Uma Igreja Titanic?

The Remnant Cartoon

Barca de Pedro.cartoon

A comparação satírica do momento atual da Igreja Católica ao Titanic, conforme caricaturou recentemente o jornal católico americano The Remnnant, é bastante mordaz, mas simultaneamente pertinente. O Titanic era um navio de passageiros anormalmente grande, titânico, moderno e confortável, carregado de pessoas de todas a condições sociais, que viajam em festa permanente rumo ao novo mundo, mas que acabou por se afundar. A Barca Pedro, na interpretação do cartunista, corresponde a um dos pequenos botes salva-vidas que segue seguro em cima do grande navio.

O Pe. Alfonso Gálvez, que há muito estranha o clima de grande folia que contaminou a Igreja Católica contemporânea, já tinha feito uma analogia parecida, em 2015, numa das suas fascinantes homilias.

A Igreja está em estado de sítio e o assalto final está prestes a acontecer. O que realmente se está a tentar fazer é acabar com a fé da Igreja. Basicamente, o que se está a tentar é criar uma nova igreja, uma nova religião; a religião do homem. Todas estas afirmações podem parecer exageradas, mas não são nada mais do que a realidade; e se não, olhemos aos factos: a ideologia de género, a indissolubilidade do matrimónio, o lobby gay no Vaticano. É uma autêntica infiltração diabólica nas mais altas esferas da hierarquia eclesiástica… E enquanto isso acontece, como no Titanic, os músicos continuam a tocar como se nada se passasse.

(in Adelante La Fe, 18/10/2015 – tradução)

É uma imagem que dá para pensar.

Basto 5/2017

Ir. Cristina canta a bordo do grande barco que se afunda

titanic
www.starticket.ch

A irmã Cristina Scuccia, uma freira conhecida pelos seus comportamentos escandalosos que lembram mais uma possessão demoníaca do que a regra da Ordem de Santa Úrsula, será figura de cartaz no musical “Titanic”. Ao longo de um mês, durante este verão, ela cantará a bordo do grande barco que se afunda junto ao Lago de Lugano, na zona fronteiriça entre a Suíça e a Itália. Simbologia satânica é coisa que não falta nos Alpes por estes dias.

Quando chegar o outono, a monja retomará o seu trabalho “pastoral” no musical “Sister Act”.

sister act

Sobre o elevado sucesso dos musicais verificado no meio LGBT, a freira confessa o seguinte:

Eu concordo com a frase do Papa Francisco sobre o perdão a pedir aos homossexuais: a Igreja é uma mãe que tem de aceitar e não rejeitar.

(in Gazzeta di Parma, 19/06/2016 – tradução livre)

A irmã Cristina, apesar de não cantar mal, conseguiu todo o seu sucesso artístico à custa da utilização sacrílega do hábito e de outros símbolos religiosos no mundo musical profano. A sua popularidade assenta numa imagem de freira rebelde, fortemente cultivada em palco, desde o seu primeiro momento de participação no concurso “The Voice – Italia”, em 2014.

 

Desde então, nunca mais parou de fazer figuras tristes um pouco por todo o lado, sendo, por vezes, utilizada como mero objeto de propaganda anticatólica.

 

Como Uma Virgem

 

 

Versão do original “Like a Virgin” da cantora Madonna.

Basto 6/2016