Diocese austríaca oferece bênçãos a “casais” homossexuais no São Valentim

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A diocese de Linz, na Áustria, oferece bênçãos a “casais” homossexuais na celebração de São Valentim. O convite foi feito através de um artigo publicado no jornal diocesano Kirchen Zeitung, fazendo referência explícita aos ensinamentos da controversa exortação Amoris Laetitia.

São Valentim é conhecido como o santo da amizade e do amor. Em muitas paróquias e instituições eclesiais, é já tradição dar a bênção aos casais durante o tempo do seu dia de festa. As pessoas em relações homossexuais são bem-vindas às cerimónias de bênção nas [igrejas de] Wels-St. Franziskus e Ursulinenkirche.

in Kirchen Zeitung, 09/02/2018 – tradução livre

O autor do artigo, Paul Stütz, explica que a bênção dos casais “oferece uma ocasião para expressar amor”. No final do texto, existe ainda uma ligação para um outro artigo relativo à entrevista com o cardeal D. Reinhard Marx, na qual o presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco defende que sejam dadas bênçãos “litúrgicas” às uniões homossexuais.

 

Basto 2/2018

Um dos 9 cardeais conselheiros do Papa propõe bênçãos “litúrgicas” para uniões homossexuais

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Por Matthew Cullinan Hoffman

4 de fevereiro, 2018 (LifeSiteNews) – O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco, disse aos meios de comunicação social alemães que “é preciso encorajar os sacerdotes” a dar ânimo às uniões homossexuais, o que poderia incluir uma bênção pública que tomaria uma forma “litúrgica”.

Marx foi ontem questionado, numa entrevista radiofónica, por que razão a Igreja Católica “nem sempre avança quando se trata das exigências de alguns católicos relativamente, por exemplo, à ordenação de mulheres diáconos, à bênção de casais homossexuais ou à abolição do celibato obrigatório [para sacerdotes].”

Marx respondeu que deve ser dado aos homossexuais “um cuidado pastoral mais próximo”, acrescentando que “é preciso também encorajar os sacerdotes e os pastores a incentivar as pessoas em situações concretas [de uniões homossexuais]. Eu não vejo realmente nenhum problema nisso. “

Esse “encorajamento” pode incluir, de acordo com o cardeal Marx, algum tipo de reconhecimento “litúrgico” da sua união, dizendo que “como isso seria feito publicamente, de forma litúrgica”, é “outra questão” e acrescentou: “É aí que é preciso ser reticente e também refletir sobre isso de uma boa maneira”.

Marx foi questionado pelo entrevistador se o que ele queria dizer é que poderia “imaginar uma forma de abençoar casais homossexuais na Igreja Católica”, ao que o cardeal respondeu “sim”.

No entanto, Marx acrescentou que nenhuma regra geral deveria ser estabelecida para tais bênçãos, que isso deveria ser deixado ao juízo individual dos pastores.

“Não há soluções gerais. Não acho certo porque trata-se de cuidados pastorais para casos individuais, os quais devem ser deixados para o pastor… há coisas que não podem ser reguladas”, explicou Marx.

As palavras de Marx ecoam as do vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, o bispo Franz-Josef Bode, que, a 10 de janeiro, propôs a possibilidade de se abençoar as uniões homossexuais, referindo-se a tais uniões como “positivas e boas”.

“Como lhes fazemos justiça (aos casais homossexuais)?”, perguntou Bode. “Como os acompanhamos pastoral e liturgicamente?”

“Temos de refletir sobre a questão de como avaliar de forma diferenciada uma relação entre duas pessoas homossexuais”, disse Bode. “Não há aí tanto de positivo, bom e correto, de modo que tenhamos de ser mais justos?”

Mathias von Gersdorff, ativista pró-vida alemã e blogger bem informada, criticou a última concessão de Marx à ideologia homossexual.

“Para o cardeal Marx e para o bispo Bode é claro: a moral sexual católica deve adaptar-se à revolução sexual”, escreveu Von Gersdorff, acrescentando que as suas opiniões “podem ser resumidas do seguinte modo: a moral sexual católica deve ser substituída pelas máximas da revolução sexual”.

No começo deste mês, Von Gersdorff escreveu o seguinte a respeito da proposta de Bode: “O progressismo alemão não deseja mudar algumas coisas aqui e ali, mas deseja eliminar a totalidade do ensinamento católico e criar uma religião fundamentalmente novaO católico “normal” fica perplexo e pergunta-se: até que ponto pode a Igreja Católica na Alemanha continuar neste caminho de destruição e ainda assim ser chamada “Católica”? Quando é que se chega ao ponto de existir o dever moral de recusa a pagar o imposto da Igreja?”

