeira do povo seu protegido, que a Igreja Portuguesa adote institucionalmente esta impostura sacrílega pseudo-misericordiosa?

O Semanário Ecclesia, propriedade da Conferencia Episcopal Portuguesa (CEP), na sua última edição, deu um enorme destaque editorial à controversa exortação apostólica do Papa Francisco, mostrando, em vários artigos, uma forte simpatia por esta nova pastoral obscena de simbiose entre o Santíssimo Sacramento e o adultério. Vejamos alguns excertos, por exemplo este (depois do minuto 18:00):

“A grande questão dos quatro cardeais que queriam que o Papa dissesse ‘sim’ ou ‘não’, mas isto não tem sim ou não, o princípio é exatamente não ficar num sim ou não, nos que podem ou não podem, os bons e os maus. Não, todos estão no caminho, nem sequer há bons, todos estamos no caminho.”

“A Comunhão tem muitos graus de pertença, de participação, mas a questão é também perceber que a Comunhão sacramental não é um bónus para os bons, é um remédio para os pecadores, um alimento para os pecadores.”

(Pe. Vasco Pinto Magalhães SJ, página 35)

Pois sr. Pe. Magalhães, mas foi precisamente Cristo que nos exortou a dizer claramente “sim, sim” e “não, não”, advertindo que “tudo o que for além disto procede do espírito do mal” (Mt 5, 37). Aliás sr. Padre, essa advertência, no capítulo 5 do Evangelho segundo São Mateus, surge apenas cinco versículos depois do esclarecimento taxativo de Jesus Cristo acerca do problema – que afinal é bem antigo – “dos divorciados recasados” (Mt 5, 32). E já agora, sr. Padre, talvez seja melhor voltar ler a carta dos 4 cardeais, desta vez com mais atenção, porque, se não estamos em erro, em nenhum ponto se sugere que os fiéis sejam distinguidos entre “os bons e os maus”. Nessa carta, apenas se pede, em tom de humildade, uma simples clarificação para evitar as evidentes interpretações abusivas que se multiplicam por todo o lado e que estão em absoluta contradição com o infalível magistério da Igreja. Interpretações que, de forma não assumida, contestam, por exemplo, aquilo que São João Paulo II pregou há poucos anos em Portugal… Como esse ensinamento não foi revogado, então Nossa Senhora nos dê boa memória.

Nossa Senhora da Boa Memória
Nossa Senhora da Boa Memória – Sé de Braga

Sobre o facto de a “Comunhão Sacramental” ser “um alimento para os pecadores”, falta acrescentar uma pequena palavra à sua frase: “arrependidos”. Faz toda a diferença!

Outra citação interessante é esta:

Sem dúvida, assim o têm pensado Conferências Episcopais, grupos de Bispos e dioceses que têm refletido e aceite as suas propostas e diretrizes, convertendo-as em linhas renovadoras da Pastoral Familiar.

Também entre nós, um grupo de Bispos decidiu aprofundar os ensinamentos da Exortação e propor caminhos para a concretização das suas orientações. O grupo dos Bispos das dioceses do Centro do País que, desde há muitos anos, se reúne mensalmente, estudou este Documento. Perante as dificuldades atuais com as quais as Famílias se debatem, tem encontrado e proposto caminhos que, concretizados em cada uma das Igrejas Particulares vão, certamente, dar frutos.

(“A Família da Amoris Laetitia“, página 38)

Esta notícia não é bem uma novidade, pois não? A vontade dos bispos da Região Centro – que Deus tenha misericórdia para com eles – parece que já existia bem antes da conclusão do chamado Sínodo da Família. Deve ser portanto anterior à publicação da controversa exortação apostólica que, de forma perversa e subtil, tem minado as bases da doutrina cristã, no que diz respeito ao matrimónio e à família. A única novidade aqui é a rigidez da cabeça da serpente, que talvez não tenha sido ainda completamente esmagada pela Conferência Episcopal Portuguesa.

Depois vem a opinião do sr. Pe. Miguel Almeida, outro jesuíta:

Compete à Igreja acompanhar, discernir e integrar estas situações incompletas para que se caminhe para a completude.

(Pe. Miguel Almeida SJ, Página 43)

Com o devido respeito sr. Padre, essa a filosofia contribui, acima de tudo, para a “completude” da ditadura relativista, atacando incisivamente o último reduto da razão humana que é a moral cristã e posicionando consequentemente a humanidade no caminho da “completude” do mistério da iniquidade, que “já está em ação” (2Ts 2, 7) há bastante tempo. Ao nível individual, a prática do sacrilégio proposto e incentivado pelo Papa Francisco conduz as almas à “completude” da perdição, que é a condenação eterna.

