Frases que nos fazem pensar: Pe. José Júlio Rocha

m.josé.júlio.rocha“Nós estamos diante de muita gente que é divorciada e recasada e esta gente precisa de nós. Já são quase em maior número os que estão casados pelo civil porque não o podem fazer por igreja. Ora, a igreja não pode senão dar uma resposta de misericórdia a esta gente pois se levarmos o Direito Canónico à letra tornamo-nos fariseus.”

(Pe. José Júlio Rocha, pároco na diocese de Angra do Heroísmo e professor de Teologia Moral)

Contexto da frase:

Explicação da nova doutrina do Papa Francisco sobre o Sacramento do Matrimónio durante uma conferência promovida pela Confraria do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela da Ribeira Grande; in Igreja Açores, 07/05/2019.

Basto 05/2019

A nova Igreja Amoris Laetitia: adultério como fonte de graça e caminho de santificação pessoal

Sabemos agora que a Paróquia de Santa Isabel, no Patriarcado de Lisboa, pôs em prática a nova doutrina do Papa Francisco sobre o Matrimónio anteriormente à publicação da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia. A informação é da agência de notícias da Conferência Episcopal Portuguesa.

Conceitos-chave: nova união fora do Sacramento do Matrimónio, nova Igreja, Igreja inteligente, Igreja […] a mudar… E ainda, como não podia deixar de ser, discernimento, [nova] misericórdia e Papa Francisco.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

Basto 04/2019

Bispo do Porto abre a Sagrada Comunhão a pessoas “recasadas” que continuam matrimonialmente unidas a outras

Em divergência total com a doutrina católica, sem causar no entanto a mínima surpresa, D. Manuel Linda, “fã do Papa Francisco a 200%“, acaba de publicar um documento com orientações pastorais que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão a casais divorciados civilmente recasados, na diocese do Porto.

nota.pastoral.porto.jpg
(Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto; in página oficial da Diocese do Porto, 06/03/2019)

Manuel Linda chega a citar abusivamente João Paulo II e Bento XVI para justificar a sua adesão precisamente ao ensinamento contrário do que estes papas defenderam na questão do acesso dos divorciados recasados à comunhão eucarística.

manuel.linda.abstinência
Manchete da entrevista concedida por D. Manuel Linda ao Observador em 17 de março de 2018.

É o próprio D. Manuel Linda quem nos recomenda alguma prudência para com o disposto neste documento que considera “imperfeito” e “rudimentar”, alicerçado nos ensinamentos do Papa Francisco, que pede soluções, “mesmo sem vermos com toda a clareza”.

Este documento é imperfeito e chamado, pela sua própria natureza, a ser ultrapassado: nem pretende abarcar a imensidade dos aspetos da pastoral familiar, nem se concebe como aquisição dogmaticamente definitiva. Por isso, as suas características de rudimentar e provisório apenas pretendem vincar a complexidade da questão e a abertura a todas as Igrejas diocesanas e à Igreja universal, sabiamente conduzida pelo Papa Francisco, para que continuemos à procura de prevenções e soluções, ainda que sem vermos com toda a clareza.

(D. Manuel Linda, in Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Não obstante o seu forte cariz misericordista, o método discernimental da diocese do Porto apresenta-se bastante mais moroso do que o de Leiria-Fátima, onde três semanas de discernimento intensivo podem ser suficientes para colocar o adúltero em condições de comungar. A diocese do Porto exige um estágio não inferior a seis meses de discernimento até poder finalmente confirmar o adúltero no seu recasamento civil, oferecendo-lhe uma espécie de certificado formal. Não especifica, porém, a tramitação do processo no caso de uma eventual separação dos recasados e início de nova situação de fragilidade, numa nova união ilícita.

Da conclusão e decisão deste processo deve elaborar-se, em duplicado, um documento assinado pela pessoa e pelo sacerdote que a acompanhou. Este documento é entregue na secretaria episcopal, para obter a validação pelo Bispo Diocesano ou seu delegado. Depois disso, um exemplar é arquivado e o outro entregue à pessoa que fez a caminhada de discernimento.

(D. Manuel Linda, in Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Merece ainda atenção a peculiaridade da escolha do “início desta quaresma” para a publicação das orientações pastorais desta nova doutrina do matrimónio para a diocese portuense. Com isto, o bispo do Porto expressa a sua intenção de uma verdadeira conversão interior – não dos pecadores mas – dos “pastores”, da sua “mentalidade” e da sua “pastoral”.

Entre nós, mais um forte candidato ao barrete cardinalício…

Basto 03/2019

Ativista gay da Companhia de Jesus continua com o seu depravado ministério homopastoral sob cobertura papal

A próxima ação de propaganda homossexualista e anti-cristã do assessor do Vaticano James Martin SJ terá lugar no dia 29 deste mês, na Universidade do Sagrado Coração, na Nova Inglaterra.

james martin.jpg
In Sacred Heart University, 07/12/2018 (adaptado).

A Sacred Heart University é uma universidade católica localizada na localidade de Fairfield, do Estado de Connecticut, nos EUA. É bastante provável que, mais uma vez, a maior parte da Igreja Católica, cheia de misericordismo, assobie para o lado… Entretanto, a petição lançada por um pequeno grupo de católicos para cancelar esta perversidade já ultrapassou os 16 milhares de assinaturas.

Basto 01/2019

Mais um ultra-misericordista para um alto cargo da Cúria Romana

O Papa Francisco nomeou o misericordista radical D. Charles Jude Scicluna, arcebispo de Malta, para Secretário Adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé.

D. Charles Jude Scicluna, Arcebispo de Malta, ao lado de D. Mario Grech, Bispo de Gozo (Gozo é uma diocese sufragânea de Malta)

Scicluna foi um dos primeiros bispos do mundo a aderir à nova doutrina do Papa Francisco que tolera o divórcio e o recasamento. Neste sentido, logo em janeiro de 2017, publicou, em conjunto o bispo de Gozo, os critérios que autorizam a abertura da Sagrada Comunhão a praticantes habituais de adultério, nos termos do controverso documento Amoris Laetitia.

bispos.de.malta2
Catholic Herald, 13 de janeiro de 2017.

O novo elemento da Congregação para a Doutrina da Fé é conhecido por tolerar e participar em cerimónias de apoio ao movimento LGBT nas igrejas de Malta.

bispos.de.malta3.jpg
Malta Today, 18 de maio de 2014.

A página oficial da Arquidiocese de Malta faz questão de mostrar que D. Charles Scicluna teve muito gosto em receber de presente um livro de propaganda LGBT, intitulado “Os Nossos Filhos”, oferecido por elementos da comunidade gay Drachma.

O novo elemento do antigo Santo Ofício defende que o Estado deve criar legislação que proteja as uniões homossexuais, uma vez que tais uniões, segundo o arcebispo, “não deixam de ser um serviço à dignidade destas pessoas“, apesar de achar que a palavra “casamento” não é a mais adequada para estes casos…

bispos.de.malta4
Página oficial da Arquidiocese de Malta, 01/07/2016.

Este homem foi convidado pelo Santo Padre para desempenhar um alto cargo no organismo da Igreja responsável por difundir a doutrina católica e defender a tradição da nossa fé.

Basto 11/2018