Bombástico: Livro afirma que Papa Francisco esperava a abdicação de Bento XVI

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Por Dorothy Cummings McLean

6 de dezembro, 2017 (LifeSiteNews) – Um novo e explosivo livro afirma não só que o Papa Francisco é um ditador manipulador com sede de poder, mas também que ele celebrou a abdicação de Bento XVI.

O Papa Ditador, escrito por um autor de pseudónimo Marcantonio Colonna, afirma mostrar como é o Papa Francisco quando o seu público de adoradores não está a observá-lo: “arrogante, sem consideração pelas pessoas, pródigo em linguagem vulgar e notório pelas furiosas explosões de temperamento, que são conhecidas por todos, desde os cardeais aos motoristas.”

Apesar da identidade oculta do autor, o livro chegou à lista dos best-sellers e recebeu o louvor dos experientes observadores do Vaticano.

De acordo com o livro, Francisco é um mestre da manipulação e estava plenamente consciente das duas tentativas para o eleger como Papa. Aquando do conclave de 2005 que elegeu o cardeal Ratzinger, o anteriormente conservador cardeal Bergoglio adotou uma nova posição progressista em consonância com a teologia dos seus patrocinadores. E parece que estava informado do ressurgimento dos seus planos no momento Bento XVI abreviou o seu próprio pontificado. De acordo com Colonna:

Em meados de 2012, alguns insiders da Cúria sabiam que o Papa Bento XVI estava a considerar a abdicação; ele havia confiado a sua intenção a dois dos seus associados mais próximos, ao Secretário de Estado, cardeal Bertone, e ao secretário papal, o arcebispo Ganswein, e tinha definido a data exata: 28 de fevereiro de 2013.

As comunicações do cardeal Bergoglio com Roma aumentaram abruptamente a partir dessa época, subindo para níveis agitados à medida que a data se aproximava. Como é certo, a 11 de fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI fez o seu anúncio público aos cardeais e apanhou de surpresa quase o mundo inteiro; porém não Bergoglio e os seus associados, como descobriram testemunhas oculares.

No dia do anúncio em si, o reitor da catedral de Buenos Aires visitou o seu cardeal e encontrou-o exultante. Durante o seu encontro, o telefone não parou de tocar com as chamadas internacionais dos aliados de Bergoglio e eram todas chamadas de felicitação pessoal. Um amigo argentino, no entanto, menos informado do que os outros, ligou para perguntar sobre a notícia extraordinária e Bergoglio disse-lhe: “Não sabes o que isto significa.”

O reconhecido jornalista italiano e vaticanista Marco Tosatti, que escreve para o jornal italiano La Stampa, considerou O Papa do Ditador como “uma visão panorâmica” e “importante” dos eventos históricos do papado bergogliano até ao presente momento. Robert Royal, editor-chefe do The Catholic Thing e observador papal da EWTN, caracteriza O Papa Ditador como “muito mais minucioso e detalhado do que qualquer coisa que já apareceu” sobre o pontificado de Francisco.

Royal adverte que o livro “por vezes força a evidência”, mas acrescenta: “a enorme quantidade de evidência fornecida é impressionante. Cerca de 90% da qual é simplesmente irrefutável e não pode deixar de esclarecer quem é Francisco e como ele é”.

O semanário católico mais popular do Reino Unido comenta que O Papa Ditador é “por vezes duro”, mas elogia-o dizendo que “se baseia numa ampla gama de materiais, incluindo fontes confidenciais dentro do Vaticano”.

O livro online foi disponibilizado em inglês no dia 4 de dezembro. A partir de uma perspetiva interna, também aprofunda artigos e livros publicados sobre Francisco – alguns dos quais desapareceram das livrarias argentinas – para explicar o lado sombrio do pontificado de Bergoglio.

O “Jorge Bergoglio manipulador ” apresentado em O Papa Ditador contrasta surpreendentemente com o “Papa Francisco humilde” vendido ao público pelos média mundiais desde a data da sua eleição. Que efeito terá o primeiro sobre o segundo, será interessante descobrir.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 6 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade da sua autora, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017

Misericórdia para o Papa Francisco significa que “segundo casamento” não é adultério: afirma sacerdote no jornal do Vaticano

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By Pete Baklinski

ROMA, 16 de novembro, 2017 (LifeSiteNews) – A ênfase do Papa Francisco sobre a “misericórdia” em detrimento da “lei” permite que ele veja um “segundo casamento”, posterior a um primeiro casamento válido, de tal forma que não seja “continuamente caracterizado como adultério”, sugeriu um sacerdote católico e professor de seminário num artigo publicado recentemente no jornal oficial do Vaticano L’Osservatore Romano.

O padre Gerald Bednar, vice-reitor e professor de teologia sistemática no Seminário de Santa Maria da diocese de Cleveland, nos Estados Unidos, escreveu num artigo publicado no dia 10 de novembro que o Papa Francisco, na sua exortação Amoris Laetitia [Alegria do Amor], não está a tentar “criar uma nova doutrina” mas a “incorporar uma maneira misericordiosa de aplicar a lei”.

