Papa Francisco volta a condenar os “rígidos”

teimosos da alma

Na homilia do dia 10 de outubro, em Santa Marta, o Papa Francisco condenou mais uma vez os “rígidos”, os “teimosos de alma”, porque “não entendem o que é a misericórdia de Deus”.

Quem são esses “teimosos”?

Basto 10/2017

Francisco: a Igreja deve aderir à “revolução cultural”

A “revolução cultural” está a caminho e, de acordo com o Santo Padre, a Igreja tem de acompanhar a onda na linha da frente.

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Santo Padre discursa ao lado do novo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, D. Vincenzo Paglia, o arcebispo que encomendou um mural homoerótico para a sua catedral.

O discurso foi proferido pelo Papa Francisco no Vaticano, no dia 5 de outubro, quando recebeu em audiência os participantes na Assembleia Geral dos Membros da Pontifícia Academia para a Vida.

É uma verdadeira revolução cultural que se vê no horizonte histórico atual. E a Igreja é a primeira que deve fazer a sua parte. Nessa perspetiva, primeiro tem de reconhecer honestamente atrasos e erros. As formas de subordinação que tristemente marcaram a história das mulheres devem ser definitivamente abandonadas. É preciso escrever um novo começo no modo de ser dos povos, e isso pode ser feito por uma renovada cultura da identidade e diferença.

(Papa Francisco in Rome Reports, 05/10/2017 – tradução livre)

Basto 10/2017

D. António Marto agradece a visita do Santo Padre a Portugal

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No passado dia 30 de setembro, o bispo de Leiria-Fátima deslocou-se ao Vaticano para agradecer pessoalmente ao Santo Padre a sua presença no Santuário de Fátima. O Papa Francisco esteve em Fátima nos dias 12 e 13 de maio para a participação nas celebrações do centenário das aparições.

“Sempre conseguiste levar-me a Fátima”, disse o Papa a D. António Marto, mal o recebeu com um “grande abraço”.

(in Ecclesia, 30/09/2017)

De acordo com a Ecclesia, o Papa pediu ao bispo para agradecer aos peregrinos o “acolhimento caloroso dispensado em Portugal” e, como de costume, para “que não se esquecessem de rezar por ele”.

Basto 10/2017

Francisco expande falso magistério

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Por Christopher A. Ferrara

Num livro-entrevista de 450 páginas, o Papa Bergoglio reduz o adultério e a fornicação a “pecados menores”, anuncia uma “batalha” contra a moral sexual via Amoris Laetitia, tolera “uniões civis” para homossexuais, declara todas as guerras injustas e diz que o estado secular é uma coisa saudável.

Se houvesse alguma dúvida de que o tumultuoso reinado do Papa Bergoglio é uma ameaça inigualável, mesmo apocalíptica, à integridade da Fé, essa dúvida não pode sobreviver à publicação de “Papa Francisco: Encontros com Dominique Wolton: Política e Sociedade”, um compêndio de 450 páginas de conversas privadas entre Bergoglio e Wolton, um sociólogo francês, durante uma extraordinária série de audiências privadas no Vaticano.

Como tem feito habitualmente nos últimos quatro anos e meio, nesta mega-coleção de reflexões bergoglianas, o homem da Argentina diz-nos o que pensa, em oposição ao que a Igreja constantemente ensinou com base no que Deus revelou, tendo já declarado noutra das suas infames entrevistas que tudo o que ele pensa é o Magistério: “Estou constantemente a fazer declarações, a dar homilias. Isso é magistério. Isso é o que eu penso, não o que os media dizem que eu penso. Confira; é muito claro.”

Na Política e na Sociedade encontramos estas joias do pensamento bergogliano, de acordo com os trechos publicados até o momento:

  • A moral não envolve preceitos de certo e errado

“Como é que nós, católicos, ensinamos moral? «Não podemos ensiná-la com preceitos como: Tu não podes fazer isso, tu tens de fazer isso, tens de, não podes, tens de, não podes.»

“A moral é uma consequência do encontro com Jesus Cristo. É uma consequência da fé, para nós católicos. E para os outros, a moral é a consequência de um encontro com um ideal, ou com Deus, ou consigo mesmo, mas com a melhor parte de si mesmo. A moral é sempre uma consequência…”

Isto aplica-se aos 10 Mandamentos mas também às advertências evangélicas sobre as consequências eternas da não obediência aos preceitos morais, inclusive aqueles relativos ao adultério, à fornicação e à sodomia, bem como a todas as catequeses da Igreja em questões morais. Bergoglio pensa o contrário e o Magistério é o que ele pensa!

A afirmação de que “a moral é uma consequência” e não um preceito é o obscurantismo modernista clássico. O próprio Deus enunciou expressamente preceitos morais específicos que compelem todos os homens a fazer o bem e abster-se do mal: “Quem recebe os meus mandamentos e os observa esse é que me tem amor (Jn 14:21).”

Os pecados mais pequenos são os pecados da carne… Os pecados mais perigosos são os da mente…”

“Mas os outros pecados são os mais sérios: ódio, inveja, orgulho, vaidade, matar outro, tira uma vida… esses não são realmente muito falados”.

Ou seja, de acordo com o Papa Bergoglio, invejar a riqueza de um vizinho é pior do que cometer adultério com a esposa de um vizinho. Mesmo que, segundo a advertência de Nosso Senhor e o ensinamento constante da Igreja, os pecados da carne possam ser cometidos precisamente como “pecados da mente”, por meio de pensamentos impuros.

