Coral de São Petersburgo homenageia as forças armadas russas com música sobre ataque nuclear aos EUA

Em homenagem às forças armadas russas, no Dia do Defensor da Pátria, que se celebra a 23 de fevereiro, o Coral de São Petersburgo deu um concerto na sumptuosa Catedral de Santo Isaque, onde se destacou um tema alusivo a um ataque nuclear sobre os EUA.

A música fala de “um pequeno submarino nuclear” que tem como missão destruir os EUA.

Num pequeno submarino nuclear com uma pequena plataforma de lançamento nuclear
Com algumas ogivas de cem megatoneladas, devo acrescentar
Atravessando o Atlântico, obedecendo ao que o oficial disse
“Vai em frente e aponta para Washington, camarada”

Tra-la-la-la, oi-hey-ho
O pagamento é baixo, o que você pode fazer
Olá, está na hora de ir
Admirável Mundo Novo do nosso inimigo

E no seu pequeno avião, meu amigo, meu pequeno Vlad
Está em uma abordagem rápida, com presentes que ele vai adicionar
Num pequeno submarino nuclear com uma pequena plataforma de lançamento nuclear
A tripulação vai cantar uma canção que ninguém vai chamar triste

Tra-la-la-la, oi-hey-ho
O pagamento é baixo, o que podes fazer
Arde, oh, Arde, agora aqui vais
Admirável Mundo Novo do nosso inimigo

Norfolk está a dormir docemente, o que mais pode fazer
Os brinquedos dormem profundamente e os negros também dormem
América, desculpem-nos agora por vos incomodar
Descobrir o vosso continente seria melhor desfazer

Tra-la-la-la, oi-hey-ho
O pagamento é baixo, o que podes fazer
Cortar em pedaços, deixar brilhar
Admirável Mundo Novo do nosso inimigo

Tradução livre a partir da edição Euromaidan Press; página acedida em 20/03/2019)

Doentio…

Basto 03/2019

Ir. Cristina regressa aos palcos da televisão com um hino LGBT

A religiosa Cristina Scuccia, que descobrira há poucos anos a sua vocação para o escândalo num concurso de talentos da televisão italiana, partiu em “missão” rumo aos EUA para provocar escândalo na televisão americana. Na sua recente participação no The World’s Best, do canal de televisão CBS, a freira rebelde concorreu com uma interpretação do tema “Born this way” da cantora satânica Lady Gaga.

A música “Born this way”, que quer dizer “nascido(a) deste jeito”, foi mundialmente adotada pela comunidade gay como um hino LGBT.

Basto 03/2019

Santo Padre recebe calorosamente, em Roma, a peregrinação gay de Westminster

O Papa Francisco, na Audiência Geral da Quarta-feira de Cinzas, recebeu calorosamente um grupo de militantes do grupo LGBT+ Catholics Westminster, na sua 3ª peregrinação gay a Roma. Os militantes deste grupo consideram-se católicos mas participam nas paradas do Orgulho Gay e defendem a legitimação moral das práticas homossexuais nas suas diferentes variantes.

Os “peregrinos” em questão, conduzidos por um sacerdote jesuíta, de acordo com a organização homossexualista, tiveram direito a “lugares privilegiados na manhã da audiência papal na Praça de São Pedro”.

A organização LGBT+ Catholics Westminster é a sucessora do extinto grupo das “Missas de Soho”, formado por “católicos LGBT” que celebravam regularmente missas gay numa igreja da Arquidiocese de Westminster, em Londres.

lgbt.westminster

O grupo pode ter sido extinto, ou mudado de nome, mas o seu legado mantém-se e com a conivência da hierarquia católica. No passado dia 13 de janeiro, por exemplo, Dia do Batismo do Senhor, o Cardeal D. Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, presidiu a uma “Missa de Boas-vindas para Católicos LGBT+, Pais e Família”, como informa a página da referida organização.

A doutrina professada pelos militantes deste grupo é a mesma que vem no “catecismo” do depravado jesuíta e ativista gay nomeado pelo Papa Francisco como consultor da Santa Sé para as comunicações, que consiste em “construir a ponte” para o Inferno.