Reinhard Marx é indiscutivelmente o prelado católico mais influente da Alemanha. Além de supervisionar a enorme arquidiocese de Munique e Freising, com seus 1,7 milhões de católicos, ele é o presidente da Conferência Episcopal Alemã e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE). É ainda um dos nove membros do Conselho Consultivo de Cardeais escolhidos pelo Papa para reformar a cúria romana.

Marx tinha já expressado a sua simpatia pelas uniões homossexuais no passado, alegando que a Igreja Católica deveria “pedir desculpas” aos homossexuais por não se opor à lei alemã que proíbe a sodomia, a qual vigorou até 1994, e afirmando que as uniões homossexuais devem ser “respeitadas” e que têm “valor“.

“Temos de respeitar as decisões das pessoas. Temos de respeitar também, como eu disse no primeiro sínodo da família – alguns ficaram chocados, mas eu acho normal – não se pode dizer que uma relação entre um homem e um homem, sendo eles fiéis, [que] isso é nada, isso não tem valor”, afirmou Marx em junho de 2016.

Marx acrescentou que o Estado “tem de regular essas uniões e trazê-las para uma posição justa, e nós, como Igreja, não podemos ser contra isso”.

Os comentários de Marx foram condenados, na altura, pelo cardeal sul-africano Wilfrid Fox Napier. “Deus nos ajude! De seguida, teremos de pedir desculpa por ensinar que o adultério é um pecado! A correção política (CP) é a principal heresia de hoje!”, dizia o cardeal Napier através do Twitter.

A Igreja Católica condena todos os atos homossexuais como sendo gravemente pecaminosos, que conduzem à condenação eterna. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados». São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.”

A Congregação para a Doutrina da Fé, em 2003, proibiu expressamente qualquer apoio às uniões homossexuais, declarando: “Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo” e que “todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 4 de fevereiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 2/2018

A face da nova Igreja da “Misericórdia”

Bode

Por Christopher A. Ferrara

Como mostra o LifeSiteNews, o bispo Franz-Josef Bode (na foto acima), que não é menos que o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, pediu “um debate sobre a possibilidade de se abençoar os relacionamentos homossexuais. Ele acredita que há «muito [de] positivo» em tais relacionamentos”.

Isto era, obviamente, inevitável como resultado do manipulado Falso Sínodo da Família, cujo “relatório intermédio”, inventado sem a participação real dos Padres Sinodais e publicado para o mundo antes mesmo que estes o tivessem lido, pediu a “aceitação e valorização da orientação sexual [dos homossexuais]”, declarou que “as uniões homossexuais” oferecem “um precioso apoio aos parceiros” e enfatizou os “aspetos positivos” do “recasamento” civil após o divórcio e da simples coabitação, admitindo os divorciados “recasados” à Sagrada Comunhão “caso a caso”. Mesmo depois da rejeição dessas ultrajantes proposições, que não conseguiram receber a maioria necessária de 2/3 dos Padres Sinodais, Francisco ordenou que fossem incluídos nos atos do Falso Sínodo para sua segunda sessão em outubro de 2015.

E agora, este prelado no auge da loucura – não há outra palavra para tal – propõe seriamente que a Igreja dê as suas bênçãos a pessoas que costumam envolver-se em sodomia. Basta olhar para o homem para depois recordar a referência repetida da Irmã Lúcia em relação à “desorientação diabólica” entre os membros da hierarquia, que é, sem dúvida, um foco do integral Terceiro Segredo de Fátima.

A desorientação diabólica é contudo a explicação mais caridosa para o facto de Bode defender um mal tão abominável. Na verdade, como é que alguém, de forma razoável, evita concluir que ele é um conhecido agente de destruição eclesial determinado a eliminar qualquer vestígio da autêntica fé católica? Com uma boa razão, Mathias von Gersdorff, proeminente ativista pró-vida alemão e autor citado pelo LifeSiteNews, observa no seu blogue que “O progressismo alemão não deseja mudar algumas coisas aqui e ali, mas deseja eliminar a totalidade do ensinamento católico e criar uma religião fundamentalmente nova”. A sugestão de Bode, de que as uniões sodomíticas recebam a bênção da Igreja, sinaliza uma tentativa de “iniciar uma nova fase de destruição”. Seria a vingança de Lutero, apesar de que até mesmo Lutero acharia isso horripilante.

Deveria agora ser perfeitamente claro, mesmo para os “normalistas” mais determinados, que estamos a testemunhar uma erupção à superfície das mais profundas formas de corrupção eclesial, sendo que essa erupção foi desencadeada pela cratera do vulcão que é “este desastroso papado” e pela crescente fissura no elemento humano da Igreja que é Amoris Laetitia. Quando altos prelados da Igreja exigem a bênção da sodomia e o Papa nada faz para os corrigir, pelo contrário, abriu o caminho para promoverem audazmente o mal mais radical, quanto tempo mais poderá Deus aguentar?

