A verdadeira essência das coisas…

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“Um pássaro não voa por ter asas. Ele tem asas porque voa. Um homem não é masculino por ter um pénis e testículos, nem uma mulher é feminina por ter uma vagina, um útero, estrogénio ou o que quer que seja. Eles têm tudo isso – quando o tem – porque ela é feminina e ele é masculino. Mesmo se falta alguma dessas coisas neles, ainda assim eles são masculinos e femininos.”

(“Pe. Gerald”, personagem do caso de exorcismo “O Virgem e o Ajeita-Moça”; in Reféns do Demónio, Malachi Martin, Ecclesiae, 2016, pág. 216)

Isto numa época em que a ilusão engana os próprios ilusionistas.

Basto 02/2019

Transexual irado numa loja dos EUA depois de ter sido tratado por “senhor”

O vídeo foi gravado recentemente no Novo México, numa loja de videojogos da conhecida cadeia GameStop, acabando por tornar-se viral através das redes sociais. O seu protagonista é alguém que se identifica como “Tiffany” Moore, um ex-homem de aspecto bastante masculino, indignado, que se revolta contra o funcionário da loja, desatando aos gritos e pontapés, depois de este, educadamente, se ter referido a ele como “senhor”.

Basto 01/2019

Mais um bispo “misericordioso”

O argentino Pe. Jorge Ignacio García Cuerva acabou de ser elevado a bispo. De acordo com a informação publicada há dias no sítio oficial do Vaticano, o Santo Padre acabou de nomeá-lo bispo auxiliar de Lomas de Zamora e titular de Lacubaza, na Argentina.

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Pe. García Cuerva abraça os dois homens, Pablo Goycochea e Roberto Carlos Trinidad (o transexual que agora se identifica como Florencia de La V), na Basílica do Santíssimo Sacramento de Buenos Aires, onde batizou os seus filhos adotivos – revista “Gente” de 30/08/2017

O Pe. García Cuerva tornou-se mundialmente conhecido porque, em 25 de agosto de 2012, batizou os filhos adotivos de um famoso casal “gay” argentino na Basílica do Santíssimo Sacramento de Buenos Aires, tendo obtido, na altura, uma forte cobertura mediática. Este acontecimento reporta-se a uma data em que o atual Pontífice Romano era ainda o arcebispo de Buenos Aires.

“Florencia aproximou-se de nós com o pedido explícito para que a Igreja Católica batizasse os seus filhos de acordo com o Direito Canónico. Que exista tal desejo é motivo suficiente para realizá-lo. Gostaria que todos os pais trouxessem os seus filhos ao batismo com um nível de consciência tão alto. Vê-se que Flor e Pablo realmente querem transmitir a Paulo e Isabella a fé em Jesus.”

(Pe. García Cuerva in Gente, agosto de 2012 – tradução livre)

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O vídeo da cerimónia pode ser visto aqui.

Basto 11/2017

Papa Francisco condena “atitudes perversas”

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Casal lésbico espanhol na Santa Sé, em janeiro de 2015, depois receberem um convite telefónico do Santo Padre no dia da Solenidade da Imaculada Conceição de 2014.

Através de uma mensagem clara e categórica enviada, na passada quinta-feira, para Bona (Alemanha), onde decorria a conferência COP23, o Santo Padre Francisco I afirmou perante os líderes globais que devemos evitar “atitudes perversas”.

Quais são?

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in Deutsche Welle, 16/11/2017

A emissora alemã Deutsche Welle informa e a Radio Vaticano confirma:

Devemos evitar quatro atitudes perversas: negação, indiferença, acomodação e confiança em soluções inadequadas”.

Para o Papa, “soluções técnicas são necessárias, mas insuficientes: é essencial levar em consideração também os aspetos e impactos éticos e sociais do novo paradigma de desenvolvimento a breve, médio e longo prazo”.

Francisco invoca novamente educação e estilos de vida voltados para uma ecologia integral, uma ação sem demora e livre de pressões políticas e económicas, e uma consciência responsável em relação à nossa Casa Comum e a contribuição de todos.

(in Radio Vaticano, 16/11/2017)

E desta forma implacável, o Santo Padre condena a “perversidade” de todos aqueles que ainda questionam de algum modo as controversas teses científicas do “aquecimento global” e o fundamentalismo ideológico presente em algumas políticas globalistas a elas associadas. Um tema que, apesar de não ser irrelevante, tem mais a ver com as coisas deste mundo do que com a salvação das almas.

Basto 11/2017

Ele que era ela e ela que era ele

O nosso Santo Padre, a bordo do avião papal, provavelmente cansado depois de uma visita extenuante ao Cáucaso, lá acabou por lançar mais alguma confusão doutrinal – ou se quisermos, pastoral – sobre os fiéis da Igreja que dirige. Desta vez, acabou por fazer afirmações intrigantes acerca da transexualidade e de outras coisas modernas, tecendo também alguns trocadilhos curiosos ao nível das questões de género. Talvez estes nos ajudem a perceber melhor o que o Santo Padre pretende dizer.

