Francisco anuncia a criação de 13 novos cardeais – 10 novos eleitores, o grupo mais liberal alguma vez escolhido

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Por New Catholic

No final do Angelus de hoje [1 de setembro], Francisco anunciou um consistório para a criação de novos cardeais, marcado para 5 de outubro de 2019. Os cardeais eleitores (com menos de 80 anos de idade) serão:

  • Miguel Angel Ayuso Guixot, M. C. C. J. – Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso;
  • José Tolentino Mendonça – Arquivista e Bibliotecário da Santa Igreja Romana;
  • Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo – Arcebispo de Jacarta;
  • Juan da Caridade García Rodríguez – Arcebispo de Havana;
  • Fridolin Ambongo Besungu, O. F. M. cap – Arcebispo de Kinshasa;
  • Jean-Claude Höllerich, S. J. – Arcebispo do Luxemburgo;
  • Alvaro L. Ramazzini Imeri – Bispo de Huehuetenamgo, Guatemala;
  • Matteo Zuppi – Arcebispo de Bolonha [presente na imagem acima];
  • Cristóbal Lopez Romero, S. D. B. – Arcebispo de Rabat;
  • Michael Czerny, S. J. – Subsecretário para os Migrantes (Santa Sé).

Eles são, sem dúvida, o grupo de cardeais eleitores mais liberal alguma vez escolhido. Dois deles, pelo menos, são largamente conhecidos nos círculos romanos pelas suas preferências “gay” (sendo a palavra “gay” usada aqui de propósito para incluir toda a “cultura gay” homossexual referida por Bento XVI no seu documento de 2005 sobre os seminaristas a evitar), outros dois são jesuítas liberais. Mesmo aqueles que são explicitamente não liberais, como o Arcebispo de Kinshasa, foram escolhidos provavelmente devido à sua extrema proximidade com a Igreja alemã e com as preocupações dos bispos alemães.

Quanto a Michael Fitzgerald, escolhido como um dos três cardeais sem direito a voto, lembramos esta postagem de 2006 sobre o motivo pelo qual Bento XVI o enviou para longe do Vaticano.

A paixão da Igreja durará muitas décadas mais. E Francisco jamais renunciará. Além disso, os marionetistas deixá-lo-ão em coma “a criar cardeais” durante anos, se isso for necessário para refazer totalmente o Colégio de Cardeais.

A edição original deste texto foi publicada no Rorate Caeli com a data de 01/09/2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original. A imagem não faz parte da publicação original.

Basto 09/2019

 

Dia histórico para Portugal: bispo de Leiria-Fátima é formalmente criado cardeal

A história faz-se de personagens, factos e processos devidamente documentados, portanto aqui ficam alguns recortes das publicações da época para facilitar o trabalho dos historiadores do presente.

 

2015

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Recortes de “Notícias” da diocese de Leiria-Fátima, 28/04/2015.

 

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Recortes do jornal “Sol” do dia 31 de julho de 2015 (a controversa exortação Amoris Laetitia seria publicada apenas a 8 abril do ano seguinte)

 

2016

notícias ecclesia
Recortes da agência Ecclesia, 12/04/2016.

 

notícias leiria-fátima
Recortes de “Notícias” da diocese de Leiria-Fátima, 29/09/2016.

 

2018

bispos do centro
Pré anúncio da operação misericordista conjunta dos bispos da Região Centro; in Expresso, 03/03/2018.

 

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Recortes do manual de instruções de D. António Marto para a abertura da Sagrada Comunhão a “fiéis divorciados a viver em nova união”; in sítio oficial da diocese de Leiria-Fátima.

Observamos os factos, as conclusões ficarão para os historiadores.

Basto 6/2018

Bispo de Leiria-Fátima será criado cardeal no próximo mês

O Santo Padre anunciou o nome de D. António Marto, atual bispo de Leiria-Fátima, entre os 14 novos cardeais da Igreja Católica que serão criados no próximo consistório do dia 29 de junho.

É um ato de confiança pessoal do Papa. Pois eu creio que é um ato de confiança pessoal do Papa na minha humilde pessoa.

(D. António Marto, in Ecclesia, 20/05/2018)

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Já estive em duas audiências com o Santo Padre, o Santo Padre conhece bem o que eu penso e sabe que tem em mim um apoiante de toda esta reforma que ele está a fazer na Igreja… Uma reforma por uma Igreja mais evangélica, uma Igreja mais próxima, uma Igreja mais misericordiosa e ele nisso pode contar comigo.