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Pe. Gerald Bednar

Criticou os “dissidentes” da Amoris Laetitia que “não conseguem entender uma distinção, subtil mas importante, entre lei e piedade”.

“A questão não é se o divórcio é permitido. Claramente não é. A questão é se um segundo casamento deve ser caracterizado continuamente como adultério. Essa questão específica não foi tratada anteriormente, nem mesmo na Familiaris Consortio“, escreveu Bednar.

A Igreja, porém, seguindo as palavras de Cristo nos Evangelhos a respeito do casamento, ensina que um casamento consumado entre um homem batizado e uma mulher que contraiu validamente a união é indissolúvel, ou seja, essa união não pode ser quebrada por nenhuma autoridade, incluindo o Papa.

De acordo com Sexto Mandamento de Deus que proíbe o adultério, a Igreja ensina que a união sexual entre um homem casado, ou mulher, e alguém que não seja seu cônjuge constitui um ato que, por si só, independentemente de circunstâncias ou intenções, é sempre “gravemente ilícito, em virtude do seu objeto”.

“O adultério refere-se à infidelidade conjugal”, afirma o Catecismo da Igreja Católica. “Quando dois parceiros, dos quais ao menos um é casado, estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efémera, cometem adultério.”

“O Sexto Mandamento e o Novo Testamento proscrevem absolutamente o adultério”, acrescenta o Catecismo.

Bednar escreveu que o Papa Francisco “propõe que, em casos apropriados, os parceiros já num segundo casamento possam entrar num período de discernimento, acompanhado por um sacerdote experiente, para que possam refletir sobre questões relevantes. Após um período adequado de tempo, eles podem realizar uma confissão sacramental na qual aceitam uma penitência apropriada e recebem a absolvição”.

“A comunhão pode seguir-se a esse discernimento e penitência (AL 305)”, acrescentou.

A Igreja, porém, ensina que somente os católicos que se encontram em estado da graça, ou seja, livres de pecado mortal e na disposição correta, podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Muitos bispos, seguindo este ensinamento, interpretaram a Exortação do Papa como não permitindo a comunhão de católicos divorciados civilmente recasados que vivem em adultério. Entre estes, incluem-se um conjunto de bispos do Canadá, dos EUA e todos os bispos polacos.

Bednar afirmou que a “resposta tradicional”, que os casais em situações conjugais irregulares vivam como “irmão e irmã” antes de receberem a Comunhão, faz com que muitos “recuem perante a ideia de simular o sacramento [do casamento]”.

Afirmou que “o Papa Francisco mostra misericórdia” para com aqueles que falharam na sua primeira tentativa de casamento por falhas morais pessoais.

“Depois de confessarem o seu pecado, eles devem contentar-se apenas com uma simulação de casamento? Todos concordam que depois de divorciado de um casamento válido e depois do novo casamento, o parceiro culpado deve arrepender-se e reconciliar-se. Se não houver reconciliação, à medida que os anos passam, a situação dos parceiros pode mudar. A misericórdia pode pedir se mantenha o segundo casamento conforme está”, disse ele.

O artigo de Bednar surge um ano depois de quatro cardeais terem publicado cinco questões (dubia) ao Papa Francisco, perguntando se sua exortação está em conformidade com os constantes ensinamentos religiosos. As asserções feitas por Bednar, neste seu artigo, a respeito do casamento, do adultério e dos sacramentos revelam a relevância das perguntas sem resposta dos cardeais dos dubia.

Os três primeiros dubia perguntam:

1) Seguindo as afirmações da Amoris Laetitia (n. 300-305), um casal adúltero habitual pode obter a absolvição e receber a Sagrada Comunhão?

2) Com a publicação da Amoris Laetitia (ver n. 304), ainda se pode considerar válido o ensinamento de São João Paulo II, na Veritatis Splendor, de que existem “normas morais absolutas que proíbem atos intrinsecamente maus e que são vinculantes sem exceções”?

3) Depois da Amoris Laetitia (n. 301), ainda se pode afirmar que o adultério habitual pode ser uma “situação objetiva de pecado grave habitual”?

No início desta semana, o Cardeal Raymond Burke, um dos cardeais dos dubia, fez um “apelo final” pela clareza ao Papa Francisco.

Afirmou que a situação atual da Igreja está “a agravar-se continuamente” com bispos desde Filadélfia a Malta a oferecerem interpretações divergentes e “às vezes incompatíveis” da Amoris Laetitia.

O Cardeal disse que o leque de interpretações está a colocar em perigo “questões essenciais do depósito da fé” e “levou alguns a propor uma mudança de paradigma em relação à prática moral da Igreja”.

Burke indicou que uma “correção formal” dos cardeais ao Papa pode tornar-se “necessária” de modo a fornecer uma “apresentação clara do ensino da Igreja sobre os pontos em questão”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 16 de novembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 11/2017

Cardeal Burke: “urgência” em resolver os dubia “pesa bastante no meu coração”

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Por Claire Chretien

PARRAMATTA, Austrália, 22 de setembro, 2017 (LifeSiteNews) – Morreram dois dos quatro cardeais dos dubia que buscavam clareza moral junto do Papa Francisco a respeito dos seus controversos ensinamentos sobre o casamento e a família. Isso, contudo, não impedirá os restantes dois cardeais de continuarem o “importante trabalho de resolução dos dubia“, afirmou o cardeal Raymond Burke, um dos signatários dos dubia, em nova entrevista.

