Mais um bispo católico subscreve o documento que chama “estranha” à fé católica a leitura que o Papa Francisco faz da sua exortação Amoris Laetitia

Henry.Garcida
Imagem do Youtube (entrevista com Michael Voris do Church Militant, 21/12/2015)

D. René Henry Garcida, bispo emérito da diocese de Corpus Christi, no Texas, subscreveu a “Profissão das Verdades Imutáveis em relação ao Matrimónio Sacramental emitida a 31 de dezembro por três bispos do Cazaquistão. O bispo americano anunciou a sua posição, numa nota publicada em letras maiúsculas no seu próprio blogue, no dia 8 de janeiro de 2018, seguida do texto do referido documento.

Perguntaram-me se apoio integralmente, ou não, a declaração emitida, no dia 31 de dezembro de 2017, como uma profissão de fé em relação às verdades imutáveis sobre o matrimónio sacramental. Que não restem dúvidas, eu apoio-a e recomendo-a.

† René Henry Garcida

(in Abyssus Abyssum Invocat, 08/01/2018 – tradução livre)

Gracida foi ordenado sacerdote a 23 de maio de 1959, com 36 anos de idade. Em 1971, foi nomeado bispo auxiliar de Miami, em 1972, bispo auxiliar de Masuccaba e, em 1975, bispo de Pensacola-Tallahassee. Em 1981 seria indigitado, pelo Papa João Paulo II, para a diocese de Corpus Christi.

Em setembro de 2017, D. René Garcida tornou pública a sua assinatura na “Correção Filial” ao Papa Francisco “por propagação de heresias”.

Com a sua subscrição da “Profissão das Verdades Imutáveis em relação ao Matrimónio Sacramental” publicada pelos bispos do Cazaquistão, são agora oito os bispos signatários.

Basto 1/2018

Cardeal subscreve a declaração que afirma que a leitura que o Papa faz da Amoris Laetitia é “estranha” à Fé Católica

Janis Pujats

Por Diane Montagna

ROMA, 5 de janeiro, 2018 (LifeSiteNews) — O cardeal D. Janis Pujats, arcebispo emérito metropolita de Riga, na Letónia, juntou-se aos três bispos do Cazaquistão e aos dois arcebispos italianos, assinando a “Profissão de Verdades Imutáveis em relação ao Matrimónio Sacramental”, confirmou o LifeSiteNews.

A adição da assinatura do cardeal Janis Pujats eleva para seis o número de signatários.

No início desta semana, os bispos do Cazaquistão, D. Athanasius Schneider, auxiliar de Astana, D. Tomash Peta, arcebispo metropolita de Astana e D. Jan Pawel Lenga, arcebispo de Karaganda, emitiram uma “profissão pública e inequívoca da verdade” sobre os ensinamentos da Igreja em relação à indissolubilidade do casamento, apresentando-a como um “serviço de caridade verdadeira” prestado à Igreja de hoje e ao Papa.

A declaração dos bispos do Cazaquistão surge como resposta à interpretação dada pelo Papa Francisco e por alguns bispos à exortação Amoris Laetitia, a qual permite que alguns divorciados “recasados” (que não obtiveram nulidade matrimonial e não vivem em continência sexual) tenham acesso aos Sacramentos da Penitência e da Sagrada Comunhão.

Os bispos afirmaram que tal leitura está a causar “crescente confusão“, fará alastrar a “chaga do divórcio ” e é “estranha” a toda a tradição e fé católicas.

A adesão do cardeal letão à profissão segue-se à do ex-núncio dos EUA, o arcebispo D. Carlo Maria Viganò, e do arcebispo emérito D. Luigi Negri, de Ferrara-Comacchio, no Norte da Itália.

