George Weigel (!) denuncia o vandalismo romano

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Por Christopher A. Ferrara

Na noite em que o Cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito Papa, eu encontrava-me com o Pe. Gruner a gravar um programa de televisão num estúdio da periferia de Roma, durante o qual não tinha mais do que elogios para oferecer ao novo Pontífice. Tão pouco que eu sabia. Nesse momento, eu não podia prever que este pontificado iria revelar-se muito pior do que esta terrível previsão antecipada, publicada no próprio dia da eleição de Bergoglio.

Tão mau é o atual pontificado que, por comparação, até faz o pontificado de João Paulo II, marcado pela novidade, parecer firmemente tradicional. De facto, o legado de João Paulo II de um corpo sólido (por mais prolixo que possa ser) de teologia moral está sendo agora sistematicamente desmembrado pelos colaboradores do atual Papa ou, mais propriamente, pelos seus capangas.

Se a palavra capangas parece muito forte, consideremos esta reportagem do LifeSiteNews, que descreve como precisamente o biógrafo de João Paulo II, George Weigel – que não é um tradicionalista – denunciou a “violência e força bruta” com que o grão-chanceler do Instituto João Paulo II para o Matrimónio e Família, o Arcebispo D. Vincenzo Paglia, escolhido a dedo por Francisco, está a destruir o Instituto.

O LifeSiteNews baseia-se num “duro artigo” que Weigel escreveu para o The Catholic World Report no qual denuncia como o “grosseiro vandalismo intelectual” com que Paglia “perentória e sistematicamente despe [o Instituto] da sua principal faculdade” ao mesmo tempo que “os seus principais cursos de teologia moral fundamental foram encerrados”.

Pior ainda, “os académicos conhecidos por se oporem aos ensinamentos da Humanae Vitae sobre os meios legítimos de regulação da fertilidade e aos ensinamentos da Veritatis Splendor a respeito dos atos intrinsecamente maus estão a ser nomeados para ensinar no reconfigurado Instituto…”.

A avaliação de Weigel relativamente aos resultados até agora obtidos é clara : “Dezasseis séculos depois do primeiro saque vândalo de Roma, eles estão de volta, mas desta vez o cabecilha dos vândalos usa um barrete de arcebispo”.

E quem é afinal o Arcebispo Vincenzo Paglia? Como observa Weigel, ele não apresenta “qualificações evidentes” para o cargo. De facto, a sua única reivindicação de fama – ou melhor, infâmia – é que ele “encomendou um fresco homoerótico para a abside da catedral de Terni-Narni-Amelia”, no qual ele próprio aparece retratado seminu. Tal como acontece com os outros capangas que Francisco elevou ao poder para realizar os seus desejos, Paglia – afirma Weigel – “está a agir precisamente como aqueles que manipularam os Sínodos de 2014, 2015 e 2018, ou seja, outra cabala de clérigos ambiciosos (e, francamente, pouco brilhantes) que viram os seus argumentos sucessivamente derrotados e depois tentaram compensar com brutalidade e ameaças”.

Nunca se esperaria que um “normalista” como Weigel emitisse uma avaliação de Roma como sede de corrupção diabólica, mas aqui está: “Assim é a atmosfera romana neste momento: sulfurosa, febril e extremamente sórdido, com mais do que um sopro de pânico. Não é assim que se comportam as pessoas que acreditam estar firmemente no comando e que provavelmente continuarão”. Por outras palavras, o atual pontificado está a ser administrado por bandidos eclesiásticos que acreditam que somente a força bruta pode manter o seu domínio do poder. Portanto: capangas, de facto.

Ainda sim, como observa esperançosamente Weigel: “como João Paulo II sabia, a verdade vencerá sempre, por mais tempo que demore, porque o erro não tem vida e é estupidificante”. É precisamente assim. Entretanto, porém, como o Pe. Gruner nunca deixou de avisar os fiéis, o bem de inúmeras almas está a ser ameaçado pelos “lobos vorazes” de que o próprio Nosso Senhor nos avisou, esses “falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes” (Mateus 7, 15).

