Rússia expulsa centenas de diplomatas americanos

A Rússia queixa-se de violações ao direito internacional, apesar da ocupação ilegal da Crimeia e das interferências no Leste da Ucrânia.

Basto 7/2017

Ucrânia não desiste da sua pretensão de aderir à NATO

A Ucrânia, a mais importante das ex-repúblicas soviéticas, não desistiu do seu firme propósito de aderir à Aliança Atlântica, apesar de todas as ameaças de Vladimir Putin.

Simultaneamente, a Estónia, uma ex-república soviética que já é membro da NATO, depois de assumir, no passado mês de junho, a presidência rotativa da União Europeia, defendeu o reforço militar dos estados-membro perante a ameaça russa e uma maior aproximação da UE aos países que se encontram sob a esfera de influência da Rússia.

Basto 7/2017

Estados Unidos lançam a “mãe de todas as bombas” no Afeganistão

Num momento em que o mundo não tinha ainda acabado de digerir a notícia do violento ataque à base aérea síria, ontem, os EUA lançaram a mais potente bomba não nuclear de sempre para atacar posições do Daesh no Afeganistão.

Ao mesmo tempo, a Península Coreana continua em ebulição.

Trump muda de ideias e, a partir de agora, a NATO “já não está obsoleta”.

Como não é obsoleta, movimenta-se no tabuleiro geopolítico mundial, marcando uma posição cada vez mais forte na Europa do Leste para fazer frente às tendências expansionistas da Rússia.

À medida que se aproximam as datas-chave do centenário das Aparições de Fátima, as notícias internacionais fazem-nos crer que, pelo menos para já, ainda não “será concedido ao mundo algum tempo de paz”. Pelo contrário, se o mundo continua por este caminho, “várias nações serão aniquiladas” naquilo que são os castigos profetizados em Fátima e em tantas outras profecias católicas. Ao mesmo tempo, o grande castigo espiritual já se abateu sobre tantas almas que, entregues agora às suas próprias consciências mal formadas, caíram na tentação da “nova misericórdia” que prescinde do arrependimento e leva à condenação.

Basto 4/2017

A nova guerra fria continua a aquecer

A Nato reforça a sua posição no Nordeste e no Sudeste do Continente Europeu, colocando militares na Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia, Bulgária e Turquia.

A Rússia transfere parte da sua Frota do Norte para o Mar Mediterrâneo para apoiar as operações na Síria.

Vladimir Putin mostra ao mundo o seu último “brinquedo”, o Satan 2, um míssil intercontinental capaz de destruir uma área equivalente a um país do tamanho da França. Para além deste “brinquedo”, a agência noticiosa de propaganda do regime, a Spuniknews, nunca se cansa de mostrar diariamente todos os outros.

São também de assinalar as movimentações de arsenal bélico rumo ao enclave de Kaliningrado, mesmo “dentro” do território da União Europeia. Primeiro chegaram os mísseis balísticos Iskander-M, com aptidão nuclear e um raio de alcance de cerca de 700kms, capazes de atingir várias capitais europeias, como é o caso de Berlim. Depois vieram navios com capacidade de lançamento de mísseis nucleares.

Para além de todas as notícias referidas, merece também destaque a informação de uma alegada ordem de Putin para que os cidadãos residentes no estrangeiro, nomeadamente os familiares dos oficiais russos, regressem a casa devido ao perigo eminente de guerra. Ou ainda as recentes informações sobre a suposta rede de bunkers de Moscovo à prova de ataques nucleares.

Todas estas e outras atitudes de Moscovo, ao nível militar e na política internacional, têm sido, de um modo geral, desvalorizadas pela imprensa que as considera como mero bluff político para afirmar uma determinada posição. E, se calhar, não passam mesmo disso, no entanto, merecem a máxima atenção das partes porque, a este nível, até um erro humano ou uma desobediência hierárquica pode ter consequências imprevisíveis.

Há dois anos atrás, poucos acreditavam que a península da Crimeia pudesse ser conquistada à moda antiga… Vladimir Putin surpreendeu muita gente.

Em termos de futuro, as previsões não são mesmo nada animadoras. Dentro de uma semana, as eleições dos EUA irão colocar à frente da maior superpotência mundial um presidente que admira Vladimir Putin ou, em alternativa, uma presidente que não receia a confrontação com ele. Qual das duas hipóteses será a melhor?

Com perfis tão medíocres, é difícil perceber qual dos dois pode ser o pior para os EUA e para o mundo em geral.

