Apostasia coletiva dos “católicos” pró-aborto na Argentina

No passado 8 de agosto, enquanto o Senado Argentino discutia a legalização do aborto – num debate longo que acabou de madrugada com o chumbo do projeto de lei -, milhares de argentinos formaram grossas filas, em várias cidades, para renunciar formalmente à Fé Católica que outrora professaram. A campanha “Apostasia Coletiva” foi lançada pela Coalición Argentina por un Estado Laico através das redes sociais com o objetivo de contestar a influência da moral cristã nas leis do Estado.

Basto 8/2018

Sacerdote jesuíta da República Dominicana prega o direito ao aborto

Um sacerdote da Companhia de Jesus da República Dominicana tem participado ativamente na campanha pela legalização do aborto em determinadas circunstâncias.

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Caminhar hoje pela despenalização do está muito próximo do Jesus que ama, acompanha e não condena as pessoas em situações extremas. Acompanho-vos com as minhas orações a partir de Dajabón.

(Pe. Mario Serrano Marte na sua conta twitter, 15/07/2018 – tradução livre)

No ano passado, por esta altura, o mesmo sacerdote dava apoio às celebrações do Orgulho LGBT Dominicano.

Basto 7/2018

Estatística portuguesa desmente argumento pró-legalização do aborto

Aquele falso argumento pseudo-humanista que dizia que a descriminalização da matança de crianças durante a sua gestação não aumentaria necessariamente o número de abortos é completamente refutado pela estatística portuguesa recente.

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Número de abortos executados em Portugal entre 1999 e 2016. Fonte: Wikipédia, acesso em 30/06/2018 (adaptado).

O número de vidas brutalmente erradicadas ao abrigo da iníqua Lei nº 16/2007, de 17 de abril, já ultrapassou várias dezenas de vezes o número de baixas portuguesas na Primeira Guerra Mundial.

Basto 7/2018

Imagem do Papa usada em propaganda pró-aborto

A organização não governamental brasileira Anis – Instituto de Bioética utiliza a imagem do Santo Padre para promover a liberalização do aborto.

São milhões de mulheres que poderão atravessar o confessionário e receber perdão pelo pecado. O próximo passo é a ordem legal inspirar-se no Papa Francisco e também tornar o aborto um crime sem pena.

(in página do Facebook da Anis – Instituto de Bioética)

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Página do Facebook da Anis – Instituto de Bioética

Diz o slogan que as mulheres que praticam aborto estão “todas perdoadas pelo Papa Francisco”, mas estarão todas elas perdoadas por Deus? A resposta dependerá do grau de arrependimento de cada uma porque relativamente à misericórdia de Deus já sabemos que é infinita. O aborto é um “crime horrendo”, parafraseando o Papa Francisco, mas seria a dor do arrependimento dessas mulheres suficientemente forte para fazê-las aceitar um caminho penitencial profundo que passasse inclusivamente por um bispo?

O Papa Francisco alargou a todos os padres a faculdade de absolver o gravíssimo pecado do aborto, a qual, anteriormente, estava reservada apenas aos bispos e a alguns sacerdotes mandatados. Independente do propósito que fundamentara esta medida papal, ela acaba sempre por diminuir de algum modo a consciência individual e coletiva perante a gravidade deste crime tão “horrendo”, nomeadamente nas pessoas espiritualmente mais frágeis.

O aborto é, na sua essência, um “crime horrendo” que rebaixa a dignidade humana para patamares muito inferiores aos das restantes criaturas. Se há situações onde a justiça de Deus é mesmo pesada e implacável, esta terá de ser uma delas.

A União Soviética foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto a 8 de novembro de 1920. Hoje, as práticas abortivas foram legalizadas e até apoiadas socialmente – como acontece em Portugal – em grande parte dos países do mundo, muitos deles historicamente cristãos e católicos. Se quisermos relacionar esta realidade atual com a mensagem de Fátima, podemos incluí-la no inventário dos “erros da Rússia” entretanto “espalhados pelo mundo”. E já lá vão quase 100 anos…

 

Basto 12/2016