Sacerdote cede igreja em Espanha como camarim para gala de ‘drag queens’

La.Breña

Aconteceu durante o passado fim-de-semana durante as festividades locais em honra de São José e de Nossa Senhora do Pinheiro. O Pe. Fernando Báez terá cedido a sacristia da igreja local para ser utilizada como camarim de uma gala de drag queens, na localidade espanhola de La Breña, em Telde, nas Ilhas Canárias, deixando ainda fotografar-se juntamente com os participantes mascarados em frente do altar.

Basto 7/2018

Frases que nos fazem pensar: Pe. Fernando Calado Rodrigues

pe.fernando.calado.rodrigues“Em vez de ter medo que se lhe cole o rótulo de “gay friendly”, ou “LGBTIQ friendly”, Bragança deveria estar atenta aos benefícios de ser considerada uma cidade acolhedora em todas as dimensões, incluindo todos os que vivem a sua sexualidade com as mais diversas orientações, desde que respeitadores da sensibilidade dos outros.”

(Pe. Fernando Calado Rodrigues, pároco nas paróquias da cidade de Bragança e articulista do Jornal de Notícias)

Contexto da frase:

A frase faz parte de um artigo de apoio à realização da 1ª Marcha do Orgulho Gay em Bragança, a qual viria a realizar-se no dia 19 de maio de 2018. O artigo de opinião, intitulado “Bragança gay friendly“, é assinado pelo Pe. Fernando Calado Rodrigues no Jornal de Notícias, publicação onde o referido sacerdote escreve regularmente; in Jornal de Notícias, 30/04/2018.

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Ativistas gay junto à Sé Velha de Bragança; in SIC Notícias, 19/05/2018.

Recomenda-se ainda, do mesmo autor, a leitura do artigo “Não há vida como a vida de padre!”, publicado hoje no Jornal de Notícias, em que o sacerdote lamenta o facto de “muitas vezes” se ter preocupado “mais em aplicar a lei e as normas da Igreja do que em «acompanhar, discernir e integrar a fragilidade», como o Papa propõe na Amoris Lætitia“.

Basto 6/2018

“LGBT” passa a fazer parte do glossário do Vaticano

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Joshua McElwee, coautor do livro A Pope Francis Lexicon observou na sua conta Twitter que o Instrumentum Laboris para o chamado Sínodo dos Jovens inaugura a utilização do acrónimo “LGBT” em documentos oficiais do Vaticano.

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Twitter de Joshua McElwee, 19/06/2018 (tradução livre).

 

197. Por exemplo, no SI [seminário internacional sobre a situação dos jovens no mundo, de 11 a 15 de setembro de 2017], alguns especialistas têm apontado como o fenómeno da migração pode tornar-se uma oportunidade para um diálogo intercultural e para a renovação de comunidades cristãs em risco de involução. Alguns jovens LGBT, através de várias contribuições feitas à Secretaria do Sínodo, desejam “beneficiar de maior proximidade” e experimentar um maior cuidado da Igreja, ao mesmo tempo que algumas CEs [Conferências Episcopais] questionam o que propor “aos jovens que em vez de formarem casais heterossexuais decidem formar casais homossexuais e, acima de tudo, desejam estar perto da Igreja “.

(Excerto do Instrumentum Laboris para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos; in Boletim da Sala de Imprensa do Vaticano, 19/06/2018 – tradução livre)

O Pe. James Martin SJ, ativista gay e consultor do Vaticano para as comunicações, não poderia ter ficado mais feliz com esta evolução ideológica no léxico da Igreja Católica Romana.

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Twitter do Pe. James Martin SJ, 19/06/2018 (tradução livre).

LGBT é um acrónimo frequentemente utilizado nos meios homossexualistas para referir um grupo social emergente que inclui “lésbicas, gays, bissexuais e transexuais” militantes da ideologia gay. Encontra-se, no entanto, já algo desatualizado, uma vez que tem vindo a ser substituído por outros mais recentes e expansivos, como LGBTI, LGBTQ e LGBTQ+, à medida que vai incluindo cada vez mais sensibilidades heterofóbicas. E se alguém pensa que isto ficará por aqui, está bem enganado… No ano passado, por exemplo, no Canadá, os professores do Ensino Básico foram obrigados a frequentar uma ação de formação sobre “LGGBDTTTIQQAAPP”.

Basto 6/2018

Portugal orgulhosamente gay, de Faro a Bragança

Agora até em Bragança, mesmo debaixo das varandas das avós… A reportagem da SIC Notícias pode ser vista aqui.

