Vladimir Putin apresenta novo míssil nuclear “invencível”

A pouco mais de duas semanas das eleições presidenciais na Rússia, Vladimir Putin apresentou, perante o Parlamento Russo, um conjunto de novas armas estratégicas, com destaque para um novo míssil nuclear alegadamente “invencível”.

Basto 3/2018

Poroshenko pede a Constantinopla para reconhecer a autocefalia da Igreja Ucraniana

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Poroshenko in RISU, 28/07/2017

No dia 28 de julho, data em que se assinalava o batismo de São Vladimir o Grande e dos Rus de Kiev (início da cristianização daquilo que é hoje a Ucrânia, a Rússia e outras nações do Leste Europeu), o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, publicou uma mensagem na sua conta facebook onde exorta o Patriarca de Constantinopla a reconhecer a independência da Igreja Ortodoxa Ucraniana face a Moscovo.

Há 1029 anos atrás, Vladimir o Grande tomou uma grande decisão ao batizar os Rus da Ucrânia e aceitou a fé cristã da Igreja de Constantinopla, que para nós é ainda a Igreja Mãe, e é esta Igreja que esperamos que reconheça a autocefalia da Igreja Ucraniana – equivalente a outras Igrejas ortodoxas nacionais e, claro, espiritual e administrativamente independente de Moscovo, o estado agressor.

(Petro Poroshenko in RISU, 28/07/2017 – tradução)

A mensagem aparece junto a um curto vídeo da estátua de São Vladimir existente na capital ucraniana.

A mensagem do presidente ucraniano é uma dupla provocação contra Rússia, nesta região europeia onde o nacionalismo se confunde com a religião. Por um lado, rejeita a autoridade religiosa do Patriarcado de Moscovo sobre a Ucrânia e, por outro, reconhece Constantinopla como a sede legítima da ortodoxia (estatuto contestado pela Igreja Ortodoxa Russa).

Basto 7/2017

Entrevista de D. Athanasius Schneider à Rádio Renascença

Mons. Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana (Cazaquistão) e membro da Ordem de Santa Cruz de Coimbra, foi o convidado desta semana na entrevista radiofónica da jornalista Aura Miguel na Renascença.

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D. Athanasius Schneider celebra a Santa Missa no Santuário de Fátima (na Capela da Ressurreição), seguindo a forma extraordinária do Rito Latino, na manhã do passado dia 14 de julho

D. Atanasius Schneider passou recentemente por Portugal onde participou em vários eventos.

Basto 7/2017

Ucrânia não desiste da sua pretensão de aderir à NATO

A Ucrânia, a mais importante das ex-repúblicas soviéticas, não desistiu do seu firme propósito de aderir à Aliança Atlântica, apesar de todas as ameaças de Vladimir Putin.

Simultaneamente, a Estónia, uma ex-república soviética que já é membro da NATO, depois de assumir, no passado mês de junho, a presidência rotativa da União Europeia, defendeu o reforço militar dos estados-membro perante a ameaça russa e uma maior aproximação da UE aos países que se encontram sob a esfera de influência da Rússia.

Basto 7/2017

Os estandartes do comunismo soviético são ainda os mais evidentes em Moscovo

Mais uma parada militar na Praça Vermelha, em Moscovo, no Dia da Vitória. A Rússia assinala o 72.º aniversário da vitória militar sobre a Alemanha Nazi na II Guerra Mundial, mas celebra isolada face aos seus aliados de então. No centenário das Aparições de Fátima e da Revolução Russa, os símbolos comunistas soviéticos continuam a ser os que mais se destacam no colorido festivo, independentemente do que isso possa significar.

Basto 5/2018

Testemunhas de Jeová banidas da Rússia

A liberdade religiosa é cada vez mais limitada na Rússia. O Supremo Tribunal Russo proibiu as práticas religiosas das Testemunhas de Jeová naquele país.

No regime atual, em que a Igreja Ortodoxa Russa tem uma forte influência política, outros grupos ou confissões religiosas poderão acabar por ser hostilizados pelas autoridades governativas e judiciais.