Outro excerto:

Reconhecemos que este caminho de conversão proposto pela Amoris Laetitia levará o seu tempo, pois estão causa pessoas com rotinas, hábitos, porventura desatualizadas e sobrecarregadas, mas importa não esquecer a linha de rumo da Exortação Apostólica, que passa, em primeiro lugar por uma nova leitura a fazer por muitos membros do clero, ocupados com tarefas secundárias relativamente à sua missão fundamental, delegando, de modo a libertarem tempo para acolher, perceber, integrar, fazer direção espiritual, preparar as homilias, colocar no centro o Senhor Ressuscitado, humanizar o serviço paroquial.

(Manuel Marques, Departamento Nacional da Pastoral Familiar, Página 46)

Observe-se como, de repente, a necessidade de “conversão” – e isto tem sido uma constante no pontificado de Francisco – deixou de ser um propósito para quem caiu em pecado, para se transformar num objetivo estratégico a atingir nos pastores da Igreja. Os pastores são quem terá agora de converter-se, mais precisamente à doutrina do Papa Francisco, para poderem aceitar misericordiosamente a permanência no pecado, ainda que este seja grave. O pecado que, também agora, deixou de ser considerado pecado para passar a ser apenas uma mera “situação irregular”, a qual acabará necessariamente por regularizar-se no final deste processo de “discernimento”, após a conversão dos pastores. Isto até daria para rir se não fosse tão trágico…

Não será isto uma inversão diabólica de toda a lógica da conversão? Não é isto algo profundamente iníquo e uma completa adulteração da essência do sacramento da reconciliação? De onde virá esta nova misericórdia, de Deus ou de Satanás?

Logo a seguir, no mesmo artigo da revista da Igreja Portuguesa, surge aquilo que parece ser alguns piedosos insultos, também eles característicos da nova pastoral, tais como: “pessoas (…) porventura desatualizadas” ou “membros do clero, ocupados com tarefas secundárias“… Mas a quem se referem eles afinal? Aos bispos e sacerdotes que ainda acreditam na Verdade Cristã a respeito do matrimónio e da família? Ao ainda vivo Santo Padre Bento XVI que nunca aceitou esta heresia? Ao Patriarca de Lisboa?

D. Manuel Clemente é um daqueles que, graças a Deus, tem repetidamente interpretado a exortação apostólica à luz do tradicional magistério da Igreja.

Se os piedosos insultos forem destinados também a ele, a situação torna-se paradoxal, uma vez que é ele quem preside à conferência dos bispos portugueses, a proprietária do semanário em análise…

insultar
Papa Francisco a 12/02/2017, vídeo RR V+

Vejamos apenas mais uma citação, esta referente ao período Pós-Alegria do Amor:

Também neste tempo foi evidente uma forte reação de alguns setores da Igreja que têm invadido os meios de comunicação social e a Internet com acusações ao Papa, desmentindo qualquer novidade desta exortação apostólica relativamente à «Familiaris Consortio» de São João Paulo II, publicada em 1981.

Argumentam que este Papa não pode desmentir ou contradizer o ensinamento de São João Paulo II – de que só os divorciados recasados que vivam continência sexual podem receber o sacramento da Eucaristia –  e questionam ou ignoram o percurso de discernimento sugerido pelo Papa, quando tal proposta resultou do relatório final do Sínodo Ordinário dos Bispos aprovado pelos padres sinodais por larga maioria em 24 de outubro de 2015, que nos seus pontos 84 a 86 o incentiva.

Esperemos que nos anos vindouros se avance mais nestes assuntos e que as conferências episcopais de mais países, inclusive a portuguesa, (até agora só da Argentina, Malta e Alemanha) publiquem orientações de como praticar a «Amoris Laetitia».

(«Amoris Laetitia», um ano depois!, Página 55)

Como podemos reparar no excerto acima transcrito, um órgão de comunicação social sob a tutela da Igreja Portuguesa acabou de publicar um texto onde não só se admite que é possível “desmentir ou contradizer o ensinamento de São João Paulo II” sobre o matrimónio, como até se assume que isso já aconteceu graças à exortação apostólica de Francisco. Estas afirmações são muito graves, como é grave tudo aquilo que tem vindo a acontecer na Igreja desde 2013 para cá, mas os portugueses continuam a assobiar para o lado como se isto não lhes dissesse respeito. Quem irá defender a Fé herdada dos nossos egrégios avós?

Nossa Senhora de Fátima salvai-nos e salvai Portugal das funestas intenções deste Papa!

Basto 4/2017