Gay praticante afirma que o Santo Padre o confirmou no homossexualismo

Juan Carlos Cruz é uma das alegadas ex-vítimas de abusos sexuais por parte de elementos do clero chileno, mais concretamente no âmbito do caso Karadigma. Após alguns desentendimentos públicos com a Santa Sé, Cruz foi convidado pelo Papa para passar alguns dias no Vaticano.

Depois de ter sido recebido pelo Santo Padre, Juan Carlos Cruz afirmou em entrevista ao El País que Francisco pediu-lhe perdão pelos abusos sexuais sofridos e confirmou-o na sua condição de “gay“.

P. Conversou [com o Papa] sobre sua homossexualidade e como sofreu mais por isso?

R. Sim, falamos. Ele tinha sido praticamente informado que eu era uma pessoa má. Alí eu expliquei-lhe que não sou a reencarnação de San Luís Gonzaga, mas não sou uma pessoa má, tento não magoar ninguém. Ele disse-me “Juan Carlos, que tu sejas gay não importa. Deus fez-te assim e ama-te assim e a mim não me importa. O Papa ama-te assim, tens de ser feliz com quem és.

(in El País, 19/05/2018 – tradução livre)

Na verdade, ser “gay” é muito mais do que simplesmente possuir tendências homossexuais. A condição de gay pressupõe militância ideológica e determinados comportamentos sociais completamente contrários à vontade de Deus.

Essas declarações, a confirmarem-se, representariam uma evolução da posição do Santo Padre em relação à militância gay.

Basto 5/2018