  • Condenar a imoralidade sexual é “mediocridade”:

“Existe um grande perigo para os pregadores, o de cair na mediocridade. Condenam apenas a moral – perdoe-me a expressão – “abaixo da cintura”. Mas ninguém fala dos outros pecados como ódio, inveja, orgulho, vaidade, matar outro, tirar a vida. Entrar na máfia, fazer acordos ilegais… «Tu és um bom católico? Então passa-me a conta.»”

Um argumento típico dos espantalhos bergoglianos. Nenhum confessor condena “apenas” os pecados sexuais ignorando assassinatos e outros pecados graves. Não obstante, o contrário é quase verdade: os pecados sexuais são amplamente minimizados e desculpados no confessionário – tal como Bergoglio os minimiza e os desculpa – enquanto as ofensas incipientes contra a “justiça social” são condenadas eterna e ostensivamente pelos sacerdotes e prelados modernos rendidos à revolução sexual.

Como Nossa Senhora de Fátima advertiu os videntes de Fátima, mais almas são condenadas por causa dos pecados da carne do que por qualquer outro. Mas de acordo com Bergoglio, “fazer acordos ilegais” é pior do que o adultério e a fornicação.

  • As regras morais não são proibições uniformes como pensavam os fariseus:

“A tentação é sempre a uniformidade das regras… tome por exemplo a exortação apostólica Amoris Laetitia. Quando falo de famílias em dificuldade, digo: «Devemos acolher, acompanhar, discernir, integrar…» e então todos verão portas abertas. O que realmente está a acontecer é que as pessoas ouvem outros dizer: «Eles não podem receber comunhão», «Eles não podem fazê-lo:» Aí está a tentação da Igreja. Mas «não», «não», «não!» Este tipo de proibição é o mesmo que encontramos com Jesus e os fariseus…”.

A linguagem é tão infantil quanto demagógica: isso significa que a velha Igreja é sempre tentada a dizer não, não, não! Boo! Hiss! Assim como aqueles fariseus que Bergoglio parece nunca ter notado que toleravam o divórcio e que Senhor os condenava pela institucionalização do adultério. Mas Bergoglio conhece o significado da misericórdia, o qual inclui a Sagrada Comunhão para adúlteros públicos. Ele vencerá a “tentação” da Igreja de dizer não, não, não ao comportamento imoral. Hooray para Bergoglio!

Que afronta é este Papa altivo, vulgar e insultuoso à memória dos grandes pontífices romanos que defenderam as verdades da Fé perante um mundo hostil, colocando risco as suas próprias vidas. A manutenção da sua reputação de humildade representa uma das mais bem-sucedidas fantasias das relações públicas na história moderna, apenas possível graças à cooperação global do “Complexo Industrial das Notícias Falsas”.

  • Sacerdotes e jovens que insistem em preceitos morais uniformes sem exceções estão doentes:

“Sacerdotes rígidos, que têm medo de comunicar. É uma forma de fundamentalismo. Sempre que encontro uma pessoa rígida, particularmente se for jovem, eu digo para mim próprio que está doente “.

O que quer dizer Bergoglio com uma “pessoa rígida”? É claro, ele deixou isso bem definido com a sua corrente interminável de mesquinhos insultos: um católico perseverante que entende que os preceitos negativos da lei natural não admitem exceções.

Observe-se o repúdio particularmente pelos jovens “rígidos” que ameaçam a visão megalomaníaca bergogliana de uma Igreja “transformada”. Esses jovens insolentes – não “ouvindo os jovens” neste caso! – fazem temer uma restauração da ortodoxia e da ortopraxis após o desaparecimento de Bergoglio. Eles têm de ser marginalizados agora, declarados dementes, à boa maneira da propaganda soviética.

“Essa mentalidade fechada e fundamentalista como a que Jesus enfrentou é “a batalha que eu hoje travo com a exortação“.

Ora aí está, como se nós ainda não soubéssemos: Francisco está a travar a guerra do ensinamento constante da Igreja sobre o adultério e outras violações do Sexto Mandamento que ele considera simples pecadilhos, em comparação com pecados como “fazer acordos ilegais”.

  • As “uniões civis” para homossexuais são aceitáveis:

“O «casamento» é uma palavra histórica. Na humanidade e não apenas  Igreja, é sempre entre um homem e uma mulher… não podemos mudar isso. Esta é a natureza das coisas. É assim que elas são. Vamos chamar-lhes “união civil”.

Quem pensa que Bergoglio defendeu aqui o casamento tradicional acreditará em qualquer coisa. Este comentário deliciou a fábrica de propaganda pró-homossexual pseudo-católica New Ways Ministry, condenada pela Congregação para a Doutrina da Fé em 1999. Conforme exultou a sua página web:

No entanto, o que há aqui de novo é o seu apoio às uniões civis para casais do mesmo sexo…. O Papa Francisco nunca, como pontífice, declarou o seu apoio às uniões civis com tanta força. (Ele apoiou as uniões ​​como um compromisso na sua oposição à igualdade matrimonial quando era arcebispo na Argentina. Como pontífice, ele fez uma declaração ambígua sobre as uniões civis, o que inspirou mais perguntas do que a certeza sobre sua posição.) Esta nova declaração de apoio é um gigantesco passo em frente “.