Lembro mais uma vez as palavras de Nossa Senhora de Akita, cuja mensagem o Cardeal Ratzinger descreveu como essencialmente a mesma que a Mensagem de Fátima:

O demónio infiltrar-se-á na Igreja de tal maneira que se verão Cardeais contra Cardeais, Bispos contra Bispos. Os sacerdotes que me venerarem serão troçados e hostilizados pelos seus irmãos no sacerdócio […] as igrejas e os altares serão saqueados; a Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demónio levará muitos padres e almas consagradas a abandonar o serviço do Senhor.

Como te disse, se os homens não se arrependerem e melhorarem o seu comportamento, o Pai infligirá em toda a humanidade um terrível castigo. Será um castigo maior do que o dilúvio, um que ninguém viu antes. Cairá fogo do céu e destruirá grande parte da humanidade, tanto os bons como os maus, e nem padres nem fiéis serão poupados. Os sobreviventes sentir-se-ão tão desolados que terão inveja dos mortos. As únicas armas que vos restarão serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Rezai as orações do Rosário todos os dias. Com o Rosário, rezai pelo Papa, pelos Bispos e pelos sacerdotes.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 15 de janeiro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 1/2018

Papa Francisco atribui condecoração pontifícia a ativista pró-aborto e pró-gay

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A ex-ministra dos Países Baixos, Lilianne Ploumen, uma ativista extremista pró-aborto, fundadora da “She decides” (em português, “Ela decide”), uma organização de angariação de fundos para a promoção do aborto, foi condecorada pelo Papa Francisco com o título de Comendadora da Pontifícia Ordem Equestre de São Gregório Magno. Ploumen possui ainda um vasto e conhecido currículo de ações públicas na promoção da ideologia gay, onde se inclui, por exemplo, a presença no Core Group LGBTI da ONU em setembro do ano passado.

O vídeo abaixo é da rádio neerlandesa BNR:

Tradução do diálogo do vídeo acima:

BNRE esta é a enésima condecoração que Lilianne Ploumen recebe, obtida em 2017 e vinda de quem…
PloumenSim, é uma alta distinção do Vaticano; do Papa.
BNRDo Papa!…
Ploumen – Linda!
BNRSim!
PloumenÉ “Comendadora da Ordem de São Gregório”.
BNRMesmo sendo pró-aborto?
PloumenSim, pode confirmar.

(Tradução livre a partir da tradução em inglês providenciada pelo Instituto Lepanto, 12/01/2018)

As condecorações da Ordem Equestre de São Gregório Magno são normalmente atribuídas a homens e mulheres em reconhecimento de serviços prestados à Igreja, feitos notáveis, apoio à Santa Sé e bom exemplo dado à sociedade.

Basto 1/2018

Presépio “sexualmente sugestivo” do Vaticano tem preocupantes ligações aos ativistas LGBT da Itália

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Por Diane Montagna

ROMA, 20 de dezembro, 2017 (LifeSiteNews) —A cena do presépio do Vaticano com um homem nu, um cadáver e nenhuma ovelha ou boi é oferta artística de uma abadia que é o foco das atenções dos ativistas LGBT italianos, como se constatou.

Investigações realizadas pelo LifeSiteNews revelaram que a Abadia de Montevergine, que doou o inovador “Presépio da Misericórdia”, abriga a imagem mariana que foi adotada como padroeira pelos ativistas LGBT italianos. O santuário da abadia é o destino anual de uma espécie de peregrinação sagrada e profana “ancestral do orgulho gay” que, segundo um ativista LGBT, nos últimos anos ganhou a “participação política ativa da comunidade LGBT”.

Um funcionário do governo do Vaticano disse ao LifeSiteNews que a abadia de Montevergine propôs inicialmente a ideia original para o “Presépio da Misericórdia”. O Vaticano discutiu e desenvolveu um projeto mais detalhado com a abadia, apresentando os planos finais ao Secretário de Estado e ao Papa Francisco para aprovação, a qual fora devidamente concedida.

“A presença da cena do Presépio do Vaticano é para nós uma razão para estarmos ainda mais felizes este ano”, afirmou Antonello Sannini, presidente do grupo de ativistas homossexuais Arcigay de Nápoles, ao LifeSiteNews, na terça-feira. “Para a comunidade homossexual e transexual em Nápoles, é um importante símbolo de inclusão e integração”.

Fúria em relação ao Presépio

A fúria sobre o Presépio Natalício explodiu no Twitter, na semana passada, quando as fotos de uma figura masculina quase completamente nua, representando a obra de misericórdia corporal “vestir os nus”, correram as redes sociais, originando controvérsia e duras críticas.

