Travesti Conchita Wurst prega na catedral de Viena em cerimónia presidida pelo cardeal Schönborn

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O “misericordioso” cardeal D. Cristoph Schönborn, apresentador oficial da exortação apostólica Amoris Letitia, celebrou uma cerimónia sacrílega intitulada Mozart Requiem na sua Catedral de Santo Estêvão, em Viena (Áustria), para assinalar o Dia Mundial de Luta contra a SIDA (1 de dezembro). Um dos “pregadores” foi o travesti Thomas Neuwirth (mundialmente conhecido por Conchita Wurst ou “a mulher de barba”), vencedor do Festival Eurovisão da Canção de 2014, e outro foi Gery Keszler, o famoso organizador da gala anual gayLife Ball” de angariação de fundos para supostamente combater a SIDA.

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D. Cristoph Schönborn canta e bate palmas, ao lado de Gery Keszler, na sua catedral em Viena (Áustria) in ORF2.

 

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Gery Keszler discursa a partir do ambão da catedral de Santo Estêvão, in ORF2.

 

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Travesti “Conchita Wurst” discursa a partir do ambão da catedral de Santo Estêvão, in ORF2.

 

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Decoração da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, Áustria, in ORF2.

A promoção da cultura gay no combate epidemiológico da SIDA é um fenómeno bastante difícil de entender…

Basto 12/2017

Mais um bispo “misericordioso”

O argentino Pe. Jorge Ignacio García Cuerva acabou de ser elevado a bispo. De acordo com a informação publicada há dias no sítio oficial do Vaticano, o Santo Padre acabou de nomeá-lo bispo auxiliar de Lomas de Zamora e titular de Lacubaza, na Argentina.

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Pe. García Cuerva abraça os dois homens, Pablo Goycochea e Roberto Carlos Trinidad (o transexual que agora se identifica como Florencia de La V), na Basílica do Santíssimo Sacramento de Buenos Aires, onde batizou os seus filhos adotivos – revista “Gente” de 30/08/2017

O Pe. García Cuerva tornou-se mundialmente conhecido porque, em 25 de agosto de 2012, batizou os filhos adotivos de um famoso casal “gay” argentino na Basílica do Santíssimo Sacramento de Buenos Aires, tendo obtido, na altura, uma forte cobertura mediática. Este acontecimento reporta-se a uma data em que o atual Pontífice Romano era ainda o arcebispo de Buenos Aires.

“Florencia aproximou-se de nós com o pedido explícito para que a Igreja Católica batizasse os seus filhos de acordo com o Direito Canónico. Que exista tal desejo é motivo suficiente para realizá-lo. Gostaria que todos os pais trouxessem os seus filhos ao batismo com um nível de consciência tão alto. Vê-se que Flor e Pablo realmente querem transmitir a Paulo e Isabella a fé em Jesus.”

(Pe. García Cuerva in Gente, agosto de 2012 – tradução livre)

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O vídeo da cerimónia pode ser visto aqui.

Basto 11/2017

De gay a Irmão Católico: Querida Igreja, não me deves qualquer pedido de desculpa

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Querida Igreja Católica,

Como um ex-homossexual que voltou para a Igreja à procura de Deus, quero que saibas que não me deves pedidos de desculpa. Nunca, nem por uma única vez, durante os meus 43 anos de estilo de vida homossexual, me senti marginalizado pela Igreja. A Igreja nunca me abandonou. Eu é que abandonei a Igreja. Nunca me senti como um segregado. Fui eu que me segreguei. Nem por uma única vez me senti excluído pela Igreja, ou como se eu não tivesse lugar. A sua porta estava sempre aberta para mim. Foi eu quem passou ao lado daquela porta.

Tu precisas de saber que não houve um dia nos meus 43 anos em que eu não reconheci o quão ofensivo o meu comportamento era para Deus. Olhando para trás, posso dizer honestamente que o corte que estabeleci entre mim e Deus era um dos meus maiores sofrimentos. O que me afastou da Igreja foi a minha estupidez e culpa. Deste-me a verdade e eu rejeitei essa verdade.

Como pode isso ter acontecido? Muito simples. Recorria a pretextos. Insistia que não tinha auto-controlo sobre sobre a minha pecaminosidade. Adquiri um sentimento de que talvez, apenas talvez, um Deus amoroso esteja bem comigo. Seja qual for o motivo real, achei muito mais fácil arrumar toda a minha culpa no canto mais distante da minha consciência. E assim, durante 43 anos, todo esse pecado e essa culpa continuaram sem arrependimento e confusos com a poeira.

