O vídeo do Papa 2 – libertação do consumismo

Este vídeo apresenta uma mensagem importante em termos ecológicos, a necessidade de preservarmos o ambiente terrestre, um património universal. Todos os seres humanos, incluindo os que integram a Igreja Católica, devem respeitar a natureza, o nosso património coletivo, os bens da criação. No entanto, levanta-se uma questão, deverá ser esta a grande preocupação da nossa hierarquia religiosa?

Agora, quando olhamos para trás e revemos todos os alertas de Nossa Senhora para os nossos tempos, em aparições como La Salette, Fátima ou Akita, entre outras, assim como nas revelações privadas de santos e místicos, como Anne Catherine Emmerich, por exemplo, ou ainda os alertas de alguns dos últimos Papas, sobre os perigos que correria a Igreja no futuro, estariam todos eles a falar da poluição? Não. Esses alertas e profecias referiam-se à apostasia generalizada, à perda de fé, ao relativismo moral e religioso, ao laxismo dos leigos e clérigos dentro da Igreja Católica.

A preservação ambiental é muito importante, mas a principal principal preocupação dos pastores religiosos deve ser a salvação das almas. Conduzi-las pelo único e difícil caminho que é Jesus Cristo, o Caminho da Cruz. E, já agora, onde é que surge a palavra Jesus em todo o filme? Onde é que ele está representado? Parece que, em relação ao vídeo anterior, continuam a verificar-se os mesmos erros técnicos na edição de imagem.

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O texto fala na necessidade de “uma conversão [traduzido para mudança] que nos una a todos” mas, logo a seguir, em vez de se indicar o Caminho da Verdade para essa conversão, fica-se pela mera “libertação do consumismo”, o que é francamente pouco. A hierarquia eclesiástica deve preocupar-se, acima de tudo, com a verdadeira conversão que nos liberta do pecado, que é acreditar em Jesus Cristo.

Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» (Jo 14, 6-7)

É necessário tomar algum cuidado editorial neste tipo de publicações oficiais porque podem induzir em erro. Muita gente pensa agora que isto, afinal, é tudo a mesma coisa, numa espécie de panteísmo naturalista onde todos devemos estar irmanados. Por exemplo, no passado mês de janeiro, o Cardeal Antonio Cañizares, arcebispo de Valência, presidiu a uma oração ecuménica pelo “cuidado da Mãe Terra”, inaugurando a “Catedral de la Natura”.

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in Periodista Digital, 21/01/2016

 

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in Periodista Digital, 21/01/2016

Basto 2/2016

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