Seja o que Deus quiser!

Basto 11/2016

Renasce a ameaça nuclear

A crescente tensão entre a NATO e a Rússia, que se agudizou desde 2014 com o conflito ucraniano, reacende os temores de um conflito nuclear, mas apenas para alguns… A aceitação desta possibilidade, por parte da opinião pública ocidental, é hoje muito reduzida, face ao que acontecia no auge da Guerra Fria.

O longo período de paz, resultante da ordem estabelecida após a II Guerra Mundial, criou uma habituação psicológica geral que, de forma lógica e automática, rejeita qualquer ideia que inclua a possibilidade de um novo grande conflito internacional de grande escala. É como se tivéssemos já atingido a última fase da evolução civilizacional, a partir da qual só podemos aspirar à perfeição do paraíso terrestre, inerentemente pacífico.

Esta ideia de paz inquebrável, para além de ser extremamente ingénua, não nos atribui qualquer imunidade. Pelo contrário, conduziu-nos a uma situação de impreparação geral, quer dos estados, quer das pessoas, para poder reagir perante uma situação de crise, se ela algum dia acabar por acontecer

A possibilidade de um novo conflito internacional de larga escala não é de todo descabida e deve, portanto, estar na consciência das pessoas. É um cenário a evitar por todos os meios, incluindo o mais importante: a oração. É que, ao contrário do que aconteceu em outros grandes conflitos, o potencial do armamento hoje disponível poderia criar uma situação verdadeiramente apocalítica.

Em março de 2014, enquanto a grande multidão de gatos gordos ocidentais consumia lixo mediático, a televisão russa abria o telejornal com a ameaça de reduzir os EUA a cinzas radioativas. Uma manchete televisiva que seria depois transformada numa notícia redundante, desvalorizada pela população do lado de cá.

Quem tem a curiosidade de seguir as notícias nos principais órgãos noticiosos russos de projeção internacional, como a RT, a Interfax, a Sputnik ou a Tass, só pode ficar estupefacto face à excessiva cobertura jornalística dada a tudo o que se relaciona com armamento, manobras militares e geoestratégia. Estes órgãos de comunicação social – cuja obetividade é muitas vezes questionada – obedecem a critérios editoriais que convergem com a agenda do poder político russo e com a maioria da população que o suporta. Portanto, este desinteresse pelas questões de defesa e de segurança nacional é uma realidade meramente ocidental. Ainda assim, de vez em quando, por aqui, lá vai surgido uma ou outra abordagem mais a sério sobre o assunto.

Por exemplo, em fevereiro deste ano, a BBC realizou um excelente programa documental onde simulou um plausível cenário de guerra entre a Nato e a Rússia com recurso a armas nucleares. Colocou-se então a hipótese de surgir uma situação de instabilidade nas repúblicas do Báltico idêntica à que se criou recentemente na Ucrânia, onde o envolvimento da Rússia seria semelhante. As três repúblicas do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia) fizeram parte da União Soviética e hoje são estados-membro na NATO.

Este trabalho feito pela televisão britânica intitula-se “III Guerra Mundial: dentro do gabinete de guerra” pode ser visto integralmente aqui. O seu argumento foi elaborado com base no contributo de especialistas em defesa militar, os quais foram convidados a refletir sobre uma eventual decisão política, problemática, face à necessidade e inevitabilidade do recurso às armas nucleares no conflito.

Este documentário foi duramente criticado pelo Kremlin, de onde recebeu a classificação de “lixo”.

Para além dos esporádicos trabalhos dos jornalistas, hoje existe também uma ferramenta informática que permite avaliar as consequências de um eventual ataque nuclear sobre uma determinada localidade. Nesta aplicação, elaborada a partir da base cartográfica do Google Earth, o utilizador escolhe um alvo (uma localização), define a potência da bomba a detonar e, de seguida, obtém a simulação da explosão e o cálculo das baixas estimadas.

simulador nuclear
Simulador de ataques nucleares

Enquanto andarmos apenas pelo domínio das simulações estaremos nós bem. Que Deus nos livre dos perigos reais.

 

Basto 7/2016

Cimeira da Nato em Varsóvia – Ousadia não lhes falta!

ursos
Ursos polares investigam submarino dos EUA (Oceano Glacial Ártico)

Contudo falta-lhes o mais importante: a Fé! E nenhum escudo anti-míssil, nenhum poderio militar nos pode salvar do verdadeiro Inferno que é a ausência de Deus. A Europa e o mundo estão carentes de penitência porque é a penitência que nos aproxima de Deus.