Basto 5/2018

Gay praticante afirma que o Santo Padre o confirmou no homossexualismo

Juan Carlos Cruz é uma das alegadas ex-vítimas de abusos sexuais por parte de elementos do clero chileno, mais concretamente no âmbito do caso Karadigma. Após alguns desentendimentos públicos com a Santa Sé, Cruz foi convidado pelo Papa para passar alguns dias no Vaticano.

Depois de ter sido recebido pelo Santo Padre, Juan Carlos Cruz afirmou em entrevista ao El País que Francisco pediu-lhe perdão pelos abusos sexuais sofridos e confirmou-o na sua condição de “gay“.

P. Conversou [com o Papa] sobre sua homossexualidade e como sofreu mais por isso?

R. Sim, falamos. Ele tinha sido praticamente informado que eu era uma pessoa má. Alí eu expliquei-lhe que não sou a reencarnação de San Luís Gonzaga, mas não sou uma pessoa má, tento não magoar ninguém. Ele disse-me “Juan Carlos, que tu sejas gay não importa. Deus fez-te assim e ama-te assim e a mim não me importa. O Papa ama-te assim, tens de ser feliz com quem és.

(in El País, 19/05/2018 – tradução livre)

Na verdade, ser “gay” é muito mais do que simplesmente possuir tendências homossexuais. A condição de gay pressupõe militância ideológica e determinados comportamentos sociais completamente contrários à vontade de Deus.

Essas declarações, a confirmarem-se, representariam uma evolução da posição do Santo Padre em relação à militância gay.

Basto 5/2018

Cardeal Kasper: as uniões homossexuais são “análogas” ao casamento cristão

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Por Matthew Cullinan Hoffman

14 de março, 2018 (LifeSiteNews) – O cardeal Walter Kasper, cuja teologia parece ser a principal inspiração da doutrina do Papa Francisco para a abertura da Sagrada Comunhão às pessoas que vivem em estado de adultério em segundos casamentos, parece agora afirmar que as uniões homossexuais possuem “elementos” do casamento cristão, sendo até mesmo “análogas” àquelas, no sentido em que são semelhantes à relação entre a Igreja Católica e as comunidades cristãs não-católicas.

Mais até, o cardeal atribui as suas reivindicações à exortação apostólica do Papa Francisco Amoris Laetitia, apesar de o documento contradizê-lo explicitamente.

“O papa não deixa margem para dúvidas em relação ao facto de que casamentos civis, uniões de facto, novos casamentos depois de um divórcio (Amoris Laetitia 291) e uniões entre pessoas homossexuais (Amoris Laetitia 250s) não correspondem à conceção cristã de casamento“, escreve Kasper num livro recentemente lançado sobre Amoris Laetitia.

“Ele diz, no entanto, que alguns desses parceiros podem perceber de forma parcial e análoga alguns elementos do casamento cristão (Amoris Laetitia 292)”, continua Kasper.

Kasper compara essas relações com a relação entre a Igreja Católica e os grupos cristãos não-católicos relativamente aos quais o Concílio Vaticano II afirma que contêm “elementos de santificação e verdade” da Igreja.

“Tal como fora da Igreja Católica existem elementos da Igreja verdadeira, nas uniões acima mencionadas podem existir elementos presentes no casamento cristão, embora não realizem completamente, ou ainda não realizam completamente, o ideal”, acrescenta Kasper .

As declarações aparecem no pequeno livro de Kasper, “A Mensagem da Amoris Laetitia: Uma Discussão Fraternal”, recentemente publicado, simultaneamente, em alemão e italiano.

Na mesma obra, Kasper também insinua que a Amoris Laetitia abre o caminho para permitir o uso da contraceção, uma prática universalmente condenada pelas Escrituras, pelos Pais da Igreja e pelo Magistério Papal, mais recentemente pelos Papas Paulo VI e João Paulo II.

Kasper observa que, na Amoris Laetitia, o Papa apenas “incentiva o uso do método de observar os ciclos de fertilidade natural” e “não diz nada sobre outros métodos de planeamento familiar, evitando todas as definições casuísticas”. No contexto das passagens do livro sobre a comunhão para aqueles que cometem adultério em segundos “casamentos”, que usa linguagem semelhante, Kasper parece reivindicar que o Papa permite exceções à condenação que a Igreja faz sobre o controlo artificial da natalidade.