Numa ampla entrevista ao Catholic Outlook da diocese católica de Parramatta, Burke disse que “a urgência de uma resposta aos dubia deriva do dano causado às almas pela confusão e pelo erro que se produz enquanto as questões fundamentais levantadas não são respondidas de acordo com o constante ensino e prática da Igreja”.

Essa urgência “pesa muito no meu coração”, afirmou.

A confusão acerca da Amoris Laetitia levou as pessoas a “sentir que a Igreja não é um ponto de referência seguro”, disse Burke.

“Não há clareza sobre esses assuntos”, disse ele. “Essas pessoas estão numa situação muito complicada. É demonstrável, é um facto que temos conferências episcopais que se contradizem a respeito da Amoris Laetitia, os Bispos contradizem-se; temos fiéis leigos que discutem uns com os outros sobre isso; e tantos sacerdotes sofrem particularmente porque os fiéis chegam até eles à espera de certas coisas que não são possíveis, isto porque receberam uma dessas interpretações erróneas da Amoris Laetitia. Como resultado, deixam de entender o ensinamento da Igreja”.

“Sabemos que na Igreja temos apenas um guia, o Magistério, o ensinamento da Igreja, mas agora parecemos estar divididos entre os chamados campos políticos”, explicou Burke. “Além disso, mesmo a linguagem utilizada é muito mundana e isso preocupa-me muito.”

Burke, um dos mais firmes defensores da ortodoxia católica, disse que a Igreja pode dar “rumo” e conduzir à transformação cultural “em termos de respeito pela vida humana, respeito pela integridade da família e respeito pela liberdade religiosa”.

Burke sente a perda dos irmãos cardeais

Ele expressou ainda a sua tristeza pela perda de dois dos quatro signatários dos dubia, nomeadamente os cardeais Joachim Meisner e Carlo Caffarra. Dos quatro, apenas ele e o cardeal Walter Brandmüller continuam vivos.

Contou que Caffarra “sofreu profundamente” porque “a confusão e o erro na Igreja conduziram a graves prejuízos para as almas”.

“Ao longo dos anos fui abençoado pela amizade do cardeal Carlo Caffarra, um excelente sacerdote e um académico em teologia do casamento e da vida familiar altamente conceituado”, afirmou Burke. “Durante os últimos três anos, trabalhei muito de perto com ele na defesa do casamento e da vida familiar face a uma crescente confusão e até mesmo erro, os quais entraram também na Igreja”.

“Em todos os encontros com o cardeal Caffarra fiquei impressionado com sua pureza de coração e com seu caráter totalmente sacerdotal”, continuou Burke. “Ele amava Cristo e o Seu Corpo Místico, a Igreja, com todo o seu coração. Por essa razão, sofreu profundamente pelo facto de que a atual situação de “confusão e erro na Igreja conduziram a graves prejuízos para as almas”.

No entanto, Caffarra “nunca questionou a presença de Nosso Senhor connosco, de acordo com a Sua promessa aos discípulos, e nunca questionou a intercessão maternal da Virgem Mãe de Nosso Senhor”.

“Enquanto estamos tristes por perder a colaboração terrena desses dois grandes pastores e prelados, estamos certos de que eles continuarão a ajudar-nos com as suas orações inspiradas na sua caridade pastoral duradoura”, assegurou Burke.

Os liberais da Igreja “fazem ataques pessoais” enquanto apelam ao “diálogo”

Burke explicou que é muitas vezes mal retratado pelos média que o apresentam fundamentalmente em oposição ao Papa.

“Retratam o Papa Francisco como uma pessoa maravilhosa e aberta e não há nada de errado com isso, mas descrevem-me como o oposto”, disse Burke. “Eu acredito que qualquer pessoa que tenha tido alguma experiência comigo enquanto sacerdote ou bispo diria que sou muito pastoral e, de facto, não vejo nenhuma contradição entre ser pastoral e ser fiel no anúncio dos ensinamentos da Igreja e no cumprimento das leis da Igreja.”

“Eles fazem uma caricatura de alguém que pede clareza sobre certos assuntos, dizem “bem, ele é o inimigo do Papa” e está a tentar construir uma oposição ao Papa, o que, de todo, não é o caso, como é evidente“, disse Burke.

Burke criticou a tendência dos progressistas da Igreja que atacam pessoalmente qualquer pessoa que discorde deles enquanto fingem que são a favor do “diálogo”.

“Aquilo que me apercebo constantemente é que os ditos liberais, as pessoas que incitam à revolução na Igreja e tudo o mais, são liberais e querem diálogo mas só enquanto concordamos com eles”, disse Burke. “A partir do momento em que colocamos uma questão, eles tornam-se muito arrogantes, fazem ataques pessoais, aquilo a que chamamos argumentos de ad hominem, entre outras coisas. Isso realmente não é útil. Estamos a falar de verdades, estamos a falar de factos e devemos evitar esses tipos de ataques”.