Pujats ingressou no Seminário Teológico de Riga, na Letónia, tendo aí permanecido até este ter sido encerrado pela União Soviética em 1951. Dois meses depois, numa cerimónia secreta, seria ordenado sacerdote pelo arcebispo Antonijs Springovičs. Em 1991, foi nomeado arcebispo de Riga. Em 21 de fevereiro de 1998, foi criado cardeal pelo Papa João Paulo II. O seu cardinalato foi tornado público no consistório em 21 de fevereiro de 2001. O cardeal Pujats foi um dos cardeais eleitores que participaram no conclave de 2005 para eleger o Papa Bento XVI. Fala russo, polaco, lituano, alemão e latim, para além do seu letão nativo.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 5 de janeiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 1/2018

Ex-núncio dos EUA junta-se aos bispos do Cazaquistão, considerando que a leitura que o Papa faz da Amoris Laetitia é “estranha” à Fé Católica

montagna.lsn.jpgPor Diane Montagna

ROMA, 2 de janeiro, 2018 (LifeSiteNews) – Dois arcebispos italianos juntaram-se aos três bispos do Cazaquistão na profissão das “verdades imutáveis ​​sobre o matrimónio sacramental”.

Tal como os bispos do Cazaquistão, o Arcebispo Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos Estados Unidos, e Sua Excelência Luigi Negri, arcebispo emérito de Ferrara-Comacchio, criticaram a interpretação oficial do Papa Francisco sobre a Amoris Laetitia, que permite a alguns divorciados “recasados” receberem a Sagrada Comunhão.

No mês passado, o Papa Francisco decidiu declarar formalmente a interpretação dos bispos de Buenos Aires da Amoris Laetitia “autêntico magistério”.

Na profissão publicada a 2 de janeiro, os bispos do Cazaquistão, incluindo D. Athanasius Schneider, de Astana, afirmam que a interpretação oficial do Papa, assim como as de outras conferências episcopais, como a da Alemanha ou de Malta, está a causar “crescente confusão“, fará alastrar a “chaga do divórcio ” e é “estranha” para toda a Tradição e fé católicas.

Por causa da “crescente confusão” que se tem espalhado entre clérigos e leigos, os bispos reafirmam o ensinamento constante da Igreja sobre a indissolubilidade do casamento e argumentam que a admissão de divorciados “recasados” (que não obtiveram nulidade matrimonial e não vivem em continência sexual) aos sacramentos da Penitência e da Sagrada Comunhão equivale a “uma espécie de introdução do divórcio na vida da Igreja”.

Os bispos sublinham a sua “grave responsabilidade” e “dever diante dos fiéis”, que esperam deles uma profissão pública e inequívoca da verdade e da disciplina imutável da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio”.

“Por esta razão, não nos é possível calar”, acrescentam.

O arcebispo Carlo Maria Viganò foi ordenado sacerdote a 24 de março de 1968. Entrou no serviço diplomático da Santa Sé em 1973 e trabalhou em missões diplomáticas papais no Iraque e na Grã-Bretanha. Foi nomeado Enviado Especial e Observador Permanente da Santa Sé no Conselho da Europa, em 1989, em Estrasburgo, e Núncio Apostólico na Nigéria, pelo Papa João Paulo II, em 1992. No final da sua missão na Nigéria, Viganò foi designado funcionário da Secretaria de Estado. Posteriormente, em 2009, foi nomeado Secretário-Geral do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, cargo que desempenhou até à sua nomeação, em 2011, como Núncio Apostólico para os Estados Unidos. O seu irmão Lorenzo é um sacerdote jesuíta.

O arcebispo Luigi Negri foi ordenado sacerdote a 28 de junho de 1972 e nomeado bispo de San Marino-Montefeltro, pelo Papa João Paulo II, a 17 de março de 2005. Em dezembro de 2012, tornou-se arcebispo de Ferrara-Commacchio, um ofício que realizou até 3 de fevereiro de 2017.

“O arcebispo Negri é conhecido como enérgico pastor, teólogo e filósofo; o bispo Viganò é considerado um diplomata e excelente administrador”, informou a agência de notícias italiana Corrispondenza Romana em comunicado divulgado no início desta noite em Roma.

Ambos os arcebispos participaram numa conferência no âmbito da aproximação do 50º aniversário da encíclica Humanae Vitae de Paulo VI. A conferência, intitulada Humanae Vitae aos 50: Estabelecendo do Contexto, teve lugar na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, em outubro passado, e contou com as palestras do cardeal alemão Walter Brandmüller, do historiador italiano Prof. Roberto de Mattei e do filósofo austríaco Prof. Joseph Seifert. Pretendia oferecer aos participantes a oportunidade de estudar a Humanae Vitae no contexto do seu tempo, bem como o seu lugar na continuidade do ensino perene da Igreja e na vida dos católicos de hoje.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 2 de janeiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 1/2018