Partido dos animais e da natureza votou a favor de lei contra a natureza

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza), representado pelo seu deputado André Silva, votou ao lado das esquerdas a favor da lei que permite a um adolescente de 16 anos mudar de género.

Resta saber que posição tomariam se alguém propusesse fazer isto às ovelhas ou às cabritas…

Da mesma forma, e como era previsível, o partido ecologista Os Verdes votou a favor da lei que coloca o ser humano em divergência com os outros elementos do ecossistema terrestre.

Basto 4/2018

Portugal aprova nova lei da identidade de género

A Assembleia da República Portuguesa acaba de aprovar a Proposta de Lei que permite a um adolescente de 16 anos “mudar” de género.

2. As pessoas de nacionalidade portuguesa e com idade compreendida entre os 16 e 18 anos podem requerer o procedimento de mudança da menção do sexo no registo civil e da consequente alteração de nome próprio através dos seus representantes legais, devendo o/a conservador/a proceder à respetiva audição presencial da pessoa cuja identidade de género não corresponda ao sexo atribuído à nascença, por forma a apurar o seu consentimento expresso e esclarecido, tendo em consideração os princípios da autonomia progressiva e do superior interesse da criança constantes na Convenção sobre os Direitos da Criança.

(in Proposta de Lei n.º 75/XIII, Artigo 9º)

A elite política portuguesa da chamada era democrática, ao longo de décadas sucessivas, não consegue arrancar o país da cauda da Europa em termos de economia, finanças, rendimentos, cultura, justiça social ou ordenamento do território, no entanto, orgulha-se de posicionar Portugal no pelotão da frente neste tipo de obscenidades… A responsabilidade não é apenas deles, é também de quem os elege.

Circula nas redes sociais uma petição contra esta barbaridade, que pode ser assinada aqui. Talvez já não adiante muito, mas também não custa nada assinar.

E, já agora, fica aqui um conselho para pais ou encarregados de educação que porventura leiam este texto. Sempre que vos pedirem alguma assinatura para autorizar os vossos educandos a frequentar, nas suas escolas, gabinetes de saúde, de apoio psicológico e afins, peçam sempre as credenciais de quem neles trabalha. É que dentro das escolas, como cá fora, a maioria da população trabalha para a força ideológica dominante.

Basto 4/2018

Igreja Luterana da Suécia normaliza as referências a Deus em função das regras da “ditadura do género”

antje jackelén
Arcebispa Antje Jackelén, Primaz da Igreja Luterana da Suécia (é casada com um padre aposentado com quem partilha duas filhas e vários netos; é bispa desde 2006; in Wikipedia).

A Igreja Luterana Sueca resolveu incentivar os seus pastores a evitarem palavras como “Ele” ou “Senhor” para se referirem a Deus. As suas cerimónias poderão agora ter início com a frase “Em nome de Deus e da Santíssima Trindade”, em vez da tradicional “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, de modo a tornar o culto religioso mais “inclusivo”. Esta é apenas uma entre várias outras sugestões de género neutro, ao dispor dos sacerdotes e sacerdotisas protestantes, que serão introduzidas no manual que orienta os serviços litúrgicos luteranos naquele país escandinavo.

A decisão da Igreja da Suécia reflete uma tendência internacional nas principais igrejas para a inclusão. No início deste mês, a Igreja Anglicana publicou diretrizes para ajudar as crianças a “explorar as possibilidades de quem elas poderiam ser”, incluindo sua identidade de género.

(in The Telegraph, 24/11/2017 – tradução livre)

É a ideologia de género levada ao extremo!

O radicalismo protestante da Igreja Luterana Sueca não é novidade. Entre outras heterodoxias, em 2009 aprovou em sínodo, por larga maioria, o casamento religioso entre homossexuais. Ordena de sacerdotisas desde 1960 e a partir de 1997 passou a ter também bispas.

E nós perguntamos: quem são os “luteranos mornos”?

Basto 12/2017

Manuais escolares censurados no Portugal democrático

A censura editorial colocou dois manuais escolares da Porto Editora no índex dos títulos proibidos no regime democrático português. Porquê? Porque – imagine-se o horror – o autor lembrou-se de fazer duas versões, uma para ir mais ao encontro dos gostos das meninas e outra para meninos.

Mas que violência tão grande sobre as pobres criancinhas!

Entretanto, a Porto Editora já recebeu uma simpática recomendação do XXI Governo Constitucional e, democraticamente, acabou por retirar os livros do mercado antes que comece o novo ano letivo.