Face ao exposto, recordemos, uma vez mais, o que tem o Santo Padre a dizer relativamente a toda esta atmosfera colorida que cobriu Igreja.

Basto 03/2019

Heresia pública, não-correção privada

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Por Christopher A. Ferrara

Na sua Declaração Conjunta com o “Grão Imame de Al-Azhar”, Ahmed Al-Tayeb, no passado mês, em Abu Dhabi, o Papa Francisco e o “Grão Imame” declararam juntos: “O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.”

O significado ultrapassa qualquer discussão: a diversidade de religiões, que Deus não quer, mas apenas tolera como um mal, é colocada em paridade com as diferenças de raça, sexo e linguagem, que Deus realmente quer. A existência de religiões repletas de erros condenáveis contra a revelação divina é deste modo apresentada, sem a mínima ambiguidade, como um bem positivo – ou seja, “a liberdade de ser diferente”. Seria improvável que Al-Tayeb concordasse com uma afirmação que pudesse, de algum modo, ser lida com querendo dizer que a sua religião islâmica, criada pelo homem, é simplesmente um mal tolerado.

Como reporta o LifeSiteNews, “os bispos do Cazaquistão e Ásia Central, durante uma visita ad limina a Roma, levantaram uma série de preocupações, amplamente partilhadas pela Igreja nos últimos anos, relativamente às ambiguidades percebidas no magistério do Papa Francisco”.

D. Athanasius Schneider, em particular, Bispo Auxiliar de Astana, pressionou delicadamente Francisco em relação à sua afirmação descaradamente herética de que Deus quer a diversidade de religiões da mesma forma quer a diversidade de raças. Entrevistado pelo LifeSiteNews, o Bispo Schneider contou que Francisco “disse-nos: podem também dizer isso, que a diversidade de religiões é a vontade permissiva de Deus”.

Então Francisco diz agora em privado que outras pessoas podem dizer que ele quis apenas dizer que a diversidade de religiões é meramente tolerada por Deus. Mas quanto a ele, a sua declaração pública, assinada, manifestando o contrário, permanecerá sem qualquer correção pública.

Compreensivelmente insatisfeito, o Bispo Schneider diz o seguinte:

Tentei aprofundar a questão, pelo menos citando a frase que se lê no documento. A frase diz que tal como Deus quer a diversidade de sexos, cor, raça e língua, Deus também quer a diversidade de religiões. Há uma comparação evidente entre a diversidade de religiões e a diversidade de sexos.

Mencionei este ponto ao Santo Padre e ele reconheceu que, com esta comparação direta, a frase pode ser entendida erroneamente. Na minha resposta, sublinhei perante ele que a diversidade de sexos não é a vontade permissiva de Deus, mas é querida positivamente por Deus. E o Santo Padre reconheceu isso e concordou comigo em que a diversidade de sexos não é uma questão da vontade permissiva de Deus.

Porém, quando referimos ambas as proposições na mesma frase, então a diversidade de religiões é interpretada como positivamente querida por Deus, como a diversidade de sexos.

A frase, portanto, conduz a dúvidas e a interpretações erróneas e daí o meu desejo e o meu pedido para que o Santo Padre retificasse isso. Mas ele disse, a nós bispos: podem dizer que a frase em questão sobre a diversidade das religiões significa a vontade permissiva de Deus.

Em suma, Francisco emitiu uma declaração pública expressando uma heresia flagrante. Confrontado com o seu erro e com o escândalo que causou, e mesmo admitindo o seu erro, informa o Bispo Schneider que o bispo pode retificá-lo se quiser, ao mesmo tempo que não dirá nada em público para corrigir a sua própria heresia promulgada publicamente.

Por outras palavras, Francisco disse a Al-Tayeb o que aquele queria ouvir e depois disse ao Bispo Schneider o que este queria ouvir. Deu assim espaço para a negação plausível a ambas as partes. Este é um comportamento próprio de um político, não do Vigário de Cristo, encarregado de confirmar os seus irmãos na Fé. Mas depois de seis anos neste tipo de coisas podemos esperar outra coisa?

