“Construindo a ponte” para o Inferno!

Um anjo conduzindo uma alma para o Inferno
“Um Anjo Conduzindo uma Alma para o Inferno” de um discípulo de Hieronimus Bosch, séc. XVI

O novo consultor do Vaticano, escolhido pelo Papa Francisco para a Comunicação, fala do seu novo livro “Construindo a Ponte”, uma obra muito elogiada por alguns dos novos cardeais.

Transcrição do vídeo:

Há lugar para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais na Igreja Católica? Como podem eles saber que Deus os ama? Como podem os bispos chegar aos católicos LGBT? Como podem as pessoas LGBT encontrar um lugar numa igreja que frequentemente parece o seu inimigo? Devem os funcionários da Igreja despedir empregados LGBT por se casarem com pessoas do mesmo sexo? Estes são tópicos tratados no meu mais recente livro, “Construindo a Ponte”.

A Igreja Católica tem a obrigação de receber as pessoas LGBT para lhes mostrar que são filhos queridos de Deus, para celebrar os seus dons, para ouvi-los, para acompanhá-los, para sofrer com e até por eles, porquê? Porque são seres humanos. Também são católicos. Eles foram batizados, então fazem parte da Igreja, tanto quanto eu, o seu bispo ou o Papa, e recentemente tem havido mais sinais da sua aceitação.

A mais famosa frase do Papa Francisco talvez seja: QUEM SOU EU PARA JULGAR?

Mas não precisamos de ir longe para encontrar outros sinais de abertura. O catecismo da Igreja Católica pede-nos que tratemos as pessoas LGBT com respeito, compaixão e sensibilidade. Essas virtudes podem também ajudar a comunidade LGBT em interação com a Igreja. No fundo, Jesus e o seu público ministério foi sempre tentar incluir pessoas, destacando especificamente o chegar às pessoas que se sentiam marginalizadas porque, para Jesus, não havia ninguém que fosse outro. Para Jesus não há nós e eles. Só existe nós.

“Construindo a Ponte”, contudo, é mais do que um convite para receber. Oferece também recursos espirituais práticos para Católicos LGBT e para as suas famílias e amigos. O livro inclui passagens bíblicas escolhidas, assim como meditações e questões de reflexão para ajudar os católicos LGBT na sua relação com Deus e no seu próprio auto-entendimento. E para ajudar a sua família e amigos também, porque ministrar católicos LGBT não é só sobre a pessoa LGBT, mas os seus pais, avós, irmãos e irmãs, tias e tios, como também os seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos e pessoas das suas paróquias.

Todo aquele que se preocupa com a vida espiritual e bem-estar das pessoas LGBT. Então eu espero que “Construindo Ponte” possa ajudar não só a pessoa LGBT não só a Igreja católica, mas todos aqueles que amam as pessoas LGBT, que espero que sejam todos.

(Pe. James Martin SJ in America Magazine – The Jesuit Review, 29/05/2017 – tradução)

No mesmo sentido, numa entrevista recente a respeito deste seu novo livro, o sacerdote jesuíta respondeu assim:

Entrevistador: O Catecismo da Igreja Católica ensina que “os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados“. Você afirma e concorda com este ensinamento e esta linguagem?

Pe. James Martin: Eu não sou teólogo, mas diria que alguma da linguagem usada no catecismo a respeito desse tema precisa de ser atualizada, de acordo com o que sabemos agora sobre a homossexualidade. Antigamente, por exemplo, o catecismo dizia que a orientação homossexual é “objetivamente desordenada”. Mas, como eu digo no livro, afirmar que uma das partes mais profundas da pessoa – a parte que dá e recebe amor – está desordenada é inutilmente ofensivo. Há algumas semanas atrás, conheci um teólogo italiano que sugeria que a frase “diferentemente ordenada” poderia transmitir essa ideia de modo mais pastoral”.

(in Religion News Service, 06/06/2017 – tradução)

É o lobby de Sodoma e Gomorra plenamente instalado e a funcionar na Igreja Católica.

Basto 6/2017

Casal gay batiza os filhos na catedral de Curitiba

Desta vez foi no Brasil, na catedral de Curitiba, no Estado do Paraná. A cerimónia teve a honra de ser ministrada pelo arcebispo local, D. José Antônio Peruzzo, que batizou os três adolescentes na presença do pai e do pai.

