Rússia expulsa centenas de diplomatas americanos

A Rússia queixa-se de violações ao direito internacional, apesar da ocupação ilegal da Crimeia e das interferências no Leste da Ucrânia.

Basto 7/2017

Ucrânia não desiste da sua pretensão de aderir à NATO

A Ucrânia, a mais importante das ex-repúblicas soviéticas, não desistiu do seu firme propósito de aderir à Aliança Atlântica, apesar de todas as ameaças de Vladimir Putin.

Simultaneamente, a Estónia, uma ex-república soviética que já é membro da NATO, depois de assumir, no passado mês de junho, a presidência rotativa da União Europeia, defendeu o reforço militar dos estados-membro perante a ameaça russa e uma maior aproximação da UE aos países que se encontram sob a esfera de influência da Rússia.

Basto 7/2017

Bispo mais jovem do mundo é ucraniano

Enquanto uma grande parte do Ocidente, cheio da “nova misericórdia”, concentra todos os seus esforços a tentar encontrar formas de integrar o adultério, o homossexualismo, o luteranismo, a teologia da libertação e outros exotismos na nova pastoral da Igreja, o Leste continua a evidenciar uma grande vitalidade. No passado dia 21 de junho, na Ucrânia, foi ordenado o novo bispo católico de Rito Latino, D. Edward Kava, que, com apenas 39 anos de idade, é hoje o mais jovem bispo católico do mundo.

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D. Sviatoslav Shevchuk, líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana, na Basílica Latina Metropolitana de Lviv, na Ucrânia, dá a sua bênção ao novo bispo ucraniano de Rito Latino, in  sítio oficial da Igreja Greco-católica Ucraniana, 22/06/2017

 

Eu acho que toda a Igreja Católica na Ucrânia se sente hoje amada. Este evento, que se realiza hoje em Lviv e que terá lugar em Kiev no sábado, faz-nos sentir que se abriu uma nova página na história da Igreja Católica na Ucrânia. A página que será marcada pelo amor. O amor não é apenas de Deus para nós, mas o amor fraterno entre nós, entre os dois pulmões da Igreja – o Oriental e o Ocidental”, afirmou o Patriarca da Igreja Greco-Católica Ucraniana.

(Sua beatitude, D. Sviatoslav Shevechuk insítio oficial da Igreja Greco-católica Ucraniana)

São palavras sábias, estas do líder da maior igreja católica oriental. Os dois “pulmões” fazem parte do mesmo corpo, neste caso a Igreja Católica, não pode estar um dentro outro fora. O ecumenismo jamais será verdadeiro se “confiar em Buda” e outras divindades pagãs. O ecumenismo verdadeiro deve procurar a unidade em torno da Fé verdadeira, trazendo para dentro da única Igreja fundada por Cristo todos aqueles que se encontram afastados. A conversão e o proselitismo são, deste modo, incontornáveis.

Igreja Católica significa Igreja Universal, inclui diferentes ritos e tradições, mas possui uma única Fé e uma única moral inegociáveis porque foram reveladas pelo próprio Deus.

Basto 6/2017

Bênção dos mísseis na Crimeia

A Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo benzeu o novo sistema de mísseis de defesa antiaérea ‘S-400 Triunfo’ e os militares das Forças Armadas da Federação Russa presentes na anexada Península da Crimeia. A cerimónia de bênção dos mísseis realizou-se no passado dia 14 de janeiro e foi presidida pelo Metropolita Platon (Udovenko) de Kerch e Feodosia. Pelo que se sabe, este equipamento militar terá chegado à Crimeia no final de 2016.

Este tipo de acontecimento não é uma novidade. Em 2014, por exemplo, os mísseis intercontinentais que seguiam para a parada militar das celebrações do Dia da Vitória também receberam a bênção de padres ortodoxos.

 

Basto 1/2017

Kirill: “Rússia jamais reconhecerá a independência religiosa da Igreja Ucraniana”

Na Ucrânia, berço da cristianização da Rússia, os cristãos repartem-se hoje por várias denominações religiosas, na sua esmagadora maioria, cristãs de tradição ortodoxa. As divisões entre os maiores grupos de obediência ortodoxa existentes na Ucrânia devem-se essencialmente à história recente daquele país, nomeadamente ao período pós-colapso da União Soviética e consequente independência nacional, mas também à longa coabitação de dois grandes grupos étnicos, os ucranianos (78%) e os russos (17%), naquele grande país do Leste Europeu.

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Fonte: Macro Economy Meter

O processo de independência da Ucrânia conduziu à emancipação da Igreja Ortodoxa Ucraniana, ou pelo menos parte dela, em relação ao Patriarcado de Moscovo. Atualmente, num momento em que se ouve falar bastante de unificação, a Igreja Ortodoxa Ucraniana ainda se encontra dividida em três grandes grupos: o mais representativo é a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev (50%), segue-se depois a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo (26%) e, por último, aparece a Igreja Ortodoxa Ucraniana Autocéfala (7%). Para além dos referidos, merece também destaque o grupo dos ortodoxos em comunhão com Roma, a Igreja Uniata, oficialmente denominada Igreja Greco-católica Ucraniana (8%). Estes são a maior Igreja Católica Oriental e encontram-se em franca expansão dentro e fora do país, manifestando um dinamismo notável.

Os católicos de rito latino, naquele país, são um grupo pouco expressivo, representando apenas cerca de 2% dos crentes ucranianos.

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Fonte: Macro Economy Meter

O presente conflito entre Kiev e Moscovo é também – embora muita gente não queira ver – um conflito religioso. Se, por um lado, o sr. Vladimir Putin não aceita que a Ucrânia se afaste da esfera de influência política de Moscovo para se juntar à União Europeia e à Nato, por outro, o Patriarca Kirill não quer perder a influência religiosa sobre a Ucrânia que, desde a independência daquele país, tem vindo a tornar-se praticamente nula.

No dia 20 de novembro, na celebração do seu 70º aniversário, na catedral de Cristo Salvador, em Moscovo, o Patriarca Kirill terá declarado que a Igreja Ortodoxa Russa jamais concordará com a independência da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo.

Agradeço a Sua Beatitude Onufriy [líder local da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo] pela sua coragem e firmeza na defesa da santa ortodoxia e pela preservação da unidade canónica da Igreja. A nossa igreja jamais deixará os irmãos ucranianos em dificuldades e não os abandonará. Nunca concordaremos em mudar as sagradas fronteiras canónicas da Igreja, porque Kiev é o berço espiritual da Santa Rus, como Mtskheta para a Geórgia e Kosovo ou para a Sérvia. [aplausos]

[…]

A dolorosa ferida da divisão ucraniana inflige sofrimento em todo o corpo da igreja, e a sua dor pode ser sentida não só na Ucrânia, mas no território canónico de outras igrejas locais. O perigo de divisão na Igreja é claro para todos nós.

(Patriarca Kirill a 20/11/2016 in Religious Information Service of Ukraine)

A Igreja Ortodoxa Russa já mostrou por diversas vezes – como constatámos aqui, por exemplo – que tem uma agenda própria, independente das suas congéneres, que converge, de forma clara e assumida, com os desígnios programáticos e geopolíticos de Vladimir Putin. Existe uma parceria muito forte entre as atuais lideranças política e religiosa da Rússia.

Logo veremos até onde esta parceria nos levará!

 

Basto 11/2016