(D. António Marto, in Ecclesia, 20/05/2018)

Talvez D. António Marto entenda que Igreja não era suficientemente misericordiosa antes do Papa Francisco… E quando falamos da misericórdia do Papa Francisco, o tema da abertura da Sagrada Comunhão a adúlteros é incontornável, uma vez que, até agora, essa é incontestavelmente a grande marca do seu “misericordioso” pontificado.

“Conversão”, “misericórdia” e “casamentos que não são de Deus” são temas centrais na mensagem de Fátima, portanto é natural que o bispo de Fátima se interesse por eles, ainda para mais quando, por coincidência, até possui o mesmo apelido de dois dos videntes das aparições.

Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.

(Santa Jacinta Marto, palavras proferidas durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa)

 

À boa maneira de Francisco, também D. António Marto defende a necessidade de conversão… dos pastores!

Um método…

O método proposto na exortação pontifícia [Amoris Laetitia] requer uma conversão dos pastores e das comunidades para admitirem a diversidade de situações.

(D. António Marto, discurso de abertura da “Escola Razões da Esperança” a 27 de setembro de 2016; in Diocese de Leiria-Fátima, 28/09/2016)

Um desafio…

O Papa deixa o desafio de uma «conversão pastoral» que se traduza numa «maneira nova de ser pastores por parte de padres e bispos».

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima; in Ecclesia, 12/04/2016)

Um golpe de génio…

O Papa Francisco, de modo genial, introduziu uma mudança da disciplina sem pôr em causa a doutrina sobre o matrimónio e a família.

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima in Ecclesia, 12/04/2016)

Em 2015, um ano antes da publicação da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, foi D. António Marto que, segundo o jornal Sol, liderou o grupo de bispos da Região Centro que pretendia abrir a Sagrada Comunhão aos adúlteros nos termos propostos pelo herético cardeal D. Walter Kasper e elogiados pelo próprio Papa Francisco.

Chegou o momento do reconhecimento pelo seu apoio, conforme o próprio bispo de Leiria-Fátima admitiu.

Basto 5/2018

Mas não está Deus a vencer, neste momento?

Esta semana, o Papa Bento XVI proferiu uma das frases mais enigmáticas desta fase “emérita” do seu pontificado. Aconteceu durante a curta visita dos novos cardeais nomeados pelo Papa Francisco I.

vence no final
in Rome Reports, 28/06/2017 – tradução livre

Na sua curta mensagem dirigida aos novos cardeais, antes de lhes dar a bênção, o Santo Padre prometeu que, no final, Deus triunfará! Mas, no final de quê, Santo Padre? Em que fase anterior a esse triunfo estamos nós neste momento?

O Senhor vence no final. Obrigado a todos.

(Papa Bento XVI, in Rome Reports, 28/06/2017)

Estaria o Santo Padre a sugerir – conforme reparou Claire Chretien no LifeSiteNews – que, neste momento, o Senhor não está a vencer?

Basto 6/2017

“Papa Emérito” Bento XVI administra Bênção Conjunta dos novos cardeais criados por Francisco – O que se passa aqui?

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Por Christopher A. Ferrara

Mais outro estranho espetáculo no reinado do Papa Bergoglio. Após a elevação dos seus dezassete novos cardeais, confiáveis e progressistas, Francisco carregou-os em dois mini-autocarros para a pequena volta até ao convento onde o Papa Emérito Bento reside. Ali, Bento XVI administrou com Francisco uma bênção conjunta aos dezassete, dando assim mais crédito à absoluta novidade de dois Papas vivendo ao mesmo tempo: um Papa ativo e o outro, uma espécie de Papa auxiliar passivo para ser exibido em ocasiões especiais. Incluindo os dois consistórios anteriores conduzidos por Francisco.

Neste sentido, Antonio Socci chamou recentemente a atenção para uma entrevista do cardeal Gerhard Müller, nada menos que o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a respeito de um pequeno livro seu que acaba de ser publicado com o estranho título de «Bento XVI e Francisco, sucessores de Pedro, ao serviço da Igreja». Durante a entrevista, Müller deixou claro que ele pensa que, de facto, existem – de alguma forma, em algum sentido – dois Papas residindo atualmente no Vaticano:

«Na verdade, vivemos uma fase muito especial na história da Igreja: temos o Papa, mas também o Papa Emérito… Bento e Francisco são dois homens de Deus, não pensam na sua própria vantagem, nos seus próprios interesses, mas estão plenamente dedicados à missão dos sucessores de Pedro, e isto é uma grande riqueza para a Igreja.»