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Presépio do Vaticano: homem nu representando a obra de misericórdia corporal “vestir os nus”.

Os espectadores lamentaram a “localização proeminente e a pose lânguida” da figura, de acordo com o [portal de notícias] Breitbart, que informou que a pose da figura “levou muitos, nas redes sociais, a sugerir que existe um tom vagamente homoerótico na cena”.

O Facebook, acrescentando à fúria, rejeitou a foto, alegando a sua política contra imagens “sexualmente sugestivas ou provocativas”.

Um observador referiu, realtivamente ao pobre homem que precisa de roupas: “Eu trabalhei com um treinador pessoal. Esse tipo tem passado duas horas por dia, seis dias por semana no ginásio .”

“Esta horrível exposição, um atentado sacrílego, altamente enganoso e malévolo, que tenta transformar, na Praça de São Pedro, a santa inocência da manjedoura numa ferramenta de lobby do movimento dos direitos homossexuais, é apenas o último ato diabólico, mas é sintomático deste pontificado”, disse ao LifeSiteNews uma fonte próxima do Vaticano.

Entretanto, Antonio Cantone, o artista napolitano que criou o presépio, pareceu sugerir que pretendia que fosse provocativo.

“Não é um presépio efeminado; é particular e faz-nos pensar”, disse ele. “Não deixa ninguém indiferente; existem provocações”.

Entra um ícone mariano

O Presépio de Natal deste ano apresenta também uma reprodução do belo e antigo ícone de Nossa Senhora de Montevergine. O ícone original, alojado numa capela do santuário da montanha, mede [cerca de] 4 metros de altura por dois de largura, ilustrando a Santíssima Virgem sentada num trono com o divino Menino Jesus sentado no colo.

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Reprodução do ícone de Nossa Senhora de Montevergine colocada no lado esquerdo do Presépio do Vaticano.

A imagem mariana é escura, portanto o ícone é muitas vezes referido como uma das “Virgens Negras”. Entre a população local italiana, a sua aparência escura fez com que acreditassem que ela fazia parte da classe dos servos e então tornou-se carinhosamente conhecida pelos fiéis como a “Mamma Schiavano” ou “Mãe Escrava”.

Todos os anos, Nossa Senhora de Montevergine é homenageada por duas peregrinações ao seu santuário da montanha: uma a 2 de fevereiro, na festa da Purificação da Santíssima Virgem Maria, ou Candelária; e a outra a 12 de setembro, na festa do Santíssimo Nome de Maria, que é precedida por uma celebração de três dias.

Na noite anterior à festa, os peregrinos ficam alojados em Ospedaletto d’Alpinolo, a vila mais próxima da abadia, antes de fazerem a “sagliuta” ou “juta” (do italiano “salire“, que quer dizer subir) a pé ao santuário de Nossa Senhora de Montevergine no início da manhã seguinte. A celebração de três dias mistura o sagrado e o profano, incluindo danças e músicas acompanhadas por grandes pandeiros.

A “juta dei femminielli”

Nossa Senhora de Montevergine tem um significado particular para os homossexuais e transgéneros de Itália. Nossa Senhora de Montevergine salvou dois homossexuais da morte no inverno de 1256. O casal havia sido espancado, conduzido de noite pela cidade e levado para a montanha onde foram atados a uma árvore e abandonados para morrerem ao frio ou serem comidos por lobos. De acordo com a lenda, Nossa Senhora de Montevergine teve pena deles e libertou-os “miraculosamente”. Em 2017, o La Repubblica chamou-lhe “o milagre progressivo de uma Senhora amiga dos gays“.

Mais frequentemente, ela é conhecida como a mãe “que concede tudo e perdoa tudo”.

A “juta dei femminielli” (subida dos femminielli) é, portanto, realizada anualmente no dia da Candelária, para recordar a lenda através da música e da dança. Femminielli é um termo usado, na cultura napolitana tradicional, para referir uma população de homossexuais masculinos com expressão marcadamente feminina.

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O anjo do Presépio do Vaticano deste ano.

A comunidade LGBT olha para Nossa Senhora de Montevergine também porque ela se senta no antigo templo onde a deusa pagã Cibele foi adorada. Num artigo de 2014, intitulado “a procissão dos femminielli“, o La Repubblica observou que os sacerdotes eunucos de Cibele castravam-se ritualmente “para oferecer o seu sexo como um presente à sua deusa, para renascerem com uma nova identidade”.

Antonello Sannino, presidente da Arcigay de Nápoles, explicou ao LifeSiteNews que a “juta dei femminielli” envolve uma “mistura de sagrado e profano”. Ao admitir a sua própria distância em relação à Igreja, Sannino disse que “existe uma forte devoção popular entre os crentes”, mas para outros representa uma consagração pessoal a uma divindade não-cristã.

