XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos termina com ambiente de discoteca

O chamado Sínodo dos Jovens terminou com um baile sinodal onde os “jovens ungidos com o dom da profecia e da visão” dançaram com os Padres Sinodais num ambiente espiritual que não se deixou, de modo algum, “sufocar e esmagar” por qualquer anúncio conhecido de “calamidades e desgraças”.

Queremos afirmar que compartilhamos o teu sonho: uma Igreja desinibida, aberta a todos, especialmente aos mais fracos, uma igreja hospital de campanha.

(Excerto da mensagem lida pelos jovens ao Papa Francisco durante o baile sinodal no encerramento da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, in Vatican News, 27/10/2018 – tradução livre)

Um dos momentos altos da cerimónia aconteceu quando o cardeal D. Lorenzo Baldisseri, o apresentador oficial da Alegria do Amor, a exortação papal que aceita o divórcio e o recasamento, subiu ao palco para interpretar no piano o tema principal do filme “História de Amor” (1970).

Baldisseri
À esquerda, D. Lorenzo Baldisseri junto ao cardeal pró-gay D. Christoph Schönborn na apresentação oficial da exortação apostólica Amoris Laetitia em 08 de abril de 2018. À direita, em cima, o cartaz do filme Love Story (1970) e, em baixo, a capa do disco do tema escolhido por Baldisseri para o encerramento do Sínodo dos Jovens.

A música é de Andy Williams, chama-se Where do I begin?(em português, “Por onde começo?”) e faz parte do álbum “Hold Me Close”.

Basto 10/2018

O gangue do sínodo prepara outro assalto à Igreja – Falso sínodo III: perguntemos aos jovens o que Jesus quer!

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Página do questionário preparatório do Sínodo de 2018 “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” (disponível online até dia 30 de novembro de 2017)

 

Por Christopher A. Ferrara

Nunca houve dúvidas, é claro, de que o próximo falso sínodo, intitulado “Jovens, fé e discernimento vocacional”, será outro ataque ao ensinamento moral católico. O falso sínodo de 2018 seguirá a linha do último show pomposo que dissimulou, num palco cuidadosamente manuseado, uma intenção preconcebida de acomodar o divórcio e o “recasamento” na Igreja, derrubando, na prática, a bimilenar proibição da Igreja da Sagrada Comunhão a adúlteros públicos que vivem em “segundos casamentos”.

O falso sínodo de 2018 será liderado pelo cardeal Lorenzo (“o ladrão de livros”) Baldisseri, cuja rude manipulação dos procedimentos do “Sínodo sobre a Família” (incluindo a confiscação do “Livro dos Cinco Cardeais” que defende o ensino tradicional da Igreja sobre o casamento) desencadeou uma rebelião aberta liderada pelo cardeal Pell. (Apesar de tudo, no final, o Papa Francisco obteve o resultado que queria desde o início, publicando Amoris Laetitia.)

Apenas duas frases do documento preparatório para o falso sínodo de 2018 são suficientes para nos avisar de que a Igreja está à beira de outro assalto:

Assim como outrora Samuel (cf. 1 Sm 3, 1-21) e Jeremias (cf. Jr 1, 4-10), existem jovens que sabem vislumbrar aqueles sinais do nosso tempo, apontados pelo Espírito. Ouvindo as suas aspirações, podemos entrever o mundo de amanhã que vem ao nosso encontro e os caminhos que a Igreja é chamada a percorrer. (Introdução) “

Sim, é verdade, Baldisseri e o gangue vão “ouvir os jovens” a instruir os mais velhos sobre o que a Igreja deveria fazer. Pelo menos essa é a história da capa. Na verdade, porém, eles vão pretender “ouvir os jovens” enquanto se preparam para executar o plano que, sem dúvida, já puseram em ação para a próximo comprometimento do ensinamento católico. Certamente, eles não ouvirão os jovens que se reúnem nas tradicionais missas latinas e procuram a fé autêntica dos seus pais. Esses jovens, diz Francisco, são “rígidos” e têm algum tipo de transtorno emocional pelo qual se deve “cavar, cavar” para entender o que esses jovens rígidos estão a “esconder”.

O falso sínodo de 2018 está a utilizar o anterior modus operandi de um tendencioso “questionário preparatório” online, respondido por um qualquer Tom, Dick ou Harry que queira entrar. Esta falsa pesquisa está a ser usada para nos informar que “os jovens” querem mudanças, grandes mudanças, na Igreja. Como informa a página espanhola Religión Digital:

“Muitos dos jovens fiéis ainda veem a Igreja como um «lugar de proibições». Essa é uma das conclusões de uma primeira amostra das respostas ao questionário preparatório para o Sínodo dos Bispos de 2018 sobre «os jovens, a fé e o discernimento vocacional», de acordo com seu secretário geral, o cardeal Lorenzo Baldisseri”.

Baldisseri é citado da seguinte forma: “Precisamos de olhar para os jovens não só para nos ajudarem a entender como proclamar o Evangelho, mas também para entender melhor o que Jesus quer para a sua Igreja, o que Ele espera, o que deve ser extirpado [removido] para tal missão”.

Então, de acordo com Ladrão de Livros, os “jovens” anónimos (sabemos realmente quantos anos têm?) que preencheram um inquérito online, não gostam de todas essas “proibições” na Igreja e estão a dizer-nos o que Jesus quer que seja feito – especialmente do que “Ele” quer que a Igreja se livre.

Cá vamos outra vez, enquanto a apostasia na Igreja atinge o máximo num confronto final com o diabo sobre o casamento e a família, tal como a Irmã Lúcia advertira ao falecido Cardeal Caffarra, à luz do Terceiro Segredo de Fátima.

No entanto, há esperança neste desenvolvimento: neste exato momento da história da Igreja, o diabo está a superar, provocando assim uma crescente reação entre os fiéis que veem a fraude sinodal em curso pelo que ela é. Mas a Virgem, como lembrou a Irmã Lúcia, já esmagou a cabeça da serpente. Todos os acontecimentos estão a alinhar-se para o final Triunfo do Imaculado Coração que se seguirá à Consagração da Rússia, embora isso possa ter que vir no meio de acontecimentos muito dramáticos para a Igreja e para toda a humanidade.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 23 de setembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. A imagem foi adicionada na presente edição, não fazendo parte da publicação original.

Basto 10/2017