Papa Francisco visita o Santíssimo Sacramento na Catedral de Maputo

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Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Conceição, Maputo, Moçambique, no encontro com os bispos, sacerdotes, consagrados, seminaristas, catequistas e animadores pastorais.

Fonte: Vatican News, 05/09/2019.

Basto 09/2019

A não resposta arrogante de Francisco

Perante as cinco questões fundamentais colocadas pelos corajosos Príncipes da Igreja acerca da exortação apostólica Amoris Laetitia, com vista ao esclarecimento das ambiguidades hermenêuticas e à clarificação dos procedimentos pastorais, o Santo Padre não teve ainda a coragem responder diretamente. As questões são apenas cinco e carecem de uma resposta direta que seria “sim” ou “não”, de modo a erradicar as confusões doutrinais (ou pastorais) que a ambiguidade daquele texto papal tem produzido nos pastores e nos fiéis.

Esclarecer os fiéis e os pastores sobre a diferença entre a virtude e o pecado, com uma resposta clara e inequívoca, para não dar azo a interpretações erradas e abusivas da doutrina católica, seria o mínimo que poderíamos esperar do verdadeiro Vigário de Cristo na Terra. Não o fez! Contudo, numa entrevista publicada no jornal católico italiano Avvenire, o Santo Padre responde de forma indireta, arrogante e insultuosa aos cardeais e a toda a imensa minoria católica que partilha das suas preocupações.

Alguns – pense-se em certas reações à ‘Amoris laetitia’ – continuam a não compreender, ou branco ou preto, ainda que seja no fluxo da vida que se deve discernir”, diz o Papa, sem mencionar diretamente quaisquer nomes.

Francisco sustenta que é necessário “distinguir o espírito com que se manifestam as opiniões”, porque algumas críticas ajudam a avançar, mas outras servem “para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com espírito mau para fomentar divisão”.

“Certos rigorismos nascem de uma falha, do querer esconder dentro de uma armadura a própria insatisfação triste”, lamenta.

(Agência Ecclesia, 18/11/2016)

Uma atitude lamentável sob todos os aspetos, indigna do verdadeiro Vigário de Cristo na Terra. Será esta a atitude que Cristo espera do Santo Padre e dos pastores católicos em geral?

«Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»  (Mt 5, 37)

– Papa Francisco, defenda a Verdade Cristã em nome de Deus!

  • Faça-o de imediato e sem rodeios, de forma clara e inequívoca, pois dessa mesma Verdade depende a salvação de muitas almas.
  • Essa é a função do mais alto representante de Deus na Terra.

 

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Perugino, 1481-82 (vista parcial)

 

O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo.

O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

(Sua Santidade Bento XVI, a 7 de maio de 2005)

Se tiver dúvidas, a poucos metros de si, no mosteiro Mater Ecclesiae, vive um homem sábio e santo que teria o maior prazer em recebê-lo para o ajudar a conhecer a Verdade. Ele vive tão perto si que nem precisa de se preocupar com as emissões de carbono da deslocação. Tenha a humildade de aceitar a sua disponibilidade, sabedoria e santidade para o iluminar neste momento de “desorientação diabólica”.

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Seja verdadeiramente humilde Papa Francisco, à imagem de Sua Santidade Bento XVI.

Basto 11/2016

Já passaram 1260 dias…

Hoje, 24 de agosto, Sua Santidade o Papa Francisco I completa 1260 dias de pontificado, correspondendo sensivelmente a 42 meses, 180 semanas, três anos e meio.

O fumo branco foi visto precisamente às 19:06 do dia 13 de março de 2013 (hora de Roma).

Poucos minutos depois, o Cardeal Tauran anunciava solenemente Habemus Papam, mencionando o nome do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o jesuíta argentino que escolhia o nome Francisco.

E logo de seguida alí estava Sua Santidade perante o mundo.

Desde os primeiros minutos, revelou-se um Papa radicalmente diferente dos outros. Para uns o Papa que precisávamos, para outros o Papa que merecíamos, ou que temíamos. De uma forma ou de outra, ninguém consegue permanecer indiferente perante seus gestos, atitudes, palavras e omissões.

O seu pontificado, que ele próprio prevê que seja curto, tem conquistado o mundo. Os índices de popularidade papal atingiram níveis inacreditáveis, mesmo fora da Igreja e nos setores que tradicionalmente são seus inimigos. Um pontificado que tem decorrido – e isto também é novidade – enquanto o piedoso predecessor continua ainda vivo, em silêncio e oração.

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“Obrigado pela sua humildade e bondade.” (23/03/2013)

Que Deus lhe dê a graça e a humildade suficientes para aceitar e defender o tradicional e infalível magistério da Igreja, resistindo à fortes tentações mundanas. Ainda está a tempo…

Ai de nós se não o fizer!

 

Basto 8/2016