Casais divorciados já comungam em Fátima

Bispo de Fátima mostra como não é difícil chegar a cardeal na nova Igreja de Francisco. Basta promover ativamente a pratica de Amoris Laetitia*.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Pois, Jesus disse mas eles querem lá saber… E logo na diocese de Fátima!

Leiria-Fátima
In edição impressa do Correio da Manhã do dia 04/02/2029 (recorte obtido nas redes sociais).

Esta nova misericórdia inventada pelo Papa Francisco, para além de oposta à infalível doutrina da Igreja, parece demasiado fácil. Não implica arrependimento ou contrição, pelo contrário, confirma as pessoas no pecado como se este fosse uma virtude.

Estamos mesmo a viver os piores castigos anunciados em Fátima, em 1917. Que Deus nos ajude!

*A prática de Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, é um sacrilégio que consiste em obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar da obstinação no adultério.

Basto 02/2020

Inédito: bispo italiano dirige um pedido de desculpas por escrito aos adúlteros da sua diocese

adultery.jpgPartindo da novíssima doutrina do Papa Francisco a respeito do matrimónio, D. Renato Marangoni, bispo da diocese de Belluno-Feltre, em Itália, publica carta onde pede desculpa aos divorciados que resolveram “começar novas experiências de união”, pelo facto de a Igreja, no passado, ter condenado o adultério e impedido de comungar as pessoas que se encontravam em estado de pecado mortal.

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In página oficial da diocese de Belluno-Feltre, 22/11/2019.

E com esta carta de desculpas, convida todos os adúlteros da diocese a comparecerem no Centro [pastoral] Papa Luciani, no primeiro domingo de dezembro, onde uma equipa especializada os ajudará na iniciação da prática de Amoris Laetitia.

Basto 11/2019

Bispo do Porto abre a Sagrada Comunhão a pessoas “recasadas” que continuam matrimonialmente unidas a outras

Em divergência total com a doutrina católica, sem causar no entanto a mínima surpresa, D. Manuel Linda, “fã do Papa Francisco a 200%“, acaba de publicar um documento com orientações pastorais que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão a casais divorciados civilmente recasados, na diocese do Porto.

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(Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto; in página oficial da Diocese do Porto, 06/03/2019)

Manuel Linda chega a citar abusivamente João Paulo II e Bento XVI para justificar a sua adesão precisamente ao ensinamento contrário do que estes papas defenderam na questão do acesso dos divorciados recasados à comunhão eucarística.

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Manchete da entrevista concedida por D. Manuel Linda ao Observador em 17 de março de 2018.

É o próprio D. Manuel Linda quem nos recomenda alguma prudência para com o disposto neste documento que considera “imperfeito” e “rudimentar”, alicerçado nos ensinamentos do Papa Francisco, que pede soluções, “mesmo sem vermos com toda a clareza”.

Este documento é imperfeito e chamado, pela sua própria natureza, a ser ultrapassado: nem pretende abarcar a imensidade dos aspetos da pastoral familiar, nem se concebe como aquisição dogmaticamente definitiva. Por isso, as suas características de rudimentar e provisório apenas pretendem vincar a complexidade da questão e a abertura a todas as Igrejas diocesanas e à Igreja universal, sabiamente conduzida pelo Papa Francisco, para que continuemos à procura de prevenções e soluções, ainda que sem vermos com toda a clareza.

(D. Manuel Linda, in Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Não obstante o seu forte cariz misericordista, o método discernimental da diocese do Porto apresenta-se bastante mais moroso do que o de Leiria-Fátima, onde três semanas de discernimento intensivo podem ser suficientes para colocar o adúltero em condições de comungar. A diocese do Porto exige um estágio não inferior a seis meses de discernimento até poder finalmente confirmar o adúltero no seu recasamento civil, oferecendo-lhe uma espécie de certificado formal. Não especifica, porém, a tramitação do processo no caso de uma eventual separação dos recasados e início de nova situação de fragilidade, numa nova união ilícita.

Da conclusão e decisão deste processo deve elaborar-se, em duplicado, um documento assinado pela pessoa e pelo sacerdote que a acompanhou. Este documento é entregue na secretaria episcopal, para obter a validação pelo Bispo Diocesano ou seu delegado. Depois disso, um exemplar é arquivado e o outro entregue à pessoa que fez a caminhada de discernimento.

