Agora em inglês, “Cura-me com a tua boca”, do arcebispo D. “Tucho”

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O mais famoso livro do arcebispo de Tiburnia (Argentina) está agora disponível online em inglês na plataforma Medium.

Dada a função de destaque desempenhada no chamado Sínodo da Família e após ter ganhado fama de “escritor fantasma” da exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, é natural que aumente o interesse geral pela obra do reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina.

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Livro: “CURA-ME COM A TUA BOCA: A ARTE DE BEIJAR” do teólogo e arcebispo D. Víctor Manuel Fernández in Medium, 04/09/2017

“Um verdadeiro beijo mostra que o outro é sagrado para mim. Mas quando o sexo está fora de controlo, e queremos mais – mais prazer, mais intensidade – o outro é transformado numa esponja que queremos espremer totalmente, até a última gota.”

[…]

“Como foi Deus tão cruel
para te dar essa boca …
Não há quem me resista,
xxxx, esconde-a.”

(Mons. Víctor Manuel Fernández in Medium, 04/09/2017 – tradução livre)

Não é um livro muito recomendável para pessoas sensíveis, dada a natureza do seu conteúdo, todavia convém relembrar que o próprio arcebispo já assegurou que “não foi escrito tanto pela” sua “própria experiência mas antes a partir da vida das pessoas que se beijam”. Ainda assim, como pode alguém que escreve um livro destes ter qualquer influência na redação de uma exortação papal?

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in Agência Ecclesia, 08/04/2016

Não sabemos de facto se a sua influência na Amoris Laetitia foi tão grande quanto se diz, não obstante, foi ele quem, até agora, melhor explicou aquilo que o Papa Francisco pretende que seja compreendido.

Basto 9/2017

Evangelho segundo Francisco

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Este moderno “evangelho” apócrifo, publicado em 2013, foi escrito pelo rabino judaico Sergio Bergman. Bergman, para além de pastor judaico, é também um político argentino, assim como grande amigo e apreciador do Papa Francisco. É conhecido por ser um defensor do sincretismo religioso, participando frequentemente em iniciativas públicas inter-religiosas, com destaque para as famosas “celebrações ecuménicas” da Catedral de Buenos Aires.

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in Nacionalismo Católico San Juan Bautista

Em novembro de 2013, Bergman contou com um convidado de honra especial na apresentação do seu “evangelho”, nada menos que Sua Excelência Reverendíssima o arcebispo D. “Tucho”. Porém, porque não foi convidado para falar sobre a arte de beijar, área em que se sentiria mais à vontade, D. “Tucho” perdeu-se completamente e saiu-se com esta, entre outras:

Ambos esperamos que o Messias venha a estabelecer o seu Reino, contudo para uns será a primeira vinda, e para outros será a segunda.

(Arcebispo D. Víctor Manuel Fernández in Infobae, 14/11/2013)

– Que horror, que blasfémia!

A notícia supracitada não refere se Sua Eminência D. “Tucho” tinha, ou não, andado às “beijocas” com alguma garrafa de vodka antes do discurso… É que, caso contrário, se essa frase foi mesmo proferida sob lucidez, é melhor ir buscar a cruz de São Bento e a água benta! Pobre Tucho!

Regressando ao autor do “evangelho”, Sergio Bergman defende aproximação do catolicismo ao judaísmo e a tudo o resto, mas recusa a ideia de que Jesus Cristo seja o Messias de Israel, o Redentor da humanidade. Para si, Jesus foi um mero rabino, como ele. E é uma pena que o seu grande amigo Bergoglio não o convença de que está completamente enganado quando espera por outro Messias, pois isso seria uma magnífica obra de misericórdia para com o próximo que lhe valeria a salvação eterna.

É bastante comum, neste dias, encontrar-se por aí muita gente, de diferentes áreas, que não aprecia muito Jesus Cristo mas adora Francisco. Até no judaísmo talmúdico isso acontece, vá-se lá saber porquê…

Fundamentalistas…

 

Basto 6/2016

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