Kasper contradiz João Paulo II – e até mesmo a Amoris Laetitia

As palavras de Kasper sobre as uniões homossexuais parecem contrariar diretamente não apenas os ensinamentos de João Paulo II, mas até mesmo a Amoris Laetitia, o documento que ele pretende explicar.

Sob o pontificado de João Paulo II e a administração do cardeal Josef Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI), a Congregação para a Doutrina da Fé expressou repúdio perante a ideia de que as uniões homossexuais possam ser consideradas “análogas” ao casamento. O documento foi emitido em 2003 e recebeu a aprovação de João Paulo II.

“Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família”, declarou a Congregação. “O matrimónio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural. Os atos homossexuais «fecham, de facto, o ato sexual ao dom da vida».” Não são fruto de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhuma, aprovar.

Os parágrafos da Amoris Laetitia citados por Kasper para justificar o tratamento das uniões homossexuais como “análogas” ao casamento não possuem uma referência clara às uniões homossexuais, referindo-se meramente aos “elementos construtivos nessas situações que ainda ou já não correspondem ao ensinamento sobre casamento“.

No entanto, a Amoris Laetitia afirma no parágrafo 251: “No decurso dos debates sobre a dignidade e a missão da família, os Padres Sinodais anotaram, quanto aos projetos de equiparação ao matrimónio das uniões entre pessoas homossexuais, que não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família.” Francisco e os Padres Sinodais citam o mesmo documento de 2003 da Congregação para a Doutrina da Fé acima mencionado.

Bispos alemães procuram legitimar uniões homossexuais

O aparente desejo do cardeal Kasper de legitimar as uniões homossexuais reflete o pensamento de vários bispos influentes na hierarquia alemã.

O vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, bispo Franz-Josef Bode, disse recentemente que as uniões homossexuais incluem aspetos “positivos e bons” e propôs bênçãos para estas. Fez também comentários semelhantes em 2015.

O cardeal Reinhard Marx, membro do Conselho de Consultivo de Cardeais do Papa, no início deste ano, aparentemente apoiou a possibilidade de se abençoar as uniões homossexuais, mas depois parece ter retrocedido, após uma pesada crítica, afirmando que apenas queria dar a esses casais “encorajamento espiritual”.

Em junho de 2015, o bispo Heiner Koch, de Dresden-Meissen (agora arcebispo de Berlim), foi citado pelo jornal alemão Die Tagespost deste modo: “Qualquer vínculo que fortaleça e mantenha as pessoas, a meu ver, está bem; isso aplica-se também às relações homossexuais”.

A página dos bispos alemães Katholisch.de publicou um artigo em 2015 defendendo a noção de bênção das uniões homossexuais e atacando o bispo alemão Stefan Oster, que supervisiona a diocese de Passau, pela defesa do tradicional ensinamento moral da Igreja a respeito da sexualidade.

O próprio cardeal Kasper apoiou publicamente a aprovação irlandesa da legalização do “casamento” homossexual em 2015, dizendo: “Um Estado democrático tem o dever de respeitar a vontade do povo; e parece claro que, se a maioria das pessoas quer essas uniões homossexuais, o Estado tem o dever de reconhecer esses direitos”.

Não obstante, em fevereiro, o cardeal Gerhard Ludwig Müller, antigo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, condenou tais bênçãos, da mesma forma que alguns outros bispos alemães e austríacos.

“Se um padre abençoa um casal homossexual, isso é uma atrocidade num lugar sagrado, na verdade, para aprovar algo que Deus não aprova”, afirmou Müller.

Kasper está preocupado com a palavra “heresia” usada contra as doutrinas do Papa

Ao anunciar a publicação do livro, Kasper queixou-se de que as pessoas têm usado a palavra “heresia” para descrever o ensinamento de que a Sagrada Comunhão pode ser dada a pessoas em estado habitual de adultério, que parece ser o que Papa Francisco ensina na sua exortação apostólica Amoris Laetitia.

“Há um debate muito azedado [sobre o ensinamento do Papa], muito forte, com acusações de heresia”, disse Kasper numa entrevista recente ao Vatican News, serviço noticioso oficial da Santa Sé, sobre [o livro] “A Mensagem da Amoris Laetitia“.

No seu livro, Kasper protesta contra os teólogos que acusaram Francisco de heresia, escrevendo em nota de rodapé: “Quem, para além do Magistério, tem o direito de fazer uma acusação desse tipo? Já não tem validade o princípio de que até que alguém seja legitimamente condenado deve ser considerado dentro da ortodoxia da Igreja? “

Kasper também afirmou em entrevistas que a Amoris Laetitia é fácil de compreender.