Não me peças desculpa. Foi eu que ofendi Deus, a Sua igreja e os Seus ensinamentos. Tu fizeste a tua parte. Proclamaste a verdade com caridade e eu ignorei-te. Eu é que estou em dívida e assumo toda a responsabilidade e culpa pelos meus caminhos pecaminosos. Fui eu quem rejeitou as muitas cruzes que Deus me deu. Foi eu quem encarou os meus demónios. Foi eu quem rejeitou a salvação que tu me ofereceste.

Ao longo dos meus 43 anos de afastamento da igreja, Deus foi-me dando uma cruz após a outra e eu rejeitei-as todas. Apenas até 2008, quando contraí SIDA, as comportas da minha consciência abriram-se. Foi naquele dia em que percebi o quanto eu precisava de ti. Estava na hora de eu arrastar toda a minha pecaminosidade empoeirada por aquela porta aberta que estava há tantos anos escancarada para mim.

Obrigado por estares aí para mim. Obrigado por me dares coragem de proclamar tudo o que me ensinaste. Não me deves nada. Eu é que te devo.

Como vês, a Igreja não deve um pedido de desculpas aos homossexuais. A porta está aberta. Aceita a verdade na caridade e fica ciente de que Deus sempre te ajudará a carregar a tua cruz. Toma a tua cruz, como eu fiz. Deus está à espera. Não tenhas medo. A Igreja não é tua inimiga.

Agora estou velho e desgastado com problemas de saúde. Dificilmente carrego a minha cruz. Mas estou onde quero estar. Perto de Deus, perto da Sua Igreja e apreciando a verdade que rejeitei durante tantos anos.

A Igreja deve pedir desculpas, no entanto, pelos seus sacerdotes e bispos pro-homossexualidade que colocam as almas dos homossexuais em grave perigo por não lhes oferecer a verdade do Evangelho.

Em Cristo,

Ir. Christopher Sale
Fundador dos Irmãos do Padre Pio

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 25 de julho de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 11/2017

Papa Francisco condena “atitudes perversas”

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Casal lésbico espanhol na Santa Sé, em janeiro de 2015, depois receberem um convite telefónico do Santo Padre no dia da Solenidade da Imaculada Conceição de 2014.

Através de uma mensagem clara e categórica enviada, na passada quinta-feira, para Bona (Alemanha), onde decorria a conferência COP23, o Santo Padre Francisco I afirmou perante os líderes globais que devemos evitar “atitudes perversas”.

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in Deutsche Welle, 16/11/2017

A emissora alemã Deutsche Welle informa e a Radio Vaticano confirma:

Devemos evitar quatro atitudes perversas: negação, indiferença, acomodação e confiança em soluções inadequadas”.

Para o Papa, “soluções técnicas são necessárias, mas insuficientes: é essencial levar em consideração também os aspetos e impactos éticos e sociais do novo paradigma de desenvolvimento a breve, médio e longo prazo”.

Francisco invoca novamente educação e estilos de vida voltados para uma ecologia integral, uma ação sem demora e livre de pressões políticas e económicas, e uma consciência responsável em relação à nossa Casa Comum e a contribuição de todos.

(in Radio Vaticano, 16/11/2017)

E desta forma implacável, o Santo Padre condena a “perversidade” de todos aqueles que ainda questionam de algum modo as controversas teses científicas do “aquecimento global” e o fundamentalismo ideológico presente em algumas políticas globalistas a elas associadas. Um tema que, apesar de não ser irrelevante, tem mais a ver com as coisas deste mundo do que com a salvação das almas.

Basto 11/2017

Bispos da Irlanda querem famílias LGBT no Encontro Mundial das Famílias de 2018

Bispos da Irlanda querem a participação de casais homossexuais no IX Encontro Mundial das Famílias que decorrerá em Dublin em 2018. A Irlanda, tradicional bastião do catolicismo, foi o primeiro país do mundo a aprovar o “casamento gay” por voto popular, através da vitória esmagadora do “sim” no referendo de 2015.

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in The Irish Independent, 13/10/2017

 

“Estamos a viver em tempos de mudança e a família também está a mudar.”

“Tivemos o referendo sobre o casamento homossexual e muitas pessoas votaram nesse referendo e todos são igualmente bem-vindos para participar nesta celebração da família.