Estão dedicados? Como exatamente Bento está atualmente dedicado à «missão dos sucessores de Pedro» se, de facto, ele renunciou completamente ao papado? E se não renunciou completamente a esse ministério, como poderia ele simplesmente ter renunciado? Porquê exatamente é uma «grande riqueza» para a Igreja termos um Papa que abdicou do papado, mas decidiu que se chamaria «Papa Emérito», algo inaudito na Igreja durante os 2000 anos anteriores? Estará Müller a sugerir que essa “riqueza” consiste em ter mais do que um Papa ao mesmo tempo? Mas como pode haver dois papas simultaneamente vivos?

Socci observa com razão: «…a agora tem sido dito que o papado não pode ser um “ministério partilhado” por dois Papas, nem o papa Bergoglio aceitou essa “partilha”… O enredo aumenta porque [Müller] volta a focar a estranha “renúncia” de Bento XVI. Que renúncia se ele permanece como Papa, um Papa que continua a desempenhar “plenamente” o ministério petrino.» Socci já lidou o suficiente com este absurdo, e eu junto-me a ele no desgosto. Como diz o título do seu artigo acerca dos comentários de Müller: «Quanto tempo poderá ele fingir que não entende? E por que não esclarece como as coisas são?»

Em quase quatro anos do pontificado Bergogliano tudo é confusão, e a confusão aprofunda-se a cada semana que passa. Tem-se a sensação de que a Igreja e o mundo precipitam-se em direção a esse cenário apocalíptico retratado na visão referente ao Terceiro Segredo de Fátima, onde é visto “um Bispo vestido de Branco”, mas os videntes apenas “tiveram a impressão de que era o Santo Padre? “Porquê apenas uma impressão? Porquê a incerteza? Como terá Nossa Senhora de Fátima esclarecido a impressão, eliminando assim a incerteza? Quem é o bispo vestido de branco, visto que agora existem dois deles vivendo no Vaticano?

Somente o texto do Terceiro Segredo que está ainda por ver contém as respostas a essas perguntas. Na sua ausência, podemos apenas especular: O que se passa aqui?

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 24 de novembro de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

 

Basto 11/2016

Perfil do novo cardeal D. Blase Cupich

Blase Cupich, Arcebispo de Chicago (EUA)

Sobre a necessidade de integração dos “marginalizados” pela Igreja:

“Em Chicago, visito regularmente pessoas que se sentem marginalizados: sejam elas os idosos, os divorciados recasados, os gays e lésbicas individualmente e também casais. Eu acho que precisamos realmente de conhecer como é a sua vida se vamos acompanhá-los “.

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“Se as pessoas [divorciadas ‘recasadas’] chegarem a uma decisão em boa consciência, depois, o nosso trabalho é ajudá-los a avançar e que respeitar isso. A consciência é inviolável e temos de respeitar isso quando elas tomam decisões, e eu sempre fiz isso.”

 

Sobre a possibilidade de os gays receberem os sacramentos:

“Eu acho que os gays também são seres humanos e têm uma consciência. E o meu papel como pastor é ajudá-los a discernir qual é a vontade de Deus olhando para o ensino moral objetivo da Igreja e ainda, ao mesmo tempo, ajudá-los através de um período de discernimento para entenderem a que é que Deus os chama nesse ponto.”

“É para todos. Eu acho que nós temos de ter certeza de que não classificamos um grupo como se eles não fizessem parte da família humana, como se houvesse um conjunto diferente de regras para eles. Isso seria um grande erro.”

(Arcebispo D. Blase Cupich aos jornalistas, no sala de imprensa do Vaticano a 16 de outubro de 2015, durante o Sínodo da Família onde participou a convite pessoal do Papa Francisco, in Life Site News)

Especificamente sobre a proposta herética do Cardeal Kasper:

“Eu realmente vejo o seu entendimento daquilo que ele chama o Evangelho da família – foi publicado num livro, que aliás eu ofereci a todos os meus sacerdotes. Eu queria que eles lessem isso porque entendi que era teologicamente muito rico.”

“Penso que ele fundamentou bem esta proposta…”

(Arcebispo D. Blase Cupich aos jornalistas, no sala de imprensa do Vaticano a 16 de outubro de 2015, durante o Sínodo da Família onde participou a convite pessoal do Papa Francisco, in Life Site News)

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Blase Cupich será criado cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016