“É um modo muito mundano de tratar as coisas, o qual não deve existir na Igreja, mas é aí que estamos neste momento”, disse ele. “As pessoas até fazem comentários depreciativos sobre outras pessoas quando não concordam com elas”.

“Bem, refiro-me a: «O que é que eu dise que não é verdade?» E eu respondo a isso”, continuou o cardeal. “Se me acusarem simplesmente de estar «fora de tom», «fora de contacto», ou seja o que for, «medieval», ou iludido, não há resposta para isso”.

Burke disse que reza pelos cardeais e outros na Igreja que o atacam.

“Eles são cardeais da Igreja” e em “posições de enorme responsabilidade”, afirmou. “Tenho também uma certa fraternidade com eles como membros do mesmo Colégio, o Colégio dos Cardeais, portanto nem é preciso dizer” que rezo por eles.

Esperança em Nosso Senhor

Burke encorajou os católicos a nunca desistirem da esperança, “independentemente de qualquer confusão ou mesmo divisões que entrem na Igreja”.

“Devemo-nos agarrar de forma mais fiel ao que a Igreja sempre ensinou e praticou”, disse o cardeal. “E assim iremos realmente salvar as nossas próprias almas, com a ajuda da graça de Deus, da qual, obviamente, nos devemos sempre aproximar.”

“Nosso Senhor está sempre connosco na Igreja”, continuou ele. “Ele é o nosso principal sacerdote e guia, portanto devemos ter confiança em seguir uma vida cristã. Devemos ter esperança Nele”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 22 de setembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade da sua autora, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 9/2017

Correção Formal ao Papa Francisco: 12 factos que é preciso conhecer

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Por Dorothy Cummings McLean

ROMA, Itália, 18 de agosto, 2017 (LifeSiteNews) – Em entrevista ao The Wanderer, no dia 14 de agosto, o cardeal Leo Burke afirmou ser “necessária” uma “correção” formal de alguns dos ensinamentos do Papa Francisco a respeito do casamento e da família.

Aqui estão 12 factos sobre a correção proposta:

1) A correção será uma tentativa de eliminar a confusão e sanar as divisões na Igreja Católica causadas por divergentes interpretações da exortação pós-sinodal, do Papa Francisco, Amoris Laetitia.

2) A correção seguirá os cinco dubia (perguntas) sobre as implicações doutrinais dos parágrafos 300 a 305 da Amoris Laetitia enviados ao Papa Francisco e ao Cardeal Gerhard Müller, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 19 de setembro de 2016.

3) Os dubia, assim como a carta anexa, foram assinados pelos cardeais Walter Brandmüller, Carlo Caffarra, Joachim Meisner (agora falecido) e Raymond Burke.

4) O Papa Francisco optou por não responder aos dubia e, por conseguinte, a confusão e a divisão a respeito da Amoris Laetitia mantêm-se dentro da Igreja Católica, necessitando de uma correção.

5) Como evidência desta divisão, afirmou o cardeal Burke ao The Wanderer, “Os bispos contam-me que, quando insistem no verdadeiro ensinamento da Igreja a respeito das uniões matrimoniais irregulares, as pessoas simplesmente rejeitam os seus ensinamentos. Dizem que outro bispo ensina de modo diferente e eles preferem segui-lo”.

6) Como evidência adicional da divisão, o cardeal Burke citou o arcebispo de Malta, que declarou que os bispos malteses “seguem o ensinamento do Papa Francisco e não o de outros Papas”, uma afirmação que o cardeal Burke considera “chocante”.

7) Apesar de não ter acontecido durante séculos uma correção formal a um Pontífice reinante em questões doutrinárias, já houve correções a Papas anteriores em várias questões, incluindo assuntos administrativos.

8) A correção proposta afirmará o ensino claro da Igreja Católica a respeito do casamento, família, atos intrinsecamente maus e outros assuntos postos em causa pela Amoris Laetitia, confrontando-os com o que tem sido “de facto ensinado” pelo Papa Francisco.

9) Se houver uma correção, ela chamará o Papa Francisco a corrigir os seus ensinamentos em obediência a Cristo e ao Magistério da Igreja.

10) A correção constituirá uma declaração formal à qual o Papa Francisco será, na opinião do cardeal Burke, “obrigado” a responder.

11) O cardeal Burke afirmou que o Pontífice Romano é o princípio da unidade entre todos os bispos, tendo portanto a responsabilidade de pôr termo à atual divisão entre os bispos através de um pronunciamento claro do ensinamento da Igreja.

12) Rejeitando qualquer tipo de cisma formal, o cardeal Burke acredita que existe atualmente apostasia dentro da Igreja, conforme fora previsto por Nossa Senhora de Fátima.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 18  de agosto de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2017

Cardeal Burke: Como se configurará a correção formal ao Papa Francisco

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Por Pete Baklinski

16 de agosto, 2017 (LifeSiteNews) – Uma vez que o Papa Francisco optou por não responder às cinco questões sobre se a sua exortação Amoris Laetitia está em conformidade com os ensinamentos católicos, torna-se “necessária” uma “correção” das orientações em que o seu ensinamento se afasta da fé católica, disse o Cardeal Raymond Burke numa nova entrevista .

