A “Alegria do Amor” em Viseu

Como tínhamos aqui avançado anteriormente, o agora administrador apostólico da diocese de Viseu, D. Ilídio Leandro, acaba de publicar um “documento pastoral” que porá em prática os novos ensinamentos do Papa Francisco sobre o matrimónio e a família na sua diocese. O referido documento intitula-se “Acompanhar, discernir, integrar” e deverá contemplar a possibilidade de os divorciados “recasados” acederem aos sacramentos nos termos previstos pela controversa exortação Amoris Laetitia.

“Se a sua situação na comunidade cristã e a sua relação com todos os que foram importantes no seu primeiro casamento não mantém feridas por sarar”, então o caminho para a paz está a ser realizado com sucesso, lembrou D. Ilídio, como pressuposto para a possibilidade de uma integração tranquila na comunidade cristã, vivendo a plenitude dos sacramentos.

(in Página oficial da Diocese de Viseu, 28/06/2018)

Presume-se que seja um documento que irá ao encontro daqueles queparafraseando o Pe. Armando Esteves, Vigário Geral da Diocese de Viseu – foram levados a assumir um segundo matrimónio”.

Basto 7/2018

Diocese de Viseu abrirá a Sagrada Comunhão a adúlteros já neste Verão

henriqueviii.jpgA “Alegria do Amor” chegou a Viseu. Sem qualquer surpresa, a Ecclesia acaba de informar que o bispo de Viseu anunciara a publicação, para o dia 1 de julho próximo, do tão desejado documento que regulamenta a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério, respondendo assim ao desejo do Papa Francisco. De acordo com a agência noticiosa da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Ilídio Leandro pede que “não se tenha uma atitude legalista” perante as (inovadoras) “propostas” do Santo Padre.

“O capítulo 8 (da Exortação Apostólica Amoris Laetitia) abriu às situações irregulares [*] a possibilidade dessas pessoas poderem reencontrar-se na Igreja mesmo em comunhão sacramental, no abeirar-se da reconciliação e na Eucaristia.”

(D. Ilídio Leandro in Ecclesia, 15/05/2018)

* Nota nossa: o termo “irregular” é um neologismo linguístico que corresponde, em termos objetivos, à tradicional noção católica de adultério na sua forma continuada.

Esta nova pastoral pode conduzir à erradicação do adultério (enquanto tal) em toda a região.

E lá se vai completando o mapa deste nosso triste fado

Basto 5/2018