(D. Manuel Linda, in Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Merece ainda atenção a peculiaridade da escolha do “início desta quaresma” para a publicação das orientações pastorais desta nova doutrina do matrimónio para a diocese portuense. Com isto, o bispo do Porto expressa a sua intenção de uma verdadeira conversão interior – não dos pecadores mas – dos “pastores”, da sua “mentalidade” e da sua “pastoral”.

Entre nós, mais um forte candidato ao barrete cardinalício…

Basto 03/2019

O Erro Crasso de D. Jorge Ortiga

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Por João Silveira

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, revelou publicamente, à TSF, que os “primeiros recasados vão poder comungar após processo de discernimento“.

Este processo de discernimento, cujas directivas se encontram na carta pastoral “Construir a casa sobre a rocha”, visa descobrir (?) se um casal “recasado” está ou não em condições de comungar. Para tal, o dito casal é acompanhado por um grupo de padres jesuítas, um casal de leigos e um psicólogo.

1. Não se percebe como é que algum processo de discernimento tem a capacidade de descobrir que alguém que vive em estado objectivo de pecado (Cân. 915) pode continuar a viver dessa forma sem estar em pecado. Parece que tudo acontece por artes mágicas.

2. Distribuir a Sagrada Comunhão a uma pessoa que não está em condições de a receber -porque a sua vida apresenta uma contradição grave com os ensinamentos morais de Cristo  e da Igreja – não lhe vai fazer bem nenhum, só lhe vai fazer mal, como explicou São Paulo em 1Cor 11, 27-29. Isto é verdade para qualquer pessoa que tenha cometido um pecado mortal e não se tenha arrependido e confessado desse pecado a um sacerdote, com propósito de não o tornar a cometer.

3. Aquelas duas pessoas vivem como se estivessem casadas, com tudo o que isso implica, mas não estão casadas. Diz o Catecismo da Igreja Católica, no §2390: «O acto sexual deve ter lugar exclusivamente no matrimónio; fora dele constitui sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental». Com que autoridade pode D. Jorge Ortiga desrespeitar o Catecismo da Igreja Católica?

4. Na Igreja não existe o estado de “recasado”. Aquelas duas pessoas não só não estão casadas entre si como estão ambas (ou pelo menos uma delas) casadas sacramentalmente com outras pessoas, daí que não se possam casar novamente enquanto o seu cônjuge estiver vivo. Foi a própria pessoa que prometeu fidelidade até que a morte os separasse. Isto aconteceu de livre vontade, caso contrário o consentimento não seria válido. A partir daquele momento foi contraído um vínculo que não pode ser dissolvido, nem por vontade dos cônjuges nem por vontade de D. Jorge Ortiga. Ver um Bispo, Sucessor dos Apóstolos, a apoiar publicamente o adultério – um pecado tão grave que São Tomás disse que não se poderia cometer nem que fosse para salvar o mundo inteiro – é sinal que a Igreja está numa crise gravíssima.

5. Este processo está completamente errado e é contra os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, mais que não fosse por prudência (humana), deveria ser feito com a maior discrição possível. Vir para os meios de comunicação social fazer um anúncio destes é causar um grave escândalo nos fiéis.

O que se está a passar é grave demais para passar incólume. Membros da hierarquia da Igreja estão a fomentar as comunhões sacrílegas, a enganar as almas (fazendo com que julguem estar em estado de graça enquanto vivem em pecado objectivo), a destruir a Instituição do Matrimónio e a fazer pouco da Lei da Igreja e do Catecismo. Tudo isto em nome duma suposta misericórdia que vai contra as próprias palavras de Jesus Cristo (Mc 10, 1-12), como se fossemos mais misericordiosos do que Ele.

Este texto foi originalmente publicado no blogue Senza Pagare a 28 de setembro de 2018.

Nota da edição: o artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, a presente edição visa apenas a sua divulgação.

Basto 9/2018

Arcebispo de Braga anuncia os primeiros casos de recasamento aprovados em processos de “discernimento”

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Jules-Arsène Garnier (1876)

Em declarações à TSF, D. Jorge Ortiga anunciou que dois casos de recasamento que se submeteram às provas de “acompanhamento e discernimento” da Arquidiocese de Braga já estão em condições de aceder à Sagrada Comunhão.