Não há como negar a realidade: Bergoglio abriu as comportas ao “casamento gay”, rotulado de “união civil”, ao qual a Igreja, seguindo o seu exemplo, deixará de se opor enquanto ele for Papa. Isto apesar do ensinamento contrário, tanto de João Paulo II quanto de Bento XVI, sobre o dever de todos os católicos de se oporem e recusarem a implementar qualquer forma de reconhecimento legal de “uniões homossexuais” porque “o Estado não pode legalizar tais uniões sem faltar ao seu dever de promover e tutelar uma instituição essencial ao bem comum, como é o matrimónio”.

  • Nenhuma guerra é justa:

“Não gosto de usar o termo «guerra justa». Ouvimos as pessoas dizer: «Eu faço a guerra porque não tenho outros meios para me defender.» Mas nenhuma guerra é justa. A única coisa justa é a paz. “

Como tem sido claro até agora, qualquer que seja o ensinamento da Igreja que Francisco não goste, ele simplesmente lança-o borda fora. Afinal, como ele nos assegurou, o Magistério é o que ele pensa. Isto apesar do ensinamento contrário de Santo Agostinho, dos padres e doutores da Igreja, de São Tomás de Aquino, do Magistério de 2000 anos e até mesmo do Catecismo de João Paulo II (§§ 2307-2317), que afirma a bimilenar doutrina da Guerra Justa da Igreja.

Observe-se que Bergoglio, contrariamente ao ensino bimilenar da Igreja de acordo com a verdade revelada das Escrituras, declarou que a imposição da pena capital é um “pecado mortal” que deve ser universalmente abolido e pediu, até mesmo, a abolição das sentenças vitalícias por serem uma “pena de morte escondida“. Ele nunca exigiu a abolição do aborto, mesmo que, nesta entrevista, ele admita que é o assassinato de inocentes, contrariamente ao que se passa com os criminosos condenados.

  • O estado secular é uma coisa boa:

“O estado laico é uma coisa saudável. Há um laicismo saudável. Jesus disse: Devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus “.

Que César deva também dar a Deus as coisas que são de Deus parece não ter ocorrido a Bergoglio. Dado que o ensinamento tradicional da Igreja sobre o Reinado Social de Cristo não é decididamente o que Bergoglio pensa, ele excluiu-o do seu falso “magistério” de entrevistas e conferências de imprensa aeronáuticas. No entanto, permite que:

“em certos países como a França, esse laicismo carrega demais o legado da iluminação, o que cria a crença comum onde as religiões são consideradas uma subcultura. Eu acredito que a França – esta é a minha opinião pessoal, e não a oficial da Igreja – deveria «elevar» um pouco o nível do laicismo, no sentido de que deve dizer que as religiões também fazem parte da cultura. Como expressar isso em termos laicos? Através de uma abertura à transcendência. Todos podem encontrar sua forma de abertura”.

Note-se que, apenas quando expressa uma crítica suave ao estado secular, Bergoglio tem de frisar que esta é apenas a sua opinião e não o ensinamento da Igreja – evidentemente sob o pressuposto de que o ensino oficial da Igreja aceita o estado secular sem a menor reserva! Quanto à “abertura à transcendência”, esta significa meramente que o estado secular deve admitir que todas e quaisquer religiões, independentemente do que ensinam, são “parte da cultura”.

Como os leitores certamente se questionam: o que é que um católico tem a ver com o infinito delírio deste homem, que admite, na mesma entrevista, que nos seus quarentas se submeteu a psicanálise “com uma psicanalista judia. Durante meses, fui a casa dela uma vez por semana para esclarecer algumas coisas”?

Em primeiro lugar, obviamente, devemos manter a Fé apesar dos implacáveis ​​ataques que Bergoglio lança sobre ela.

Em segundo lugar, nunca devemos aceitar, por um momento que seja, através do nosso silêncio, o falso ensinamento do homem, mas sim, de acordo com a nossa condição, expô-lo e condená-lo a cada oportunidade, como soldados de Cristo e membros da Igreja militante, para que ninguém – especialmente entre a nossa família e amigos – sejam embalados a aceitar os erros de Bergoglio. Ele deve ser confrontado, dia após dia, pelos católicos ortodoxos que ele despreza tão claramente e procura ostracizar através da sua demagogia barata, até ao ponto de ajudar efetivamente o estado secular que ele considera absurdamente “saudável” na, cada vez mais intensa, caça às bruxas do “discurso de ódio” e dos “grupos de ódio”.

Em terceiro lugar, devemos considerar a possibilidade real de, com este Papa, termos entrado em território inexplorado na história do papado: a Cadeira de Pedro é ocupada por um homem que parece ter sido validamente eleito para o Papado, é universalmente reconhecido como um sucessor de Pedro e, de fato, é uma espécie de Antipapa nas suas palavras e atos. Pior ainda, nem mesmo os antipapas de facto, do passado, proferiram as falsidades e disparates que fluem de Bergoglio como um rio da sua nascente.

Este espantoso espetáculo deve encher-nos de pavor pela ameaça que representa para a Igreja, para os nossos filhos, para inúmeras outras almas e para o mundo em geral. Isto deve impelir-nos a rezar pela libertação da Igreja deste pontificado, mas também a rezar pelo próprio Francisco, apesar da legítima indignação que ele ocasiona e da reação emocional que sentimos com as suas excentricidades. Não deve ser, contudo, um momento para um alegre regozijo ao modo dos comentaristas sedevacantistas, que se deleitam com o que veem como se fosse a última confirmação da sua tese de que não tivemos Papa legítimo desde Pio XII.