Basto 4/2017

Líder da oposição é preso na Rússia

A polícia russa prendeu o ativista Alexei Navalny, líder da oposição ao regime de Vladimir Putin, juntamente com centenas de outros contestatários, em resultado das grandes manifestações populares que acusam os dirigentes russos de corrupção, em particular o atual primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

A contestação nas ruas regressa à Rússia 100 depois das grandes manifestações que desencadearam a revolução comunista naquele país.

Basto 3/2017

Mais cinco perturbadores regressos ao passado soviético na Rússia de Putin

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A placa sobre a vedação russa diz: “A Sociedade Livre” (Political Cartoon: social media)

Por Paul Globe

Mesmo que Vladimir Putin afirme que a Rússia está destinada a ter um grande futuro, o líder do Kremlin tem feito pouco para acabar com o empobrecimento e a repressão dos russos de hoje e cada vez mais para restaurar muitas das piores características do negro passado soviético. Esta semana trouxe mais cinco exemplos dessa tendência retrógrada.

1. “Novilíngua” orwelliana na prática jurídica russa

A novilíngua orwelliana está a voltar à prática jurídica russa, a níveis alarmantes. Questionado pelo portal de notícias regionais 7 × 7 sobre a crescente utilização de termos pelos magistrados como “pseudo-religiosos”, “organizações destrutivas” e “grupos antissociais”, o diretor do Centro SOVA, Aleksandr Verkhovsky, afirmou que isso é extremamente perigoso.

“Não nenhuma definição legal” de tais termos e, consequentemente, eles representam uma tentativa de expansão por analogia uma tática privilegiada da prática soviética com termos que existem tais como “organizações extremistas.” E isso significa – afirma o ativista dos direitos – que “o magistrado pode escolher” como alvo “qualquer um que não encaixa no seu gosto.”

“Isso é a novilíngua“, diz Verkhovsky, usando o termo introduzido por George Orwell no seu romance “1984” sobre sistemas totalitários. E embora, ao nível das discussões informais, esses termos possam ter utilidade para apontar as áreas problemáticas, a sua utilização como categoria jurídica é “má e muitas vezes perigosa.”

2. As filas regressaram

Filas, a desgraça da existência dos russos na era soviética, estão de regresso à Rússia de Putin, mesmo que ninguém deva falar sobre isso. O bloguista russo Nikolay Yurenev afirma que “toda a gente diz que sob Putin não existem filas nas lojas”, mas todos sabem que não é verdade.

Não regressaram as filas como também aquilo que poderia ser chamado a cultura política das filas, com pessoas horas à espera, lamentando sua existência, mas que depois vão para casa e, ao assistirem à televisão de Moscovo, concluem que as coisas, mesmo se estão tão más, elas estão muito piores no odiado Ocidente, em relação ao qual lhes é dito para culparem pelos seus problemas.

Yurenev o seguinte exemplo: “Numa determinada cidade X com perto de um milhão de habitantes, uma fila numa loja de carne todas as segundas, quartas e sextas-feiras, quando a carne sai a menos de metade do preço habitual, e a fila diz eleestende-se em torno do quarteirão, desde o momento da abertura da loja até ao seu encerramento.

Mesmo antes da abertura da loja, a fila começa a formar-se com “patriotas desempregados e pensionistas que compõem uma boa metade da população dessa cidade X”, sendo o seu elemento predominante. E a fila inteira, apesar da espera e do frio, “apoia fraternalmente a sábia política do destacado líder político e governamental, o flamejante batalhador pela paz no mundo inteiro, Vladimir Vladimirovich Putin”.

Aqueles que estão na fila “expressam confiança ilimitada e profunda gratidão pela sua incessante preocupação com o bem-estar das pessoas e o florescimento da Grande Pátria” – prossegue Yurenev. Aqueles que conseguem chegar à dianteira da fila, de seguida, regressam a casa para prepararem o jantar e assistirem à televisão de Moscovo.