“A minha esperança para o evento do próximo ano é que seja para todas as famílias, para a família tradicional, pais solteiros, pessoas em segundas relações, pessoas divorciadas recasadas, pessoas de grande fé e sem fé, pessoas de outras religiões, pessoas que concordam com a Igreja e aqueles que discordam.”

(Bispo D. Brendan Leahy, de Limerick, in The Irish Independent, 13/10/2017)

No mesmo sentido, publicaram já um pequeno manual de 58 páginas com seis sessões de reflexão sobre a Amoris Laetitia para ser utilizado ao nível paroquial. Numa das suas páginas, que aparece ilustrada com uma foto promotora do lesbianismo, o referido documento refere-se aos ensinamentos do Papa Francisco para apoiar as uniões homossexuais.

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“Amoris – Let’s talk Family! Let’s be Family!” (Em português: “Amoris – Vamos Falar Família! Vamos ser Família!”), página 24, in Amoris.ie

Esta abertura radical dos bispos da Irlanda à nova misericórdia, que chocou até alguns anglicanos, foi de imediato acolhida pela comunidade gay.

Basto 10/2017

Missa gay em San Diego

A diocese de San Diego, nos EUA, é conhecida mundialmente pela sua aplicação radical da nova misericórdia que visa integrar o pecado. No passado dia 7 de outubro, o novo bispo auxiliar D. John Dolan celebrou uma missa especial, na igreja local de São João Evangelista, destinada à comunidade lésbica, gay, bissexual e transexual e respetivas famílias.

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“É importante porque os meus filhos têm dois pais gays e eu gostaria que eles compreendessem que esta igreja está aberta para todos”, disse o jovem de 46 anos, que afirmou ser um católico desde toda a sua vida. “Eu quero que eles entendam como se tratar igualmente”.

(depoimento de um dos participantes, in The San Diego Union-Tribune, 07/10/2017 – tradução livre)

Basto 10/2017

Casal gay pede bênção ao Papa para os seus filhos

Já aqui tínhamos reportado anteriormente a notícia do casal gay que, em abril deste ano, batizara os filhos na catedral de Curitiba, no Brasil. Um acontecimento verdadeiramente impressionante, embora não impressione tanto quanto o silêncio geral da hierarquia católica e a indiferença do povo perante o sucedido.

Esta semana, Toni Reis, um dos dois pais (varões) adotivos das crianças visadas nesse batizado, resolveu partilhar, através do facebook, a sua recente troca de correspondência com a Santa Sé.

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in Massa News, 08/08/2017 (Foto do dia do batizado: Toni Reis acompanhado do seu marido David Harrad, juntamente com os três filhos adotivos e ainda o sacerdote que realizou a cerimónia)

No dia 4 de junho, o sr. Reis dirigiu uma carta ao Santo Padre, assinada por si e pelo seu marido e filhos, onde pedia uma bênção papal que mostrasse, de algum modo, a sua aprovação em relação ao caminho de integração religiosa que estavam a proporcionar aos seus filhos.

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Carta de Toni Reis dirigida ao Santo Padre

O Papa Francisco respondeu no dia 10 de julho, através de um dos seus assessores, manifestando desejos de “felicidades” e invocando “graças divinas” dirigidas a “toda a família” do conhecido ativista gay brasileiro.

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Carta de resposta do Santo Padre a Toni Reis (remetida pelo seu assessor Mons. Paulo Borgia)

Entretanto, sabemos pela ACI, a subdiretora do Gabinete de Imprensa da Santa Sé, García Ovejero, prestou-se a corrigir a interpretação que tem sido dada à bênção invocada na carta enviada em nome do Papa Francisco. Segundo ela, “em português esta expressão tem um sentido genérico e amplo”, não se podendo portanto depreender daí uma aprovação do relacionamento homossexual de três décadas de Toni Reis com o inglês David Harrad. Uma observação pertinente de alguém que fala espanhol…

Não obstante o prestável esclarecimento da porta-voz do Vaticano, a verdade é que, nessa carta, é ainda mais difícil depreender algum tipo de desaprovação da prática homossexual do sr. Tony com seu companheiro ou tirar qualquer tipo de ilação a respeito dos riscos de deformação espiritual aos quais expõem os adolescentes por eles perfilhados.