O que agora estamos a testemunhar é algo mais do que mero sedevacantismo. O que é exatamente, apenas a história o dirá. Mas é certamente algo que a Igreja nunca viu antes. Sabendo isso, estaríamos adequadamente avisados sobre aquilo que pareceria, neste momento, ser uma dramática resolução celestial para o absolutamente inédito desastre bergogliano.

A edição original deste texto foi publicada no The Remnant Newspaper no dia 6 de setembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 9/2017

As 7 heresias do Papa Francisco segundo a “Correctio Filialis”

A “Correção Filial, publicada no dia 24 de setembro, aponta sete heresias ao Papa Francisco, as quais foram redigidas em latim, língua oficial da Igreja Católica. Na sua tradução para português, pode ler-se:

Através destas palavras, atos e omissões, bem como das passagens acima mencionadas do documento Amoris laetitia, Sua Santidade apoiou, direta ou indiretamente, e propagou dentro da Igreja, com um grau de consciência que não procuramos julgar, tanto por ofício público como por ato privado, as seguintes proposições falsas e heréticas:

1) “Uma pessoa justificada não tem a força, com a graça de Deus, para cumprir as exigências objetivas da lei divina, como se a observância de qualquer um dos mandamentos de Deus fosse impossível aos justificados; ou como significando que a graça de Deus, quando produz a justificação do indivíduo, não produz invariavelmente e por sua própria natureza, a conversão de todo pecado grave, ou não é suficiente para a conversão de todo pecado grave.”

2) “Os católicos que obtiveram um divórcio civil do cônjuge com o qual estão validamente casados e contraíram um matrimónio civil com alguma outra pessoa durante a vida de seu cônjuge, e que vivem more uxorecom seu parceiro civil, e que escolhem permanecer nesse estado com pleno conhecimento da natureza de seu ato e com pleno consentimento do ato pela vontade, não estão necessariamente em estado de pecado mortal e podem receber a graça santificante e crescer na caridade.”

3) “Um fiel católico pode ter pleno conhecimento de uma lei divina e voluntariamente escolher violá-la, mas não estar em estado de pecado mortal como resultado desse ato.”

4) “Uma pessoa que obedece uma proibição divina pode pecar contra Deus por causa desse ato de obediência.”

5) “A consciência pode reconhecer que atos sexuais entre pessoas que contraíram um casamento civil, mesmo que uma delas esteja casada sacramentalmente com outra pessoa, podem às vezes ser moralmente lícitos, ou sugeridos ou até mandados por Deus.”

6) “Os princípios e as verdades morais contidos na revelação divina e na lei natural não incluem proibições negativas que proscrevem absolutamente certos tipos de atos, na medida em que eles são gravemente ilícitos em razão de seu objeto.”

7) “Nosso Senhor Jesus Cristo quer que a Igreja abandone a sua disciplina perene de negar a Eucaristia aos divorciados recasados, e de negar a absolvição aos divorciados recasados que não expressem nenhuma contrição por seu estado de vida e o propósito firme de emenda nesse particular.”

(in correctiofilialis.org)

Oremos para que o Santo Padre confirme os seus irmãos na Fé, corrigindo todas as heresias que têm provocado tantos danos nas almas e fortes divisões dentro da Igreja Católica.

Basto 9/2017

Correção Filial: 62 personalidades corrigem o Papa Francisco por “propagação de heresias”

correção filial

 

Um grupo de 62 académicos, clérigos e leigos de vinte países, publicou, em várias línguas, um documento enviado ao Papa Francisco, onde o repreendem por “propagação de heresias”. O documento em forma de carta, à qual o Santo Padre ainda não respondeu, apresenta-se como uma “correção filial” e está disponível online em sítio próprio.

Resumo da Correctio filialis:

Uma carta de vinte e cinco páginas, assinada por 40 clérigos católicos e académicos leigos, foi enviada ao Papa Francisco no dia 11 de agosto último. Como até o momento o Santo Padre não deu qualquer resposta, o documento é tornado público hoje, 24 de setembro de 2017, Festa de Nossa Senhora das Mercês e da Virgem de Walsingham (Norfolk, Inglaterra, 1061).

Com o título latino“Correctio filialis de haeresibus propagagatis” (literalmente, “Uma correção filial em relação à propagação de heresias”), a carta ainda está aberta à adesão de novos signatários, já tendo sido firmada até o momento por 62 clérigos e académicos de 20 países, representando também outros que não carecem da liberdade de expressão necessária.

Nela se afirma que o Papa, através de sua Exortação apostólica Amoris laetitia, bem como de outras palavras, atos e omissões a ela relacionados, manteve sete posições heréticas referentes ao casamento, à vida moral e à receção dos sacramentos,resultando na difusão das mesmas no interior da Igreja Católica. Essas sete heresias são expostas pelos signatários em latim, a língua oficial da Igreja.

Esta carta de correção contém três partes principais. Na primeira, os signatários explicam a razão pela qual lhes assiste, como fiéis católicos praticantes, o direito e o dever de emitir tal correção ao Sumo Pontífice. – Porque a lei da Igreja exige das pessoas competentes que elas rompam o silêncio ao verem que os pastores estão desviando o seu rebanho. Isso não implica nenhum conflito com o dogma católico da infalibilidade papal, porquanto a Igreja ensina que, para que as declarações de um Papa possam ser consideradas infalíveis, ele deve antes observar critérios muito estritos.