A peregrinação anual da Candelária é uma espécie de “orgulho gay ancestral”, explicou ele, e tem sido uma “maneira de acolher na cultura da cidade [de Nápoles] a figura do femminiello, que é perturbadora numa sociedade binária de “masculino-feminino”.

Montevergine politizada

Em 2002, a peregrinação chegou aos jornais quando o então abade de Montevergine, Tarcisio Nazzaro, expressou o seu descontentamento com a presença dos “femminielli” napolitanos.

De acordo com o La Repubblica, Nazzaro disse-lhes durante a Santa Missa, : “As vossas orações não são orações, mas um clamor com o qual Nossa Senhora não fica satisfeita e, portanto, não são bem-vindas. Vocês são como os comerciantes que encheram o templo até que Jesus os expulsou.” Alegadamente, ele terá confiado mais tarde ao Sacristão: “Eu não tenho nada contra ninguém, não quis ofender ninguém e muito menos esses fiéis. Mas o que é demais é demais. Precisamos de um pouco de respeito pelo lugar sagrado e a dignidade do santuário tem de ser preservada”.

O Catecismo da Igreja Católica afirma nos parágrafos 2358 e 2359 que, embora as inclinações homossexuais sejam “objetivamente desordenadas”, os homens e mulheres que sofrem essa provação “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza” e “todo o sinal de discriminação injusta para com eles deve ser evitado”, mas, como todos os cristãos, eles são “chamados à castidade” e à perfeição cristã.

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Um corpo a ser empurrado para o local de sepultamento, no Presépio do Vaticano deste ano, representando a obra de misericórdia corporal “enterrar os mortos”.

Sannino não repreendeu o abade, mas achou que a presença na abadia, em 2002, de Vladimir Luxuria, o primeiro deputado transexual em Itália, precipitou a controvérsia. “Em 2002 foi muito político”, disse ele.

Esse incidente galvanizou o movimento LGBT, afirmou Ottavia Voza, presidente da Arcigay de Salerno, ao LifeSiteNews. Outro incidente menor ocorreu em 2010, mas a “participação ativa e política da comunidade LGBT” começou após a controvérsia de 2002.

Um novo abade e uma nova abordagem

Em setembro de 2014, sob o pontificado de Francisco, foi eleito um novo abade de Montevergine, Dom Riccardo Luca Guariglia. No início desse ano, Luxuria escreveu uma carta ao Papa Francisco, em nome da comunidade LGBT, e apresentou-a publicamente no Santuário de Montevergine, na peregrinação da Candelária. Ninguém sabe porém se essa carta obteve resposta. Uma tradução em inglês pode ser lida aqui.

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O homem nu domina a cena a partir deste ângulo.

Em 2017, os líderes da comunidade LGBT conheceram o abade Guariglia. Voza disse que as relações são agora “excelentes” e que, este ano, “tiveram a oportunidade de dialogar com o abade”. Voza contou ao LifeSiteNews que Vladimir Luxuria estava lá e que o abade “parou para falar connosco”. Não foi uma reunião privada mas, “em essência, ele deu-nos sua bênção”, continuou Voza, acrescentando que o incidente de 2002 “foi completamente superado”.

“Ele recebeu-nos”, disse Voza, “e entendeu a importância da presença da comunidade”.

As questões intensificaram-se politicamente também em 2017, quando ativistas LGBT inauguraram em Ospedaletto d’Alpinolo a primeira casa de banho “sem género” de Itália, durante a peregrinação de 2 de fevereiro, e autoridades civis locais ofereceram cidadania honorária a um par de homossexuais “casados”. Em conjunto com os ativistas LGBT, as autoridades civis também inauguraram uma placa, na entrada da cidade, onde se lê “Ospedaletto d’Alpinolo é contra a homotransfobia e a violência de género”.

Na cerimónia, Vladimir Luxuria declarou que a pequena cidade de Ospedaletto d’Alpinolo deveria servir de modelo para o resto da Itália.

O abade Guariglia foi entrevistado sobre a “juta dei femminielli” em 2017, tendo dito: “São Bento diz-nos que os convidados têm de ser recebidos como o próprio Cristo” e a abadia tem “esta peculiaridade, a de acolher todos os tipos de peregrinos que chegam ao santuário, em primeiro lugar, para prestar homenagem ou confiar-se à Mãe de Deus e depois, também, para celebrar os sacramentos”.

