As misteriosas contas do todo-poderoso Cardeal D. Óscar Maradiaga

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No final do ano passado, o semanário italiano L’Espresso acusava D. Óscar Rodríguez Maradiaga, homem muito próximo do Santo Padre, de ter recebido uns escandalosos 35 000 euros mensais da Universidade Católica de Tegucigalpa, nas Honduras. A mesma publicação divulgaria, posteriormente, documentos que alegadamente comprovam os referidos pagamentos ao influente cardeal hondurenho.

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Documentos publicados pelo L’Espresso em 05/02/2018.

Maradiaga classificou a notícia como “um ataque ao Santo Padre, lançado por quem não quer que a Cúria seja reformada“, justificando que aqueles valores eram destinados a “usos pastorais”. Consequentemente, a publicação italiana, que nunca havia referido que tais pagamentos se destinariam a usos pessoais do cardeal, estranhou a resposta do prelado hondurenho, voltando a questionar a razão pela qual “os pagamentos mensais dos primeiros nove meses do ano foram feitos diretamente em seu nome e não no da diocese de Tegucigalpa“.

A investigação do L’Espresso foi mais longe e constatou que os pagamentos em causa não se enquadravam no balanço financeiro da diocese de Tegucigalpa apresentado pelos bispos hondurenhos à Santa Sé, em setembro de 2017, durante a sua visita ad limina.

O interesse deste caso aumenta na medida em que D. Óscar Maradiaga fora escolhido pelo Papa Francisco para integrar e presidir ao Conselho de Cardeais, por si criado, para o coadjuvar na governo da Igreja e na reforma da Cúria Romana. Entre outras prioridades, este organismo propôs-se a “promover a transparência” na contabilidade financeira da Igreja Católica.

O Santo Padre terá já ordenado, entretanto, uma investigação às contas da diocese do cardeal hondurenho, que continua ainda como Coordenador do chamado “G9“. No entanto, a determinação do Santo Padre, neste caso, não parece tão evidente como, por exemplo, no caso caso dos Franciscanos da Imaculada, ou na vontade de agilizar os processos de nulidade matrimonial, ou ainda na urgência em fazer chegar a Sagrada Comunhão a quem mantém relações sexuais fora do matrimónio. Não parece tão evidente, o que não quer dizer que não seja…

Bato 10/2018

Arquidiocese de Bombaim elogia o Santo Padre por “abrir a Comunhão” aos adúlteros

A Arquidiocese de Bombaim, na Índia, completamente imune a qualquer tipo de dubia, publicou um cartaz em que elogia o Papa Francisco por ter aberto a Sagrada Comunhão a católicos praticantes de adultério.

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O cartaz faz parte de um conjunto de quatro publicados pela arquidiocese indiana no facebook para felicitar o Santo Padre pelo seu aniversário (que completou 81 anos no dia 17 de dezembro) e para lhe agradecer “por ser uma inspiração e um instrumento do trabalho de Deus”.

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in página da Arquidiocese de Bombaim no facebook, 16/12/2017

O atual arcebispo de Bombaim, o cardeal D. Oswald Gracias, é um dos nove elementos do Conselho de Cardeais (o chamado “G9”, grupo permanente de cardeais criado pelo Papa Francisco para o aconselhar no governo da Igreja). As posições brandas e neomisericordiosas de D. Oswald Gracias em relação ao homossexualismo são bastante apreciadas pelos ativistas LGBT do mundo inteiro e, particular, pelo jesuíta radical pró-gay que é agora consultor do Vaticano, o Pe. James Martin.

Basto 12/2017

Conversão de hindus ao cristianismo? – “Não…”

O Cardeal D. Oswald Gracias, presidente Conferência Episcopal Indiana e também da Federação de Conferências de Bispos Asiáticas, assegurou recentemente aos indianos que a Igreja Católica não tem qualquer pretensão de converter hindus ao cristianismo.

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La Croix, 31 de janeiro de 2017

Segundo o jornal católico francês La Croix, a frase surgiu numa resposta a uma questão dos jornalistas, numa conferência de imprensa em Bhopal, no dia 30 de janeiro, relacionada com os receios levantados pela crescente propaganda pro-hindu que acusa o clero católico de promover uma agenda do Vaticano de influência na política indiana e de conversão de hindus e pessoas de estratos sociais mais baixos  ao catolicismo.

Estamos aqui para espalhar a mensagem de amor e paz e não para conversões religiosas. Nós não podemos nunca forçar alguém a converter-se, nós queremos que todos sigam a sua religião com todo o vigor.

(Cardeal Oswald Gracias in La Croix, 31/01/2017)

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Intenções de oração de janeiro de 2016 – Diálogo Inter-religioso (imagem editada para evitar eventuais “dubia”)

O cardeal D. Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim, é um dos nove elementos escolhidos pelo Papa Francisco para o seu Conselho de Cardeais (informalmente conhecido por “G9“), anunciado a 13 de abril de 2013. Este grupo de cardeais foi criado para aconselhar o Sumo Pontífice no Governo da Igreja.

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Rome Reports, 13 de setembro de 2014

Basto 2/2017