Penitência! Penitência! Penitência!

(Palavras do Anjo com a espada flamejante na visão do 3º Segredo de Fátima)

Até parece que se ouvem tambores de guerra no horizonte…

– Por favor, parem esta loucura!

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO/OTAN) é uma aliança militar fundada em 1949 como resposta à ameaça de expansão dos regimes comunistas a partir da Rússia e da Europa do Leste. Seis anos mais tarde, a União Soviética patrocinava a criação de uma aliança militar antagónica, formada pelos países comunistas, formalizada na cidade de Varsóvia, na Polónia, em 1955. Estes dois grandes blocos alimentaram uma gigantesca corrida ao armamento e, durante décadas, fizeram o mundo temer um holocausto nuclear, naquilo que ficou conhecido como o período da Guerra Fria.

Nato vs Warsaw

Chegados a 1991, colapsa a URSS e extingue-se o Pacto de Varsóvia. Desde então, grande parte dos países que integravam a União Soviética ou eram seus aliados, assim como outros que eram neutros, foram-se integrando gradualmente na NATO. Esta Nova Ordem Mundial da qual a Nato faz parte, assim com a ONU ou a UE, está cheia de “solidariedade”, “fraternidade”, “liberdade”, “solidariedade” e outros valores humanos, mas tem uma grande lacuna: Deus! Portanto está condenada ao fracasso.

A Nato, um dos grandes braços da Nova Ordem Mundial, cresceu a um ritmo alucinante. A sua tendência integracionista parecia que só iria terminar depois de conquistar o mundo inteiro, mas encontrou uma poderosa força de bloqueio na Rússia de Putin.

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Cronologia da expansão geográfica da Nato – (Arz, 2007)

Vladimir Putin é o primeiro líder russo da era pós-soviética que, de forma pública e aberta, lamenta o colapso da União Soviética, para ele, a maior catástrofe geopolítica do séc. XX. Por outro lado, ameaça recorrer a “respostas militares adequadas” no caso de mais países vizinhos, como a Finlândia, a Ucrânia ou a Geórgia, formalizarem a adesão à Nato ou se verificar avanços no projeto do “escudo anti-míssil” da Aliança Atlântica.

A Rússia de hoje é um espaço debilitado, quer ao nível tecnológico, quer ao nível económico, contudo, continua a possuir o maior arsenal nuclear alguma vez produzido, um dos maiores exércitos do mundo, e continua a ser, de longe, o maior país à face da Terra (ultrapassa em mais de 180 vezes a dimensão de Portugal, por exemplo). Ao mesmo tempo, todo o seu poder está altamente concentrado num único homem, um ex-agente do KGB, que já mostrou que não irá pactuar com esta Nova Ordem Mundial centralizada a Oeste.

Do lado de cá, os líderes políticos dizem que não têm medo dele, querem mostrá-lo e desejam continuar as sua expansão territorial a Leste. Como sinal da sua determinação, marcaram, para hoje e amanhã, no mesmo mês de julho em que o Pacto de Varsóvia foi extinto, uma Cimeira da Nato, precisamente na capital da Polónia.

Temos de admitir que a ousadia é uma característica que não lhes falta.

Quando disserem: «Paz e segurança», então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína, como as dores de parto sobre a mulher grávida, e não escaparão a isso. (1Ts 5, 3)

Será que alguém ainda se lembra de como se rezava antigamente pela conversão da Rússia e como se pedia a Nossa Senhora para nos livrar dos castigos anunciados em Fátima? Se essas intenções desapareceram das nossas orações, isso é porque talvez os perigos tenham desaparecido, ou pelo menos o receio….

Várias nações serão aniquiladas.

(Nª Sª de Fátima, 1917)

A uma escala de potencial bélico como aquela estamos a falar, entre os rivais Nato e Rússia, em caso de conflito, torna-se quase irrelevante saber quem seria o vencedor.  O resultado seria a destruição generalizada, a fome, a doença, a loucura, o caos… Desenganem-se aqueles que pensam que uma previsível vitória deste ou daquele lado, resolveria este diferendo num instante e depois voltaríamos rapidamente a tudo aquilo a que estamos habituados.

Quando se chega a este nível de tensão, um mero equívoco humano pode resultar numa situação irreversível. Que Nossa Senhora de Fátima, que nos observa lá em cima, nos acuda nesta hora negra. Ela é o único “escudo” que nos pode proteger do flagelo russo.

Basto 7/2016

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