Regresso ao neopaganismo

Sannino acolheu a cena do Presépio do Vaticano dizendo que acredita que é um “símbolo importante da inclusão e integração”, no entanto, se isso significa uma maior abertura da Igreja, isso depende do “quão conscientes” estavam os funcionários do Vaticano relativamente à ligação aos ativistas LGBT na tomada de decisão. Sannino acrestentou: “Esperamos que a Igreja desenvolva finalmente um verdadeiro sentido de abertura no seguimento das palavras do Papa”, referindo-se ao comentário de Francisco “Quem sou eu para julgar?”. “A Igreja é extremamente lenta nas suas transformações”, acredita ele, estando bastante confiante que “isso também acontecerá”.

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Menino Jesus, coberto até ao Natal, cercado por aquilo que parecem ser querubins.

As pessoas em Roma, no entanto, questionam-se como será a resposta do Papa Francisco. Como em anos anteriores, espera-se que o Papa Francisco passe algum tempo em frente do Presépio, a orar em silêncio, no dia 31 de dezembro, depois das Vésperas e do canto da oração Te Deum de ação de graças na Basílica de São Pedro. A preocupação é se a imagem da sua oração silenciosa, em frente do ícone de Montevergine e do homem nu, posicionados em ambos os lados do Presépio, providenciará um sinal ou será usada para empurrar a agenda política de alguns elementos da comunidade LGBT.

Oficialmente, o Vaticano não tem feito comentários sobre o assunto, portanto não é claro o grau de consciência de quem tomou as decisões, no que concerne às ligações do Presépio à abadia de Montevergine, assim como as suas relações com os ativistas LGBT italianos. O LifeSiteNews contactou o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, mas este recusou responder.

O italiano Roberto de Mattei, historiador da Igreja, da Fundação Lepanto, vê isto como a última tentativa de “paganizar a Itália e a Europa” através de meios indiretos, naquilo a que chama “neopaganização suave”.

Isto envolve a escolha de lugares do culto cristão “para devolvê-los às suas origens pagãs”, explicou De Mattei, enviando o cristianismo de volta à era das catacumbas, onde foi perseguido pelos pagãos. O movimento LGBT não é apenas político ou cultural, mas também um “movimento religioso” de características pagãs, acrescentou. “Isso não nos deve surpreender porque o sexo estava também no centro de muitos cultos pagãos”, disse De Mattei. “Isto, portanto, anuncia uma nova perseguição neopagã daqueles que permanecem fiéis ao catolicismo”.

De Mattei observou que no próximo ano completam-se 50 anos da revolução cultural ou sexual de 1968 e acredita que esta está a ser agora “transformada numa revolução religiosa”, onde o sexo, estando ainda no centro, está agora a ser “transformado numa divindade destinada a substituir o cristianismo”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 20 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade dos seus autores, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017

Vaticano contrata empresa que promove ativismo gay

A Accenture, uma empresa de consultadoria que opera na área das tecnologias da informação, foi a escolhida pelo Vaticano para renovar a imagem das comunicações do Vaticano, tendo recebido a tarefa de “simplificar e unificar as comunicações” do Vaticano num novo canal, o Vatican News.

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Novo portal Vatican News concebido pela Accenture.

A Accenture é uma empresa que promove ativamente a cultura gay, fazendo disso uma das suas imagens de marca. Por exemplo, participa no programa LGBT Ally (Aliado LGBT), organiza eventos como o “Mês do Orgulho [LGBT, que quer dizer lésbico, gay, bissexual e transexual]” e a sua página a internet está cheia de marketing à base de terminologia gay e muitos arcos-íris.

A empresa contratada pelo Vaticano foi eleita em 2016 como o “melhor local de trabalho da Irlanda para a comunidade gay” e, em 2017, uma das nomeadas pelo Pink News (portal de notícias gay) para a categoria “Business Equality “(que distingue as empresas “que tenham feito contribuições positivas às causas LGBT+”).

Basto 12/2017

Padre católico, durante a missa, assume-se gay e recebe aplauso de pé

Fr. Gregory Greiten

Chama-se Gregory Greiten e é um sacerdote católico romano. Durante a celebração da missa na igreja de Santa Bernadete, em Milwaukee, EUA, confessou publicamente a sua condição gay, obtendo, dos seus paroquianos, uma ovação de pé. Posteriormente, escreveu um texto para o National Catholic Reporter onde explica a sua posição.

“Eu sou o Greg, sou um padre católico romano. E sim, sou gay.”

[…]

“Ao escolher reforçar o silêncio, a instituição da Igreja finge que os padres homossexuais e religiosos não existem. Por isso, não há modelos autênticos de padres celibatários, gay, equilibrados e saudáveis que sirvam de exemplo para os que, jovens e velhos, lutam para entender a sua orientação sexual.”