É então que sua participação na “grande política” se torna clara – continua o bloguista russo. Eles aprendem como a Ucrânia e o Ocidente são os culpados pelas suas baixas pensões e “como, nos EUA, os inimigos de Trump tentam desencaminhar a sua política amigável para com a Rússia e Putin”.

“Como é horrível viver nesse mundo estrangeiro louco, louco e louco”, dizem eles “nos seus corações”, e “como são belas as coisas na nossa Pátria”. Naquele mundo, as filas para carne barata não são problema algum: elas são apenas um indicador de como os bons russos as aceitam sob a sábia liderança de Putin.

3. Apoio fictício da população às ações governamentais

As autoridades russas justificam aquilo que querem fazer dizendo que a população exige tais ações, quer isso seja ou não verdade. A TASS, agência de notícias russa, é novamente chamada, como se fosse na era soviética, e relata que o ministério da cultura congratula-se com os apelos dos ativistas russos para criar um Dia do Patriotismo.

Na URSS, os altos funcionários declaravam frequentemente que tomavam esta ou aquela atitude porque “os trabalhadores e os camponeses” a exigiam. Agora, Moscovo usa a mesma tática, dizendo que a população deseja esse feriado, o qual estará cronometrado para coincidir com a imposição de sanções ou talvez contra-sanções, mesmo que estas impeçam os alimentos de chegar até eles.

4. Documentos públicos com assinaturas falsificadas

As autoridades russas têm afirmado que determinados documentos foram assinados por pessoas que nunca os assinaram ou sequer os viram, desde que seja o documento que o regime deseja. No início desta semana, os partidários da entrega da Catedral de Santo Isaac à Igreja Ortodoxa Russa entregaram o que eles classificaram como um apelo de 26 reitores de instituições de ensino superior que apoiam essa ação.

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Catedral de Santo Isaac em São Petersburgo, Rússia, 2017 (Imagem: Wikimedia)

Mas agora constatou-se que essa informação é uma “notícia falsa”, ou talvez  “um facto alternativo”, porque dois dos reitores cujas assinaturas constam do documento afirmam que não o assinaram e um deles disse que nem sequer tinha ouvido falar disso.

Na era soviética, os funcionários do partido comunista colocavam frequentemente os nomes das pessoas sem pedirem a respetiva permissão ou acordo, a fim de apoiar a linha oficial. A grande diferença, agora, é que alguns daqueles que são vítimas dessa prática queixam-se, ainda que isso possa ser demonstração de vontade de progressão nas suas carreiras.

5. O assassínio de importantes testemunhas dos crimes de guerra de Putin na Ucrânia

Quanto ao quinto e mais sinistro, Putin está a livrar-se das testemunhas dos seus próprios crimes na Ucrânia. Zoryan Shkiryak, conselheiro do ministro ucraniano do interior, afirma que o assassinato do líder miliciano pró-Moscovo, com o nome de guerra Givi, é apenas o último exemplo de algo que Kiev vem alertando desde há dois anos.

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A explosão que matou Givi destruiu completamente o quarto onde ele se encontrava (Imagem: captura de vídeo)

Ele acusa “Putin” de “estar constantemente a destruir testemunhas importantes dos seus próprios crimes militares” na Ucrânia, um programa que lançou após o derrube do avião de passageiros MH-17 da Malásia, mas que afetou os que participam nas suas ações “terroristas” em Mariupol, Volnovakha e também Debaltseve. No caso da “liquidação de Givi” – continua Shkiryak – é claro que Moscovo controla todos os participantes nesta ação e, com efeito, ninguém teria agido sem a bênção ou, mais provavelmente, sem a ordem direta das autoridades da capital russa. Essas coisas não são estranhas nem inovadoras – afirma. Elas “fazem parte das melhores tradições dos serviços especiais russos” e são efetivamente “todos os elos de uma única cadeia”.

A edição original deste artigo foi publicada pela Euromaiden Press no dia 10/02/2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do testo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 3/2017