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 8 de março de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original.

Basto 03/2019

Ainda a JMJ do Panamá: hino oficial interpretado pelo Pe. Jason Gouveia

O Pe. Jason Gouveia, o precursor da nova pastoral Brassika, também gravou uma versão do hino oficial da Jornada Mundial da Juventude 2019. Trata-se de uma interpretação em ritmo raeggaton, produzida com o apoio do Dj Roony Moura, para fazer abanar o capacete em qualquer discoteca mais ou menos católica.

O clero português quer mostrar que está preparado para receber a JMJ de 2022.

Basto 03/2019

Bispo do Porto abre a Sagrada Comunhão a pessoas “recasadas” que continuam matrimonialmente unidas a outras

Em divergência total com a doutrina católica, sem causar no entanto a mínima surpresa, D. Manuel Linda, “fã do Papa Francisco a 200%“, acaba de publicar um documento com orientações pastorais que oficializam a abertura da Sagrada Comunhão a casais divorciados civilmente recasados, na diocese do Porto.

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(Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto; in página oficial da Diocese do Porto, 06/03/2019)

Manuel Linda chega a citar abusivamente João Paulo II e Bento XVI para justificar a sua adesão precisamente ao ensinamento contrário do que estes papas defenderam na questão do acesso dos divorciados recasados à comunhão eucarística.

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Manchete da entrevista concedida por D. Manuel Linda ao Observador em 17 de março de 2018.

É o próprio D. Manuel Linda quem nos recomenda alguma prudência para com o disposto neste documento que considera “imperfeito” e “rudimentar”, alicerçado nos ensinamentos do Papa Francisco, que pede soluções, “mesmo sem vermos com toda a clareza”.

Este documento é imperfeito e chamado, pela sua própria natureza, a ser ultrapassado: nem pretende abarcar a imensidade dos aspetos da pastoral familiar, nem se concebe como aquisição dogmaticamente definitiva. Por isso, as suas características de rudimentar e provisório apenas pretendem vincar a complexidade da questão e a abertura a todas as Igrejas diocesanas e à Igreja universal, sabiamente conduzida pelo Papa Francisco, para que continuemos à procura de prevenções e soluções, ainda que sem vermos com toda a clareza.

(D. Manuel Linda, in Nota Pastoral – Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Não obstante o seu forte cariz misericordista, o método discernimental da diocese do Porto apresenta-se bastante mais moroso do que o de Leiria-Fátima, onde três semanas de discernimento intensivo podem ser suficientes para colocar o adúltero em condições de comungar. A diocese do Porto exige um estágio não inferior a seis meses de discernimento até poder finalmente confirmar o adúltero no seu recasamento civil, oferecendo-lhe uma espécie de certificado formal. Não especifica, porém, a tramitação do processo no caso de uma eventual separação dos recasados e início de nova situação de fragilidade, numa nova união ilícita.

Da conclusão e decisão deste processo deve elaborar-se, em duplicado, um documento assinado pela pessoa e pelo sacerdote que a acompanhou. Este documento é entregue na secretaria episcopal, para obter a validação pelo Bispo Diocesano ou seu delegado. Depois disso, um exemplar é arquivado e o outro entregue à pessoa que fez a caminhada de discernimento.

(D. Manuel Linda, in Orientações para a pastoral familiar na Diocese do Porto, 6 de março de 2019)

Merece ainda atenção a peculiaridade da escolha do “início desta quaresma” para a publicação das orientações pastorais desta nova doutrina do matrimónio para a diocese portuense. Com isto, o bispo do Porto expressa a sua intenção de uma verdadeira conversão interior – não dos pecadores mas – dos “pastores”, da sua “mentalidade” e da sua “pastoral”.

Entre nós, mais um forte candidato ao barrete cardinalício…

Basto 03/2019

Profecia de São Francisco sobre um futuro falso papa que destruirá a Igreja

Saint Francis of Assisi in Ecstasy
São Francisco de Assis em Êxtase – Antoon van Dyck (1627-1632); in banco de imagens do Museu do Prado.