[…]

Prometo ser o meu autêntico eu gay. Vou abraçar a pessoa que sou criada por Deus. Na minha vida eclesiástica, eu também ajudarei quem, seja gay ou heterossexual, bissexual ou transgénero, a ser si próprio – para estar totalmente vivo à nossa imagem e semelhança de Deus.”

(in Sábado, 20/12/2017)

Prometeu continuar a viver o celibato e recebeu o apoio do seu arcebispo.

Para o Pe. Gregory Greiten, se um padre é ou não gay “não faz qualquer diferença”. Agora sente-se “liberto”, afirmando que “não há nada de errado em ser gay” espera que a sua história inspire outros casos.

O consultor do Vaticano e ativista Pe. James Martin SJ não demorou a comentar, na sua popular conta twitter, este forte contributo para a causa gay.

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Twitter do  Pe. James Martin SJ no dia 18/12/2017

Basto 12/2017

Cardeal Vincent Nichols, da Grã-Bretanha, acolhe organização homossexualista

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Cardeal Vincent Nichols in Youtube, 2016 (entrevista à Salt and Light, 22 de outubro de 2015)

O cardeal inglês D. Vincent Nicolas, da Arquidiocese de Westminster, recomendou a organização ativista gay “Quest” (“Busca”, em português) aos seus sacerdotes. Esta organização, que se propõe a dar apoio pastoral a católicos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e afins), tinha sido censurada pelo cardeal D. Basil Hume, antigo arcebispo de Westminster, por promover o homossexualismo e defender orientações contrárias ao ensinamento da Igreja que afirma que os atos homossexuais são “intrinsecamente desordenados”.

Foi há poucos dias atrás que D. Vincent Nichols endereçou uma carta aos seus sacerdotes, a que o Life Site News teve acesso, na qual recomendava a Quest para ajudar “aqueles que vivem com uma atração pelo mesmo sexo e muitas vezes estão ansiosos sobre o seu caminho para Deus e o seu relacionamento com a Igreja”. A carta dizia ainda que “a Quest, que foi fundada em 1973, é uma organização nacional que presta apoio aos católicos LGBT, seus amigos e familiares”.

Mas que tipo de apoio pastoral presta essa organização?

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Quest  – Apoio Pastoral para Católicos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais)

Nos seus estatutos, a Quest afirma que um dos seus objetivos é reunir “leigos e leigas que buscam maneiras de conciliar a prática plena da sua fé católica com a plena expressão das suas naturezas homossexuais“. A Quest assume, na sua página da internet, que deseja ver a “aceitação das relações homossexuais pela Igreja”.

Esta organização apoiada pelo cardeal de Westminster participa nas paradas do Orgulho Gay e o seu sítio na internet apresenta, em lugar de destaque, uma oração assinada pelo famoso ativista gay britânico Pe. Bernárd Lynch.

Resultado de imagem para Fr Bernárd J Lynch

 

 

Sou um padre católico há mais de 40 anos. […] Estou casado com o meu marido Billy desde 1998.”

(inblogue do Pe. Bernárd Lynch – tradução livre)

Até que ponto nos surpreende a recente iniciativa do cardeal Nichols?

Se tivermos em conta que, neste mesmo ano em que se assinala o centenário das aparições de Fátima, D. Vincent Nichols consagrou a Inglaterra e o País de Gales ao Imaculado Coração de Maria, podemos ficar estupefactos com os recentes desenvolvimentos na arquidiocese de Westminster. No entanto, são conhecidos alguns precedentes problemáticos do cardeal Nichols no tratamento da questão dos “atos intrinsecamente desordenados”, em particular no que se refere à prática de sodomia. Por exemplo, em 2011, D. Vincent Nichols elogiou as uniões civis homossexuais e, em 2015, durante o Sínodo da Família, confessou a sua desilusão pelo facto de a Igreja não ter ido “suficientemente longe” no “acolhimento, respeito e valorização” dos casais homossexuais, incitando-a a fazê-lo. Ao mesmo tempo, sabemos que já celebrou missas para a comunidade LGBT do grupo chamado “Soho Masses”, na Igreja Jesuíta da Imaculada Conceição de Westminster (uma espécie a paróquia gay local, devidamente autorizada). Tendo em conta estes precedentes, o noticiado desenvolvimento “pastoral” na arquidiocese londrina acaba por não ser tão surpreendente.

D. Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, Grã-Bretanha, foi criado cardeal pelo Papa Francisco no consistório de 22 de fevereiro de 2014.

Basto 12/2017

Facebook censura foto do presépio do Vaticano

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Foto censurada pela rede social Facebook

A razão apresentada pela rede social é a seguinte: “não é permitido adicionar imagens sexualmente sugestivas ou provocativas”.

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Mensagem interna da rede social Facebook aos utilizadores.