Equipa de discernimento da Arquidiocese de Braga:

  • Um grupo de padres jesuítas
  • Um casal de leigos
  • Um psicólogo

(de acordo com a informação apresentada pela TSF)

Sem revelar pormenores particulares relativos aos casos de recasamento em questão, o arcebispo explica que o processo de “discernimento” passa por avaliar a estabilidade da nova relação iniciada pelo divorciado e “o seu compromisso na fé”.

É um processo de longa caminhada para poder fazer um discernimento e ver até que ponto aquela nova relação, após uma outra que não tinha corrido bem, está orientada para uma vida estável, com a exigência cristã e com o seu compromisso de fé.

(D. Jorge Ortiga; in TSF, 26/09/2018)

Estes deverão ser os dois primeiros casos de recasamento pastoralmente aprovados pela Igreja em toda a história de Portugal, todavia, de acordo com a informação prestada pelo arcebispo à referida estação de rádio, não deverão ser os únicos.

Basto 9/2018

Diocese do Porto acusa D. Carlo Maria Viganò de apostasia por não aderir à nova doutrina do Papa Francisco

Num curto comunicado publicado recentemente na sua página oficial, a diocese do Porto acusa o arcebispo D. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos EUA, de infidelidade e apostasia por não aceitar a novíssima doutrina sobre o casamento e a família introduzida pelo Papa Francisco através da sua controversa exortação Amoris Laetitia que admite o divórcio e o recasamento. O comunicado, sem data e sem assinatura, intitula-se “Com Pedro e sob Pedro” – um título forte para este tempo de dois Pedros.

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In sítio oficial da diocese do Porto, sem data (imagem capturada no dia 05/09/2018).

Falando de apostasia, recordemos que, ainda há pouco tempo, o novo bispo do Porto, D. Manuel Linda, um “fã do Papa Francisco a 200%“, foi notícia internacional depois de se manifestar publicamente a favor da prática sexual entre os recasados que desejam ser uma verdadeira família. Não admira, portanto, que a diocese sediada na urbe invicta venha agora “demonstrar a plena adesão ao magistério e à pessoa do Papa Francisco”.

Basto 9/2018

Papa Francisco escreve ao Patriarca de Lisboa

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O Papa Francisco enviou uma carta ao Patriarca de Lisboa de agradecimento e encorajamento em relação à aplicação do polémico capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

carta

Amado Irmão Cardeal
D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente
Patriarca de Lisboa

 

Venho agradecer-lhe o envio, por ocasião da Quaresma passada, da Nota que dirigiu aos sacerdotes do Patriarcado sobre a aplicação do capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Esta sua aprofundada reflexão  encheu-me de alegria, porque reconheci nela o esforço do pastor e pai que, consciente do seu dever de acompanhar os fiéis, quis fazê-lo começando pelos seus presbíteros para poderem cumprir da melhor forma o ministério.

As situações da vida conjugal constituem, hoje, um dos campos onde tal acompanhamento é mais necessário e delicado. Por isso mesmo, quis chamar o Colégio Episcopal a um itinerário sinodal prolongado, que propiciasse – apesar das dificuldades inevitáveis – a maturação de orientações compartilhadas em benefício de todo o povo de Deus.

Assim, ao exprimir-lhe a minha gratidão, aproveito o ensejo para encorajar o Irmão Cardeal e seus colaboradores no ministério pastoral – in primis os sacerdotes – a prosseguirem, com sabedoria e paciência, no compromisso de acompanhar, discernir e integrar a fragilidade, que de variadas formas se manifesta nos cônjuges e nos seus vínculos. Um compromisso que, se por um lado requer de nós, pastores, não pouco esforço, por outro regenera-nos e santifica-nos, pois tudo é animado pela graça do Espírito Santo, que o Senhor Ressuscitado concedeu aos apóstolos para a remissão dos pecados e o solícito tratamento de todas as feridas.

Na alegria de partilhar consigo, amado Irmão, esta doce e exigente missão, asseguro a lembrança da sua pessoa na minha oração e, pedindo-lhe que reze por mim também, de coração o abençoo juntamente com o presbitério e toda a comunidade diocesana do Patriarcado de Lisboa. 