O Papa Francisco não observou esses critérios. Não declarou que essas posições heréticas constituem ensinamentos definitivos da Igreja, nem afirmou que os católicos devem acreditar nelas com o assentimento próprio da fé. A Igreja ensina que nenhum Papa pode declarar que Deus lhe revelou qualquer nova verdade nas quais os católicos deveriam acreditar.

A segunda parte da carta é fundamental, uma vez que contém a própria “correção”. Nela se enumeram as passagens em que Amoris laetitia insinua ou encoraja posições heréticas, e depois as palavras, atos e omissões do Papa Francisco que mostram, além de qualquer dúvida razoável, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de uma maneira que é, de facto, herética. Em particular, o Pontífice apoiou direta ou indiretamente a crença de que a obediência à Lei de Deus pode ser impossível ou indesejável e que a Igreja deve às vezes aceitar o adultério como um comportamento compatível com a vida de um católico praticante.

A última parte, chamada “Nota de Esclarecimento”, discute duas causas desta crise singular. Uma delas é o “Modernismo”. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não dotou a Igreja com verdades definitivas, as quais Ela deve continuar a ensinar exatamente do mesmo modo até o fim dos tempos. Os modernistas afirmam que Deus se comunica apenas com as experiências humanas sobre as quais os homens podem refletir, de modo a fazerem asserções diferentes sobre Deus, a vida e a religião; mas essas declarações são apenas provisórias, e nunca dogmas imutáveis. O Modernismo foi condenado pelo Papa São Pio X no início do século XX, mas renasceu em meados desse século. A grande e contínua confusão causada pelo Modernismo na Igreja Católica obriga os signatários a descrever o verdadeiro significado de “fé”, “heresia”, “revelação” e “magistério”.

Uma segunda causa da crise é a aparente influência das ideias de Martinho Lutero sobre o Papa Francisco. A carta mostra como Lutero, fundador do protestantismo, teve ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem às que o Papa promoveu através de suas palavras, atos e omissões. A Correctiofilialis também destaca os elogios explícitos e sem precedentes que o Papa Francisco fez do heresiarca alemão.

Os signatários não se aventuram a julgar o grau de consciência com que o Papa Francisco propagou as sete heresias que enumeram, mas insistem respeitosamente para que condene tais heresias, as quais ele sustentou direta ou indiretamente.

Os signatários professam sua lealdade à Santa Igreja Católica, assegurando ao Papa suas orações e solicitando-lhe a Bênção apostólica.

(in correctiofilialis.org)

O documento completo pode ser lido em português aqui.

Comunicado de imprensa sobre a “Correção Filial ao Papa Francisco”:

Num ato que marca uma época, clérigos católicos e académicos leigos do mundo inteiro emitiram aquilo a que chamam uma “Correção Filial” ao Papa Francisco.

Nenhuma ação similar foi tomada desde a Idade Média.

Então, o Papa João XXII foi admoestado em 1333 por erros que ele mais tarde repudiou no seu leito de morte. No caso presente, os filhos e filhas espirituais do Papa Francisco acusam-no de propagar heresias contrárias à fé católica.

A sua carta, entregue ao Pontífice Romano na sua residência de Santa Marta em 11 de agosto de 2017 e agora totalmente pública, afirma que o Romano Pontífice apoiou posições heréticas sobre o casamento, a vida moral e a Eucaristia.

A carta de correção tem três partes principais, assim:

1) Na primeira parte, os 62 signatários explicam porque, como católicos crentes e  praticantes, têm o direito e o dever de emitir tal correção ao Papa. Isso não contradiz a doutrina católica da infalibilidade papal porque o Papa Francisco não promulgou opiniões heréticas como ensinamentos dogmáticos da Igreja. Enquanto professam a sua obediência às suas ordens e ensinamentos legítimos, eles afirmam que Francisco sustentou e propagou opiniões heréticas por vários meios diretos ou indiretos.

2) A segunda parte da carta é a essencial. Contém a “Correção” propriamente dita, escrita em latim, a língua oficial da Igreja. Enumera as passagens da Amoris Laetitia, documento do Papa Francisco sobre casamento e vida familiar, no qual insinua ou encoraja posições heréticas. Como alguns comentadores argumentaram que esses textos podem ser interpretados de maneira ortodoxa, a Correção continua enumerando outras palavras, atos e omissões do Papa Francisco que deixam claro, sem qualquer dúvida, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de um modo que é, de facto, herético. Em particular, o Papa defendeu a crença de que a obediência à lei moral de Deus pode ser impossível ou indesejável e que os católicos por vezes devem aceitar o adultério como compatível com ser um seguidor de Cristo.

3) A parte final, chamada “Elucidação”, discute duas causas desta crise única. Uma causa é o “modernismo”. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não entregou verdades definitivas à Igreja que ela deva continuar a ensinar exatamente no mesmo sentido até o fim dos tempos. O modernismo, portanto, focaliza-se em experiências e sustenta que doutrinas sobre Deus, fé e moral são sempre provisórias e sujeitas a revisão. Significativamente, o Papa São Pio X condenou o Modernismo no início do século XX. Uma segunda causa da crise é a influência das ideias de Martinho Lutero no Papa Francisco. A carta mostra como Lutero teve ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem às que o papa promoveu. Ela também observa o louvor explícito e sem precedentes dado pelo Papa Francisco ao heresiarca alemão.

