Nova “Bíblia da Amizade”

Com o prefácio do Papa Francisco e do rabino talmudista – que espera a chegada do Anticristo – Abraham Skorka.

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Um obra que surge numa época em que Jesus Cristo, infelizmente, é reduzido à condição de mero elemento de diversidade cultural na grande fraternidade humana universal.

O objetivo não é chegar a uma leitura unificada da Bíblia em que as diversidades se diluam a ponto de anular, mas conhecer melhor suas respectivas interpretações e leituras, aceitando que sejam diferentes.

(In Gruppo Editoriale San Paolo, 17/01/2019 – tradução livre)

Nestas coisas de diálogo inter-religioso, o Pentateuco é sempre mais consensual do que o Novo Testamento, mas é interessante notar como os judeus adoram Francisco apesar de não gostarem muito de Jesus Cristo…

Basto 01/2019

Papa Francisco recebe apoio da maçonaria espanhola

A Mensagem de Natal “Urbi et Orbi” do Santo Padre, a respeito da qual tínhamos já aqui publicado um comentário de Christopher Ferrara, recebeu todo o apoio e elogios de um velho inimigo da Fé Católica, a maçonaria.

A Grande Loja de Espanha declarou, na sua publicação digital, que “todos os maçons do mundo se unem à petição do Papa Francisco pela «fraternidade entre pessoas de diferentes religiões»”, realçando que “as palavras do Papa mostram o atual afastamento da Igreja em relação ao conteúdo da [encíclica] Humanum Genus (1884), a última grande condenação católica da Maçonaria” assinada pelo Papa Leão XIII.

Novamente, como todos que se oferecem são recebidos qualquer que possa ser sua forma de religião, eles deste modo ensinam o grande erro desta época ― que uma consideração por religião deveria ser tida como assunto indiferente, e que todas as religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calculado para trazer a ruína de todas as formas de religião, e especialmente da religião Católica, que, como é a única que é verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões.

(Papa Leão XIII, in Carta Encíclica Humanum Genus, 20 de abril de 1884)

Se apenas a religião católica é verdadeira, a conversão é bem mais importante do que uma fraternidade fora da verdade.

Basto 01/2019

Francisco no Natal: A salvação vem através do amor e do respeito pela humanidade?

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Por Christopher A. Ferrara

Na sua Mensagem de Natal “Urbi et Orbi”, o Papa Francisco propõe uma concepção da Encarnação que reduz Cristo a um mero facilitador passivo de uma fraternidade humanista entre homens de qualquer crença ou persuasão, incluindo aqueles que rejeitam o Seu Evangelho e a Sua Igreja. As palavras proferidas por Francisco não deixam dúvidas a este respeito:

E que nos diz aquele Menino, nascido, para nós, da Virgem Maria? Qual é a mensagem universal do Natal? Diz-nos que Deus é um Pai bom, e nós somos todos irmãos.

Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma.

Por isso, as minhas boas-festas natalícias são votos de fraternidade.

Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas.

Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras.

Fraternidade entre pessoas de distintas religiões. Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos aqueles que o procuram.

E o rosto de Deus manifestou-se num rosto humano concreto. Apareceu, não sob a forma dum anjo, mas dum homem, nascido num tempo e lugar concretos. E assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus indica-nos que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito por esta nossa pobre humanidade que todos compartilhamos numa grande variedade de etnias, línguas, culturas… mas todos irmãos em humanidade!

Então, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo; são uma riqueza. Como no caso dum artista que queira fazer um mosaico: é melhor ter à sua disposição ladrilhos de muitas cores, que de poucas.

Resumindo esta espantosa mensagem: de acordo com Francisco, Cristo “concedeu” a fraternidade a todos os homens indiferentemente, sem ter em conta as suas “ideias diferentes” e “distintas religiões”, e a salvação vem, não da conversão a Ele, da aceitação da verdade do Seu Evangelho e da autoridade da Igreja que Ele fundou como Arca da Salvação, mas sim “através do amor, da hospitalidade, do respeito por esta nossa pobre humanidade que todos compartilhamos”.

Note-se bem: a salvação, segundo Francisco, vem através do amor, da hospitalidade, do respeito pela humanidade, e não por amor, aceitação e respeito a Cristo e obediência à Lei de seu Evangelho.

Pior ainda, de acordo com Francisco, as diferenças entre os homens – ou seja, as suas diferenças em relação à verdade revelada pelo Verbo Encarnado – “não constituem um dano nem um perigo; são uma riqueza”, são parte de um maravilhoso “mosaico” feito de “ladrilhos de muitas cores…” Isto não é mais do que uma ressonância do mantra liberal que diz que “a diversidade é a nossa força”. Mas não há força numa “diversidade” de ideias relativamente ao que é certo e errado, ou no que concerne aos deveres para com Deus. Pelo contrário, apenas há conflito e caos, assim como risco de perdição de almas.

Como diz a Bíblia num versículo que o Pe. Gruner citava frequentemente a propósito da crise civilizacional e eclesiástica mencionada por Nossa Senhora de Fátima: “O meu povo perde-se por falta de conhecimento; porque rejeitaste a instrução, excluir-te-ei do meu sacerdócio. Já que esqueceste a Lei do teu Deus, também Eu me esquecerei dos teus filhos.” (Os 4:6)

Em nenhuma parte da mensagem de Francisco à Igreja e ao mundo pelo Natal existe qualquer referência, ainda que disfarçada, às palavras do próprio Cristo à Igreja que Ele fundou: “«Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas, quem não acreditar será condenado.” (Mc 16:15-16) O mandato divino desapareceu sem deixar rasto e o que temos agora é precisamente a falsificação humanista da fraternidade dos homens promovida pelo movimento francês Sillon, outrora condenado pelo Papa São Pio X como falsa fraternidade “que não será nem católica, nem protestante, nem judia”. Será uma religião… mais universal do que a Igreja Católica, que une todos os homens para se tornarem finalmente irmãos e camaradas no «Reino de Deus»”.

