Os documentos são autênticos!

Os escandalosos documentos publicados nos últimos dias, relativos à correspondência entre os bispos argentinos e o Papa Francisco, são autênticos e ganharam agora uma dimensão global, uma vez que foram ontem divulgados, em várias línguas, pelos órgãos de comunicação social oficiais do Vaticano.

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Correspondência trocada entre os bispos de Buenos Aires e o Papa Francisco

 

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Correspondência trocada entre os bispos de Buenos Aires e o Papa Francisco

Portanto, não vale a pena perder mais tempo e paciência na elaboração de outras interpretações do polémico capítulo VIII da Amoris Laetitia. Sagrada Comunhão para adúlteros não arrependidos? Sim, o Papa recomenda!

Na Rádio Vaticano:

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Cidade do Vaticano (RV) – É a caridade pastoral que impele a “sair para encontrar os afastados e, uma vez encontrados, a iniciar um caminho de acolhida, acompanhamento, discernimento e integração na comunidade eclesial”. Esta é a premissa básica em torno da qual gira o conteúdo  da carta enviada pelo Papa Francisco aos bispos da região pastoral de Buenos Aires, em resposta ao documento “Critérios fundamentais para a aplicação do Capítulo VIII da Amoris laetitia”, reporta o L’Osservatore Romano.

Exprimindo seu apreço pelo texto elaborado pelos prelados, o Pontífice sublinhou na mensagem enviada a Dom Sergio Alfredo Fenoy,  como este manifesta na sua plenitude o sentido do Capítulo VIII da Exortação Apostólica – o que trata de “acompanhar, discernir e integrar a fragilidade” – esclarecendo que “não existem outras interpretações”. O documento dos bispos – assegurou o Pontífice – “fará muito bem”, sobretudo para aquela “caridade pastoral” que o permeia inteiramente.

(in Rádio Vaticano, 13/09/2016)

No L’Osservatore Romano e na Rede Oficial do Vaticano:

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Neste momento, desapareceu aquela voluntariosa margem de dúvidas hermenêuticas da Amoris Laetitia. Apesar de toda a sua ambiguidade literária, a exortação apostólica propõe de facto que as pessoas em situação de adultério público e permanente tenham acesso à Sagrada Comunhão. Isto representa uma rutura estrondosa e sem precedentes no edifício doutrinal da Igreja Católica cujas consequências serão agora inimagináveis.

A comunhão de adúlteros, ou seja divorciados “recasados”, é, desde o início do seu pontificado, a grande causa do Papa Francisco, que a defendeu de uma forma acanhada e dissimulada mas persistente. Aliás, assumiu-a publicamente na sua primeiríssima oração do Angelus, em Roma. Na prossecução desta sua grande causa, colocou clérigos heréticos em lugares de destaque, afastou outros que defendiam a Verdade Cristã e convocou um controverso sínodo. Não conseguindo obter o apoio dos padres sinodais, elaborou uma exortação apostólica longa e confusa, cuja interpretação, sabemos agora, é oposta à maioria das opiniões dos padres sinodais e contrária à Verdade Cristã.

Perante a falta de coragem para assumir de forma clara este ataque direto e incisivo do Santo Padre a um dos principais pilares da Santa Igreja Católica, nomeadamente, a Verdade cristã sobre a família e o matrimónio, o Vaticano escolheu este estratagema subtil e diabólico para, no 99º aniversário da 5ª aparição de Fátima, promover um sacrilégio à escala global.

Depois disto e de todos os outros escândalos recentes que atingiram a Igreja Católica, dá vontade de perguntar se, a poucos meses da celebração do centenário das aparições de Fátima, alguém ainda tem dúvidas sobre qual seria o núcleo central do Segredo de Fátima?

O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

(Palavras de Nossa Senhora a Lúcia dos Santos, vidente de Fátima)

Talvez Roma não seja o lugar mais indicado para procurar abrigo espiritual durante a presente tempestade… Apertemos o cinto de segurança porque nos aproximamos rapidamente do centro do ‘furacão’ anunciado em 1917.

Atenção irmãos, eles até podem abrir as portas do Inferno, se Deus o permitir, mas não obrigam ninguém a entrar.

Basto 9/2016

2 thoughts on “Os documentos são autênticos!

  1. Irmão
    Com essa confirmação da autenticidade da resposta, não estaria o Papa manifestando ensinamento herético (HERESIA)? Caso a resposta seja sim, não estaria ele perdendo sua condição de papa (embora há alguns meses já não creio que ele o seja)??

    • Santiago, eu entendo perfeitamente o que sente porque não deve ser muito diferente daquilo que eu sinto ou do que qualquer outra pessoa, que tenha um mínimo de lucidez e amor à Igreja, sente neste momento. A situação atual é absolutamente desoladora, tanto mais quando olhamos à nossa volta e verificamos que toda essa desolação tem causado uma curiosa felicidade (para não dizer histeria) no universo católico em geral, o que é completamente insólito e perturbador. Relativamente às suas duas questões, vou tentar responder da forma mais sincera possível.

      1) O que está aqui em causa é muito, mas mesmo muito mais grave do que um Papa a ensinar uma heresia, aliás penso que nem seria o primeiro a fazê-lo na história da Igreja. Nesse caso, basear-se-ia numa determinada fundamentação herética, que poderia ser debatida, contestada e corrigida à luz do magistério tradicional da Igreja. Mas isto é muito mais grave! A minha impressão – oxalá seja errada – é a de que ele está a corromper a doutrina com esquemas e estratagemas por baixo da mesa, ao mesmo tempo que passa a imagem de que está a defendê-la heroicamente. Se essa for a sua estratégia, tem tido um elevado sucesso porque todos estão felizes, quer aqueles que sempre quiseram destruir a Igreja, quer aqueles que a desejam preservar. Amigos e inimigos da Igreja estão hoje igualmente satisfeitos com este papado exótico, à exceção de um ou outro foco de contestação residual (os “fundamentalistas”).

      2) Se ele é um Papa verdadeiro ou falso? Tenho tentado resistir à tentação de fazer o meu próprio juízo por várias razões, uma delas é por medo de influenciar outras opiniões no caso de a minha estar equivocada. A Igreja tem órgãos próprios e pessoas qualificadas para avaliarem essa situação, é a eles que cabe decidir. A nós cabe-nos apenas denunciar e corrigir os seus erros, para não pecarmos por omissão.

      Os bispos e os cardeais, incluindo Bento XVI, ainda o consideram um Papa legítimo, validamente eleito, portanto para mim ele é Papa. Um mau Papa, talvez o pior da história da Igreja, mas Papa. Por outro lado, penso que isso nem será o mais importante.

      O mais importante neste momento é defender a nossa Fé e as nossas almas deste ataque avassalador, venha ele de onde vier. Se for preciso defender a Igreja do próprio Papa, então que assim seja. Deus permitiu que esta situação acontecesse por alguma razão. Tentemos estar à altura dos seus desígnios que são sempre justos e perfeitos.

      Hoje, por acaso, li um artigo interessante que vai ao encontro do seu comentário, mas está em inglês.

      http://www.onepeterfive.com/faith-endangered-francis/

      Espero ter respondido às suas questões irmão.

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