“A linguagem deste documento é tão clara que qualquer cristão pode compreendê-la. Não é uma teologia complexa, incompreensível para as pessoas”, disse Kasper. “O povo de Deus está muito contente e feliz com este documento porque dá espaço à liberdade, mas também interpreta a substância da mensagem cristã numa linguagem compreensível. Então, o povo de Deus entende! O Papa tem uma ótima ligação ao Povo de Deus”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 14 de março de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 3/2018

 

Selo postal de Páscoa do Vaticano gera controvérsia

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Mais uma vez, a polémica surge em torno das sensibilidades artísticas presentes atualmente no Vaticano, em particular no que concerne aos excessos de “nudez masculina” e de “tonificação muscular”…

Desta vez, o comentário mais forte veio dos bispos alemães.

Basto 3/2018

Diocese austríaca oferece bênçãos a “casais” homossexuais no São Valentim

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A diocese de Linz, na Áustria, oferece bênçãos a “casais” homossexuais na celebração de São Valentim. O convite foi feito através de um artigo publicado no jornal diocesano Kirchen Zeitung, fazendo referência explícita aos ensinamentos da controversa exortação Amoris Laetitia.

São Valentim é conhecido como o santo da amizade e do amor. Em muitas paróquias e instituições eclesiais, é já tradição dar a bênção aos casais durante o tempo do seu dia de festa. As pessoas em relações homossexuais são bem-vindas às cerimónias de bênção nas [igrejas de] Wels-St. Franziskus e Ursulinenkirche.

in Kirchen Zeitung, 09/02/2018 – tradução livre

O autor do artigo, Paul Stütz, explica que a bênção dos casais “oferece uma ocasião para expressar amor”. No final do texto, existe ainda uma ligação para um outro artigo relativo à entrevista com o cardeal D. Reinhard Marx, na qual o presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco defende que sejam dadas bênçãos “litúrgicas” às uniões homossexuais.

 

Basto 2/2018

Um dos 9 cardeais conselheiros do Papa propõe bênçãos “litúrgicas” para uniões homossexuais

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Por Matthew Cullinan Hoffman

4 de fevereiro, 2018 (LifeSiteNews) – O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco, disse aos meios de comunicação social alemães que “é preciso encorajar os sacerdotes” a dar ânimo às uniões homossexuais, o que poderia incluir uma bênção pública que tomaria uma forma “litúrgica”.

Marx foi ontem questionado, numa entrevista radiofónica, por que razão a Igreja Católica “nem sempre avança quando se trata das exigências de alguns católicos relativamente, por exemplo, à ordenação de mulheres diáconos, à bênção de casais homossexuais ou à abolição do celibato obrigatório [para sacerdotes].”

Marx respondeu que deve ser dado aos homossexuais “um cuidado pastoral mais próximo”, acrescentando que “é preciso também encorajar os sacerdotes e os pastores a incentivar as pessoas em situações concretas [de uniões homossexuais]. Eu não vejo realmente nenhum problema nisso. “

Esse “encorajamento” pode incluir, de acordo com o cardeal Marx, algum tipo de reconhecimento “litúrgico” da sua união, dizendo que “como isso seria feito publicamente, de forma litúrgica”, é “outra questão” e acrescentou: “É aí que é preciso ser reticente e também refletir sobre isso de uma boa maneira”.

Marx foi questionado pelo entrevistador se o que ele queria dizer é que poderia “imaginar uma forma de abençoar casais homossexuais na Igreja Católica”, ao que o cardeal respondeu “sim”.

No entanto, Marx acrescentou que nenhuma regra geral deveria ser estabelecida para tais bênçãos, que isso deveria ser deixado ao juízo individual dos pastores.

“Não há soluções gerais. Não acho certo porque trata-se de cuidados pastorais para casos individuais, os quais devem ser deixados para o pastor… há coisas que não podem ser reguladas”, explicou Marx.

As palavras de Marx ecoam as do vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, o bispo Franz-Josef Bode, que, a 10 de janeiro, propôs a possibilidade de se abençoar as uniões homossexuais, referindo-se a tais uniões como “positivas e boas”.

“Como lhes fazemos justiça (aos casais homossexuais)?”, perguntou Bode. “Como os acompanhamos pastoral e liturgicamente?”