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O Globo, 26/04/2017

5/2017 Basto

Santuário de Nossa Senhora de Monserrate profanado na Catalunha

A “Arran”, uma organização juvenil de Esquerda independentista catalã, profanou o Santuário da Nossa Senhora de Monserrate, em Espanha, através da gravação e publicação de um vídeo obsceno para assinalar o “Dia da Visibilidade Lésbica” que, aparentemente, celebra-se a 26 de abril. A cena lésbica foi filmada mesmo em frente do altar da Virgem Negra de Monserrate e posteriormente editada com música e texto obscenos.

“Combatiremos la misoginia y la lesbofobia de instituciones como la Iglesia, defensora de una moral que nos esconde y nos tacha de desviadas, de enfermas y de querer destruir la familia”, continúa la nota de Arran, que justifica su acción de “profanación” ante la patrona catalana: “Profanaremos los símbolos [de la Iglesia] y todo lo que representan las veces que haga falta”.

(Comunicado da Arran in El Periódico, 26/04/2017)

O “Dia da Visibilidade Lésbica” recebeu demonstrações de apoio público, nas redes sociais, oriundas de diversas instituições espanholas, incluindo o da própria Polícia Nacional.

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Mensagem publicada na conta de Twitter da Polícia Nacional de Espanha, no dia 26/04/2017

Em menos de um ano, este é já o segundo ataque perpetrado pelo ativismo gay contra a Virgem de Monserrate (La Moreneta), padroeira da Catalunha. No início do verão passado, o ataque foi feito através dos ultrajantes cartazes que chocaram a Espanha, envolvendo também a padroeira de Valência (La Geperudeta).

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Utilização ultrajante das imagens da Virgem dos Desamparados e da Nossa Senhora de Monserrate em propaganda ativista LGBT, em Espanha

Pobre Espanha!

Basto 4/2017

Novo cardeal Joseph Tobin abençoa peregrinação “gay”

O cartaz está disponível no sítio da Igreja Paroquial do Sagrado Coração de Jesus de New Jersey, nos EUA, e convida os fiéis a associarem-se às famílias lésbicas, gays, bissexuais e transexuais nesta “peregrinação LGBT”. O ponto alto da “peregrinação” será a celebração de uma missa sacrílega numa das capelas da basílica do Sagrado Coração de Jesus.

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Cartaz da “Peregrinação LGBT” à Catedral Basílica do Sagrado Coração de Jesus de New Jersey no dia 21 de maio de 2017

Catolicismo com ideologia gay é uma mistura perigosa…

Basto 4/2017

O novo livro de pastoral ‘gay’ do jesuíta James Martin

O sr. Pe. James Martin SJ, mundialmente conhecido pela sua pastoral gay e há poucos dias nomeado pelo Papa Francisco como consultor da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, acabou de lançar um livro baseado no seu conceito pastoral de “ponte com dois sentidos”.

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“Construindo a Ponte: como a Igreja Católica e a Comunidade LGBT podem entrar numa relação de respeito, compaixão e sensibilidade” (novo livro do Pe. James Martin SJ)

A conhecida abordagem pastoral deste jesuíta rejeita o apelo à conversão das pessoas com comportamentos LGBTQ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgéneros) para, em alternativa, propor à Igreja a aceitação desses comportamentos desde sempre condenados.

nomeação de James Mrtin SJ
Secretaria para a Comunicação do Vaticano

 

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Mensagem do Pe. James Martin na sua conta do Facebook a 12/04/2017

Ao nível da crítica literária citada pela editora na promoção do livro, destacam-se os elogios imediatos dos novos cardeais americanos Farrel e Tobin, que receberam o título cardinalício apenas no último mês de novembro.

Cadeal Kevin Farrell (antigo bispo de Dallas e atual Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida):

Farrell

Um livro bem-vindo e muito necessário que ajudará os bispos, sacerdotes, associados pastorais e todos os líderes da igreja a ministrar mais compassivamente à comunidade LGBT. Ajudará também os católicos LGBT a sentirem-se mais em casa, naquela que é, afinal, a sua Igreja.”

Cardeal Joseph Tobin, arcebispo de Newark (EUA):

Tobin  

Em muitas partes da nossa igreja as pessoas LGBT foram feitas para se sentirem indesejadas, excluídas e até mesmo envergonhadas. O valente, profético e inspirador livro do Padre Martin marca um passo essencial para convidar os líderes das igrejas a ministrarem com mais compaixão e a lembrar aos católicos LGBT que fazem parte da nossa igreja como qualquer outro católico”.

(in Harper Collins Publishers – tradução)

Outra crítica favorável citada pela editora é o forte elogio do bispo radical Robert McElroy, da diocese de San Diego (EUA), considerado por muitos como um dos bispos mais “misericordiosos” do mundo e – entre nós – um forte candidato ao barrete cardinalício.