Basto 8/2017

A ‘Alegria do Amor’ em Belo Horizonte

A arquidiocese de Belo Horizonte apresentou, a 8 de dezembro, na Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o seu novo “Projeto de Evangelização: Proclamar a Palavra” que deverá orientar a pastoral diocesana a partir de 2017. Os seus elementos mais  polémicos são baseados na controversa exortação apostólica Amoris Laetitia.

pepp-logo

Elementos mais controversos que ganharam dimensão mediática internacional desde a sua divulgação no site italiano UNA VOX:

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PEPP, p.18 – Arquidiocese de Belo Horizonte

 

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PEPP, p.19 – Arquidiocese de Belo Horizonte

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Outros aspetos anteriormente destacados neste blogue:

É preciso continuar avançando, rompendo com o clichê do “sempre foi assim”, tomando e incentivando iniciativas de fronteiras, no esforço de anunciar a Jesus Cristo, no cotidiano da vida das pessoas, de nossas comunidades, da sociedade como um todo, pelo viés do diálogo com a cultura, com o serviço social, com a educação, com a política e com a arte.

(Pe. Aureo de Freitas, in “Introdução” do P. E. Proclamar a Palavra)

Esse novo paradigma pastoral e evangelizador, antes de tudo, deve ser desenhado sobre os pilares da eclesiologia resgatada pelo Concílio Vaticano II. O Concílio elaborou a compreensão da Igreja como Povo de Deus, que dialoga com a sociedade moderna, é servidora da humanidade, especialmente dos mais pobres, distanciando-se do eclesiocentrismo medieval, do clericalismo e da romanização do catolicismo tridentino, assumindo, assim, uma eclesiologia de comunhão.

(in “II. Eclesiologia de Comunhão por meio da colegialidade”, P. E. Proclamar a Palavra)

Resposta da Arquidiocese de Belo Horizonte:

A Arquidiocese de Belo Horizonte esclarece que as informações publicadas na reportagem não condizem com as orientações do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra. Os trechos destacados estão descontextualizados, interpretados de modo a não traduzir o que realmente estabelece o Projeto de Evangelização.

Em comunhão com a Igreja, a Arquidiocese de Belo Horizonte partilha a convicção de que o Matrimônio é a união entre homem e mulher, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Ao mesmo tempo, conforme orienta o Papa Francisco, busca acolher e acompanhar, sem exclusões e julgamentos, dando testemunho da misericórdia de Deus, que a todos alcança.
Nesse sentido, a Arquidiocese de Belo Horizonte lamenta não ter sido procurada pelos responsáveis pela elaboração dessa reportagem para os devidos esclarecimentos.

Coloca-se à disposição para apresentar, de modo devidamente contextualizado, o Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra, fruto de atenta escuta das muitas comunidades de fé, em sintonia com os desafios do mundo contemporâneo.

Alguns artigos de dom Walmor que contestam a chamada ideologia de gênero:

Educação em pauta
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10884

Família, tocha acesa
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=11773

Princípios e ideologias
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10834

Dom Walmor, durante apresentação do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra, destaca a vocação de homem e mulher na família:
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/noticias.php?id_noticia=14227

(Arquidiocese de Belo Horizonte, recebido a 12/12/2016)

Nosso comentário:

Se sr. Arcebispo D. Walmor condena as ideologias de género isso só pode ser uma excelente informação pela qual agradecemos.

Relativamente aos “trechos destacados”, eles foram aqui apresentados precisamente no contexto em que se inseriam, nomeadamente nas respetivas frases e com uma ligação para o documento integral, de modo a possibilitar uma contextualização mais alargada. Na presente edição deste artigo foram ainda eliminados os curtos comentários que poderiam, de algum modo, influenciar a interpretação dessas mesmas frases.

Obrigado pela atenção e esperemos que continuem a rezar pela configuração tradicional da família e que as “diferentes identidades sexuais” não tenham passado de um mero equívoco literário que pode facilmente ser corrigido, desde que exista vontade. É que este tipo de linguagem, agora em moda, é altamente prejudicial à salvação das almas, nomeadamente daquelas pessoas que se encontram em maior risco, uma vez que passam a acreditar que determinadas situações graves – às quais o catecismo católico chama de “atos intrinsecamente desordenados” – são, afinal, virtudes ou meros detalhes sem importância… Não somos nós que devemos julgá-los, tais atos já foram julgados e condenados pelo próprio Deus.

Os pastores da Igreja tem a obrigação de mostrar a misericórdia de Deus, mas a verdadeira. A verdadeira misericórdia de Deus só existe com nosso arrependimento e propósito de mudança de vida.

 

Nota da edição: este artigo foi modificado em 12/12/2016 depois da receção de um comentário com a alegada assinatura da diocese de Belo Horizonte.

 

Basto 12/2016