O Cardeal, que é um dos quatro que, há quase um ano, assinaram os dubia para pedirem ao Papa a clarificação dos seus ensinamentos, explicou, em entrevista ao The Wanderer, como prosseguiria o processo para a realização de uma “correção formal”.

“Parece-me que a essência da correção é bastante simples”, explicou Burke.

“Por um lado, define-se o ensino claro da Igreja; por outro lado, é apresentado o que é realmente ensinado pelo Pontífice Romano. Se houver uma contradição, o Pontífice Romano é chamado a corrigir o seu próprio ensinamento em obediência a Cristo e ao Magistério da Igreja”, afirmou.

“Levanta-se a questão: Como seria isso feito? É feito muito simplesmente por uma declaração formal à qual o Santo Padre seria obrigado a responder. Os cardeais Brandmüller, Caffarra, Meisner e eu usamos uma antiga prática da Igreja para propor os dubia ao Papa”, continuou o Cardeal.

“Isso foi feito de uma forma muito respeitosa e não de modo agressivo, a fim de dar-lhe a oportunidade de afirmar o ensino imutável da Igreja. O Papa Francisco escolheu não responder aos cinco dubia, portanto agora é necessário simplesmente afirmar o que a Igreja ensina sobre o casamento, a família, atos intrinsecamente maus e assim por diante. Estes são os pontos que não são claros nos atuais ensinamentos do Pontífice Romano; portanto, esta situação deve ser corrigida. A correção incidiria então principalmente sobre esses pontos doutrinários”, acrescentou.

No ano passado, os quatro cardeais trouxeram a público as suas perguntas (dubia) depois que o Papa não lhes ter dado uma resposta. Eles esperavam que, respondendo às suas cinco perguntas de sim-ou-não, o Papa dissiparia o que eles chamavam de “incerteza, confusão e desorientação entre muitos fiéis” decorrentes da controversa exortação.

Em junho, os quatro cardeais publicaram uma carta dirigida ao Papa na qual pediram, sem sucesso, uma audiência privada para discutir “a confusão e a desorientação” existente dentro da Igreja devido à exortação.

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Da esquerda para a direita, primeiro em cima e depois em baixo: cardeais Raymond Burke, Joachim Meisner (agora falecido), Walter Brandmüller e Carlo Caffarra

A exortação tem sido usada por vários bispos e grupos de bispos, incluindo os da Argentina, Malta, Alemanha e Bélgica, para emitir diretrizes pastorais que autorizam que a Comunhão seja dada a católicos divorciados-civilmente-recasados a viver em adultério. Mas os bispos do Canadá e da Polónia emitiram declarações, com base na leitura do mesmo documento, proibindo tais casais de receber a Comunhão.

O papa Francisco não entrou ainda em diálogo com os três restantes cardeais.

Burke afirmou na entrevista ao The Wanderer que o Papa é o “princípio da unidade dos bispos e de todos os fiéis”.

“No entanto, a Igreja está a despedaçar-se neste momento com confusão e divisão”, disse ele.

“O Santo Padre deve ser chamado a exercer o seu ofício para pôr fim a isto”, acrescentou.

Se o Papa mantiver a sua recusa em responder aos dubia, o “próximo passo seria uma declaração formal reafirmando os ensinamentos claros da Igreja, conforme o estabelecido nos dubia“, disse Burke.

“Para além disso, seria declarado que essas verdades da Fé não estão a ser afirmadas com clareza pelo Pontífice Romano. Por outras palavras, em vez de colocar as perguntas conforme foi feito nos dubia, a correção formal daria as respostas de forma clara, em conformidade com o que os ensinamentos Igreja”, acrescentou.

É  amplamente consensual que os Cardeais, seguindo as doutrinas da Igreja sobre o casamento, a confissão e a Eucaristia, responderiam às cinco perguntas de sim-ou-não deste modo:

  1. Seguindo as afirmações da Amoris Laetitia (n. 300-305), um casal adúltero habitual pode obter a absolvição e receber a Sagrada Comunhão? NÃO
  2. Com a publicação da Amoris Laetitia (ver n. 304), ainda se pode considerar válido o ensinamento de São João Paulo II, na Veritatis Splendor, de que existem “normas morais absolutas que proíbem atos intrinsecamente maus e que são vinculantes sem exceções”? SIM
  3. Depois da Amoris Laetitia (n. 301), ainda se pode afirmar que o adultério habitual pode ser uma “situação objetiva de pecado grave habitual”? SIM
  4. Após as afirmações de Amoris Laetitia (n. 302) são os ensinamentos de João Paulo II na Veritatis Splendor ainda válidos de que “circunstâncias ou intenções nunca podem transformar um ato intrinsecamente desonesto pelo seu objeto, num ato ‘subjetivamente’ honesto ou defensível como opção”? SIM
  5. Depois da Amoris Laetitia (n. 303), ainda é necessário considerar válido o ensinamento da encíclica Veritatis Splendor de São João Paulo II “que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência, e afirma que a consciência jamais está autorizada a legitimar exceções às normas morais absolutas que proíbem ações intrinsecamente más pelo próprio objeto”? SIM

O cardeal Burke afirmou que os fiéis católicos que estão frustrados com a liderança do Papa Francisco na Igreja não devem considerar alguma ideia de “cisma”.

