Faz lembrar o “Tucho”

O “autor fantasma” da Amoris Laetitia

O vaticanista italiano Sandro Magister, no seu último trabalho de investigação jornalística publicado no Chiesa Espresso Repubblica (pode ser lido em português no blogue Fratres In Unum), concluiu que a exortação apostólica Amoris Laetitia se inspirou nas visões controversas do arcebispo Víctor Manuel Fernández, em particular nos parágrafos-chave “mais deliberadamente ambíguos” que se prestaram a interpretações e aplicações práticas muito divergentes.

São os parágrafos do oitavo capítulo que de facto dão sinal verde à comunhão para divorciados recasados.

Que é isso que o Papa Francisco queria, agora ficou claro para todos. E além disso, era o que ele já fazia quando era arcebispo em Buenos Aires.

Mas agora descobre-se que algumas formulações-chave da “Amoris laetitia” têm uma pré-história argentina, modeladas a partir de artigos de 2005 e 2006 escritos por Víctor Manuel Fernández, desde então e ainda hoje, o pensador de referência do Papa Francisco e escritor fantasma dos seus maiores textos.

(Sandro Magister, in Chiesa Espresso Repubblica, 25/05/2016)

Víctor Manuel Fernández, “Tucho” para os amigos, é o reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina, proposto em 2009 pelo então Cardeal Bergoglio. Mais tarde, em 2013, seria ordenado arcebispo de Tiburnia, pelo Papa Francisco. É uma figura polémica dentro da Igreja Católica devido ao exotismo teológico de algumas das suas ideias publicadas.

Entre vários artigos e livros que assinou, a sua obra mais famosa é provavelmente um livro cujo título, traduzido, é “Cura-me com a tua boca: a arte de beijar”.

el arte de besar
Editora Lumen

Influência ou mera coincidência, este arcebispo argentino, especialista em artes osculatórias, é um dos homens mais próximos do Papa Francisco dentro do clero argentino. Foi por isso que ele desempenhou funções de destaque no Sínodo da Família, depois de ter sido indigitado pelo Santo Padre para membro da equipa responsável pela elaboração da Relação Final.

Convém acrescentar que, se tudo isto já estava planeado antes da convocação do Sínodo da Família, todo o processo sinodal foi uma grande perda de tempo. Todo o dinheiro gasto na logística do processo sinodal, desde a mais pequena paróquia até à Santa Sé, poderia ter sido distribuído pelos pobres. Para não falar também no que ganharia a natureza, a nossa “casa comum”, com a poupança de papel e energia.

Basto 5/2016

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