Os organizadores do movimento Sillon vangloriavam-se deste modo: “Nós não trabalhamos para a Igreja, nós trabalhamos para a humanidade” – como se trabalhar para a humanidade não exigisse precisamente trabalhar para a Igreja como meio para o florescimento humano neste mundo e para a salvação eterna no próximo. Tal pensamento, advertiu São Pio X, é apenas “um miserável afluente do grande movimento de apostasia que está a ser organizado em todos os países com vista ao estabelecimento de uma Igreja Mundial Única que não terá dogmas, nem hierarquia, nem disciplina para a mente, nem restrição para as paixões…”. Uma “igreja” na qual as diferenças entre os homens, significando diferenças entre verdade e erro, são celebradas como “uma riqueza”, em vez de motivo de lamento, como um mal a ser vencido pela graça de Deus e pela unidade de um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo para a remissão dos pecados. E um evangelho que, para citar Pio X, não apresenta o Cristo Rei, mas “um Cristo diminuído e distorcido”, que apenas preside a uma fraternidade panreligiosa na qual a verdade já não importa para a salvação.

Esta é, certamente, a situação que a Mãe de Deus antevia quando apareceu aos três pastorinhos em Fátima.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 26 de dezembro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original. As citações do documento papal em análise neste artigo estão aqui apresentadas na versão oficial em português publicada pelo Vaticano.

Basto 12/2018

Papa Francisco: proselitismo é a “lógica do marketing”

O Santo Padre exorta-nos a evitar o “proselitismo” no anúncio de Cristo porque isso, diz o Papa, “é a lógica do marketing”, é “propaganda”. Proselitismo, porém, no sentido bíblico do termo, significa conversão, os prosélitos eram os recém-convertidos.

Ainda assim, o Santo Padre mantém o contrato com a empresa de marketing La Machi, responsável pela produção de vídeos de propaganda panreligiosa alternativa à doutrina católica.

Basto 12/2018

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

Hoje, dia 1 de setembro, é o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação  e inicia-se o Tempo da Criação que se estenderá até ao dia 4 de outubro. O mundo inteiro é convidado a refletir e a orar pela boa gestão dos recursos ambientais.

laudato si

O ponto de partida é a encíclica papal Laudato Si, publicada em maio do ano passado, “sobre o cuidado com da Casa Comum” onde, de facto, a palavra “comum” é repetida mais de meia centena de vezes. Uma encíclica que, conforme se esperava, teve uma grande aceitação universal, os seus ensinamentos vão ao encontro da agenda globalista, e receberam abertura por da parte de outras crenças religiosas e não religiosas. Por mais estranho que possa parecer, despertou interesse até mesmo dentro do Partido Comunista Português.

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“A humanidade ainda tem a capacidade de trabalhar em conjunto na construção da nossa casa comum.”

Os regimes comunistas proibiram a Fé e a esperança num paraíso transcendente, o seu propósito era construir um paraíso terrestre, imanente, material e acessível a todos, portanto, uma casa comum. A Fé Católica é, na sua essência, antagónica em relação ao ideal comunista, portanto recomenda-se prudência. O Reino de Deus não é deste mundo.

O tema principal é as emissões de carbono e o (mal justificado) aquecimento global. Tratando-se de uma iniciativa panreligiosa, espera-se que o “dia” e o “tempo” da criação recebam uma forte adesão também de muitas pessoas que acreditam em outras divindades que não Jesus Cristo.

fés
“A Terra, nossa casa comum.” – “Ação climática agora” – “Muitas fés, um planeta.”

Ao participarmos numa oração em que cada um reza à sua divindade, estamos a admitir que essas divindades são tão válidas e reais como Nosso Senhor Jesus Cristo, o que é inaceitável do ponto de vista da nossa Fé Católica.

Depois, para que serve tudo isto? Evita-se abordar claramente a necessidade de arrependimento e conversão dos pecados graves, daqueles que levam à condenação eterna, para se enfatizar questões ecológicas que, apesar da sua importância, são simplesmente coisas deste mundo, que pertencem a esta existência temporal… O que espera a Igreja que façam os seus fieis durante o dia de hoje e durante este mês?

  • Meditar sobre a nossa pegada ecológica?
  • Rezar para aumentar o gelo do Ártico?
  • Pedir perdão por não termos utilizado o transporte público durante a semana passada?
  • Pedir a graça de Deus para andarmos mais de bicicleta?
  • Pedir perdão por não termos comprado um frigorífico de classe A++?
  • Orar ao anjo da guarda para que nos lembre sempre de apagar luz?
  • Pedir perdão por todo o carbono que produzimos durante o ano passado?

Enfim, tudo isto parece algo absurdo… E não se trata de desvalorizar a preocupação ambiental, nem sequer de sugerir que a Igreja se deva abster dessas questões. O problema aqui é o desvio do foco de atenção dos fieis e dos pastores da Igreja face ao que é essencial. A missão principal da Igreja não é salvar os homens dos problemas climáticos provocados pelas emissões de carbono, mas antes salvar as almas, conduzi-las até Deus.

 

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“Peço-vos em nome de Deus que defendam a Mãe Terra.”

Para este dia e para este mês, fica aqui o convite para rezarmos, em alternativa, à Mãe de Deus para nos proteger da grande apostasia que atingiu a Igreja fundada pelo seu Filho Jesus Cristo.

 

Basto 9/2016