Os signatários não fazem julgamento sobre a culpa do Papa Francisco na propagação das 7 heresias que eles enumeram, uma vez que não é sua função julgar se o pecado da heresia foi cometido (o pecado de heresia, ou seja, heresia formal, é cometido quando uma pessoa se afasta da fé, duvidando ou negando alguma verdade revelada com toda a escolha da vontade). No entanto, deve notar-se que outros que falaram em defesa da fé católica foram sujeitos a represálias. Assim, os signatários falam por um grande número de clérigos e fiéis leigos que não têm liberdade de expressão.

Será notado que o bispo Bernard Fellay assinou a correção. A sua assinatura surgiu depois de o documento ter sido entregue ao Papa, mas agora ele expressa a concordância da Fraternidade de São Pio X com seu conteúdo. O Papa Francisco estendeu recentemente a mão de boas-vindas à FSSPX para os integrar legalmente na Igreja Católica.

Os signatários insistem respeitosamente que o Papa Francisco condene as heresias que ele tem, direta ou indiretamente, sustentado e que ensine a verdade da fé católica na sua integridade.

(in correctiofilialis.org – tradução livre)

A lista de signatários é impressionante, dadas as personalidades de relevo aí presentes. Essa lista encontra-se agora aberta ao público e pode portanto ser assinada – aqui – por qualquer pessoa que ame a Verdade.

O momento atual na Igreja Católica é muito grave, mas o Papa Francisco ainda está a tempo de evitar o pior, basta que tenha a humildade necessária para aceitar o verdadeiro ofício ao qual foi chamado.

Basto 9/2017

Correção Formal ao Papa Francisco: 12 factos que é preciso conhecer

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Por Dorothy Cummings McLean

ROMA, Itália, 18 de agosto, 2017 (LifeSiteNews) – Em entrevista ao The Wanderer, no dia 14 de agosto, o cardeal Leo Burke afirmou ser “necessária” uma “correção” formal de alguns dos ensinamentos do Papa Francisco a respeito do casamento e da família.

Aqui estão 12 factos sobre a correção proposta:

1) A correção será uma tentativa de eliminar a confusão e sanar as divisões na Igreja Católica causadas por divergentes interpretações da exortação pós-sinodal, do Papa Francisco, Amoris Laetitia.

2) A correção seguirá os cinco dubia (perguntas) sobre as implicações doutrinais dos parágrafos 300 a 305 da Amoris Laetitia enviados ao Papa Francisco e ao Cardeal Gerhard Müller, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 19 de setembro de 2016.

3) Os dubia, assim como a carta anexa, foram assinados pelos cardeais Walter Brandmüller, Carlo Caffarra, Joachim Meisner (agora falecido) e Raymond Burke.

4) O Papa Francisco optou por não responder aos dubia e, por conseguinte, a confusão e a divisão a respeito da Amoris Laetitia mantêm-se dentro da Igreja Católica, necessitando de uma correção.

5) Como evidência desta divisão, afirmou o cardeal Burke ao The Wanderer, “Os bispos contam-me que, quando insistem no verdadeiro ensinamento da Igreja a respeito das uniões matrimoniais irregulares, as pessoas simplesmente rejeitam os seus ensinamentos. Dizem que outro bispo ensina de modo diferente e eles preferem segui-lo”.

6) Como evidência adicional da divisão, o cardeal Burke citou o arcebispo de Malta, que declarou que os bispos malteses “seguem o ensinamento do Papa Francisco e não o de outros Papas”, uma afirmação que o cardeal Burke considera “chocante”.

7) Apesar de não ter acontecido durante séculos uma correção formal a um Pontífice reinante em questões doutrinárias, já houve correções a Papas anteriores em várias questões, incluindo assuntos administrativos.

8) A correção proposta afirmará o ensino claro da Igreja Católica a respeito do casamento, família, atos intrinsecamente maus e outros assuntos postos em causa pela Amoris Laetitia, confrontando-os com o que tem sido “de facto ensinado” pelo Papa Francisco.

9) Se houver uma correção, ela chamará o Papa Francisco a corrigir os seus ensinamentos em obediência a Cristo e ao Magistério da Igreja.

10) A correção constituirá uma declaração formal à qual o Papa Francisco será, na opinião do cardeal Burke, “obrigado” a responder.

11) O cardeal Burke afirmou que o Pontífice Romano é o princípio da unidade entre todos os bispos, tendo portanto a responsabilidade de pôr termo à atual divisão entre os bispos através de um pronunciamento claro do ensinamento da Igreja.

12) Rejeitando qualquer tipo de cisma formal, o cardeal Burke acredita que existe atualmente apostasia dentro da Igreja, conforme fora previsto por Nossa Senhora de Fátima.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 18  de agosto de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2017

Igrejas do Leste, um espinho no flanco do Papa

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Por Sandro Magister

ROMA, 3 de agosto, 2017 (Settimo Cielo – L’Espresso) – A Europa do Leste é um espinho no flanco do pontificado de Francisco e são muitos e variados os elementos que o comprovam.

No duplo sínodo da família, os bispos da Europa Oriental estiveram entre os mais decididos defensores da tradição, começando pelo relator geral da primeira sessão, o cardeal húngaro Péter Erdõ, autor de, entre outras coisas, uma clamorosa condenação pública das violações cometidas pela fação reformista, que era claramente apoiada pelo Papa.

Depois do sínodo, a Europa do Leste voltou a ser, mais uma vez, a fonte das interpretações mais restritivas do documento papal Amoris Laetitia. Os bispos da Polónia foram particularmente unânimes em pedir uma aplicação do documento em perfeita continuidade com o antigo ensinamento que a Igreja desde a sua origem até João Paulo II e Bento XVI.