“O Evangelho exige que os católicos LGBT sejam genuinamente amados e valorizados na vida da Igreja. Eles não o são. Martin fornece-nos a linguagem, a perspetiva e o sentido de urgência para realizar a tarefa árdua, mas monumentalmente cristã, de substituir uma cultura de alienação por uma cultura de inclusão misericordiosa.”

(D. Robert McElroy in Harper Collins Publishers – tradução)

Ainda a congratulação de uma popular freira contemporânea, a Ir. Jeannine Gramick, uma religiosa americana pertencente à congregação das Irmãs de Loreto e conhecida defensora de várias “sensibilidades” sexuais.

“Sexualidade, género e religião – uma mistura volátil! Com este livro, o Padre Martin mostra como o Rosário e a bandeira do arco-íris podem encontrar-se pacificamente. Depois deste livro de leitura obrigatória, entenderás porquê a New Ways Ministry homenageou o Padre Martin com a ‘Condecoração Construindo Pontes’.”

(Ir. Jeannine Gramick in Harper Collins Publishers – tradução)

A Ir. Jeannine é cofundadora do famoso grupo de “católicos gay New Ways Ministry.

É a nova pastoral do arco-íris… Temos um clero cada vez mais colorido, mas quem somos nós para julgar?

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Grande discurso do Pe. James Martin SJ em defesa dos católicos LGBTQ – em direto

Basto 4/2017

Arcebispo do Vaticano retratado em pintura homoerótica encomendada para a sua antiga catedral

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Life Site News, 03/03/2017

Em 2007, D. Vicenzo Paglia, arcebispo da diocese de Terni-Narni-Amelia, encomendou uma pintura mural para a catedral de Terni, na Itália, ao artista argentino Ricardo Cinalli, conhecido pelas suas obras de arte gay. A ultrajante obra que escandalizou os fiéis locais intitula-se “Ressurreição”, representando um suposto “Cristo”, com as partes íntimas propositadamente postas em evidência, que se eleva céu com duas redes cheias de personagens representativas de várias crenças religiosas e diferentes “expressões” lascivas.

Esta obra blasfema foi inaugurada durante a Missa de Páscoa de 2007.

Tudo o que se vê foi completamente assumido e aceite por Paglia, a única coisa que não me autorizaram foi duas pessoas a copular dentro desta rede onde tudo era permitido. O bispo [D. Vicenzo Paglia] e D. Leonardo viram isto e disseram-me: “Não cremos que seja necessário chegar a esse extremo para representar a liberdade que o homem tem neste mundo e no outro.”

(Ricardo Cinalli in Repubblica, 26/03/2016)

As personagens dentro da rede são, de acordo com o autor, essencialmente prostitutas, homossexuais, transexuais, traficantes de droga e outros que, “sob um ponto de vista tradicional, não ganhariam o Céu”. Entre aqueles, o artista argentino incluiu também o próprio arcebispo D. Paglia, seminu e abraçado a um homem de barba ao estilo dos terroristas islamitas, também ele despido, e próximo de várias mulheres completamente nuas.

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Sua Eminência D. Vicenzo Paglia é elevado ao Céu nos braços de um homem nu – Cena dos frescos da Catedral de Santa Maria Assunta de Terni, Itália – Ricardo Cinalli (2007)

 

D. Vicenzo Paglia era, desde 2012, o presidente do Pontifício Conselho para a Família que, entretanto, foi reformulado e integrado no novo super-Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

A 15 de agosto de 2016, D. Vicenzo Paglia tornou-se o novo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, apontado pelo Papa Francisco.

Basto 3/2017

Antigo aluno do Papa Francisco elogia-o em cerimónia pró-gay

O discurso foi proferido, há poucas semanas, por Yayo Grassi, um antigo aluno de Francisco, na cerimónia de entrega da condecoração Bridge Building Award (Construir Pontes), pela organização New Ways Ministry’s (organização de LGBT “católicos”), ao sacerdote James Martin, um mediático jesuíta americano que prega uma espécie de pastoral de fusão entre a ideologia gay e o catolicismo.

Yayo Grassi, homossexual, tornou-se mundialmente famoso quando, em 2015, foi publicamente recebido, juntamente com o seu namorado, pelo Papa Francisco em Washington, na Embaixada do Vaticano, durante a sua visita aos EUA.

Conheço o Papa Francisco desde que ele foi meu professor na escola secundária, quando eu tinha 17 anos de idade. E eu sei que ele sabia que eu era gay e temos sido amigos desde então. Eu visitei-o em Roma e depois nós visitámo-lo em Washington. Ele encontrou-se, das duas vezes, com aquele que era nesse momento o meu namorado e está sempre a perguntar-me por ele.

