#Regresso à velha tradição bolchevique_108

Igreja da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, bombardeada pela artilharia russa, roubada e incendiada, na localidade de Kiselivka, a 55 kms de Mykolaiv, na região de Kherson, Ucrânia. Esta igreja católica sobreviveu a duas guerras mundiais, não resistiu ao putinismo.

Fonte: kmc.media

A nova pastoral pokémon

Igreja de Peruíbe
Igreja de São João Batista de Peruíbe, São Paulo, Brasil

 

A desolação pokedemoníaca continua. Agora foi finalmente encontrada a motivação que faltava para se visitarem as igrejas e os cemitérios: os pokémons.

Muitas igrejas estão referenciadas como ginásios de treino daqueles bicharocos virtuais. Como se essa situação não fosse já, por si só, suficientemente desoladora, vários clérigos católicos resolveram explorar as vantagens pastorais dessa toleimada. Contam-se vários exemplos, em Portugal, nos EUA, no Brasil

No Brasil, o fenómeno ganhou mesmo uma dimensão regional na Arquidiocese de São Paulo.

arquidiocese de São Paulo
Página da Arquidiocese de São Paulo, Brasil – reportagem da G1

Em Lima, no Peru, um grupo de seminaristas está convencido de que encontrou uma forma alternativa de evangelização baseada nas ferramentas do Pokémon Go. E assim surgiu o “pokechamamento – não tenhas medo”.

A nova “pokepastoral” recorre a frases absurdas como:

“A Igreja de Santo António é um ginásio de Pokémons. Mas o verdadeiro treinador está lá dentro. Entra e visita-O. As portas estão abertas.” (Paróquia de Palhais, Barreiro, Portugal)

“Antes de jogar, dê uma olhada dentro da igreja. Se estivermos em missa, espere o fim para capturar ou treinar seu pokémon… Neste intervalo, que tal participar da celebração?” (Arquidiocese de São Paulo, Brasil)

“Imagina que Deus é o maestro e que tu és esse pokémon que Ele usa com tanta ilusão.” (Seminário de Santo Toribio de Mogrovejo, Lima, Peru)

Apesar de as intenções serem as melhores, as frases acima transcritas são blasfémias e sacrilégios contra Nosso Senhor Jesus Cristo, com a agravante de estarem a ser publicitadas institucionalmente pela própria Igreja Católica.

Antigamente caçavam-se gambuzinos… Mas com muito respeito.

 

Basto 8/2016