A predição de “grandes cismas e tribulações na Igreja” é a 13ª profecia do capítulo “Algumas profecias de São Francisco” de um livro, com imprimatur do sec. XVIII, intitulado “Obras do Seráfico Pai São Francisco de Assis”. São Francisco terá revelado esta profecia aos membros da sua Ordem pouco tempo antes de morrer, portanto no primeiro quartel no séc. XIII.

O Santo profetiza grandes cismas e tribulações na Igreja

Pouco tempo antes da morte do santo Pai, ele reuniu os seus filhos e alertou-os sobre as tribulações que haveriam de vir:

Meus Irmãos, ajam com bravura; tenham coragem e confiem no Senhor. Aproxima-se rapidamente o tempo em que haverão grandes provas e aflições, abundarão as perplexidades e discórdias, tanto espirituais como temporais, a caridade de muitos esfriará e a maldade dos ímpios aumentará.

Os demónios terão um poder invulgar. A pureza imaculada da nossa Ordem, assim como a de outras, estará tão obscurecida que haverá pouquíssimos cristãos a obedecer ao verdadeiro Soberano Pontífice e à Igreja Romana com corações leais e caridade perfeita. Nos tempos dessa tribulação, um homem não canonicamente eleito será elevado ao Pontificado, que, com sua astúcia, empenhar-se-á em levar muitos ao erro e à morte.

Então os escândalos multiplicar-se-ão, a nossa Ordem será dividida e muitas outras serão completamente destruídas porque tolerarão o erro em vez de o combater.

Haverá tal diversidade de opiniões e cismas entre o povo, os religiosos e o clero, que, se aqueles dias não fossem abreviados, segundo as palavras do Evangelho, até os eleitos seriam levados ao erro, não fossem eles guiados, no meio de tão grande confusão, pela imensa misericórdia de Deus.

Então a nossa Regra e o nosso modo de vida serão violentamente combatidos por alguns e, sobre nós, cairão provas terríveis. Os que permanecerem fiéis receberão a coroa da vida, mas ai daqueles que, confiando apenas na sua Ordem, caírem na tibieza, pois esses não serão capazes de suportar as tentações permitidas como provação para os eleitos. Os que conservarem o seu fervor e mantiverem a sua virtude com amor e zelo pela verdade sofrerão injúrias e perseguições como se fossem rebeldes e cismáticos, uma vez que os seus perseguidores, instigados por espíritos malignos, dirão que prestam um grande serviço a Deus eliminando aqueles homens nocivos da face da Terra. Mas o Senhor será o refúgio dos aflitos e salvará todos os que em Ele confiam. E a fim de serem como o seu Mestre, estes, os eleitos, atuarão com confiança e, com a sua morte, obterão a vida eterna. Escolhendo obedecer a Deus em vez de obedecer aos homens, eles não terão medo de nada e preferirão morrer do que aprovar a falsidade e a traição.

Alguns pregadores manterão silêncio sobre a verdade, enquanto outros irão pisoteá-la e negá-la. A santidade de vida será desprezada até pelos que exteriormente a professam, pois, nesses dias, Nosso Senhor Jesus Cristo enviar-lhes-á não um pastor verdadeiro mas um destruidor.

(Works of the Seraphic Father St. Francis Of Assisi, Washbourne, London, 1882, pp. 248-250, Imprimatur of the Bishop of Birmingham, William Bernard – tradução livre)

Fonte: saintsbooks.net (página acedida em 04/03/2019)
Tradução: odogmadafe.wordpress.com

A esta distância temporal torna-se, obviamente, difícil provar ou negar a autenticidade desta profecia, no entanto, o seu conteúdo acaba por ser um forte motivo de reflexão e oração, atendendo à conjuntura por que atravessa a Igreja Católica atualmente.

Basto 03/2019

A verdadeira essência das coisas…

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“Um pássaro não voa por ter asas. Ele tem asas porque voa. Um homem não é masculino por ter um pénis e testículos, nem uma mulher é feminina por ter uma vagina, um útero, estrogénio ou o que quer que seja. Eles têm tudo isso – quando o tem – porque ela é feminina e ele é masculino. Mesmo se falta alguma dessas coisas neles, ainda assim eles são masculinos e femininos.”

