Bispo do Porto abre a Sagrada Comunhão a pessoas “recasadas” que continuam matrimonialmente unidas a outras

Em divergência total com a doutrina católica, sem causar no entanto a mínima surpresa, D. Manuel Linda, “fã do Papa Francisco a 200%“, acaba de publicar um documento com orientações pastorais que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão a casais divorciados civilmente recasados, na diocese do Porto.

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(Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto; in página oficial da Diocese do Porto, 06/03/2019)

Manuel Linda chega a citar abusivamente João Paulo II e Bento XVI para justificar a sua adesão precisamente ao ensinamento contrário do que estes papas defenderam na questão do acesso dos divorciados recasados à comunhão eucarística.

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Manchete da entrevista concedida por D. Manuel Linda ao Observador em 17 de março de 2018.

É o próprio D. Manuel Linda quem nos recomenda alguma prudência para com o disposto neste documento que considera “imperfeito” e “rudimentar”, alicerçado nos ensinamentos do Papa Francisco, que pede soluções, “mesmo sem vermos com toda a clareza”.

Este documento é imperfeito e chamado, pela sua própria natureza, a ser ultrapassado: nem pretende abarcar a imensidade dos aspetos da pastoral familiar, nem se concebe como aquisição dogmaticamente definitiva. Por isso, as suas características de rudimentar e provisório apenas pretendem vincar a complexidade da questão e a abertura a todas as Igrejas diocesanas e à Igreja universal, sabiamente conduzida pelo Papa Francisco, para que continuemos à procura de prevenções e soluções, ainda que sem vermos com toda a clareza.

(D. Manuel Linda, in Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Não obstante o seu forte cariz misericordista, o método discernimental da diocese do Porto apresenta-se bastante mais moroso do que o de Leiria-Fátima, onde três semanas de discernimento intensivo podem ser suficientes para colocar o adúltero em condições de comungar. A diocese do Porto exige um estágio não inferior a seis meses de discernimento até poder finalmente confirmar o adúltero no seu recasamento civil, oferecendo-lhe uma espécie de certificado formal. Não especifica, porém, a tramitação do processo no caso de uma eventual separação dos recasados e início de nova situação de fragilidade, numa nova união ilícita.

Da conclusão e decisão deste processo deve elaborar-se, em duplicado, um documento assinado pela pessoa e pelo sacerdote que a acompanhou. Este documento é entregue na secretaria episcopal, para obter a validação pelo Bispo Diocesano ou seu delegado. Depois disso, um exemplar é arquivado e o outro entregue à pessoa que fez a caminhada de discernimento.

(D. Manuel Linda, in Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Merece ainda atenção a peculiaridade da escolha do “início desta quaresma” para a publicação das orientações pastorais desta nova doutrina do matrimónio para a diocese portuense. Com isto, o bispo do Porto expressa a sua intenção de uma verdadeira conversão interior – não dos pecadores mas – dos “pastores”, da sua “mentalidade” e da sua “pastoral”.

Entre nós, mais um forte candidato ao barrete cardinalício…

Basto 03/2019

“Bispo do Porto rejeita a virgindade perpétua de Maria na imprensa e proclama-a nas homilias” – A CORREÇÃO

Bispo do Porto demarca-se do artigo do Observador – Graças a Deus!

D. Manuel Linda, bispo do Porto e “fã do Papa Francisco a 200%“, terá dito ao jornal Observador que não acredita na virgindade física de Nossa Senhora, atribuindo a paternidade biológica do Menino Jesus a São José.

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In Observador, 23/12/2018.

As declarações acabam por estar em linha com a sua inovadora noção de família, uma noção erótica que justifica a tolerância da prática sexual entre adúlteros, nos termos desejados pelo Papa Francisco e desde sempre condenados pela Igreja.

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Manchete do Observador em 12 de março de 2018.

De acordo com este conceito, a Sagrada Família não poderia ser bem uma família, a não ser que a virgindade perpétua de Nossa Senhora fosse, como diz agora o bispo, “uma metáfora”…

Como se a alegada apostasia do bispo do Porto tivesse já adquirido dimensão de escândalo internacional, D. Manuel Linda aproveitou a homilia de Natal para confessar a fé na virgindade perpétua de Maria.

Resta-nos esperar que D. Manuel Linda desminta as aberrantes afirmações publicadas no Observador porque, de outra maneira, a sua homilia de Natal será entendida como meramente metafórica, assim como o seu título de bispo.

Atualização em 28 de dezembro de 2018:

D. Manuel Linda rejeitou categoricamente as afirmações que lhe foram atribuídas pelo Observador a respeito da virgindade de Maria e confessou a sua fé na doutrina tradicional da Igreja a este respeito, lamentando, assim, a má interpretação que o mesmo jornal fez das suas respostas.

O Observador pediu formalmente desculpa ao bispo do Porto pelo sucedido, corrigiu o polémico artigo, atribuindo agora os ensinamentos heréticos apenas ao sr. Anselmo Borges, cujas falsas doutrinas são há muito conhecidas pelos portugueses.

Basto 12/2018

Diocese do Porto acusa D. Carlo Maria Viganò de apostasia por não aderir à nova doutrina do Papa Francisco

Num curto comunicado publicado recentemente na sua página oficial, a diocese do Porto acusa o arcebispo D. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos EUA, de infidelidade e apostasia por não aceitar a novíssima doutrina sobre o casamento e a família introduzida pelo Papa Francisco através da sua controversa exortação Amoris Laetitia que admite o divórcio e o recasamento. O comunicado, sem data e sem assinatura, intitula-se “Com Pedro e sob Pedro” – um título forte para este tempo de dois Pedros.

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In sítio oficial da diocese do Porto, sem data (imagem capturada no dia 05/09/2018).

Falando de apostasia, recordemos que, ainda há pouco tempo, o novo bispo do Porto, D. Manuel Linda, um “fã do Papa Francisco a 200%“, foi notícia internacional depois de se manifestar publicamente a favor da prática sexual entre os recasados que desejam ser uma verdadeira família. Não admira, portanto, que a diocese sediada na urbe invicta venha agora “demonstrar a plena adesão ao magistério e à pessoa do Papa Francisco”.

Basto 9/2018