 

Vaticano, 26 de junho de 2018

Franciscus

 

(in sítio oficial do Patriarcado de Lisboa, 26/06/2018)

Esta carta causa alguma estranheza, tanta como a sua publicação na página oficial do Patriarcado de Lisboa, uma vez que parece um documento pessoal…

Nesta altura já ninguém tem dúvidas relativamente ao que o Santo Padre entende por “acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”. Resta saber como D. Manuel Clemente irá interpretar este encorajamento do Bispo de Roma, tendo em conta que o Patriarca de Lisboa, apesar de tudo, tem constituído a maior força visível de atrito no episcopado português relativamente à novíssima pastoral de abertura da Sagrada Comunhão aos divorciados “recasados”.

Basto 7/2018

A “Alegria do Amor” em Viseu

Como tínhamos aqui avançado anteriormente, o agora administrador apostólico da diocese de Viseu, D. Ilídio Leandro, acaba de publicar um “documento pastoral” que porá em prática os novos ensinamentos do Papa Francisco sobre o matrimónio e a família na sua diocese. O referido documento intitula-se “Acompanhar, discernir, integrar” e deverá contemplar a possibilidade de os divorciados “recasados” acederem aos sacramentos nos termos previstos pela controversa exortação Amoris Laetitia.

“Se a sua situação na comunidade cristã e a sua relação com todos os que foram importantes no seu primeiro casamento não mantém feridas por sarar”, então o caminho para a paz está a ser realizado com sucesso, lembrou D. Ilídio, como pressuposto para a possibilidade de uma integração tranquila na comunidade cristã, vivendo a plenitude dos sacramentos.

(in Página oficial da Diocese de Viseu, 28/06/2018)

Presume-se que seja um documento que irá ao encontro daqueles queparafraseando o Pe. Armando Esteves, Vigário Geral da Diocese de Viseu – foram levados a assumir um segundo matrimónio”.

Basto 7/2018

Frases que nos fazem pensar: Paulo Mendes Pinto

paulo.mendes.pinto“O Papa ao elevar este bispo [D. António Marto] a cardeal está a tomar uma posição política muito clara. D. Manuel Clemente tem tido posições mais conservadoras e contrárias às do Papa. Esta nomeação é também um recado, uma reprimenda, a um certo clero português que não tem compreendido a sua linha.”

(Paulo Mendes Pinto, investigador e diretor da área de Ciência das Religiões na Universidade Lusófona)

Contexto da frase:

Citação utilizada pela jornalista Rosa Ruela num artigo intitulado “A elevação de D. António Marto a cardeal é uma reprimenda”; in Visão, 23/05/2018.

Basto 6/2018

O Patriarca de Lisboa e as hienas

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Se há coisa de que ninguém pode acusar D. Manuel Clemente é de não ser diplomático, de não procurar consensos. Mas até onde pode ir a diplomacia? Será realmente possível conciliar o constante e infalível ensinamento da Igreja com esta nova “misericórdia” do Papa Francisco que prescinde de arrependimento e mudança de vida?

Há dias, D. Manuel Clemente surpreendeu toda a gente quando disse ao mundo que aplicaria, “com certeza, as indicações que os bispos de Buenos Aires elaboraram e que o Papa autenticou”, e que permitem, à luz do novo ensinamento da Amoris Laetitia, a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas em situação de adultério prolongado. As suas palavras surgiram pouco tempo depois de, o mesmo Patriarca, ter afirmado que estaria disposto “a caminhar com o Papa nesse sentido mas, claro está, dentro da nossa tradição evangélica e daquilo que Jesus Cristo diz tão, tão, tão taxativamente acerca do matrimónio”.

Poucos dias depois, o Patriarcado de Lisboa publicava as suas próprias orientações, no entanto, a primeira coisa que propõe no processo de integração dos divorciados “recasados” que pretendem aceder aos sacramentos é “um compromisso em viver em continência [sexual]”. Um caminho à luz do magistério da Igreja, conforme tinha sido proposto pelos Papas São João Paulo II e Bento XVI. Um enorme balde de água fria em cima dos partidários da nova “misericórdia”, que pensavam que o cardeal português tinha anunciado a aprovação “pastoral” do adultério, à semelhança do que tem acontecido em outras partes do mundo católico.