Basto 8/2017

Bispo brasileiro ensina que homossexualidade é “um dom de Deus”

D. Antônio Carlos Cruz Santos é o bispo da diocese de Caicó, no Rio Grande do Norte, Brasil. No último domingo de julho, na homilia da missa de encerramento da festividade de Santana, o bispo condenou os “preconceitos contra os nossos irmãos homoafetivos”.

Em plena homilia, o bispo referiu-se à sodomia nestes termos:

Se não é escolha, se não é doença, na perspetiva da fé é dom, é dado por Deus.

(D. Antônio Santos, 30/07/2017)

Ao ouvirmos esta pregação, não podemos deixar de concluir que, se o bispo não sofre de alguma doença mental e se esta nunca foi a nossa Fé, isto só pode ser apostasia pura. E como já nos vamos habituando, lá tinha de vir a referência à nova misericórdia do Papa Francisco e, em particular, à sua famosa frase: “Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?” Mas, sem sairmos da mesma linha de interpretação, quem é D. Antônio Santos para julgar a doutrina constante da Igreja revelada pelo próprio Deus?

Nesta homilia, o bispo elogiou ainda a atitude pastoral do Santo Padre para com a transexual espanhola a quem o Papa telefonou no dia da Solenidade da Imaculada Conceição, em 2014, e convidou para uma visita a Roma (acompanhada da sua namorada homossexual) com as despesas a cargo da Santa Sé.

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Santo Padre acolhe calorosamente as duas senhoras homossexuais no Vaticano. A transexual Diego Lejárraga foi mulher até aos 40 anos, altura em que optou por se submeter a um conjunto de tratamentos e cirurgias para se transformar em homem. À esquerda encontra-se a sua namorada.

Após o encontro do casal lésbico com o Santo Padre, a transexual assumiu publicamente que saiu de cabeça erguida, vai à missa e comunga, sentido-se agora um verdadeiro homem. Aliás, o próprio Papa diz que ela agora é “homem” e “casado”, apesar de ter sido “rapariga”. E ela, que agora “é ele”, agradece.

Basto 8/2017

Orgia gay no Vaticano em apartamento do Santo Ofício

A notícia partiu do jornal italiano Il Fatto Quotidiano, no final do mês de junho, e reporta um alegado escândalo, envolvendo o Mons. Luiggi Capozzi, um clérigo cujo nome estaria proposto para ordenação episcopal. De acordo com a notícia, o proeminente sacerdote terá sido transportado de emergência, numa viatura oficial do Vaticano, para ser tratado na clínica Pio XI por causa do excessivo consumo de drogas numa orgia homossexual que terá ocorrido num apartamento pertencente à Congregação para a Doutrina da Fé. Os vizinhos queixaram-se da constante movimentação noturna de pessoas em direção àquele apartamento.

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Pontifício Conselho para os Textos Legislativos

Basto 7/2017

Conferência Episcopal dos EUA recusa responder sobre o acesso dos casais homossexuais à Sagrada Comunhão

Durante uma conferência de imprensa dada pela Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), na cidade de Indianápolis, Claire Chretien, do LifeSiteNews, colocou uma questão sobre a possibilidade de pessoas envolvidas em relacionamentos homossexuais poderem aceder à Sagrada Comunhão. Perante a questão colocada (tão simples de responder como remeter para os números 2357, 2358, 2359 e 2396 do Catecismo), D. Christopher Coyne, bispo da diocese de Burlington e chefe do Comité para as Comunicações da USCCB, visivelmente incomodado, terá dado instruções imediatas à diretora do departamento de relações públicas da USCCB para boicotar a questão da jornalista, não permitindo ao painel dar qualquer resposta.

 

A pertinência da questão prende-se com alguns escândalos registados recentemente nos EUA, relacionados com interpretações radicais da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, entre estes destacam-se os “misericordiosos” avanços do bispo D. Robert McElroy na diocese de San Diego e as posições exóticas publicamente assumidas por alguns dos novos cardeais americanos nomeados pelo Santo Padre, nomeadamente, D. Joseph Tobin, D. Kevin Farrell e D. Blase Cupich.

Neste momento crítico em que a mentira teima em sobrepor-se à Verdade revelada, a atitude de D. Christopher Coyne, em substância, é equivalente à de todos os outros membros da Igreja Católica, desde bispos, padres e fiéis, que fazem de conta que não veem o que está a acontecer. Nem todos pertencem a esse grupo, muitos não conseguem mesmo ver e portanto estão isentos de culpa.