A imagem em questão retrata supostamente uma cena alusiva às “sete obras de misericórdia corporais”, nomeadamente, “vestir os nus”. Não obstante, a crítica social não gostou de ver, no presépio do Vaticano, a opção artística por um homem musculado completamente nu e com uma expressão que parece lasciva. A controvérsia aumenta quando este elemento, que mais parece de arte homoerótica, foi posicionado mesmo ao lado da principal cena do presépio, onde está representada a Sagrada Família de Belém.

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1. Cena da Sagrada Família; 2. Cena que tem gerado a polémica; in Catholic Sat

Basto 12/2017

Pe. James Martin assinala o dia de Nª Sª de Guadalupe com a publicação de imagens ultrajantes

No dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas, que se celebra a 12 de dezembro, o jesuíta James Martin publicou na sua conta Twitter algumas imagens impúdicas e blasfemas para assinalar a festa litúrgica.

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Twitter do  Pe. James Martin SJ no dia 12/12/2017

James Martin SJ é um reconhecido teólogo no campo da nova misericórdia, especializado na pastoral do lesbianismo, bissexualismo, homossexualismo e outras sensibilidades normalmente incluídas no acrónimo LGBT (que tem vindo a expandir-se para LGBTQ e LGBTQ+). Como ativista militante da causa gay, o Pe. Martin defende a abertura da nossa religião às várias orientações sexuais, apresentando-as como mais-valias para a Igreja Católica. James Martin é também um colaborador próximo do Santo Padre, desde a sua recente nomeação para consultor no Vaticano.

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1. Pe. James Martin SJ; 2. Yayo Grassi, ex-aluno de Bergoglio, homossexual e ativista gay (67 anos de idade na 2ª  imagem, 2015); 3. Iwan Bagus (19 anos, namorado de Grassi na época da imagem).

 

Basto 12/2017

Travesti Conchita Wurst prega na catedral de Viena em cerimónia presidida pelo cardeal Schönborn

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O “misericordioso” cardeal D. Cristoph Schönborn, apresentador oficial da exortação apostólica Amoris Letitia, celebrou uma cerimónia sacrílega intitulada Mozart Requiem na sua Catedral de Santo Estêvão, em Viena (Áustria), para assinalar o Dia Mundial de Luta contra a SIDA (1 de dezembro). Um dos “pregadores” foi o travesti Thomas Neuwirth (mundialmente conhecido por Conchita Wurst ou “a mulher de barba”), vencedor do Festival Eurovisão da Canção de 2014, e outro foi Gery Keszler, o famoso organizador da gala anual gayLife Ball” de angariação de fundos para supostamente combater a SIDA.

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D. Cristoph Schönborn canta e bate palmas, ao lado de Gery Keszler, na sua catedral em Viena (Áustria) in ORF2.

 

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Gery Keszler discursa a partir do ambão da catedral de Santo Estêvão, in ORF2.

 

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Travesti “Conchita Wurst” discursa a partir do ambão da catedral de Santo Estêvão, in ORF2.

 

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Decoração da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, Áustria, in ORF2.

A promoção da cultura gay no combate epidemiológico da SIDA é um fenómeno bastante difícil de entender…

Basto 12/2017

Mais um bispo “misericordioso”

O argentino Pe. Jorge Ignacio García Cuerva acabou de ser elevado a bispo. De acordo com a informação publicada há dias no sítio oficial do Vaticano, o Santo Padre acabou de nomeá-lo bispo auxiliar de Lomas de Zamora e titular de Lacubaza, na Argentina.

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Pe. García Cuerva abraça os dois homens, Pablo Goycochea e Roberto Carlos Trinidad (o transexual que agora se identifica como Florencia de La V), na Basílica do Santíssimo Sacramento de Buenos Aires, onde batizou os seus filhos adotivos – revista “Gente” de 30/08/2017

O Pe. García Cuerva tornou-se mundialmente conhecido porque, em 25 de agosto de 2012, batizou os filhos adotivos de um famoso casal “gay” argentino na Basílica do Santíssimo Sacramento de Buenos Aires, tendo obtido, na altura, uma forte cobertura mediática. Este acontecimento reporta-se a uma data em que o atual Pontífice Romano era ainda o arcebispo de Buenos Aires.

“Florencia aproximou-se de nós com o pedido explícito para que a Igreja Católica batizasse os seus filhos de acordo com o Direito Canónico. Que exista tal desejo é motivo suficiente para realizá-lo. Gostaria que todos os pais trouxessem os seus filhos ao batismo com um nível de consciência tão alto. Vê-se que Flor e Pablo realmente querem transmitir a Paulo e Isabella a fé em Jesus.”

(Pe. García Cuerva in Gente, agosto de 2012 – tradução livre)

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O vídeo da cerimónia pode ser visto aqui.

Basto 11/2017