As reações foram muitas e duras, principalmente da parte do clero português mais radical, sempre preocupado em agradar ao mundo. Entre outras:

“D. Manuel é bispo de Lisboa e as suas orientações não são para a Igreja em Portugal nem vinculam as outras dioceses.”

(Pe. Mário Tavares de Oliveira, assistente diocesano do departamento da pastoral da Família de Évora, in Público, 09/02/2018)

 

“Provavelmente essa proposta é um bocadinho irreal […].”

(Manuel Queirós da Costa, do secretariado diocesano da pastoral da família de Vila Real, in Público, 09/02/2018)

 

“Pessoalmente nunca proporia uma coisa dessas a alguém que vive em casal.”

(Cónego Miguel Abreu, in Público, 09/02/2018)

 

“Não competirá ao confessor nem ao guia espiritual, e creio que muito menos aos bispos, imiscuir-se nessa questão.”

(Pe. Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, in Público, 09/02/2018)

 

“Não tenho o direito de proibir nada a ninguém. Tenho é de ajudar a refletir”

(Pe. Feytor Pinto, in Visão, 08/02/2018)

 

“[O documento é] exagerado e inoportuno.”

(Pe. Vítor Melícias, in Visão, 08/02/2018)

 

“É um ato da teologia das palavras cruzadas. Um delírio.”

(Frei Bento Domingues, in Expresso, 11/02/2018)

Na Ilha da Madeira, não chegaram a chamar “cubano” ao Patriarca de Lisboa, é verdade, mas um pouco mais piedade e de perseverança não ficaria mal ao sr. Pe. Rodrigues.

Para o teólogo Pe. Anselmo Borges, em oposição às orientações de D. Manuel Clemente, o caminho de integração deve passar pela prática sexual, apesar do adultério, “porque, se estão [re]casados, não é propriamente para viverem como irmãos”.

Tal como Nossa Senhora previra em Fátima, em 1917, muitos dos mais altos representantes da Igreja Católica pregam agora doutrinas verdadeiramente diabólicas com as quais hão de conduzir muitas almas à perdição. A Igreja Portuguesa não é exceção.

À reação do clero português mais radical e amigo do mundo, junta-se, como era de esperar, a hostilidade do próprio mundo, insatisfeito por não conseguir ainda mandar completamente na Igreja. E lá no seu azedume natural, os líderes de opinião perguntam-se, ainda que de forma inconsciente, para quando é que a Igreja de Cristo se submeterá completamente aos preceitos morais da Nova Ordem Mundial? Uma moralidade onde nada é intrinsecamente mau e quase tudo é permitido, à exceção de urinar no portão do vizinho e lançar carbono para a atmosfera.

A notícia da publicação das orientações do Patriarcado de Lisboa abre os telejornais e faz capa na imprensa. Mas que horror! Como é que ainda há bispos e padres tão atrasados em Portugal? Que gente tão fundamentalista, rigorista e anacrónica! Mas como é que alguém ainda acredita na verdadeira doutrina de Cristo e não permite a sua adaptação à época, à moda da estação e aos desejos pessoais?

É por isso que, entre tantos outros inteligentes, João Miguel Tavares tem agora pesadelos surrealistas, sinal de que ainda consegue dormir. David Dinis preocupa-se em demasia com os pecados, não dos adúlteros, mas do próprio Patriarca. Vítor Rainho teme o impacte que o caminho de continência sexual dos adúlteros possa vir a ter nas taxas de natalidade. E Joaquim Jorge, “perplexo“, arranjou mais um tema para pensar lá no clube. Mas há mais, muito mais!

Vivemos na verdade tempos absolutamente extraordinários e fascinantes. Isto, partindo de uma perspetiva meramente empírica…

Basto 2/2018

Reconhecido especialista em direito canónico corrige arcebispo de Braga

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“Por vezes um lado está simplesmente certo e o outro simplesmente errado.”

Este foi o título dado por Edward Peters ao artigo publicado no seu blogue para corrigir D. Jorge Ortiga relativamente ao recente projeto da Arquidiocese de Braga que possibilita a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério habitual e prolongado.