Basto 6/2017

“Construindo a ponte” para o Inferno!

Um anjo conduzindo uma alma para o Inferno
“Um Anjo Conduzindo uma Alma para o Inferno” de um discípulo de Hieronimus Bosch, séc. XVI

O novo consultor do Vaticano, escolhido pelo Papa Francisco para a Comunicação, fala do seu novo livro “Construindo a Ponte”, uma obra muito elogiada por alguns dos novos cardeais.

Transcrição do vídeo:

Há lugar para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais na Igreja Católica? Como podem eles saber que Deus os ama? Como podem os bispos chegar aos católicos LGBT? Como podem as pessoas LGBT encontrar um lugar numa igreja que frequentemente parece o seu inimigo? Devem os funcionários da Igreja despedir empregados LGBT por se casarem com pessoas do mesmo sexo? Estes são tópicos tratados no meu mais recente livro, “Construindo a Ponte”.

A Igreja Católica tem a obrigação de receber as pessoas LGBT para lhes mostrar que são filhos queridos de Deus, para celebrar os seus dons, para ouvi-los, para acompanhá-los, para sofrer com e até por eles, porquê? Porque são seres humanos. Também são católicos. Eles foram batizados, então fazem parte da Igreja, tanto quanto eu, o seu bispo ou o Papa, e recentemente tem havido mais sinais da sua aceitação.

A mais famosa frase do Papa Francisco talvez seja: QUEM SOU EU PARA JULGAR?

Mas não precisamos de ir longe para encontrar outros sinais de abertura. O catecismo da Igreja Católica pede-nos que tratemos as pessoas LGBT com respeito, compaixão e sensibilidade. Essas virtudes podem também ajudar a comunidade LGBT em interação com a Igreja. No fundo, Jesus e o seu público ministério foi sempre tentar incluir pessoas, destacando especificamente o chegar às pessoas que se sentiam marginalizadas porque, para Jesus, não havia ninguém que fosse outro. Para Jesus não há nós e eles. Só existe nós.

“Construindo a Ponte”, contudo, é mais do que um convite para receber. Oferece também recursos espirituais práticos para Católicos LGBT e para as suas famílias e amigos. O livro inclui passagens bíblicas escolhidas, assim como meditações e questões de reflexão para ajudar os católicos LGBT na sua relação com Deus e no seu próprio auto-entendimento. E para ajudar a sua família e amigos também, porque ministrar católicos LGBT não é só sobre a pessoa LGBT, mas os seus pais, avós, irmãos e irmãs, tias e tios, como também os seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos e pessoas das suas paróquias.

Todo aquele que se preocupa com a vida espiritual e bem-estar das pessoas LGBT. Então eu espero que “Construindo Ponte” possa ajudar não só a pessoa LGBT não só a Igreja católica, mas todos aqueles que amam as pessoas LGBT, que espero que sejam todos.

(Pe. James Martin SJ in America Magazine – The Jesuit Review, 29/05/2017 – tradução)

No mesmo sentido, numa entrevista recente a respeito deste seu novo livro, o sacerdote jesuíta respondeu assim:

Entrevistador: O Catecismo da Igreja Católica ensina que “os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados“. Você afirma e concorda com este ensinamento e esta linguagem?

Pe. James Martin: Eu não sou teólogo, mas diria que alguma da linguagem usada no catecismo a respeito desse tema precisa de ser atualizada, de acordo com o que sabemos agora sobre a homossexualidade. Antigamente, por exemplo, o catecismo dizia que a orientação homossexual é “objetivamente desordenada”. Mas, como eu digo no livro, afirmar que uma das partes mais profundas da pessoa – a parte que dá e recebe amor – está desordenada é inutilmente ofensivo. Há algumas semanas atrás, conheci um teólogo italiano que sugeria que a frase “diferentemente ordenada” poderia transmitir essa ideia de modo mais pastoral”.

(in Religion News Service, 06/06/2017 – tradução)

É o lobby de Sodoma e Gomorra plenamente instalado e a funcionar na Igreja Católica.

Basto 6/2017

Casal gay batiza os filhos na catedral de Curitiba

Desta vez foi no Brasil, na catedral de Curitiba, no Estado do Paraná. A cerimónia teve a honra de ser ministrada pelo arcebispo local, D. José Antônio Peruzzo, que batizou os três adolescentes na presença do pai e do pai.

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O Globo, 26/04/2017

5/2017 Basto