(Yayo Grassi, 2016)

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Yayo Grassi e o seu namorado Iwan despedem-se ternamente do Santo Padre, na Embaixada do Vaticano, em Washington, em 2015 – TVCanal9Litoral

 

[…] Quando a lei do casamento gay estava a ser discutida no Senado da Argentina, eu li na internet que o então cardeal Bergoglio era muito contra isso e que ele havia dito coisas realmente dolorosas e odiosas sobre a aprovação da lei. Fiquei muito surpreso. Fiquei muito surpreso, mais do que qualquer outra coisa porque por o conhecer e saber quanto amor há no seu coração, era difícil para mim entender que ele fizesse algo tão odioso…

Então eu escrevi-lhe uma carta bastante extensa e enviei-lhe um e-mail dizendo-lhe quanto o admiro, o quão importante ele era na minha vida e quanto ele fez por mim. Como ele tinha feito avançar, através de sua educação, o pensamento mais aberto e progressivo na minha vida. E então eu continuei dizendo-lhe que nunca poderei agradecê-lo, então [deste modo] pode achar que é uma maneira muito estranha de lhe agradecer se eu lhe disser que estou muito desiludido com a maneira como tratou a lei [do casamento] gay. […]

Ele respondeu-me dois dias mais tarde e a primeira coisa que disse foi “Peço-lhe que me perdoe porque percebi que está magoado. Acredite em mim, eu nunca disse nenhuma dessas coisas. A imprensa baseou-se em duas cartas que enviei às freiras, pedindo-lhes para não dar qualquer tipo de opinião sobre isso, e elas foram distorcidas e foram colocadas como palavras minhas.”

Mas a coisa mais bonita e, para mim, a coisa mais espantosa – estamos a falar de 2008 -, é que ele ao terminar a sua carta, para além de me pedir para orar por ele como sempre faz, diz-me:”Yayo, acredite em mim, na minha pastoral, não há lugar para a homofobia.” E essa foi a primeira vez que eu percebi a pessoa incrível que ele era. Ele não disse apenas: “Quem sou eu para julgar?”, há algo muito importante que ele disse mais tarde, ele disse: “Quem somos nós para julgar?”. O “nós” referia-se a toda a igreja e toda a humanidade.”

(Yayo Grassi, 2016)

Tradução: odogmadafe.wordpress.com

 

Basto 12/2016

A Alegria do Amor em San Diego

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Life Site News em 28/11/2016

Numa das interpretações mais radicais da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia até agora conhecidas, nos EUA, o bispo de San Diego, Robert McElroy, incentiva os padres da sua cidade a acolher “famílias LGBT” e a permitir que os católicos divorciados e recasados recebam a Comunhão em certos casos.

Esta notícia foi avançada pelo LifeSiteNews, que a confirmou em várias fontes e comprovou em alguns boletins paroquiais. O bispo terá encorajado os sacerdotes da sua diocese a difundir uma notícia que informasse que a Igreja irá ajudar “aqueles que se divorciaram e se casaram novamente e não podem receber uma anulação para utilizar o fórum interno da consciência, a fim de discernir se Deus chama a retornar à Eucaristia”.

A iniciativa do bispo visa dar seguimento às conclusões de um sínodo diocesano, localmente muito publicitado, que teve lugar em outubro naquela diocese da Califórnia.

O Sínodo propôs uma espiritualidade da vida familiar que é profundamente inclusiva” e abraça “famílias LBGT”, disse a declaração. “Durante os próximos meses, o bispo McElroy trabalhará com um comité de delegados do Sínodo que se concentrará na implementação desses objetivos”.

(in LifeSiteNews, 28/11/2016)

Sua Eminência D. Robert Walter McElroy é o bispo de San Diego apenas desde 2015.

Basto 12/2016

Via mexicana para o casamento gay

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El Universal, 25/10/2016

O México, um país tradicionalmente católico, vive atualmente um período de grande contestação social depois de o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, no passado mês de maio, ter anunciado a legalização do “casamento homossexual”. Dois meses depois, em julho, o Papa Francisco nomeia o bispo italiano D. Franco Coppola como o novo núncio apostólico no México. Logo no seu primeiro dia de funções, o núncio papal demarcou-se dos protestos da sociedade católica daquele país para propor, em alternativa, uma “via mexicana” de compromisso entre a posição católica e o lobby gay.

Mas serão, por acaso, as leis humanas – a Declaração Universal dos Direitos Humanos – mais importantes que a Lei de Deus? Fica a questão no ar…

O representante da Santa Sé no México chega mesmo a citar o Santo Padre para defender a sua “via mexicana” de compromisso entre o catolicismo e o lobby gay.