“Temos de refletir sobre a questão de como avaliar de forma diferenciada uma relação entre duas pessoas homossexuais”, disse Bode. “Não há aí tanto de positivo, bom e correto, de modo que tenhamos de ser mais justos?”

Mathias von Gersdorff, ativista pró-vida alemã e blogger bem informada, criticou a última concessão de Marx à ideologia homossexual.

“Para o cardeal Marx e para o bispo Bode é claro: a moral sexual católica deve adaptar-se à revolução sexual”, escreveu Von Gersdorff, acrescentando que as suas opiniões “podem ser resumidas do seguinte modo: a moral sexual católica deve ser substituída pelas máximas da revolução sexual”.

No começo deste mês, Von Gersdorff escreveu o seguinte a respeito da proposta de Bode: “O progressismo alemão não deseja mudar algumas coisas aqui e ali, mas deseja eliminar a totalidade do ensinamento católico e criar uma religião fundamentalmente novaO católico “normal” fica perplexo e pergunta-se: até que ponto pode a Igreja Católica na Alemanha continuar neste caminho de destruição e ainda assim ser chamada “Católica”? Quando é que se chega ao ponto de existir o dever moral de recusa a pagar o imposto da Igreja?”

Reinhard Marx é indiscutivelmente o prelado católico mais influente da Alemanha. Além de supervisionar a enorme arquidiocese de Munique e Freising, com seus 1,7 milhões de católicos, ele é o presidente da Conferência Episcopal Alemã e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE). É ainda um dos nove membros do Conselho Consultivo de Cardeais escolhidos pelo Papa para reformar a cúria romana.

Marx tinha já expressado a sua simpatia pelas uniões homossexuais no passado, alegando que a Igreja Católica deveria “pedir desculpas” aos homossexuais por não se opor à lei alemã que proíbe a sodomia, a qual vigorou até 1994, e afirmando que as uniões homossexuais devem ser “respeitadas” e que têm “valor“.

“Temos de respeitar as decisões das pessoas. Temos de respeitar também, como eu disse no primeiro sínodo da família – alguns ficaram chocados, mas eu acho normal – não se pode dizer que uma relação entre um homem e um homem, sendo eles fiéis, [que] isso é nada, isso não tem valor”, afirmou Marx em junho de 2016.

Marx acrescentou que o Estado “tem de regular essas uniões e trazê-las para uma posição justa, e nós, como Igreja, não podemos ser contra isso”.

Os comentários de Marx foram condenados, na altura, pelo cardeal sul-africano Wilfrid Fox Napier. “Deus nos ajude! De seguida, teremos de pedir desculpa por ensinar que o adultério é um pecado! A correção política (CP) é a principal heresia de hoje!”, dizia o cardeal Napier através do Twitter.

A Igreja Católica condena todos os atos homossexuais como sendo gravemente pecaminosos, que conduzem à condenação eterna. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados». São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.”

A Congregação para a Doutrina da Fé, em 2003, proibiu expressamente qualquer apoio às uniões homossexuais, declarando: “Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo” e que “todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 4 de fevereiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 2/2018

A face da nova Igreja da “Misericórdia”

Bode

Por Christopher A. Ferrara

Como mostra o LifeSiteNews, o bispo Franz-Josef Bode (na foto acima), que não é menos que o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, pediu “um debate sobre a possibilidade de se abençoar os relacionamentos homossexuais. Ele acredita que há «muito [de] positivo» em tais relacionamentos”.

Isto era, obviamente, inevitável como resultado do manipulado Falso Sínodo da Família, cujo “relatório intermédio”, inventado sem a participação real dos Padres Sinodais e publicado para o mundo antes mesmo que estes o tivessem lido, pediu a “aceitação e valorização da orientação sexual [dos homossexuais]”, declarou que “as uniões homossexuais” oferecem “um precioso apoio aos parceiros” e enfatizou os “aspetos positivos” do “recasamento” civil após o divórcio e da simples coabitação, admitindo os divorciados “recasados” à Sagrada Comunhão “caso a caso”. Mesmo depois da rejeição dessas ultrajantes proposições, que não conseguiram receber a maioria necessária de 2/3 dos Padres Sinodais, Francisco ordenou que fossem incluídos nos atos do Falso Sínodo para sua segunda sessão em outubro de 2015.

