A verdadeira essência das coisas…

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“Um pássaro não voa por ter asas. Ele tem asas porque voa. Um homem não é masculino por ter um pénis e testículos, nem uma mulher é feminina por ter uma vagina, um útero, estrogénio ou o que quer que seja. Eles têm tudo isso – quando o tem – porque ela é feminina e ele é masculino. Mesmo se falta alguma dessas coisas neles, ainda assim eles são masculinos e femininos.”

(“Pe. Gerald”, personagem do caso de exorcismo “O Virgem e o Ajeita-Moça”; in Reféns do Demónio, Malachi Martin, Ecclesiae, 2016, pág. 216)

Isto numa época em que a ilusão engana os próprios ilusionistas.

Basto 02/2019

“O último Papa estará sob o controlo de Satanás” – Seria isto parte do Segredo?

Isto, em si, seria uma razão suficiente para nenhum Papa o querer publicar. De qualquer modo, o manuscrito não era dirigido aos Papas, pelo menos diretamente. Os envelopes do Segredo deveriam ser abertos em 1960, “por expressa ordem de Nossa Senhora“, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria.

Basto 11/2018

Hostage to the Devil – o documentário baseado na obra homónima de Malachi Martin

O controverso livro “Hostage to de Devil” (Reféns do Diabo) foi um best seller do jesuíta irlandês Malachi Martin. Trata-se de uma obra literária onde o padre descreveu pormenorizadamente cinco casos de vítimas de possessão demoníaca que conhecera no exercício do cargo de exorcista auxiliar. De acordo com o autor, os protagonistas são pessoas reais que ele acompanhou durante a realização de exorcismos que estão documentados em muitas horas de registos gravados em fita magnética. As identidades das personagens do seu livro foram modificadas de modo a salvaguardar a privacidade das pessoas.

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O fascínio gerado em torno do livro fez com que o Pe. Martin fosse, por diversas vezes, convidado para entrevistas públicas versadas sobre o tema da possessão demoníaca. No entanto, este livro desmistifica alguns dos exageros “hollywoodescos” em torno desta matéria e explica em que consiste realmente uma possessão demoníaca, do mesmo modo que pretende mostrar a impreparação da Igreja atual para lidar com os casos de possessão que, alegadamente, têm aumentado de modo exponencial. Por outro lado, o livro põe em evidência os desígnios que Satanás tem para mundo e para o género humano, com os quais a Igreja atual tem de se confrontar nesta batalha final.

Hostage to the Devil é um dos mais polémicos livros escritos por um autor controverso. Uma leitura fascinante mas desaconselhável para se ter ao lado da cama.

O livro dá agora origem a um filme documental com o mesmo título, no qual se reproduzem registos áudio e videográficos do próprio Pe. Malachi Martin.

Controvérsias à parte, este documentário promete ser bastante interessante.

Basto 9/2016

O complexo de Judas

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Giotto de Bondone, 1306

“O Complexo de Judas”, traduzido do original “Judas Complex”, foi uma tese defendida pelo Pe. Malachi Martin num artigo publicado no jornal norte-americano Catholic Family News e também incluída no final de um dos seus livros mais famosos: “The Keys of this Blood” (em Português, “As Chaves deste Sangue”).

De acordo com a abordagem de Malachi Martin, o objetivo de Judas Iscariotes não era exatamente o de destruir Jesus Cristo, rejeitando-O cabalmente, rebelando-se contra Ele. Judas desejava apenas que Jesus não fosse tão intransigente na Sua doutrina, a qual, com algumas adaptações, poderia agradar perfeitamente aos Seus inimigos. Judas acreditava ter uma solução melhor do que a do próprio Mestre, que consistia em procurar consensos, negociar os princípios básicos da Sua doutrina para se adaptar aos interesses do Mundo e ter sucesso.

É uma traição gradual que acaba na entrega da própria pessoa de Jesus Cristo aos Seus inimigos.

