Nova pastoral nas catedrais belgas: circo litúrgico

Pelo terceiro ano consecutivo, as catedrais da Bélgica converteram-se em tendas de circo para a celebração do “Natal das Catedrais“. Os dois espetáculos circenses que passaram por várias catedrais belgas intitulavam-se “Os Sinos de Natal” e “A Viagem dos Magos”, presumivelmente inspirados nos temas das celebrações litúrgicas do Natal e da Epifania do Senhor.

Basto 01/2020

Magos do Oriente e do Ocidente

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O quadro da “Adoração dos Reis Magos” pintado por Vasco Fernandes e Francisco Henriques na primeira década do séc. XVI é considerado a primeira representação gráfica de um nativo do Continente Americano na arte ocidental. Neste quadro da Sé de Viseu, Baltazar, o segundo rei mago, é personificado por um índio brasileiro elegantemente vestido.

Os três reis magos, na língua inglesa, são também conhecidos como os três wise men, ou seja, homens sábios. São sábios porque estavam atentos e souberam encontrar Deus quando Ele se manifestou. Interpretaram corretamente os sinais e vieram do Oriente para O adorar.

Em todas as épocas há homens sábios e humildes a quem Deus se revela para que venham adorá-Lo, não só do Oriente mas também do Ocidente e de todos os quadrantes da Terra.

Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. (Mt 2, 10-11)

Ouro para o Rei, incenso para o Deus e mirra para o Cristo, o Ungido de Deus. O terceiro presente é aquele que mais nos obriga a pensar e a meditar, se tivermos em conta os usos que aquela substância resinosa e aromática tinha naquele tempo.

 

Basto 1/2017