“Não importa quais as razões que possam ser oferecidas pela ilustre Arquidiocese de Braga para o seu plano de autorizar a administração da Sagrada Comunhão a católicos simplesmente divorciados e recasados. Se esse é […] o seu plano, estão errados. Manifesta e gravemente errados. Tal como os de Malta. E tal como os Alemanha. Assim como alguns outros […].

(Edward Peters in In the Light of the Law, 26/01/2018 – tradução livre)

Peters confessa que não espera, com o seu artigo, “convencer os lusitanos sobre esta matéria”, mas ainda assim, sem se preocupar em expor novamente todos os argumentos já apresentados sobre este assunto, assegura que “eles estão errados”, enquanto os que defendem o tradicional ensinamento da Igreja “estão certos”.

Segundo o Cânon 915 (lei de emissão papal, baseada em fundamentos de direito divino e, até a crise atual, incontestada pela tradição pastoral e canónica a este respeito), os ministros da Sagrada Comunhão não podem administrar esse Sacramento (surgem problemas semelhantes em relação à administração da absolvição na confissão, mas tratemos uma crise de cada vez) a católicos (que geralmente são os únicos elegíveis para a Sagrada Comunhão, em primeiro lugar, pelo C.844) que, tendo contraído um casamento que goza da presunção de validade (C.1060), depois civilmente divorciados (ou, por outras palavras, estão divorciados, independentemente de quem seja a “culpa” do divórcio) e, não tendo obtido (porque nunca solicitaram ou porque lhes fora recusada) uma declaração eclesiástica de nulidade (ou uma variante das dissoluções de casamento incomuns, como se discute principalmente aqui e aqui), pretendem contrair um novo casamento (civil, ou por algum outro mecanismo, mesmo um que parece religioso, mas que, enquanto o primeiro esposo estiver vivo, obviamente não é um casamento, mas chamamos-lhe de conveniência, e sim isso aplica-se também aos católicos solteiros que pretendem contrair casamentos com pessoas divorciadas nos termos acima descritos), mas recusam-se a viver como irmão e irmã (como se aplica a todas as pessoas que não são casadas, o que é necessário para se aproximarem da Sagrada Comunhão, de acordo com o Cânon 916) e, mesmo que vivam em abstinência (que Deus os abençoe), são, ainda assim, conhecidos (sempre se “na verdade” e habitualmente, ainda que “legalmente”) por estar divorciados e recasados fora da Igreja e portanto (não obstante a sua elegibilidade discutível para o sacramento em consciência) ocasionam escândalo objetivo à comunidade de fé (mesmo que ninguém se surpreenda com o divórcio e o recasamento nos dias de hoje e, por vezes, nem com escândalo produzido pelos ministros eclesiásticos que assim são tentados a desconsiderar certas obrigações suas no âmbito do Cânon 915).

(Edward Peters in In the Light of the Law, 26/01/2018 – tradução livre)

Edward Peters é professor de direito canónico no Seminário Maior do Sagrado Coração, em Detroit, sendo também um conselheiro do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, do Vaticano.

Basto 2/2018

Patriarca de Lisboa aprova critérios dos bispos de Buenos Aires

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D. Manuel Clemente confirmou hoje à Agência Ecclesia que aplicará os critérios dos bispos de Buenos Aires na interpretação do polémico capítulo VIII da Amoris Laetitia, uma vez que foram aprovados pelo Papa Francisco. Os referidos critérios possibilitam a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério.

Nós aplicaremos, com certeza, as indicações que os bispos de Buenos Aires elaboraram e que o Papa autenticou”.

(D. Manuel Clemente, in Ecclesia, 19/01/2018)

EXCLUSIVO: Missa solene na Argentina para dar a comunhão a casais adúlterosin Adelante La Fé, 13/06/2017

Recorde-se que a pré-aprovação “pastoral” do “recasamento” em Portugal só não aconteceu em 2015 porque um conjunto de bispos, liderados precisamente pelo Patriarca de Lisboa, se opôs firmemente à abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério. Bispos que ainda acreditavam “naquilo que Jesus Cristo diz tão taxativamente acerca do matrimónio”.

Recordemos o Cardeal Patriarca em 2016:

Agora porém prevalece aquilo que Francisco e Walter Kasper “tão taxativamente” desejam para os “recasados”.

Basto 1/2018