Eis, então, a essência do complexo de Judas: a negociação sobre princípios básicos para adaptar-se aos modos de pensamento e conduta que o mundo considera como necessários para seus interesses vitais. Judas foi persuadido por seus tentadores e corruptores que tudo o que representava Jesus, o princípio de Seu grupo apostólico, sua existência física, sua autoridade, seu ensinamento, tudo tinha que ser modificado por meio de um compromisso honroso e sensato.

(Malachi Martin)

Os inimigos da Igreja não a querem eliminar, mas antes servir-se dela. Eles perceberam o poder que uma instituição tão valiosa como a Igreja pode ter sobre a sociedade e, portanto, pretendem utilizá-la, instrumentalizando-a ao serviço dos seus objetivos globais. Os Judas do nosso tempo são aqueles que tentam corromper a doutrina (ou a pastoral da mesma, para sermos mais precisos), adulterá-la através da sua harmonização com os interesses mundanos da sociedade atual.

Não há nada de novo aqui. Desde sempre, e principalmente após o Concílio Vaticano II, existiram teólogos, padres, bispos e cardeais que desempenharam o papel de Judas, tendo conseguido, como nós sabemos, atingir muitos dos seus objetivos. A única novidade aqui é vermos agora o próprio Santo Padre defender essa via traiçoeira enquanto o povo continua impávido e sereno…

Algumas homilias pregadas na capela da Casa de Santa Marta são de um exotismo tal que impressionam até as almas dos hereges. Qualquer tentativa de interpretação à luz do magistério tradicional da Igreja pode levar o cristão à loucura. Que o Santo Padre nos perdoe, mas é melhor continuarmos a acreditar na mesma Verdade de sempre.

Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal. (Mt 5, 37)

A Verdade de Deus é clara, sublime e inegociável.

 

Basto 6/2016

A natureza dos castigos previstos no 3º Segredo de Fátima

Malachi Martin
Malachi Martin (1921-1999)

O Pe. Malachi Martin foi um padre de origem irlandesa, inicialmente Jesuíta, com uma formação académica notável em vários domínios. Conheceu o Vaticano por dentro, como poucas pessoas, por ter sido um colaborador próximo do Cardeal Agustin Bea. Foi nessa qualidade que – alegadamente – teve a oportunidade de ler o texto do 3º Segredo de Fátima, sob voto de sigilo, no momento em que o Papa João XXIII o abrira na presença de alguns dos seus cardeais mais próximos.

Após ter abandonado a Companhia de Jesus, por discordar do seu crescente modernismo teológico, seguiu uma vida sacerdotal secular, exerceu funções de exorcista e foi autor de vários livros sobre a Igreja Católica, campeões de vendas nos EUA e traduzidos em várias línguas. Alguns dos seus livros eram factuais, enquanto outros, de acordo com o autor, eram baseados em factos verídicos, com os nomes das personagens e dos lugares modificados,  todavia ligados por uma trama ficcionada. Participou também em várias entrevistas televisivas e radiofónicas, muitas das quais estão disponíveis na internet, revelando-se uma personalidade verdadeiramente fascinante, embora bastante controversa.

No seu livro “The Kyes of this Blood” [As Chaves deste Sangue], de 1990, ele faz várias referências ao 3º Segredo de Fátima, entre as quais aborda a natureza do castigos aí previstos, bem como a sua origem.

A página de papel onde a Lúcia escreveu o 3º Segredo abrange três tópicos principais:
  • Um castigo físico das nações, envolvendo catástrofes, de origem humana ou natural, na terra, na água e na atmosfera do planeta.
  • Um castigo espiritual, muito mais assustador e angustiante do que a punição física – especialmente para os católicos romanos – que consiste no desaparecimento da crença religiosa, um período de descrença generalizada em muitos países.
  • A função central da Rússia na sucessão dos eventos anteriormente descritos. Os castigos físicos e espirituais, de acordo com a carta de Lúcia, seguirão uma ordem cronológica fatídica onde a Rússia é a alavanca de engrenagem.

O Pe. William Jenkins comenta este livro a partir do minuto 12′:30” (em inglês):

Basto 3/2016