(“Pe. Gerald”, personagem do caso de exorcismo “O Virgem e o Ajeita-Moça”; in Reféns do Demónio, Malachi Martin, Ecclesiae, 2016, pág. 216)

Isto numa época em que a ilusão engana os próprios ilusionistas.

Basto 02/2019

Cardeal Pell condenado por abuso sexual de rapazes menores de idade

O cardeal australiano D. George Pell, ex-membro do restrito grupo de colaboradores do Papa Francisco para a reforma da cúria, foi condenado por abuso de menores do sexo masculino.

Basto 02/2019

Burke e Brandmüller: Para onde está a ir a Igreja?

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Os cardeais D. Walter Brandmüller e D. Raymond Burke, dois dos autores dos chamados dubia dirigidos ao Papa Francisco e ainda sem resposta (os restantes, já faleceram), publicaram, na passada terça-ferira, uma carta aberta dirigida aos participantes na Cimeira sobre Abusos Sexuais, que teve início na quinta-feira em Roma.

Na carta em questão, abaixo reproduzida, os cardeais sugerem uma linha óbvia de abordagem, negligenciada pela cúpula romana, que relaciona o grave problema dos abusos de menores na Igreja Católica com a atual infestação de homoclericalismo.

CARTA ABERTA AOS PRESIDENTES DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS

Caros irmãos, Presidentes das Conferências Episcopais,

É com profunda aflição que nos dirigimos a todos vós!

O mundo católico está desorientado e levanta uma pergunta angustiante: para onde está a ir a Igreja?

Diante desta deriva, hoje em curso, pode parecer que o problema se reduz ao problema dos abusos de menores, um crime horrível, especialmente se perpetrado por um sacerdote, que, todavia, não é senão uma parte de uma crise bem mais ampla. A chaga da agenda homossexual difunde-se no seio da Igreja, promovida por redes organizadas e protegida por um clima de cumplicidade e de conspiração de silêncio (“omertà”). Como é evidente, as raízes deste fenómeno encontram-se nessa atmosfera de materialismo, relativismo e hedonismo, em que se põe abertamente em discussão a existência de uma lei moral absoluta, ou seja, sem excepções.

Acusa-se o clericalismo de ser responsável pelos abusos sexuais, mas a primeira e a principal responsabilidade do clero não recai sobre o abuso de poder, mas em se ter afastado da verdade do Evangelho. A negação, até mesmo em público, por palavras e nos factos, da lei divina e natural, está na raiz do mal que corrompe certos ambientes da Igreja.

Diante de tal situação, cardeais e bispos calam. Também vós vos calareis aquando da reunião convocada para o próximo dia 21 de Fevereiro, no Vaticano?

Em 2016, estivemos entre os que interpelaram o Santo Padre acerca dos “dubia” que dividiam a Igreja após a conclusão do Sínodo sobre a família. Hoje, esses “dubia” não só continuam sem receber qualquer resposta, mas são apenas parte de uma crise da fé mais geral. Por isso, vimos encorajar-vos a que levanteis a vossa voz para salvaguardar e proclamar a integridade da doutrina da Igreja.

Rezamos e pedimos ao Espírito Santo para que assista a Igreja e ilumine os pastores que a guiam. Neste momento, é urgente e necessário um acto resolutório. Confiamos no Senhor que nos prometeu: “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28, 20).

Walter Card. Brandmüller

Raymond Leo Card. Burke

Fonte: magister.blogautore.espresso.repubblica.it Settimo (página acedida no dia 22 de fevereiro de 2019).
Tradução: dubia (página acedida no dia 22 de fevereiro de 2019).

 

Mais grave que um pecado moral, é um sacrilégio

A página católica austríaca Kath.net publicou entretanto um curto vídeo onde o cardeal Brandmüller explica a razão que o levara a publicar a carta aberta. Como explica o cardeal alemão, as aberrantes práticas homossexuais envolvendo elementos do clero configuram sacrilégios eucarísticos.

Basto 02/2019