Ele que era ela

“No ano passado, eu recebi uma carta de um espanhol que me contava a sua história de criança e de jovem. Antes, era uma criança, uma jovem que sofreu muito. Ele se sentia menino, mas era fisicamente uma menina. Ele havia contado à sua mãe, dizendo que queria fazer a cirurgia. A mãe lhe pediu para não fazê-la enquanto ela estivesse viva. Ela era idosa, morreu logo. Ele fez a cirurgia, agora é funcionário de um ministério na Espanha. Ele foi ao encontro do bispo, e o bispo o acompanhou muito. Um grande bispo, esse.“Perdia” tempo para acompanhar esse homem. Depois, ele se casou, mudou essa identidade civil, e ele – que ela era, mas é ele – me escreveu que seria uma consolação ir ao meu encontro. Eu o recebi. Ele me contou que, no bairro onde ele morava, havia um velho sacerdote, o velho pároco, e havia o novo. Quando o novo pároco o via, ele gritava da calçada: “Você vai para o inferno!”. O velho, ao contrário, lhe dizia: “Há tempo tempo você não se confessa? Venha, venha…”. A vida é a vida, e as coisas devem ser tomadas como vêm. O pecado é o pecado. As tendências ou os desequilíbrios hormonais causam muitos problemas, e devemos estar atentos para não dizer que tudo é a mesma coisa: cada caso, acolhê-lo, acompanhá-lo, estudá-lo, discernir e integrá-lo. Isso é o que Jesus faria hoje. Por favor, agora não digam: “O papa vai santificar os trans!”. Já vejo as primeiras páginas dos jornais… É um problema humano, de moral. E deve ser resolvido como se pode, sempre com a misericórdia de Deus, com a verdade, mas sempre com o coração aberto.”

(Papa Francisco in Instituto Humanitas Unisinos, 03/10/2016)

“[…] ele – que ela era, mas é ele…[…]”? – Como?

“[…] esse homem. Depois, ele se casou […]”? – É intrigante constatar que o Santo Padre se refira ao casamento lésbico, nesta conversa, depois de, ainda há pouco tempo, ter afirmado que a maioria dos casamentos católicos são nulos. Mas, mais uma vez, quem somos nós para julgar?

“Isso é o que Jesus faria hoje”? – Jesus dizia “vai e não tornes a pecar”. Como a Sua doutrina é eterna, não muda ao sabor das modas, hoje tem exatamente a mesma validade de há 2000 anos.

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Ela, o Santo Padre e “ele – que ela era, mas é ele” (a partir de 2007  passou a ser ele, deixando de ser ela)

“Depois de ver o Papa, saí de cabeça bem erguida. Ouço missa e comungo. Leiam nas entrelinhas…”

(Transexual Diego Neria in Religión Digital, 26/09/2016)

Convém lembrar que o nosso Papa escolheu o dia 8 de dezembro de 2014 para telefonar ao ‘novo homem’, precisamente no mesmo dia em que os fiéis da Igreja por ele dirigida celebravam a solenidade da ‘nova mulher’ concebida sem mancha de pecado, a que esmagou a cabeça da serpente… Se isto não nos causa arrepios, então é porque devemos estar mesmo muito doentes.

Ela que era ele

Entretanto, também já quase ninguém se lembra do transexual Isabel Lisboa que ficou famoso na Semana Santa de 2015. Contudo, este e outros escândalos papais, cobertos de um mediatismo exagerado e conhecido, ganham uma dimensão mundial e repercutem-se um pouco por todo o lado, principalmente quando nunca são corrigidos nem desmentidos. Uma pastoral duvidosa produz frutos pastorais de qualidade suspeita.

 

 

“Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.”

(Transexual Isabel Lisboa in TV2000it, 03/04/2015)

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O Santo Padre lava os pés a “ela – que ele era, mas é ela” (Missa Papal da Quinta-feira Santa de 2015).

O que pretenderá o Santo Padre com tantos exotismos pastorais? Levar as pessoas amarradas ao pecado homossexual e transexual a afastarem-se da conduta mortal em que as suas almas caíram? Com o devido respeito, talvez esteja na altura de começar a questionar os métodos em função dos frutos que já estão à vista de todos.

Os frutos pastorais

São frutos exóticos aos quais nos vamos habituando.

 

Uma outra mensagem que marcou a viagem do Santo Padre à Geórgia e ao Azerbaijão surgiu quando ele alertou publicamente para o facto de se constatar atualmente uma “guerra mundial” contra a família e o matrimónio. Pois…

Basto 10/2016

Francisco: “Com toda a certeza, posso dizer até hoje, que vou a Portugal, mas vou só a Fátima.”

Mas o que vem cá fazer?

Papa Francisco confirma novamente que virá a Fátima e deixa em aberto a possibilidade de uma visita mais alargada ao resto do país.

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Com toda a certeza, posso dizer até hoje, que vou a Portugal, mas vou só a Fátima. Isto até hoje. Porque há um problema: é que, neste Ano Santo foram suspensas as visitas Ad Limina e, no próximo ano, decorrem as deste ano e as do ano seguinte. Por isso, há pouco espaço para viagens. Mas vou a Portugal, para já, só no dia 13, mas, ao certo, ainda não sei.

