Mais um vídeo do Papa, mais do mesmo

Na mesma linha ideológica do vídeo de janeiro de 2016

Se todas as religiões fossem verdadeiras, a missão evangelizadora da Igreja seria uma pura perda de tempo, na Ásia ou em outro sítio qualquer.

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E como não renunciamos, desse modo, à nossa própria religião e à sua missão evangelizadora?

Basto 1/2018

Vídeo de julho – Avatar

tribalismo
Fiat Lux, 8 de dezembro de 2015

 

Sem surpresas! Jesus Cristo continua a ser o grande excluído destes vídeos. Mais uma vez, todo o cuidado necessário para não filmar o crucifixo! Desolador…

Isto é difícil de definir. Mito de Rousseau, iluminismo, romantismo, paganismo, tribalismo, comunismo, seja o que for, este vídeo de propaganda política não tem nada de cristão.

Os fatores de identidade cultural são importantes e, se forem corretos, devem ser salvaguardados, mas serão sempre aspetos secundários quando comparados com o conhecimento do Caminho de Salvação. Levar a Boa Nova de Jesus Cristo é infinitamente mais importante do que salvaguardar uma determinada arte de furar as orelhas ou de tatuar as bochechas.

Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. (Mt 28, 19-20)

As coisas estão a chegar a um ponto que já ninguém se admirará se a Igreja acabar por pedir perdão por ter levado o evangelho aos gentios que viviam na escuridão apocalítica da mitologia pagã e dos sacrifícios humanos.

Basto 7/2016

O vídeo do Papa 2 – libertação do consumismo

Este vídeo apresenta uma mensagem importante em termos ecológicos, a necessidade de preservarmos o ambiente terrestre, um património universal. Todos os seres humanos, incluindo os que integram a Igreja Católica, devem respeitar a natureza, o nosso património coletivo, os bens da criação. No entanto, levanta-se uma questão, deverá ser esta a grande preocupação da nossa hierarquia religiosa?

Agora, quando olhamos para trás e revemos todos os alertas de Nossa Senhora para os nossos tempos, em aparições como La Salette, Fátima ou Akita, entre outras, assim como nas revelações privadas de santos e místicos, como Anne Catherine Emmerich, por exemplo, ou ainda os alertas de alguns dos últimos Papas, sobre os perigos que correria a Igreja no futuro, estariam todos eles a falar da poluição? Não. Esses alertas e profecias referiam-se à apostasia generalizada, à perda de fé, ao relativismo moral e religioso, ao laxismo dos leigos e clérigos dentro da Igreja Católica.

A preservação ambiental é muito importante, mas a principal principal preocupação dos pastores religiosos deve ser a salvação das almas. Conduzi-las pelo único e difícil caminho que é Jesus Cristo, o Caminho da Cruz. E, já agora, onde é que surge a palavra Jesus em todo o filme? Onde é que ele está representado? Parece que, em relação ao vídeo anterior, continuam a verificar-se os mesmos erros técnicos na edição de imagem.

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O texto fala na necessidade de “uma conversão [traduzido para mudança] que nos una a todos” mas, logo a seguir, em vez de se indicar o Caminho da Verdade para essa conversão, fica-se pela mera “libertação do consumismo”, o que é francamente pouco. A hierarquia eclesiástica deve preocupar-se, acima de tudo, com a verdadeira conversão que nos liberta do pecado, que é acreditar em Jesus Cristo.

Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» (Jo 14, 6-7)

É necessário tomar algum cuidado editorial neste tipo de publicações oficiais porque podem induzir em erro. Muita gente pensa agora que isto, afinal, é tudo a mesma coisa, numa espécie de panteísmo naturalista onde todos devemos estar irmanados. Por exemplo, no passado mês de janeiro, o Cardeal Antonio Cañizares, arcebispo de Valência, presidiu a uma oração ecuménica pelo “cuidado da Mãe Terra”, inaugurando a “Catedral de la Natura”.

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in Periodista Digital, 21/01/2016

 

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in Periodista Digital, 21/01/2016

Basto 2/2016