Frases que nos fazem pensar: Papa Francisco

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“[O Papa João Paulo II] era um santo, eu sou o diabo.”

(Francisco I, Papa reinante da Santa Igreja Católica Apostólica Romana desde o dia 13 de março de 2013)               

Contexto da frase:

Comentário jocoso do Papa Francisco proferido, no dia 22 de setembro, durante a viagem à Lituânia, no momento em que o fotógrafo polaco Grzegorz Galazka lhe ofereceu um livro sobre São João Paulo II com uma imagem radiante do pontífice eslavo na capa.

Grzegorz Galazka respondeu de imediato ao comentário do Papa nestes termos: “Não, vocês são ambos santos! Vocês são ambos santos!”; in The New York Times, 22/09/2018 – tradução livre.

Basto 9/2018

Instituto João Paulo II de defesa do matrimónio e da família dá lugar a organismo de promoção da Amoris Laetitia

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No dia em que se completava exatamente um ano desde o envio da carta dos dubia que pedia esclarecimentos ao Santo Padre sobre os ensinamentos ambíguos da Amoris Laetitia, Francisco I extinguiu oficialmente o Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimónio e Família, substituindo-o por um organismo destinado à promoção da Alegria do Amor. O novo organismo fundado através da Carta Apostólica Summa familiae cura de Francisco denominar-se-á Instituto Pontifício Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimónio e da Família.

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in Gabinete de Imprensa da Santa Sé, 19/09/2017

Por mais estranho que possa parecer, João Paulo II quis que o instituto fosse fundado precisamente para defender o matrimónio e a família de tendências ideológicas como as que têm sido introduzidas na Igreja através da exortação apostólica Amoris Laetitia, as quais se materializam em práticas pastorais contrárias à doutrina cristã.

O Papa considera que a mudança antropológico-cultural da sociedade requer uma análise analítica e diversificada da questão familiar, que não se limite a práticas pastorais e missionárias que refletem formas e modelos do passado. “No límpido propósito de permanecer fiéis ao ensinamento de Cristo, devemos portanto olhar, com intelecto de amor e com sábio realismo, para a realidade da família hoje em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras”, escreve o Pontífice.

(in Radio Vaticano, 19/09/2017)

À data da publicação deste motu proprio do Papa Francisco, ou seja ontem, não tinham passado sequer duas semanas depois que o corpo do cardeal D. Carlo Caffarra foi a enterrar. Caffarra, presidente-fundador do agora extinto Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimónio e Família, era um dos quatro signatários da carta dos dubia e o autor da segunda carta dirigida ao Santo Padre.

Basto 9/2017

O segredo de Fulda

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Durante a sua viagem pastoral à Alemanha, de 17 a 18 de novembro de 1980, o Papa João Paulo II terá conversado com um grupo de católicos locais. Esse diálogo seria reproduzido na publicação de outubro do ano seguinte da revista alemã Stimme des Glaubens. De acordo com o texto da revista alemã, entretanto traduzido, o Santo Padre terá respondido a duas questões que lhe foram colocadas sobre o Terceiro Segredo de Fátima.

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Bênção papal de João Paulo II em Fulda, Alemanha, em novembro de 1980 – Bispado de Fulda

O Terceiro Segredo de Fátima não devia já ter sido publicado por volta de 1960?

Dada a gravidade do seu conteúdo, os meus antecessores na cadeira de Pedro preferiram diplomaticamente adiar a publicação, para não encorajar o poder mundial do Comunismo a  tomar certas atitudes. Por outro lado, é suficiente todos os Cristãos saberem isto: se há uma mensagem em que está escrito que os oceanos inundarão vastas áreas da Terra, e que, de um momento para outro, milhões de pessoas morrerão, certamente a publicação de uma tal mensagem já não é algo muito desejável. Muita gente quer saber apenas por curiosidade e por gosto do sensacional, mas esquecem-se de que o conhecimento também implica responsabilidade. Só procuram satisfazer a sua curiosidade, e isso é perigoso se, ao mesmo tempo, não estão dispostos a fazer alguma coisa, e se estão convencidos de que é impossível fazer qualquer coisa contra o mal. Aqui [mostrando o terço que segurava na mão] está o remédio contra esse mal. Rezem, rezem e não peçam mais nada. Deixem tudo o resto à Mãe de Deus.
(João Paulo II em novembro de 1980 in The Fatima Center)

O que irá acontecer à Igreja?