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El Sol de México, 11/11/2016

A partir da leitura dos jornais, podemos já deduzir algum sucesso pastoral deste novo núncio papal no México, dada a missão a que se propunha cumprir.

 

Basto 11/2016

Padres jesuítas e a catequese gay…

Este era o título da série de vídeos catequéticos, de 2013, protagonizada por três famosos sacerdotes jesuítas norte-americanos, nomeadamente, os senhores Padres James Martin, Matt Malone e Arthur Fitzmaurice.

Nesta série ministrava-se catequese gay e partilhavam-se alguns dos seus frutos pastorais.

Quando saiu, a série foi condenada pelo bispo D. Salvatore Cordileone, de Oakland (EUA), por corresponder à área diocesana onde a Catholic Association for Lesbian and Gay Ministry, responsável pelos vídeos, estava sediada.

Há pouco mais de um mês, o sr. Pe. James Martin foi selecionado pela organização New Ways Ministry’s (organização de LGBT “católicos”) para receber a Bridge Building Award (Condecoração Construindo Pontes) em reconhecimento de todo o seu trabalho enquanto sacerdote, jornalista e escritor.

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Anúncio da condecoração atribuída pela New Ways Ministry’s

Basto 10/2016

Perfil do novo cardeal D. Jozef De Kesel

Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica)

Sobre o celibato sacerdotal:

“As pessoas para quem o celibato é humanamente impossível deveriam ter também a possibilidade de se tornarem sacerdotes.”

 

Sobre os homossexuais ativos:

“Tenho muito respeito pelos gays, [incluindo] o modo como vivem a sua sexualidade.”

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“O Sínodo pode não ter trazido os resultados  concretos que nós esperávamos, tais como permitir aos divorciados “recasados” católicos receber a comunhão. Mas é inacreditável o quanto foi um sinal de uma Igreja que mudou. A mentalidade já não é realmente a mesma.”

(in Crux Now, 10/11/2016)

É considerado um “protegido” do progressista Cardeal Godfried Danneels, cujo nome está confessamente associado ao caso da “mafia” do Grupo Sankt-Gallen, que esteve alegadamente envolvida num complô que visava provocar a resignação de Bento XVI e eleger o Cardeal Jorge Mario Bergóglio.

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Jozef De Kezel será ordenado Cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016

Perfil do novo cardeal D. Blase Cupich

Blase Cupich, Arcebispo de Chicago (EUA)

Sobre a necessidade de integração dos “marginalizados” pela Igreja:

“Em Chicago, visito regularmente pessoas que se sentem marginalizados: sejam elas os idosos, os divorciados recasados, os gays e lésbicas individualmente e também casais. Eu acho que precisamos realmente de conhecer como é a sua vida se vamos acompanhá-los “.

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“Se as pessoas [divorciadas ‘recasadas’] chegarem a uma decisão em boa consciência, depois, o nosso trabalho é ajudá-los a avançar e que respeitar isso. A consciência é inviolável e temos de respeitar isso quando elas tomam decisões, e eu sempre fiz isso.”

 

Sobre a possibilidade de os gays receberem os sacramentos:

“Eu acho que os gays também são seres humanos e têm uma consciência. E o meu papel como pastor é ajudá-los a discernir qual é a vontade de Deus olhando para o ensino moral objetivo da Igreja e ainda, ao mesmo tempo, ajudá-los através de um período de discernimento para entenderem a que é que Deus os chama nesse ponto.”

“É para todos. Eu acho que nós temos de ter certeza de que não classificamos um grupo como se eles não fizessem parte da família humana, como se houvesse um conjunto diferente de regras para eles. Isso seria um grande erro.”

(Arcebispo D. Blase Cupich aos jornalistas, no sala de imprensa do Vaticano a 16 de outubro de 2015, durante o Sínodo da Família onde participou a convite pessoal do Papa Francisco, in Life Site News)

Especificamente sobre a proposta herética do Cardeal Kasper:

“Eu realmente vejo o seu entendimento daquilo que ele chama o Evangelho da família – foi publicado num livro, que aliás eu ofereci a todos os meus sacerdotes. Eu queria que eles lessem isso porque entendi que era teologicamente muito rico.”

“Penso que ele fundamentou bem esta proposta…”

(Arcebispo D. Blase Cupich aos jornalistas, no sala de imprensa do Vaticano a 16 de outubro de 2015, durante o Sínodo da Família onde participou a convite pessoal do Papa Francisco, in Life Site News)

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Blase Cupich será ordenado Cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016