Festejar 500 de revolta

Enquanto os católicos já acionaram o relógio da contagem decrescente para a celebração do aniversário dos 100 anos da primeira aparição da Mãe de Deus em Fátima, que veio pedir a conversão dos pecadores, um pouco por todo o mundo, as várias igrejas protestantes contam os dias que faltam para a celebração dos 500 anos do início da conversão da Igreja Católica às ideias revolucionárias de Martinho Lutero. Foi em 1517 que este clérigo herético e insubmisso iniciou a Reforma Protestante, acabando excomungado, pelo Papa Leão X, quatro anos mais tarde. A Reforma Protestante tornou-se num processo de destruição contínuo da Igreja Católica que se estendeu, por cinco séculos, até aos dias de hoje.

Quem terá mais razões para festejar em 2017?

  • Os que esperaram pela conversão dos pecadores pedida em Fátima em 1917?
  • Ou antes aqueles que lutaram, desde 1517, pela conversão da Igreja Católica ao ideal protestante?

A apenas alguns meses de ambas as celebrações, a resposta ainda parece bastante difícil, tão difícil que nem o próprio Papa Francisco sabe bem para onde se virar… Talvez confundido, o Papa acabou por anunciar a sua intenção paradoxal de participar na festa daqueles que celebram o fim da autoridade papal e a rejeição da única Fé verdadeira. Talvez  os protestantes aproveitem a solenidade do momento festivo para se converterem ao Catolicismo, mas para isso será necessário que o Santo Padre lhes diga que necessitam de conversão. Duas hipóteses nas quais pouca gente teria coragem de apostar…

O triunfo do vermelho

Bem no centro da cidade alemã de Winttenberg, onde o feroz ataque protestante à Igreja Católica começou, já foi implantado um triunfal monumento comemorativo para assinalar o 5º centenário da revolta. Tem a forma de um globo onde o vermelho cobre a totalidade das terras emersas. Provavelmente um desígnio para o futuro que – como nós sabemos – será travado pela Mãe de Deus.

lutero monumento
Luther 2017

Muitas pessoas não entendem mas, na sua essência, o espírito que motivou a revolta em Winttenberg, em 1517, foi o mesmo que criou a Teologia da Libertação na América Latina nos tempos modernos e o que infetou a Igreja Católica após o Concílio Vaticano II. O mesmo que possuiu o “pobre Judas” quando viu Maria de Betânia ungir o Senhor (Jo 12, 1-11). Foi o mesmo que inspirou a Revolução Francesa nos finais do séc. XVIII e a disseminação dos ideais maçónicos pelo mundo, ou a Revolução Bolchevique em 1917 e a internacionalização dos ideais socialistas e materialistas.

O objetivo é sempre o mesmo, os valores humanistas em oposição ao sagrado, o relativismo em oposição à doutrina dogmática, a razão contra a Fé, a moral subjetiva contra a cristã, o modernismo contra a tradição, e por aí adiante…

O reino do anticristo contra o Reino de Deus!

Basto 5/2016

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