Devemos preparar-nos para sofrer grandes provações dentro de não muito tempo, provações tais que exigirão de nós uma disposição para dar até as nossas vidas, e uma dedicação total a Cristo e por Cristo… Com as vossas e as minhas orações, é possível mitigar esta tribulação, mas já não é possível evitá-la, porque só assim pode a Igreja ser efetivamente renovada. Quantas vezes a renovação da Igreja proveio do sangue! Desta vez, também não será de outra maneira. Devemos ser fortes e estar preparados, e confiar em Cristo e na Sua Mãe, e rezar o Rosário com muita, muita assiduidade.
(João Paulo II em novembro de 1980 in The Fatima Center)

O conteúdo deste diálogo, se for verdadeiro, converge com outras referências conhecidas ao mesmo segredo proferidas por diferentes pessoas que, comprovadamente, também tiveram acesso ao documento. O diálogo terá acontecido vários meses antes do atentado sofrido por João Paulo II em maio de 1981 e vários anos antes do colapso da União Soviética. Alguns pormenores importantes deste diálogo põem em causa a tese oficial de que o Segredo de Fátima fora integralmente publicado no ano 2000.

Hoje, 36 anos depois, o Segredo de Fátima é um mero acontecimento do passado, sobre a qual devemos festejar, ou continua ainda em aberto, constituindo motivo de receio e reflexão? Para respondermos a esta questão temos de comparar o estado da Igreja e do mundo de hoje com o de 1960, ano em que o envelope – ou os envelopes – do Segredo, “por ordem expressa de Nossa Senhora”, deveria ser aberto e o seu conteúdo conhecido.

Basto 11/2016

Castigos de Fátima referidos por João Paulo II

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João Paulo II, em Roma, a 25 de Março de 1984

Logo após a tentativa de assassinato sofrida a 13 de maio de 1981, o Santo Padre João Paulo II, gravemente ferido e em convalescença, requisitou o texto do Segredo de Fátima. O atentado ocorreu precisamente na data de aniversário da primeira aparição de Fátima, às 17:19 horas locais, uma hora que pode também ser interpretada como uma referência a 1917 em forma de anagrama.

Ao ler o texto, sentiu a urgência de consagrar o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, tendo-o feito logo alguns dias depois, a 7 de junho de 1981, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Esta consagração seria renovada no ano seguinte, em Fátima, a 13 de maio de 1982, aquando da visita de João Paulo II a Portugal. Dois anos depois, o mesmo Santo Padre quis ainda realizar uma nova consagração colegial do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, que teve lugar a 25 de março de 1984, na Praça de São Pedro.

Para a última das três consagrações solenes em que tentou corresponder aos apelos da Virgem de Fátima, o Papa elaborou uma oração composta por um elenco de preces muito específicas, onde pedia ao Imaculado Coração de Maria que nos livrasse de um conjunto perigos bastante concretos que fez questão de precisar.

Se a consagração solene ao Imaculado Coração de Maria visava corresponder aos apelos da Virgem de Fátima, então os perigos (ou castigos) mencionados por João Paulo II na oração de consagração de 1984 teriam de estar de acordo com o manuscrito da Ir. Lúcia.

[…]

Oh Imaculado Coração! Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!

Da fome e da guerra, livrai-nos!

Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!

Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!

Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!

De todo o género de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!

Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!

Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!

Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!

Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!

[…]

(João Paulo II – ato de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria a 25 de março de 1984)

Alguns do perigos então mencionados na Praça de São Pedro são de natureza material, enquanto outros são espirituais. Esta constatação converge com informações de outros alegados conhecedores do texto integral da mensagem de Fátima.

Quem está atento ao que se passa no mundo e na Igreja apercebe-se facilmente de que alguns dos perigos aos quais se referia João Paulo II em 1984, infelizmente, já se abateram sobre nós e estão a conduzir numerosas almas à perdição. checklist

Quase 33 anos depois da súplica de João Paulo II, e face a cada uma das preces aí proferidas, talvez este seja o momento para começarmos a verificar quais são os castigos que ainda não se concretizaram, para podermos estar preparados. Certamente que virão a caminho, a não ser que a humanidade acorde de repente e suplique pela verdadeira Misericórdia de Deus.

[…]

Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu Coração Divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.

[…]

Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da Esperança!

(João Paulo II – ato de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria a 25 de março de 1984)

O perdão, a verdadeira misericórdia, alcança-se com o nosso arrependimento, conversão e reconciliação com Deus e nunca através do propósito de permanecer no pecado, a pretexto de um nova e falsa misericórdia barata. Qualquer perigo material, incluindo a fome ou um eventual holocausto nuclear, será sempre um mal menor quando comparado com a “perda da consciência do bem e do mal”.

Basto 10/2016