“As pessoas falam de um cisma de facto. Eu sou absolutamente contrário a qualquer tipo de cisma formal – um cisma nunca pode ser correto”, disse ele.

“As pessoas podem, no entanto, estar a viver numa situação cismática se o ensino de Cristo foi abandonado. A palavra mais apropriada seria a única que Nossa Senhora usou na sua Mensagem de Fátima: apostasia. Pode haver apostasia dentro da Igreja e, de facto, é o que está a acontecer. Relacionado com a apostasia, Nossa Senhora também se referiu à falha dos pastores em manter a Igreja unida”, acrescentou.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 16 de agosto de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2017

Clero é o “principal obstáculo” à agenda do Papa Francisco: jornal do Vaticano

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Por Pete Baklinski

ROMA, 27 de julho, 2017 (LifeSiteNews) – O “principal obstáculo” que o Papa Francisco encontra na implementação da sua agenda para a Igreja vem da “falta de abertura, se não mesmo hostilidade” de “uma boa parte do clero, tanto nos altos níveis como nos baixos”, dizia um artigo do jornal semi-oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, no fim de semana.

Giulio Cirignano, um padre italiano e especialista em Escritura, da Faculdade Teológica da Itália Central, acusou todos os níveis do clero – padres, bispos e cardeais – de se oporem à agenda do Papa porque estão ligados a formas tradicionais de pensamento e de práticas.

“O principal obstáculo que se coloca no caminho de conversão que o Papa Francisco quer trazer para a Igreja é constituído, até certo ponto, pela atitude de uma boa parte do clero, nos altos e nos baixos níveis… uma atitude, por vezes, de não abertura se não hostilidade”, afirmou.

Cirignano defende que, em geral, são os fiéis, e não o clero, os únicos que reconhecem que agora é o “momento favorável” para a “conversão” da Igreja defendida pelo Papa Francisco.

“A maioria dos fiéis tem compreendido, apesar de tudo, o momento favorável, o Kairos, que o Senhor está a oferecer à sua comunidade. A maior parte está a comemorar”, afirmou.

“Mesmo assim, a parte [da comunidade] mais próxima de pastores pouco iluminados mantém-se atrás de um velho horizonte, o horizonte das práticas habituais, da linguagem fora de moda, do pensamento repetitivo vazio de vitalidade”, acrescentou.

Cirignano apontou vários fatores para explicar porque é que grande parte do clero não apoia a agenda do Papa para a Igreja. Isso inclui, explicou, o facto de muitos possuírem um “modesto nível cultural”, uma imagem inaceitável do que significa ser sacerdote e ainda confusão teológica a respeito de Deus e da religião.

Muitos clérigos que se opõem ao Papa Francisco, continuou, atuam a partir de uma velha teologia, associada à Contra-Reforma. Tal teologia, disse ele, é “sem alma.” Ela é responsável por transformar a “apaixonante e misteriosa aventura de acreditar” em “religião” que não atinge o nível de uma “fé” verdadeira.

Cirignano explicou que tal “religião” produz um “deus hipotético” que é, “para a maior parte, projeção humana da sua mente.”

“A religião surge a partir do medo e das necessidades humanas… Tem no entanto esta grande limitação: o Deus da religião é, para a maior parte, a projeção humana da sua mente, dos seus medos, das suas necessidades. É um deus hipotético.”

“Quando o sacerdote é muito marcado por uma mentalidade religiosa e muito pouco por uma fé límpida, então tudo se torna mais complicado”, disse ele, acrescentando: “Arrisca-se a ser a vítima de muitas coisas inventadas pelo homem a respeito de Deus e da Sua vontade.

A palavra “religião” vem de uma palavra latina que significa “vincular”. Através da religião, os católicos vinculam-se às verdades da fé, principalmente como foi expresso pelos primeiros credos da Igreja (o dos Apóstolos e o de Niceia) que ainda hoje são recitados. O Catecismo da Igreja Católica ensina a necessidade de tais declarações formais na religião católica, uma vez que elas ajudam quem as professa a “alcançar e aprofundar a fé de todos os tempos.”

Desde a sua eleição em 2013, o Papa Francisco tem impulsionado uma visão da Igreja onde as práticas pastorais entram por vezes em conflito com o constante ensinamento católico e onde casos complicados se tornam a exceção à regra.

Os seus ensinamentos ambíguos, especialmente os da sua controversa exortação Amoris Laetitia, de 2016, levaram bispos e cardeais a interpretar as suas palavras de formas que conduziram a práticas pastorais contraditórias.