(Papa Francisco à jornalista da Rádio Renascença)

O Santo Padre confirma esta intenção na mesma entrevista em que condenou a inclusão da “teoria de género” nos currículos escolares, por isso ser “contra as coisas naturais”, mas fez questão diferenciar – ambiguamente, como de costume – esse problema do facto de haver pessoas com orientação homossexual ou que mudam de sexo. Neste caso o Papa recomenda, mais uma vez, a sua conhecida receita de “acompanhamento” e “misericórdia” para os homossexuais e transexuais. Talvez fizesse bem mais por essas pessoas se ficasse calado.

Uma coisa é que uma pessoa tenha uma orientação homossexual, esta opção, ou mesmo que mude de sexo. Mas outra coisa é fazer o ensino nas escolas nesta linha para mudar a mentalidade. E a isto eu chamo colonização ideológica.

(Papa Francisco, 03/10/2016)

Que tipo de doutrina é esta? Desde que não ensinem a transexualidade nas escolas, está tudo bem? Já não se fala de comportamentos intrinsecamente errados que levam à perdição das almas?

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Sua Santidade ladeado pelo transexual Diego Lejárraga (mulher até aos 40 anos de idade, agora “homem”) e a sua namorada Macarena

Apesar de ter feito estas afirmações escandalosas sobre a homossexualidade e a transexualidade, que infelizmente já nem surpreendem, o Papa assegura que não “santifica os transexuais”. Este esclarecimento servirá, com certeza, de detergente para a “brigada de limpeza” oficial das entrevistas papais acalmar as hostes, de modo a permitir a manutenção deste limbo doutrinal onde cabe cada vez mais gente… Até arrebentar!

Palavras da pequena Jacinta na fase terminal da sua vida:

Lúcia, Francisco e Jacinta

Em nome dos bem-aventurados três pastorinhos de Fátima devemos perguntar ao Santo Padre: mas o que é que vem cá fazer afinal?

Basto 10/2016

“O erro de Deus”

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O Santo Padre com o casal lésbico, em 2015, em Roma: a autora do livro (à direita) e a sua noiva Macarena (à esquerda).

Foi apresentado, no final do mês de março, o livro do conhecido transexual Diego Neria Lejárraga intitulado “El Despiste de Dios”. Uma senhora espanhola que, desde cedo não se sentiu bem no corpo de mulher, tendo decidido, em 2007, aos 40 anos de idade, submeter-se a um conjunto de tratamentos e cirurgias para se transformar num homem.

Assumindo-se católico(a) praticante, sentia-se injustiçada pelos representantes locais da Igreja Católica que lhe reprovavam a opção de mutação de género, apontando-lhe o erro que ela cometia. Infeliz com a situação, escreveu um dia ao Papa Francisco e, para sua surpresa, Sua Santidade sensibilizou-se com o seu caso…

A 8 de dezembro de 2014, data em que os católicos do mundo inteiro celebravam a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, em honra da nova mulher concebida sem pecado original, o Santo Padre toma o telefone e liga ao novo homem Diego Neria Lejárraga. A senhora Diego foi convidada para ir a Roma, juntamente com a sua noiva, sendo assegurada de que não precisaria de se preocupar com as despesas, pois a Santa Sé assumiria todos os encargos da viajem. Até aqui tudo bem…

De regresso desta peregrinação a Roma, e depois de uma conversa “privada” a três, em espanhol fluente, entre o casal lésbico e o Santo Padre,  a senhora Diego perdeu qualquer sentimento de culpa, tendo agora a certeza de que o caminho por si escolhido é correto aos olhos de Deus (?) e um exemplo para o mundo. A viagem a Roma mudou a sua vida.

Para além de confessar uma grande admiração pelo Papa Francisco e por todos os seus esforços no sentido de mudar a Igreja, esta senhora considera que a sua história de vida, bem como o seu discernimento espiritual, devem ser imitados por outros católicos transexuais e casais homossexuais. Foi por isso que decidiu, desde logo, escrever um livro autobiográfico, tendo como mote de partida a sua viagem a Roma. O livro, entretanto concluído, foi publicado pela Tropo Editores e até conta com uma edição especial, com uma encadernação nobre, para ser oferecida ao Santo Padre.

Partindo dos comentários em relação à obra, deve ser uma leitura enquadrada num determinado entendimento contemporâneo da Misericórdia de Deus, que abdica do arrependimento e do propósito de correção de vida. Uma nova misericórdia light recentemente descoberta por muitos pastores católicos, mas que de facto é mais típica de uma nova era pós-cristianismo. Um conceito de misericórdia defendido pelos mesmos prelados que acham que a Igreja não foi misericordiosa durante os últimos 20 séculos e, então, pretendem ser eles, agora, os verdadeiros misericordiosos, mais até do que o próprio Cristo e os seus santos  – que grande loucura!

Já agora, e para que se saiba, Deus jamais errou ou errará!

Basto 4/2016