Os bispos da Ucrânia – onde 10 por cento da população são católicos – também estão entre os mais dedicados na oposição a ruturas no que concerne à tradição nas áreas do casamento, penitência e Eucaristia. Mas, para além disso, não se abstiveram de criticar fortemente as posições pró-russas do Papa Francisco e da Santa Sé em relação à guerra em curso no seu país, uma guerra que eles sentem como a agressão de mais ninguém a não ser a da Rússia de Vladimir Putin.

O abraço entre o Papa e o patriarca Kirill de Moscovo, no aeroporto de Havana, em 12 de fevereiro de 2016, com o documento associado assinado por ambos, foi também um poderoso elemento de fricção entre Jorge Mario Bergoglio e a Igreja Católica Ucraniana, que se vê injustamente sacrificada no altar desta reconciliação entre Roma e Moscovo.

A morte, no passado dia 31 de maio, do cardeal Lubomyr Husar, o anterior arcebispo-maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, voltou a dirigir a atenção para esta personalidade de elevadíssimo perfil, capaz de reconstruir espiritualmente uma Igreja que emergiu de décadas de perseguição sem qualquer tipo de concessão perante os cálculos diplomáticos – em função de Moscovo e do seu patriarcado – que, ao invés, durante o pontificado de Francisco voltaram a prevalecer.

O sucessor de Husar, o jovem Sviatoslav Shevchuck, é bem conhecido de Bergoglio pela sua anterior atividade pastoral na Argentina. Mas ele também é uma dos críticos mais diretos às tendências do atual pontificado, tanto no campo político como no doutrinal e pastoral.

E “certamente não foi por acaso”, escreveu há três semanas o Papa Emérito Bento XVI aquando da morte do seu amigo o cardeal Joachim Meisner, o indomável arcebispo de Berlim durante o regime comunista, “que a última visita da sua vida foi a um confessor da fé”, o bispo da Lituânia cuja beatificação estava a ser celebrada, um dos inúmeros mártires do comunismo na Europa do Leste que hoje corre o risco de cair no esquecimento.

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Neste contexto emerge naturalmente a questão: nesta região da Europa, qual é o estado de saúde do catolicismo que se sabe estar em sério declínio em outras partes do mundo e particularmente na vizinha Europa Ocidental?

Esta questão recebeu uma resposta exaustiva – ainda que em termos puramente sociológicos – numa pesquisa abrangente realizada pelo Pew Research Center em Washington, que é talvez o barómetro mais confiável do mundo no que diz respeito à presença de religião na cena pública:

> Crença Religiosa e Pertença Nacional na Europa Central e do Leste:

O estudo incidiu precisamente sobre os países da Europa Oriental, quase todos submetidos no passado a regimes comunistas ateístas. E o primeiro facto impressionante neles constatado é o renascimento, em quase todos os lugares, de um sentimento forte e generalizado de pertença religiosa, que para os ortodoxos – uma reconhecida maioria em toda a área – coexiste com uma rara participação nas liturgias dominicais, enquanto que para os católicos é acompanhada de uma participação semanal bastante significativa na Missa: enquanto, por exemplo, na Polónia, 45% dos batizados e, na Ucrânia, 43% marcam presença na liturgia dominical, na Rússia, apenas comparecem 6% dos fiéis da confissão ortodoxa.

A República Checa suportou o peso do ateísmo de Estado, que adicionado a uma hostilidade anti-católica antiga que remonta ao protestantismo “hussita” e a uma posterior recatolicização imposta pelos Habsburgos, fez com que, neste país, 72% da população declare não ser afiliada em qualquer tipo de fé religiosa. Mas também aqui, entre os católicos que representam um quinto da população, a frequência dominical é, mesmo assim, de 22%, mais ou menos tanto como na Itália e muito mais do que na Alemanha, na França ou na Espanha, sem mencionar a Bélgica e a Holanda.

E o mesmo vale para a Bósnia, onde há poucos católicos, apenas 8%, mas o seu comparecimento dominical atinge um robusto valor de 54%.

Vale a pena ler todo o estudo do Pew Research Center  pela riqueza da informação que fornece. Mas aqui basta destacar que os católicos da Europa do Leste se distinguem dos ortodoxos, não apenas pelos seus muito mais elevados índices de prática religiosa, mas também por uma visão geopolítica antagónica.

Enquanto a Rússia ortodoxa é vista como o bastião natural contra o Ocidente, recebendo a aprovação de grandes maiorias, entre os católicos existe uma muito maior frieza para com a Rússia, em especial na Ucrânia e na Polónia, que se inclinam muito mais para uma aliança com os Estados Unidos e o Ocidente.

Uma divergência adicional pode ser ainda encontrada no campo ortodoxo entre aqueles que, como na Rússia, reconhecem o patriarca de Moscovo como a mais alta autoridade hierárquica da ortodoxia e aqueles que optam mais pelo patriarca de Constantinopla do que pelo de Moscovo, como acontece na Ucrânia, com 46% dos ortodoxos pelo primeiro e apenas 17% pelo segundo.

Sobre o casamento, a família, a homossexualidade e temas afins, pelo menos metade dos católicos apoiam as posições tradicionais da Igreja. E uma grande maioria da população total – com a única exceção na República Checa – é contra o reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Mas, agrupando os dados por faixas etárias, é fácil constatar que os jovens adotam cada vez mais a mentalidade permissiva que, na Europa Ocidental – incluindo na Igreja Católica – é já desenfreada.