Aqueles que têm pedido clarificação ao Papa, como os quatro cardeais (um dos quais já faleceu), bem como numerosos teólogos católicos e académicos, têm sido ignorados.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 27 de julho de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2017

Ex-chefe da doutrina no Vaticano critica a forma como o Papa o demitiu: “Não posso aceitar” o seu estilo

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Por John-Henry Westen

ROMA, 7 de julho, 2017 (LifeSiteNews) – O cardeal Gerhard Müller, chefe da doutrina recentemente demitido do Vaticano, dirigiu uma dura crítica ao Papa Francisco.

Em entrevista ao jornal alemão Passauer Neue Presse, o Cardeal revelou detalhes da reunião em que conheceu a recusa do Papa em renovar o seu mandato de cinco anos como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF).

O costume nos últimos 50 anos tem sido o de renovar o mandato de Prefeito pelo menos até ele chegar à idade de aposentação.

O Papa Francisco, segundo o cardeal Müller, “comunicou a sua decisão” de não lhe renovar o mandato “em menos de um minuto”, no último dia de trabalho do seu mandato de cinco anos, e não lhe comunicou qualquer justificação.

“Este estilo [sic] não posso aceitar”, disse Müller. Ao lidar com os funcionários, “o ensino social da Igreja deve ser aplicado”, acrescentou.

Para o Cardeal Müller, a sua própria demissão é uma reminiscência da recente demissão de três importantes sacerdotes do seu escritório na CDF por ordem do Papa. Antes do Natal do ano passado, o cardeal Müller dirigiu-se ao Papa para discutir os despedimentos, pois, quando ouviu falar deles, ficou perplexo por os competentes padres terem sido demitidos sem explicação.

O famoso Vaticanista Marco Tosatti relatou a substituição dos três sacerdotes desta forma:

 

[Müller] disse: “Sua Santidade, recebi estas cartas (exigindo a demissão dos sacerdotes), mas não fiz nada porque essas pessoas estão entre os melhores do meu dicastério… o que fizeram eles?” A resposta foi a seguinte: “E eu sou o Papa, não preciso de dar justificações por nenhuma das minhas decisões. Eu decidi que eles têm que sair e eles têm que sair.” Levantou e esticou a mão para indicar que a audiência tinha terminado.

Apesar das suas críticas ao estilo do Papa, o cardeal Müller assumiu, no entanto, a sua lealdade ao Pontífice e espera continuar em Roma e talvez servir de ligação entre o Papa e os três restantes cardeais dos dubia.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 7 de julho de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 7/2017

Bispo Scheneider: a consagração da Rússia conduzirá “à plenitude da conversão”

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Por John-Henry Westen

ROMA, 30 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – Depois de o cardeal Raymond Burke ter feito o seu apelo histórico à consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, no Fórum da Vida, em Roma, na semana passada, um dos seus apoiantes mais entusiastas foi o Bispo Athanasius Schneider, que também esteve presente no Fórum.

O bispo Schneider foi um dos primeiros signatários do apelo à consagração e explicou ao LifeSiteNews os seus pensamentos a esse respeito.

O bispo Schneider diz que considera que a iniciativa do cardeal Burke de pedir ao Santo Padre para “consagrar” explicitamente a Rússia ao Imaculado Coração de Maria “é muito importante”. Será, segundo ele, “o cumprimento mais completo e perfeito do desejo de Nossa Senhora de Fátima.

A noção de consagração surge da mais famosa e aceite aparição da Mãe de Jesus, que foi declarada autêntica pela Igreja Católica e citada por numerosos Papas nos últimos 100 anos. Foi também autenticada pelo mais maravilhoso e documentado milagre de todos os tempos – a “dança do sol”, testemunhada por 70 mil pessoas e registada pela imprensa secular.

Nossa Senhora disse em Fátima que Cristo desejava que o Papa, em união com os bispos do mundo, consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração. Ela prometeu que, quando isso acontecesse, a Rússia converter-se-ia e um período de paz seria dado ao mundo. Caso contrário, advertiu Nossa Senhora de Fátima, a Rússia “espalhará seus erros pelo mundo, causando guerras e perseguições à Igreja”. E acrescentou: “Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas”.

O Papa São João Paulo II confiou o mundo ao Imaculado Coração em 1984, mas, por ter sido aconselhado, optou por não mencionar a Rússia, mesmo que quisesse fazê-lo. Os seus conselheiros disseram-lhe que isso seria demasiado ofensivo para a Igreja Ortodoxa Russa e ele cedeu às suas exigências, de acordo com o testemunho recentemente revelado pelo cardeal Paul Josef Cordes.

O bispo Schneider disse que acredita que uma consagração explícita da Rússia pelo Papa em união com os bispos “nos trará abundantes graças para Igreja” e também para a “Rússia e para a Igreja Russa”.

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, prometeu Nossa Senhora de Fátima. “O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e um período de paz será concedido ao mundo”.

O bispo Schneider explicou que a Rússia ainda não chegou “à plenitude da conversão, que é tornarem-se católicos, unidos à Santa Sé”. Isto, disse ele, “trará muitas graças” que “Nossa Senhora prometeu para o nosso tempo, para o triunfo de Seu Imaculado Coração”.