E agora, este prelado no auge da loucura – não há outra palavra para tal – propõe seriamente que a Igreja dê as suas bênçãos a pessoas que costumam envolver-se em sodomia. Basta olhar para o homem para depois recordar a referência repetida da Irmã Lúcia em relação à “desorientação diabólica” entre os membros da hierarquia, que é, sem dúvida, um foco do integral Terceiro Segredo de Fátima.

A desorientação diabólica é contudo a explicação mais caridosa para o facto de Bode defender um mal tão abominável. Na verdade, como é que alguém, de forma razoável, evita concluir que ele é um conhecido agente de destruição eclesial determinado a eliminar qualquer vestígio da autêntica fé católica? Com uma boa razão, Mathias von Gersdorff, proeminente ativista pró-vida alemão e autor citado pelo LifeSiteNews, observa no seu blogue que “O progressismo alemão não deseja mudar algumas coisas aqui e ali, mas deseja eliminar a totalidade do ensinamento católico e criar uma religião fundamentalmente nova”. A sugestão de Bode, de que as uniões sodomíticas recebam a bênção da Igreja, sinaliza uma tentativa de “iniciar uma nova fase de destruição”. Seria a vingança de Lutero, apesar de que até mesmo Lutero acharia isso horripilante.

Deveria agora ser perfeitamente claro, mesmo para os “normalistas” mais determinados, que estamos a testemunhar uma erupção à superfície das mais profundas formas de corrupção eclesial, sendo que essa erupção foi desencadeada pela cratera do vulcão que é “este desastroso papado” e pela crescente fissura no elemento humano da Igreja que é Amoris Laetitia. Quando altos prelados da Igreja exigem a bênção da sodomia e o Papa nada faz para os corrigir, pelo contrário, abriu o caminho para promoverem audazmente o mal mais radical, quanto tempo mais poderá Deus aguentar?

Lembro mais uma vez as palavras de Nossa Senhora de Akita, cuja mensagem o Cardeal Ratzinger descreveu como essencialmente a mesma que a Mensagem de Fátima:

O demónio infiltrar-se-á na Igreja de tal maneira que se verão Cardeais contra Cardeais, Bispos contra Bispos. Os sacerdotes que me venerarem serão troçados e hostilizados pelos seus irmãos no sacerdócio […] as igrejas e os altares serão saqueados; a Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demónio levará muitos padres e almas consagradas a abandonar o serviço do Senhor.

Como te disse, se os homens não se arrependerem e melhorarem o seu comportamento, o Pai infligirá em toda a humanidade um terrível castigo. Será um castigo maior do que o dilúvio, um que ninguém viu antes. Cairá fogo do céu e destruirá grande parte da humanidade, tanto os bons como os maus, e nem padres nem fiéis serão poupados. Os sobreviventes sentir-se-ão tão desolados que terão inveja dos mortos. As únicas armas que vos restarão serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Rezai as orações do Rosário todos os dias. Com o Rosário, rezai pelo Papa, pelos Bispos e pelos sacerdotes.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 15 de janeiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 1/2018

Papa Francisco atribui condecoração pontifícia a ativista pró-aborto e pró-gay

abortista

A ex-ministra dos Países Baixos, Lilianne Ploumen, uma ativista extremista pró-aborto, fundadora da “She decides” (em português, “Ela decide”), uma organização de angariação de fundos para a promoção do aborto, foi condecorada pelo Papa Francisco com o título de Comendadora da Pontifícia Ordem Equestre de São Gregório Magno. Ploumen possui ainda um vasto e conhecido currículo de ações públicas na promoção da ideologia gay, onde se inclui, por exemplo, a presença no Core Group LGBTI da ONU em setembro do ano passado.

O vídeo abaixo é da rádio neerlandesa BNR:

Tradução do diálogo do vídeo acima:

BNRE esta é a enésima condecoração que Lilianne Ploumen recebe, obtida em 2017 e vinda de quem…
PloumenSim, é uma alta distinção do Vaticano; do Papa.
BNRDo Papa!…
Ploumen – Linda!
BNRSim!
PloumenÉ “Comendadora da Ordem de São Gregório”.
BNRMesmo sendo pró-aborto?
PloumenSim, pode confirmar.

(Tradução livre a partir da tradução em inglês providenciada pelo Instituto Lepanto, 12/01/2018)

As condecorações da Ordem Equestre de São Gregório Magno são normalmente atribuídas a homens e mulheres em reconhecimento de serviços prestados à Igreja, feitos notáveis, apoio à Santa Sé e bom exemplo dado à sociedade.

Basto 1/2018