Uma mentalidade que certamente não encontra qualquer resistência no pontificado de Francisco.

A edição original deste texto foi publicada no blogue Settimo Cielo a 3 de agosto de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2017

Santo Padre retoma as audiências gerais com uma palavra forte: contaminação!

Talvez não seja tão forte quanto a “história do fracasso de Deus” ou o Cristo “que se fez diabo“, mas ainda assim, e como o próprio Papa avisou, é “uma palavra um pouco forte” para caracterizar a vida da Igreja.

E nessa mesma linha catequética, o Santo Padre exorta-nos a recordar a data em que cada um de nós foi “contaminado” pelo Batismo.

A tarefa de hoje é aprender a recordar a data do Batismo, que é a data do renascimento, é a data da luz, é a data em que – se eu me puder permitir usar a palavra – a data em que fomos contaminados pela luz de Cristo.

(Papa Francisco I in Audiência Geral de 02/08/2017 – tradução)

O Santo Padre tem razão, “contaminação” e “contaminados” são palavras “fortes”; “um pouco” é favor…

Contaminação: substantivo feminino 1. Acto de contaminar; 2. Mancha, impureza; 3. Infecção.

Contaminar: verbo transitivo 1. Sujar, manchar (o que é puro ou respeitável) por contacto vil ou pestilento; 2. Alterar para um estado ética ou moralmente negativo (=CORROMPER, PERVERTER); 3. Infeccionar; 4. Comunicar alguma doença, mal ou vício.

(in Dicionário Priberam, 03/08/2017)

O vídeo completo da Audiência Geral dobrado para português pela Redação Brasileira do Vaticano pode ser visto aqui.

Basto 8/2017

EXCLUSIVO: Missa solene na Argentina para dar a comunhão a casais adúlteros

Por Adelante la Fe

No domingo passado, na Igreja Paroquial de São Roque, em Reconquista, Santa Fé (Argentina), o bispo local, Mons. Macín, nomeado pelo Papa Francisco em 2013, protagonizou um monumental e sacrílego escândalo que revela claramente o que está por trás da Amoris Laetitia.

Organizou, na dita igreja, uma missa solene na qual informou publicamente que, de acordo com as regras enviadas pelo Papa Francisco numa carta há mais de seis meses e no âmbito da integração dos cristãos “marginalizados” por causa sua condição irregular de divorciados que voltaram a casar ou em situação irregular (divorciados que contraíram uma nova união), após a realização de um período de seis meses  de encontros semanais denominado ” período de discernimento”, foi determinado, de acordo com o que se expôs anteriormente (por ordem do Papa), INCLUÍ-LOS EM COMUNHÃO PLENA E SACRAMENTAL, o que aconteceria nessa cerimónia. Em nenhum momento se mencionou que essas pessoas tinham feito qualquer voto de castidade ou de viver “como irmãos”.

Na mesma cerimónia, foi dada a comunhão a todos esses casais (cerca de 30), acompanhados de seus familiares que tiraram fotos em clima festivo. Em nenhum momento se fez qualquer referência às escrituras que condenam o adultério, em alternativa, foram referidos os chavões da Amoris Laetitia onde se diz que os divorciados que voltaram a casar devem ser incluídos em plena comunhão.

Este bispo, assim como todos os que seguem essas indicações e ações, são simplesmente apóstatas, lobos vestidos de ovelhas que não só enviam almas para o inferno, como também profanam a Eucaristia, pelo que prestarão contas diante de Deus.

Esta notícia foi confirmada pelo Adelante la Fe e por testemunhas oculares, mas se ainda restarem dúvidas, pode ser confirmada nos meios de comunicação locais.

A edição original deste texto foi publicada pelo Adelante la Fe a 13 de junho de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 7/2017

Dia de Páscoa na catedral de Petrópolis, Brasil

População de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, no passado domingo de Páscoa, prestou culto a uma estátua do Papa Francisco na Catedral de São Pedro de Alcântara.

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Catedral de São Pedro de Alcântara, Brasil, 16/04/2017 – Aciprensa

 

Basto 4/2017

Pelletier medita sobre o “fracasso de Deus”

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Este ano, as meditações da “história do fracasso de Deus” ficaram a cargo da teóloga francesa Anne-Marie Pelletier, vencedora do prémio Ratzinger 2014 e, por coincidência, uma grande defensora da nova pastoral do recasamento. Ela fez também parte do painel de oradores do chamado “Sínodo Sombra”, em maio de 2015, uma conferência organizada por bispos alemães, suíços e franceses, em Roma, onde se anteviu a agenda heterodoxa que acabaria por se impor no Sínodo da Família.

O Santo Padre encarregou-a de escrever as meditações para as 14 estações do tradicional Via Crucis da Sexta-feira Santa que ele mesmo irá presidir no Coliseu de Roma.

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O Santo Padre mostra a “história do fracasso de Deus” no Uganda, em 2015 – Rome Reports

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Esta é uma daquelas curtas-metragens que marcam o pontificado de Francisco. Deve ser vista várias vezes, em ecrã maximizado e com bom som, mas não é recomendável para pessoas sensíveis.

Da nossa parte, continuaremos a entender a Via Sacra como a história do triunfo de Deus, da vitória de Jesus Cristo sobre o mal, sobre o pecado, sobre Satanás que O tentou até ao último momento na cruz. Foi Satanás quem fracassou!

O que nos dá esperança é sobretudo a certeza da Sua ressurreição no terceiro dia depois de ter sido sepultado.

Basto 4/2017