Até agora, a conversão da Rússia e a paz continuam a ser ilusórias. Houve mais guerras, massacres, mártires e abortos no último meio século do que nunca na história. A Rússia, onde o aborto foi legalizado pela primeira vez em 1920, possui ainda a maior taxa de aborto per capita do mundo. Com uma população de 143 milhões, tem 1,2 milhões de abortos por ano.

A Ir. Lucia, a mais velha dos videntes de Fátima, e também a que viveu mais tempo, escreveu ao cardeal Carlo Caffarra, há mais de trinta anos, dizendo-lhe que “chegará um momento em que a batalha decisiva entre o reino de Cristo e Satanás será sobre o casamento e a família”. No seu discurso no Fórum da Vida, em Roma, o Cardeal Caffarra disse que chegou o tempo que ela lhe anunciou.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 30 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

D. Athanasius Scheneider estará em Fátima no dia 14 de julho.

Programa do encontro:

  • Santa Missa às 10:00h na Capela da Ressurreição do Santuário de Fátima.
  • Às 11:30h, palestra intitulada “O significado profético extraordinário da mensagem de Fátima” no Hotel de Santo Amaro.
  • Almoço às 13:00h no Hotel de Santo Amaro; o preço do prato são 15€, pagos no local, sendo necessário reservar lugar através do envio de um email para fatima@adelantelafe.com com o nome e o número de acompanhantes.

Basto 7/2017

Papa Francisco denuncia ordens “restauracionistas” cheias de jovens

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Por Pete Baklinski

ROMA, 9 de fevereiro, 2017 (LifeSiteNews) – O Papa Francisco afirmou que o surgimento de novos institutos religiosos que atraem muitas vocações religiosas o “preocupam” porque muitas vezes promovem “rigidez”. Francisco acusou as novas ordens religiosas tradicionais de serem “pelagianas”, que desejam regressar ao ascetismo e à penitência.

Numa referência óbvia aos Legionários de Cristo, apelidou os jovens das ordens tradicionais de “soldados que parecem prontos para fazer qualquer coisa pela defesa da e da moralidade, e logo aparece algum escândalo envolvendo o fundador [masculino ou feminino].”

“Então não ponham esperanças no aparecimento massivo e repentino desses institutos,” acrescentou.

Quando me dizem que uma congregação que atrai tantas vocações, confesso que me preocupa,” disse ele durante a reunião à porta fechada com 140 superiores gerais de ordens e congregações religiosas masculinas que teve lugar no dia 25 de novembro. O texto da não programada sessão de perguntas e respostas foi publicado esta semana pelo importante jornal italiano Corriere della Cera.

Questionado sobre como lançar os corações dos jovens para a causa do Evangelho, o Papa focou-se na formação dos “seminaristas e futuros sacerdotes.”

Francisco afirmou que, na formação dos sacerdotes, a “lógica do preto e branco” que “pode conduzir à casuística abstrata” deve ser evitada.

“Discernimento, por sua vez, significa avançar através do cinzento da vida segundo a vontade de Deus. E a vontade de Deus deve ser encontrada de acordo com a verdadeira doutrina do Evangelho e não na rigidez de uma doutrina abstrata,” disse ele.

Questionado acerca do que deveria ser feito em relação ao decrescente número de vocações para sacerdócio, o Papa respondeu que, assim como o declínio o “preocupa, também está preocupado com o surgimento de novas ordens religiosas tradicionais.

“Algumas são, diria, restauracionistas: parecem oferecer segurança mas, em vez disso, oferecem apenas rigidez,” afirmou.

“Quando me dizem que há uma congregação que atrai tantas vocações, devo confessar que me preocupo. O Espírito não segue a lógica do sucesso humano: funciona de outra maneira. Mas eles dizem-me que há tantos jovens preparados para fazer qualquer coisa, que rezam muito, que são verdadeiramente fiéis. E eu digo para comigo: Maravilhoso: veremos se é o Senhor!.”

As ordens tradicionais não apenas preocupam o Papa Francisco. Logo nos primeiros meses depois de se tornar Papa em março de 2013, Francisco agiu rapidamente para desmantelar completamente a florescente congregação dos Frades Franciscanos da Imaculada. A ordem que promoveu a missa em latim foi uma das mais fiéis de todas as novas ordens religiosas católicas, especialmente no que se refere à sua dedicação pró-vida. A atitude papal surpreendeu os fiéis católicos.

Em 2015, o Papa advertiu os bispos contra a ordenação de seminaristas “tradicionalistas“, afirmando que isso era como a colocar uma “hipoteca sobre a Igreja.”

Em 2012, sob Bento XVI, o Vaticano estava em processo de reforma do grupo ativista de freiras e irmãs americanas por causa da sua “mentalidade secularista [e] espírito feminista“. Depois de Francisco assumir as rédeas da Igreja, o processo concluiu-se com o envio de uma “mensagem positiva” a esse grupo de freiras.

Durante a sessão de perguntas e respostas de novembro, Francisco admitiu também que há “corrupção no Vaticano“, mas ele está contudo “em paz” pela “graça de Deus”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 9 de fevereiro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 2/2017