Nestas circunstâncias verdadeiramente sem paralelo na história da Igreja, humanamente falando, a verdade não prevalecerá pelos seus próprios méritos (essa é a assunção ingénua da modernidade denunciada como loucura pelos grandes Papas pré-conciliares). Pelo contrário, o triunfo da verdade numa Igreja em crise exigirá a mais extraordinária ajuda do alto, em que o Senhor da História, agindo por intercessão de Sua Mãe Santíssima, porá um fim a esta loucura. Na Igreja, como no mundo, o triunfo da verdade envolverá o Triunfo do Coração Imaculado de Maria.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 1 de agosto de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original.

Basto 08/2019

Francisco: a Igreja deve aderir à “revolução cultural”

A “revolução cultural” está a caminho e, de acordo com o Santo Padre, a Igreja tem de acompanhar a onda na linha da frente.

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Santo Padre discursa ao lado do novo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, D. Vincenzo Paglia, o arcebispo que encomendou um mural homoerótico para a sua catedral.

O discurso foi proferido pelo Papa Francisco no Vaticano, no dia 5 de outubro, quando recebeu em audiência os participantes na Assembleia Geral dos Membros da Pontifícia Academia para a Vida.

É uma verdadeira revolução cultural que se vê no horizonte histórico atual. E a Igreja é a primeira que deve fazer a sua parte. Nessa perspetiva, primeiro tem de reconhecer honestamente atrasos e erros. As formas de subordinação que tristemente marcaram a história das mulheres devem ser definitivamente abandonadas. É preciso escrever um novo começo no modo de ser dos povos, e isso pode ser feito por uma renovada cultura da identidade e diferença.

(Papa Francisco in Rome Reports, 05/10/2017 – tradução livre)

Basto 10/2017

Arcebispo do Vaticano retratado em pintura homoerótica encomendada para a sua antiga catedral

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Life Site News, 03/03/2017

Em 2007, D. Vicenzo Paglia, arcebispo da diocese de Terni-Narni-Amelia, encomendou uma pintura mural para a catedral de Terni, na Itália, ao artista argentino Ricardo Cinalli, conhecido pelas suas obras de arte gay. A ultrajante obra que escandalizou os fiéis locais intitula-se “Ressurreição”, representando um suposto “Cristo”, com as partes íntimas propositadamente postas em evidência, que se eleva céu com duas redes cheias de personagens representativas de várias crenças religiosas e diferentes “expressões” lascivas.

Esta obra blasfema foi inaugurada durante a Missa de Páscoa de 2007.

Tudo o que se vê foi completamente assumido e aceite por Paglia, a única coisa que não me autorizaram foi duas pessoas a copular dentro desta rede onde tudo era permitido. O bispo [D. Vicenzo Paglia] e D. Leonardo viram isto e disseram-me: “Não cremos que seja necessário chegar a esse extremo para representar a liberdade que o homem tem neste mundo e no outro.”

(Ricardo Cinalli in Repubblica, 26/03/2016)

As personagens dentro da rede são, de acordo com o autor, essencialmente prostitutas, homossexuais, transexuais, traficantes de droga e outros que, “sob um ponto de vista tradicional, não ganhariam o Céu”. Entre aqueles, o artista argentino incluiu também o próprio arcebispo D. Paglia, seminu e abraçado a um homem de barba ao estilo dos terroristas islamitas, também ele despido, e próximo de várias mulheres completamente nuas.

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Sua Eminência D. Vicenzo Paglia é elevado ao Céu nos braços de um homem nu – Cena dos frescos da Catedral de Santa Maria Assunta de Terni, Itália – Ricardo Cinalli (2007)

 

D. Vicenzo Paglia era, desde 2012, o presidente do Pontifício Conselho para a Família que, entretanto, foi reformulado e integrado no novo super-Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

A 15 de agosto de 2016, D. Vicenzo Paglia tornou-se o novo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, apontado pelo Papa Francisco.

Basto 3/2017